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sexta-feira, 14 de maio de 2010

AUTO RELATO DE UMA LEITORA:





Há pouco tempo, recebi o email de uma leitora que leu um dos meus artigos sobre o TDAH e escreveu o seguinte:
Idade: 42
Mensagem: A vida é assim mesmo... (ainda bem que não acreditei nisso)

... É estou aqui novamente, mais uma vez recomeçando minha vida.
Acho que o grande lance da vida é poder recomeçar sempre que achar necessário já perdi as contas de quantas vezes RECOMECEI...
Quando me deparei há dois anos atrás com a possibilidade de sofrer de Transtorno de Déficit de Atenção, confesso que senti certo alivio, pois estaria explicando tantas coisas, inclusive as “Não Terminadas”..(risos).
Mais mas uma vez estava enganada, digo isso pois os ENAGANOS com diagnóstico me acompanham a muitos anos, podemos dizer que mais ou menos há 35 anos.
Começou na infância e pelo que vejo perdurou até a vida adulta.
Terapia? Várias
Psicopedagoga? Sim.
Mudança de Escola? Várias
Psiquiatras? Muitos
Empregos: Inúmeros.Problemas na escola: Incontáveis, se hoje estou formada agradeço a infinita paciência dos meus Pais, que jamais deixaram desistir.
Um pena que não pude aproveitar o curso que fiz na faculdade da forma que poderia. Bom, continuando, o médico que me acompanhava na época em que desconfiei do Transtorno de Déficit, descartou a hipótese e como já estava em tratamento com ele e confiava achei que estava certo.
Mas o tratamento não evoluía...Acho interessante que o diagnóstico Ansiedade é igual Virose, não sabe o que é já diagnostica como Ansiedade.
Fui tratada a vida inteira como uma pessoa muita ansiosa e o resultado deste tratamento foram 30 kgs a mais; baixo rendimento escolar e profissional e um custo mensal de quase 400,00 reais mensais de remédio. E para não melhorar nem 50 % do esperado.
Você muda de médico, muda de medicação, muda de escola, muda de trabalho, tenta tudo que lhe indicam e nada, nada funciona como deveria.
Você se sente um E.T na Era da Globalização.
Aí você começa a desanimar, desistir e achar que você é assim mesmo e terá que aceitar a vida desta forma. A
h eu também escutei muito isso em terapia, “A vida é assim mesmo...”
Foi de grande valor esta informação, pois diminui bastante o custo com tratamento, parei a terapia.
Informando que desde os 12 anos de idade faço terapia, então acho que entendo um pouco como funciona um processo terapêutico.
Com tantos tratamentos você acaba conhecendo toda a família dos anti-depressivos, estabilizadores de humor, ansiolíticos e ai vai, aumenta dose, retira remédio, acrescenta um diferente e o máximo que você percebe é que sua libido desapareceu, suas roupas encolheram absurdamente.
Neste ponto o comprometimento que tudo isso causou em sua vida são incontáveis, profissional, pessoal, emocional, social e todos os AL’s que conhecemos por aí.Então um dia disse CHEGA, não quero mais viver desta forma, isso não é vida, eu mão mereço sofrer deste jeito e ter que aceitar tão passionalmente.
Bom foi quando uma pessoa aconselhou ir a um Neurologista e sem querer acabei dando risada, pois também já tinha passado por essa especialidade, mas mesmo assim a pessoa insistiu e eu resolvi tentar.Nesta altura do campeonato o que tinha a perder? Nada.
Comecei a pesquisar alguns nomes na Internet e com a ferramenta maravilhosa de busca apareceu novamente em minha tela: Transtorno de Déficit de Atenção. Pensei não é possível, será?
Achei um artigo de uma Psiquiatra do RJ ( a quem devo toda a minha gratidão) onde descrevia exatamente como eu me sentia.
Chorava copiosamente, eram todos os sentimentos misturados: Raiva, Indignação, Alivio, Desespero e por aí vai.
Imediatamente liguei para os meus pais que acompanham esta minha luta e ao lerem o artigo ficaram impressionados com tamanha semelhança com a minha história...
Isso ocorreu em Janeiro de 2009 e até a consulta com o Neurologista no inicio de Fevereiro chorava copiosamente todos os dias.
Conversei com o meu médico Homeopata e ele disse que tinha tudo haver com o meu quadro quando leu o artigo.
No início de Fevereiro fui a consulta com o Neurologista e contei toda a minha longa trajetória e mostrei o artigo que havia encontrado sobre Déficit de Atenção e ele nem pestanejou: Você possui Déficit de Atenção desde a infância e infelizmente nunca foi diagnosticado.
Ele ainda perguntou: Nunca desconfiaram? Eu disse: Não, apesar de eu ter levantado a hipótese.
Após um 1 mês iniciei a medicação, pois ele achou prudente primeiro desintoxicar da medicação anterior.
Começo a sentir pequenas diferenças, estou no inicio, dando os primeiros passos, mas um pouco mais confiante na minha intuição.
Foi ela que nunca deixou que eu desistisse da vida, pois vontade não faltou.
Este depoimento é um desabafo, um alerta para todas as pessoas que desconfiam que tenham ou que alguém próximo tenha: Não desista, confie na sua intuição, pois sem o tratamento correto a VIDA TORNA-SE INSUPORTÁVEL.
Agradecimentos:Aos meus Pais (meus tesouros mais preciosos),
a minha coordenadora ... (que me acolheu e entendeu a minha dor e dificuldade)
ao meu médico homeopata (MC) que me ouviu chorando desesperada tantas vezes,
ao meu Neurologista (Dr. FW) que acreditou na minha desconfiança de ser Déficit,
e principalmente a Deus que de tão teimoso e amoroso não deixou que eu cometesse uma besteira.
Agradecimento Especial:
A Dra. Evelyn Vinocur pelo excelente artigo, foi através deste que consegui resgatar a vontade de viver novamente!



