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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)








Crédito: Arquivo pessoal - Leonardo Garcia



O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico que está associado, em alto grau, à herança familiar. Caracterizado pelo início na infância, é esperado que o paciente apresente sintomas antes dos sete anos. No entanto, adultos também podem manifestar os mesmos sinais. Mas, geralmente, são pessoas que não buscaram tratamento quando crianças.

Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), o TDAH ocorre em 3 a 5% das crianças, em diferentes regiões do mundo em que já foi pesquisado. Atualmente, estima-se que cerca de 60% das crianças com o transtorno vão ingressar na vida adulta com alguns dos sintomas, porém com sinais mais brandos. Outro ponto, conforme estudo internacional, é que o TDAH alcança 5,2% da população escolar e 4,4% da população adulta.

Crianças e adultos têm os mesmos sintomas, com variações apenas na forma de manifestação. Para exemplificar, podemos imaginar uma criança que não consegue ficar sem correr e um adulto que não aguenta ficar quieto em uma cadeira e precisa se levantar, constantemente, para dar uma volta. Outros sinais característicos: inquietação, dificuldade de manter a atenção, distração com facilidade, perder ou esquecer onde guardou objetos, mexe as mãos e os pés continuamente, entre outros.

O TDAH pode ser classificado em três tipos: o hiperativo, o desatento e o misto. “O mais comum é o tipo misto, que acomete mais de 50% dos afetados”, observa o psiquiatra infantil Walter Camargos. Já o tipo desatento envolve entre 20 e 30% e, por fim, o tipo hiperativo puro atinge até 15% dos casos. O tipo desatento é mais comum entre as meninas, enquanto o misto e o hiperativo estão mais presentes em homens. O tipo desatento é o mais difícil de identificar, conforme o especialista. “Talvez por incomodar menos”, avalia.




» Confira as principais características dos tipos de TDAH no Blog do Portal Minas Saúde.



O estudante de arquitetura Leonardo Garcia, por exemplo, se encaixa no tipo misto, e conta que sempre foi muito desligado. Por alguns traços marcantes, como a dificuldade de concentração, chegou a ser considerado preguiçoso na escola. “Entre os amigos, recebi o apelido de Prigue”, conta. Nessa época, Leonardo foi orientado pelo pai a se consultar com um psiquiatra para tirar a dúvida.

Até se adaptar, o estudante ainda passou por algumas dificuldades, como no processo seletivo de uma universidade. "No ano que eu fiz vestibular, ainda achavam que era depressão”, revela. Com dificuldade para se lembrar dos temas estudados e concluir a prova, relatou o ocorrido ao médico e, como nenhum antidepressivo fez efeito, partiu-se para o medicamento que ajuda na concentração. A partir daí, Leonardo pôde administrar melhor a sua rotina. Hoje, só acha que, se não tivesse o TDAH, seria um pouco mais organizado. “Meu quarto ainda é o maior caos de que tenho conhecimento”, brinca Leonardo.




Tratamento e diagnóstico


O psiquiatra infantil é o profissional treinado para o atendimento do TDAH. No entanto, neuropediatras e alguns profissionais não médicos também podem contribuir para o diagnóstico e tratamentos, para melhoria dos pacientes.

Para o psiquiatra infantil Walter Camargos, o diagnóstico do TDAH é clínico. “Não há exames médicos para isso, mas há escalas, isto é, perguntas e respostas com valores que positivam ou negativam a hipótese diagnóstica”, explica. Para diferenciar o TDAH de uma agitação provocada por situações da rotina, o médico reforça que o transtorno tem caráter crônico e independe de fatos cotidianos. “Obviamente, esses fatos podem interferir negativa ou positivamente na performance da criança, mas os sinais da doença continuam a existir. Assim, os prejuízos são continuados e não episódicos: é sempre do mesmo jeito”, esclarece.

Alguns fatores, que os médicos chamam de ambientais, aumentam a probabilidade de TDA/H, mesmo sem herança familiar. São eles: o uso de álcool e tabaco pela mãe durante a gravidez; prematuridade; baixo peso ao nascer (menos de 1kg) associado à prematuridade; autismo infantil; epilepsia; entre outros.

Sobre a possibilidade de cura, o especialista menciona que uma parcela (aproximadamente ¼) da população acometida na idade escolar consegue superar a doença. No entanto, outros pacientes que não se encaixam nessa parcela também podem apresentar dificuldades leves e mesmo prejuízos graves pelo resto da vida. “Como diabetes, hipertensão arterial, epilepsia e várias outras doenças, o TDAH pode não ser curado, mas há importantes melhoras com o tratamento”, salienta Walter.



Importância dos pais

Nesse contexto, os pais, por serem as pessoas que mais ficam com as crianças, são fundamentais no tratamento. Foi o caso de Maria de Fátima Souza, psicóloga, que lutou muito até conseguir descobrir o profissional certo para acompanhar sua filha. “Ela apresentava dificuldade de aprendizado na escola, não conseguia acompanhar o mesmo ritmo dos colegas em algumas matérias”, conta. Maria de Fátima percebia como sinal a dificuldade de concentração e, depois de passar por psicólogos e psicopedagogos, chegou à psiquiatria infantil.

O tratamento de sua filha começou quando ela estava com 9 anos de idade. Hoje, com 14, realiza acompanhamento com o psiquiatra, com suporte de remédios, além da psicoterapia e o auxílio da psicopedagogia para as dificuldades escolares. “O desempenho dela aumentou em 80%”, destaca. Como dica para outras mães que estão percebendo sinais como esses nos filhos, Maria de Fátima recomenda a procura até encontrar o profissional ideal. “Os pais são as melhores pessoas para perceber se há algum problema”, sinaliza.


Fonte:http://www2.portalminassaude.com.br/noticias.php?c=MzU5&d=MQ==

Data:07/12/2010
Autor:Comunicação Minas Saúde

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