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domingo, 13 de dezembro de 2009

Chefe, A culpa não é minha...

Muitas pessoas são portadoras do Transtorno do Déficit de Atenção e não sabem, o que pode comprometer bastante o desenvolvimento acadêmico e profissional

Por Rafael Alves Pereira* - rafa_alves@hotmail.com


O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma enfermidade ainda pouco conhecida pelo grande público e que afeta centenas de pessoas, sendo que a maioria delas não tem a menor idéia de que sofre do problema. Os sintomas podem variar de um indivíduo para outro, mas de forma geral costuma-se dizer que as pessoas que sofrem deste transtorno "vivem no mundo da lua", nunca prestam atenção em nada, têm dificuldade de se lembrar de coisas triviais e não conseguem se concentrar ou manter a atenção em alguma atividade por muito tempo. A enfermidade freqüentemente vem associada a uma inquietude constante, que lembra aquele velho ditado que diz que a pessoa está com "bicho-carpinteiro pelo corpo": não consegue parar quieta um minuto, fala o tempo toda, está sempre em ritmo acelerado, é impulsiva e foge de atividades monótonas e repetitivas.

Quem sofre disso sabe o quanto o TDAH, que ainda é sub-diagnosticado no país, pode trazer problemas para a vida profissional e acadêmica. Muitas pessoas têm seu desempenho no trabalho sensivelmente diminuído e não conseguem desenvolver todo o seu potencial, o que freqüentemente pode causar problemas de auto-estima e atritos desnecessários entre os companheiros de escritório.

O advogado Leandro Cariello, atual vice-presidente e um dos fundadores da ABDA (a Associação Brasileira de Deficiência de Atenção), é portador do TDAH e conta que já teve problemas antes de saber que apresentava o transtorno e começar a se tratar.

Esquecer compromissos é uma queixa freqüente dos portadores da doença, pois a memória fraca é um dos sintomas mais presentes do transtorno. No ambiente profissional, o esquecimento de um compromisso importante pode ser interpretado como falta de seriedade e de profissionalismo, colocando em cheque o prestígio e o reconhecimento profissional. As conseqüências podem ser sérias, variando desde a perda de um polpudo contrato a um enérgico puxão-de-orelhas da chefia. Ir para o cadafalso e passar a engrossar a fila do seguro desemprego também é uma possibilidade que sempre ronda aqueles que não conseguem organizar a agenda, planejar compromissos com antecedência e são adeptos do ditado "por que fazer hoje o que posso deixar para amanhã ou depois de amanhã". Típico de quem sofre de TDAH.

http://www.tdah.org.br/

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