Fonte da Pesquisa Imagem do google
http://www.evelynvinocur.com.br/blog/

segunda-feira, 10 de maio de 2010

TDAH? Bem-vinda ao clube! Caso real




Sabe, eu acho estranho quem está no auge da hiperatividade querer colocar o pé no freio. Eu sinto falta exatamente do contrário: do meu ritmo como era antes de colocar o pé no freio. Estou procurando o pedal do acelerador de novo.

Nunca cheguei nem perto de bupropiona nem de rivotril. Ritalina só quando tive que estudar coisas chatérrimas para um concurso no qual passei mas não quis assumir a vaga. Três anos e meio de meditação ajudaram bastante, mas agora o que eu quero mesmo é fazer esportes aquáticos para recuperar a boa forma física, aprender a tocar teclado e ir morar na beira da praia.

Fiquei espantado com tua busca de um trabalho fixo. Isso é tudo que eu não quero nunca mais nessa vida. Nos próximos meses vou largar do serviço público, passar a régua e recomeçar a viver depois de dez anos dentro de um laboratório e uma biblioteca.

Comentário real de um portador de TDAH
Abração!

A. G.L

Caso Real de uma portadora de TDAH


Sou DDA ou portadora de TDAH, pelo que sei desde que nasci, mas diagnosticada a mais ou menos 2 anos. Mas o que seria isso?

A ABDA (Associação Brasileira de Déficit de Atenção) diz que:

o TDAH é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.

Criei esse blog como uma maneira de me analisar e trocar idéias com outras pessoas que passam por essa condição.

Trato meu DDA com Bupropiona 150mg, Ritalina LA 40mg e esporadicamente Rivotril de 0,25 (uso 2 pra dormir quando a ansiedade é muito grande).


