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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Boas Festas


Grata a você que passou o ano de 2012 sempre me visitando.
Desejo a todos um Feliz Natal.
E que o ano que se inicia venha com energias positivas trazendo muita Paz,Alegrias Felicidades e Amor.
Desejo a cada um de vocês a melhor porção que Deus sempre proporciona a seus filhos.

Célia Macedo

DESENVOLVIMENTO TDAH





 Segundo Koch e Rosa (2009) a hiperatividade e déficit de atenção é um problema mais comumente visto em crianças e se baseia nos sintomas de desatenção (pessoa muito distraída) e hiperatividade (pessoa muito ativa, por vezes agitada, bem além do comum).

O que acontece com as crianças com hiperatividade é que perdem o interesse rapidamente, sentindo-se atraídas por atividades recompensadoras, divertidas e que necessitem de esforço para serem resolvidas, ou seja, que sejam diferentes e que chamem a atenção.

Entretanto nem todos que apresentam esses aspectos são hiperativos, para ser realmente constatado é necessário realizar diagnóstico específico, feito por profissionais especializados. Como cita o site Banco de Saúde (2009) que a falta de diagnóstico e tratamento correto acarretam grandes prejuízos à vida profissional, social, pessoal e afetiva da pessoa portadora. Sem tratamento, outros distúrbios podem associar-se ao quadro, a auto-estima fica cada vez mais comprometida e a pessoa vai se isolando do mundo.

Considera-se que a hiperatividade é um problema de saúde mental, como destaca Rohde e Benczick:

O TDAH é um problema de saúde mental que tem como características básicas a desatenção, a agitação (hiperatividade) e a impulsividade, podendo levar a dificuldades emocionais, de relacionamento, bem como a baixo desempenho escolar; podendo ser acompanhado de outros problemas de saúde mental. (ROHDE e BENCZICH in ENCICLOPÉDIA LIVRE, 2009)




Fatores de Risco

O risco para o TDAH parece ser de duas a oito vezes maior nos pais das crianças afetadas do que na população em geral.

O site Banco de Saúde (2009) complementa citando que há fatores do meio ambiente que podem estar relacionados ao TDAH:

A nicotina de cigarros fumados pela mãe gestante bem como bebidas alcoólicas consumidas, podem ser causas significativas de anormalidades no desenvolvimento cerebral.
Crianças expostas ao chumbo entre 12 e 36 meses de idade pode ser outro fator.
Problemas neonatais como falta de oxigênio, traumas obstétricos, rubéola intra-uterino, encefalite, meningite pós-natal, subnutrição e traumatismo craniano são fatores que também podem contribuir para o surgimento do TDAH. De acordo com Rohde (2009) é importante ressaltar que a maioria dos estudos sobre possíveis agentes ambientais apenas evidenciaram uma associação desses fatores com o TDAH, não sendo possível estabelecer uma relação clara de causa e efeito entre eles.

Os fatores orgânicos, como atraso no amadurecimento de determinadas áreas cerebrais, e alterações em alguns de seus circuitos estão atualmente relacionados com o aparecimento dos sintomas. Dessa forma, todos esses fatores formam uma predisposição básica (orgânica) do indivíduo para desenvolver o problema, que pode vir a se manifestar quando a pessoa é submetida a um nível maior de exigência de concentração e desempenho.

Além da genética, a Encilopédia Livre (2009) cita os “problemas familiares como: um funcionamento familiar caótico, alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução, famílias com baixo nível socio-econômico, ou famílias com apenas um dos pais”, podem colaborar com os sintomas.

Assim, a exposição a eventos psicológicos estressantes, como uma perturbação no equilíbrio familiar, ou outros fatores geradores de ansiedade, podem agir como desencadeadores ou mantenedores dos sintomas.

Sintomas

De acordo com Koch e Rosa (2009) o TDHA se manifesta de três formas:

1. Desatenção;

2. Hiperatividade/ impulsividade;

3. Desatenção e hiperatividade.

Para que uma pessoa ter TDHA, o grau de desatenção e impulsividade necessita acontecer de forma intensa, interferindo no relacionamento social do indivíduo, em todos os ambientes que freqüenta – escola, trabalho, casa – pois muitas vezes falta de limites e regras se confunde com o problema, causando diagnósticos errôneos e rotulação à criança.

De acordo com a Enciclopédia Livre (2009) hoje já se sabe que a área do cérebro envolvida nesse processo é a região orbital frontal (parte da frente do cérebro) responsável pela inibição do comportamento, pela atenção sustentada, pelo autocontrole e pelo planejamento para o futuro.

