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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

T.D.A.H X Preconceito [1]

Estudos recentes mostram, que um dos maiores entraves para o tratamento do T.D.A.H. e suas CO-MORBIDADES, é o PRECONCEITO. Para que o tratamento seja eficaz, seguindo os critérios preconizados, pelos estudos feitos por um grupo consorciado, envolvendo várias universidades americanas (05) e uma universidade canadense, que é o estudo MTA, o PRECONCEITO tem que primeiramente ser amenizado. Neste aspecto, o ACHISMO não tem vez, pois os critérios são voltados para a medicina baseada em evidencias, onde se procura seguir as diretrizes da associação americana de psiquiatria e a associação americana de pediatria, como órgãos credenciados, e que sob o ponto de vista científico, dão suportes e respaldos a todas tecnologias e pesquisas voltadas para o tratamento do T.D.A.H. e suas co-morbidades, que inclusive, não são exceções, mas sim regra, as co-morbidades no T.D.A.H.

Mesmo nos paises desenvolvidos, o PRECONCEITO, responde por uma significativa parcela de pacientes que deixam de receber o tratamento precocemente e não se beneficiam do conjunto de ações, como a farmacopsicoterapia, a psicoterapia cognitivo-comportamental, a orientação a pais e escolas, formando assim com este quarteto de ações, o suporte necessário para o tratamento do T.D.A.H. dentro do que se conhece até o momento como eficiente, ficando, a intervenção de outros profissionais, restrita a uma pequena parcela de pacientes.

Obviamente, que o PRECONCEITO, está diretamente ligado a própria história da SAÚDE MENTAL, onde há menos de duas décadas, os pacientes com patologias mentais, não tinham uma abordagem clinica e terapêutica digna, porem a psiquiatria evoluiu como nunca nestas últimas décadas, sustentada pela evolução da própria NEUROCIENCIA,mudando completamente os rumos da saúde mental. Contudo, ainda é muito mais estigmatizante ter uma depressão, do que ser portador de diabetes ou hipertensão arterial, pois na história da medicina, aquilo que vem da CABEÇA ou do CÉREBRO dos indivíduos, é certamente muito mais preconceituoso. Por isto, ao adiministrarmos um anti-hipertensivo ou a insulina para um paciente hipertenso ou diabético, a aceitação é bem maior do que passar um neuroestimulante para uma criança desatenta ou hiperativa. Observamos inclusive, que um indivíduo quando pretende agredir de forma contundente um outro indivíduo, sem lhe provocar danos físicos, ele procura como órgão alvo a ser atingido, o cérebro do outro, não em sua estrutura motora, mas sim em sua estrutura psíquica e intelectual, onde certamente vai ter uma repercussão maior.

Um outro aspecto que deve ser levado em consideração é o cultural. Nos países desenvolvidos, principalmente nos E.U.A., o paciente ao ser medicado ou ao receber uma intervenção médica, ele interroga sobre a evolução da doença e o resultado que será obtido com o tratamento, preocupando por último com os efeitos colaterais dos medicamentos. Em outras palavras, a preocupação prioritária é com a doença.Na América Latina, a preocupação primeira é com os efeitos colaterais das medicações. Neste sentido, temos que entender, que não apenas as mães e pais são receosos quanto a possibilidade de seus filhos tomarem REMÉDIO PARA O CÉREBRO, o que de certa forma entendemos, mas em nosso meio, é muito comum que até profissionais da área de saúde, relutem em admitir, que teremos uma repercussão muito mais GRAVE, no não tratamento adequado de um paciente T.D.A.H., do que tratá-lo de forma consciente e criteriosa, observando atentamente o conceito CUSTO x BENEFICIO e procurando dar para este paciente um tratamento correto, para um transtorno NEURO-COMPORTAMENTAL, com estudos e pesquisas muito mais extensas e seguras, do que a própria DEPRESSÃO, segundo relatos da Associação Médica Americana.


Fonte de Pesquisas
http://www.tdah.com.br/
Irineu Dias
Clínica Médica

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