Minhas principais características DDA são

Ansiedade: sempre tenho a sensação de estar perdendo tempo, de que preciso fazer mil coisas, arrumo milhões de coisas pra fazer seja na vida pessoal, trabalho, ajudar amigos, mas a cabeça o tempo todo martela “vc tem que dar conta, vc precisa fazer as coisas” que no final do dia a lista de coisas à fazer continua intacta, não fiz nada e me martirizo demais por isso. Cria-se um círculo vicioso pois mais coisas eu arrumo pra fazer, menos coisas dou conta, mais cresce minha insatisfação. Se eu pudesse não dormiria pois acho perda dde tempo, mas mesmo se não dormisse eu não ia fazer nada, me preocupando demais com o que preciso fazer… ehehehe loucura !!
TDO – Transtorno Desafiador Opositor: Tenho dificuldades em receber ordens. Imagina uma pessoa displicênte, chamada a vida inteira de bagunceira, desordeira, desinteressada e preguiçosa, cheia de vontade de fazer as coisas sem poder, sendo cobrada por tudo aquilo que gostaria de colocar em ordem. Não consigo receber ordens, mas tbm não sei mandar em ngm.
Cabeça nas Nuvens: Penso demais !! Isso às vezes pode ser muito torturante. Em algumas horas consigo pensar em como abrir um negócio, como ele irá se desenvolver, depois penso na minha falta de tranquilidade e em como o negócio irá pras cucuias por causa do meu jeito de ser. Frustrante né? Cheia de idéias, sem força pra tocar nenhuma.
Fora da Realidade: Uma vez li no orkut uma moça que dizia querer morar em sua própria cabeça, lá era melhor que a realidade. Eu concordo. De modo geral em nossas cabeças DDA o pensamento realiza tudo, compreende tudo. Estuda, tira boas notas, trabalha, se dá bem com as pessoas. Na realidade não temos atenção para manter uma leitura desinteressante, nossas notas baixam quando a matéria é chata, perdemos empregos por causa da nossa produção que cai muito quando a coisa se torna rotineira e estagnada, sem estimular nossa criatividade, e acabamos nos isolando socialmente pois não admitimos cobranças e fracassos. Já nos cobramos demais, as pessoas não precisam colaborar.
Criatividade à mil: Sou sim muito criativa. Não aguento rotina, gosto de inovar. Locais diferentes, desafios. Pensar, já penso demais o tempo todo, e quando o problema é interessante a solução flui que é uma beleza.
Tudo ao mesmo tempo e agora: eu gosto de fazer tudo, mas não consigo prosseguir em nada. Eu poderia ser contadora, advogada, cirurgiã, dentista, veterinária, artesã, cantora, atriz e representante comercial, tudo ao mesmo tempo. No entanto sou nutricionista e não acredito na rigidez de algumas regras do meu trabalho. Não creio no fato de que tudo que ingerimos tenha que ser extrictamente calculado, pesado, etc. Exagero, eu sei, mas se eu mesma não consigo seguir uma prscrição nutricional, pq eu tenho que impor que alguém siga? Além do mais “seguir uma dieta” é um saco, é rotineiro, eu não consigo conceber isso. Pronto, foi minha profissão tbm pro ralo.
Facilidade para o aprendizado: Eu posso ler um artigo agora e em seguida consigo apresentá-lo para uma sala cheia de pessoas. Se a pressão for grande ou o assunto interessante o aprendizado é fácil. Só não tenho concentração mesmo. Quando resolvo ler um livro eu não consigo parar enquanto não terminar. Não consigo, tipo, ficarei curiosa para saber acompanhar a historia… é o processo de descoberta, como descobrir as coisas que me interessa. às vezes o final, chegar lá é o menos interessante. Investigar é o lance !!!
Atualmente sou autônoma, atuo com segurança alimentar e controle de qualidade de alimentos, consultora nutricional para creches e estou à procura de um trabalho fixo. Mas nada me interessa.

Essa sou eu. Acho que não esqueci nada.

Fonte da Pesquisa
Imagem do google
http://felinamulhermenina.wordpress.com/
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