O principal sintoma, segundo o site Banco de Saúde, é a dificuldade em manter o foco da atenção e/ou manter-se quieta, estes sintomas podem se manifestar de diversas maneiras:

As crianças com TDAH, em especial os meninos, são agitados ou inquietas, freqüentemente têm apelido de "bicho carpinteiro" ou coisa parecida.
Na idade pré-escolar, estas crianças mostram-se agitadas, movendo-se sem parar pelo ambiente, mexendo em vários objetos.
Mexem pés e mãos, não param quietas na cadeira.
Falam muito e constantemente pedem para sair de sala ou da mesa de jantar.
Têm dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes.
São facilmente distraídas por estímulos do ambiente externo, mas também se distraem com pensamentos "internos", dando a impressão de estarem "voando".
Nas provas, são visíveis os erros por distração (erram sinais, vírgulas, acentos, etc.).
Pela falta de atenção, esquecem recados ou material escolar, aquilo que estudaram na véspera da prova.
Tendem a ser impulsivas (não esperam a vez, não lêem a pergunta até o final e já respondem, interrompem os outros, agem antes de pensar).
É comum apresentarem dificuldades em se organizar e planejar aquilo que querem ou precisam fazer.
Seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual.
Segundo Koch e Rosa (2009) uma pessoa apresenta desatenção, a ponto de ser considerado como transtorno de déficit de atenção, quando tem a maioria dos seguintes sintomas ocorrendo a maior parte do tempo em suas atividades:




freqüentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras;



com freqüência tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou atividades recreativas;



com freqüência não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais, não chegando ao final das tarefas;



Freqüentemente tem dificuldade na organização de suas tarefas e atividades;



com freqüência evita, antipatiza ou reluta em envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa);



freqüentemente perde coisas necessárias para tarefas ou atividades;



é facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa principal que está executando;



Com freqüência apresenta esquecimento em atividades diárias;

 As autoras ainda citam que além dos sintomas anteriores referentes ao excesso de atividade em pessoas com hiperatividade, podem ocorrer outros sintomas relacionados ao que se chama impulsividade, a qual estaria relacionada aos seguintes aspectos:





freqüentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completadas;



Com freqüência tem dificuldade para aguardar sua vez;



freqüentemente interrompe ou se mete em assuntos de outros (por exemplo, intrometendo-se em conversas ou brincadeiras de colegas).

 Rohde e Benczick (in Enciclopédia Livre, 2009) caracterizam o TDAH em dois grupos de sintomas:

 Sintomas relacionados à desatenção

Não prestar atenção a detalhes;
Ter dificuldade para concentrar-se;
Não prestar atenção ao que lhe é dito;
Ter dificuldade em seguir regras e instruções;
Desvia a atenção com outras atividades;
Não terminar o que começa;
Ser desorganizado;
Evitar atividades que exijam um esforço mental continuado;
Perder coisas importantes;
Distrair-se facilmente com coisas alheias ao que está fazendo;
Esquecer compromissos e tarefas;
Problemas financeiros;
Tarefas complexas se tornam entediantes e ficam esquecidas;
Dificuldade em fazer planejamento de curto ou de longo prazo.
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Os sintomas relacionados à hiperatividade/impulsividade

Ficar remexendo as mãos e/ou os pés quando sentado;
Não permanecer sentado por muito tempo;
Pular, correr excessivamente em situações inadequadas;
Sensação interna de inquietude;
Ser barulhento em atividades lúdicas;
Ser muito agitado;
Falar em demais;
Responder às perguntas antes de concluídas;
Ter dificuldade de esperar sua vez;
Intrometer-se em conversas ou jogos dos outros.



http://www.artigonal.com/educacao-artigos/tdah-na-escola-estrategias-de-acao-pedagogica-1863499.html

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Limites do TDAH











Resumo: Este artigo trata sobre a dificuldade em distinguir o TDAH e a falta de limite, este tema foi desenvolvido, pois como educadora observo que muitos professores apresentam dificuldades em distinguir o que é falta de limite apenas e o que realmente é o TDAH. Ainda nos dias atuais existe uma grande falta de conhecimento por parte dos pais e professores sobre o TDAH e por conta disto equívocos acabam acontecendo, crianças rotuladas, comprometendo o futuro das mesmas. Este estudo foi realizado através de pesquisa bibliográfica e qualitativa. O que se deve ter claro é que o TDAH é um transtorno que merece cuidados de uma equipe multidisciplinar e que a falta de limite pode estar associada ou não a este transtorno, qualquer criança se educada de maneira permissiva onde ela é o centro das atenções e tem todos seus desejos atendidos acabam gerando a falta de limites.

