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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O BRINCAR COMO ATIVIDADE TERAPÊUTICA



Brincar é o principal instrumento de trabalho da terapia ocupacional infantil. É preciso então entender como ele funciona para que possamos entender melhor seu potencial terapêutico assim como as indicações que ele oferece sobre o desenvolvimento infantil.Definir brincar é um pouco como definir amor: todo o mundo sabe o que é mas não consegue definir. É uma área estudada dentro de diversas disciplinas, tal a sua importância.

Existem alguns critérios que definem quais as características que devem estar presentes para que uma atividade seja definida como brincar:

- Auto escolhido
- Motivação intrínsica
- Habilidade para suspender a realidade
- Alto gráu de liberdade associado a ele.
- Envolve mais atenção ao processo que ao produto
- Não existe um modo certo de brincar
- Importa menos o que você faz ao brincar que como o faz

Esses ítens foram desenvolvidos pela Dra. Anita Bundy (TO) (Play in Occupational Therapy for Children, pg. 52 a 65) que desenvolveu um teste para avaliar o brincar usando os três primeiros ítens da lista acima. Embora nem sempre se use um teste, é possível por exemplo avaliar um pouco da habilidade de planejamento motor da criança através do tipo de brincadeira que escolhe. Se tem dificuldade de ideação, tende a escolher brinquedos do tipo “figuras de ação ou bonequinhos”, Legos, jogos de computador. Isto é ainda mais evidente quando teem dificuldade na coordenação. Daí então tende a preferir brincadeiras sedentárias, evitar bolas, etc. Crianças com insegurança gravitacional já gostam de brincadeiras sedentárias, mas na ausência de dificuldade de coordenação, usam bastante a imaginação em suas brincadeiras. As crianças com defensividade sensorial são muito cuidadosas quanto às texturas dos brinquedos que escolhem e com a proximidade ou contacto físico necessário em cada brincadeira.

Além desse aspecto diagnóstico o brincar oferece um meio terapêutico muito rico, oferecendo oportunidades para que a criança desenvolva habilidades novas sem ter de se expor em situações que considere de risco. Atividades lúdicas servem de campo de treinamento para atividades diárias, escolares e atividades de coordenação em geral. Dificuldades em integração sensorial podem impedir o brincar, que é a maior fonte de aprendizagem da criança. Por outro lado, o desenvolvimento da habilidade de brincar com certeza leva a uma integração sensorial mais adequada.

Fonte: www.toi.med.br

2ª Fonte da Pesquisa
http://topediatrica.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Criança que brinca por si já denota paz e alegria, urge que estas brincadeiras sejam monitoradas no sentido de que sejam elementos de evolução desta.Meu abraço de admiração sempre pela dedicação tão especial a estes seres tão esquecidos neste dias de correria e loucura.

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