Palavras-chave: limites, família, escola, TDAH

Introdução

Atualmente, muito se fala que o número de crianças hiperativas vem aumentando tanto na rede pública quanto particular de ensino. Porém grande parte destas crianças não possui diagnóstico e são rotuladas como portadoras do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou como hiperativas. Toda criança que sai do padrão esperado pelo professor ou pela família tem seus atos justificados através da hiperatividade.
O TDAH tem características próprias e somente uma equipe multidisciplinar composta por diferentes profissionais da saúde e educação, podem afirmar que a criança é portadora deste distúrbio. Após a confirmação deve-se procurar a melhor maneira de se buscar um tratamento para amenizar estes sintomas e proporcionar a esta criança uma qualidade de vida melhor. O tratamento medicamentoso deve ser ministrado com cautela e deve haver acompanhamento periódico do médico, que deve basear-se também em informações trazidas pela família e do ambiente escolar.
A falta de limite também merece atenção especial, pois através de acompanhamento psicológico tanto da família quanto da criança é possível estabelecer novos parâmetros de limites para ambos.

O que é TDHA?

Esta é a sigla para denominar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) sendo este um transtorno neuropsicológico encontrado tanto em adultos como em crianças, porém é na infância que se percebe os sintomas com maior facilidade uma vez que aparecem com maior intensidade. A alteração da atenção é um sintoma importante no diagnóstico do TDAH, pois segundo Silva (2009, p.19) "o cérebro do TDA apresenta um funcionamento bastante peculiar, que acaba por lhe trazer um comportamento típico". Vale ressaltar que o déficit de atenção muitas vezes acaba passando despercebido em uma sala de aula, pois estas crianças não atrapalham o andamento da aula e apresentam um comportamento que muitas vezes é confundido como timidez ou dificuldades de aprendizagem.
Para uma pessoa que apresenta TDA concentrar-se em uma determinada tarefa imposta torna-se extremamente difícil, porém não se pode ter isto como regra, uma vez que alguns indivíduos são capazes de manter a concentração por um longo período de tempo em atividades que lhe despertem interesse espontâneo.
A hiperatividade é um sintoma também associado a impulsividade, pois a qualquer estímulo do mundo externo este individuo reage imediatamente sem avaliar suas conseqüências, sendo assim seu comportamento passa a comprometer de maneira significativa suas relações sociais, familiares, escolar e seu trabalho. Algumas das características da hiperatividade são o desvio comportamental e a alteração motora, que acabam por interferir no desenvolvimento das atividades diárias dos pacientes, os quais muitas vezes acabam sendo taxados como indivíduos inconvenientes, agressivos ou mal educados.
A Hiperatividade pode ser física e também mental, sendo que a segunda geralmente apresenta-se de maneira mais branda, porém não menos problemática, pois a agitação mental acaba por impedir que o indivíduo possa perceber com clareza e discernimento as informações que lhe são passadas

Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/a-falta-de-limites-x-tdah/38347/


Débora Turole de Godoy Giglio
Graduada em Pedagogia pela Faculdade de Ciências e Letras Plínio Augusto do Amaral
Especialista em Psicopedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade de Campinas.
deturole@gmail.com
Imagem do google



sábado, 8 de dezembro de 2012

ESCARPAS E ABISMOS; A VOLATILIDADE DO TDAH.








Ontem e hoje não foram bons dias.
Cheguei atrasado a um encontro ontem. Saí de casa com o horário cronometrado, andei um ou dois kilômetros e descobri que havia esquecido a carteira. Até continuaria sem ela apostando que não seria parado em nenhuma blitz da polícia. Só que eu não tinha nenhum centavo no bolso. Nem para pagar o estacionamento. Resultado: voltei para casa em desabalada carreira. Desci do carro correndo e percebi que esqueci, lá dentro, a chave de casa. Voltei para buscá-la.
O pior, ainda em casa, antes de sair, notei que a carteira não estava onde deveria. Dei uma olhada por cima, não a vi, e imaginei que ela estivesse no carro.
Fui confiando nisso, mas não conferi ao entrar no carro. Dancei.
Perdi metade do horário marcado.

Um sentimento de derrota se apossou de mim. Achei que já havia superado esta etapa. Mas, se TDAH não tem cura, creio ser normal esse tipo de situação. Uma escalada íngreme com alguns tropeços e deslizes ao longo da subida. Não posso esperar a perfeição de uma hora para outra, mas fica uma pontinha de decepção.

Hoje meu humor está descalibrado. Vai da mais alta escarpa até o abismo mais profundo. Em pouquíssimo tempo. Aparentemente sem nenhuma razão.
Até então, eu teria creditado toda essa variação aos fatos ocorridos no dia. Mas nada de mais aconteceu hoje. Lógico, não existem dias sem dissabores. Mas nada que justifique uma variação tão grande. Muitas vezes eu me perguntava como meu humor podia variar tanto. Qualquer coisinha me derrubava. Uma tristeza enorme tomava conta de mim. Assim estou eu hoje. Com um predomínio significativo da tristeza. Agora mesmo, eu estava tocando sax o que me deixou em estado de quase euforia. Guardei o instrumento e, parece, que a alegria ficou fechada em seu estojo.
Neste exato momento estou retomando este post, dia 30 de dezembro. Ontem, não consegui postar nada. Este tópico que estou escrevendo ficou inconcluso. O sono me derrotou. Acordei cansado, muito cansado. Andei exagerando um pouco essa semana. O corpo sentiu. Parte dessa tristeza pode ser por isso também.

Estou começando a me sentir confuso por causa do TDAH.
 Estou alerta para os meus comportamentos, mas nem sempre consigo reconhecer o que é TDAH e o que não é.
Pensando bem, faz alguma diferença? Isso me veio à cabeça agora.
O rótulo é tão importante? Se o comportamento é negativo, precisa ser mudado. Independente de sua "origem".
O importante é permanecer alerta para enxergar o comportamento negativo e trabalhar para mudá-lo.
Olha a escarpa aí, gente!
Pensar nisso me deu um sentimento positivo, um ânimo novo! Já me sinto a meio caminho do cume da montanha mágica.
Olho para baixo, o abismo negro e profundo ficou para trás. Preciso  atuar para voltar menos a ele. Ainda não sei como.
Nos últimos dois dias, internamente, silenciosamente, venho solapando a credibilidade da Ritalina. O esquecimento de terça-feira, a abrupta variação de humor de ontem, comecei a perceber que flashs de desconfiança pipocavam em minha mente. Um mecanismo qualquer de desqualificação começava a atuar. Escrevendo esse blog, no parágrafo sobre o TDAH me bateu uma luz. Estava preso ao acessório, enredado nas filigranas, e perdendo de vista o essencial.
Começo a acreditar que estas variações de humor traziam no seu íntimo, bem lá no fundinho, essa desconfiança com o tratamento que me rondava desde o episódio do esquecimento da chave.
Por isso tenho mantido este blog. Escrever o que sinto tem sido de grande auxílio. Consigo enxergar "de fora" o que sinto, o que penso, o que vivencio. Ao colocar "no papel" essa dúvida sobre o que é ou não fruto da TDAH, me dei conta da pequenez da questão. Enquanto eu cuidava das formiguinhas, um bando de elefantes vinha em minha direção. Eu seria esmagado por eles.
Incrível, me sinto mais leve. A sombra que pairava sobre mim vai se dissipando. Nem eu mesmo consigo acreditar em tudo o que aconteceu nesses poucos minutos dentro de mim. A luta interna que está sendo travada na minha cabeça. Quem não assistiu ao filme " O Senhor dos Anéis" não sabe o que vou dizer. Me senti como o Gollum e suas duas personalidades, uma luta contínua para decidir se mataria ou não o Frodo.
Estou pasmo, abismado, com minhas próprias reações. Em questão de segundos me libertei de um sentimento de derrota, de impotência.
Foco, Alexandre!
Mais um comportamento descoberto. Mais uma armadilha reconhecida.
Mais um passo dado.
" Ao infinito e além ! " 
  




Opinião
É meu caro, o que não consigo entender é como a vida dos TDAH são tao parecidas.
Felizmente há pessoas que mesmo apanhando tanto, conseguem continuar indo em frente.
Eu estou desistindo dessa briga.

http://www.tdah-reconstruindoavida.com.br/2011/01/escarpas-e-abismos-volatilidade-do-tdah_23.html

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Esportes e TDAH


Escolinha de habilidades sócio-emocionais a través do esporte

Para crianças e jovens


Na Escolinha TDAH Fortaleza treinamos não só as habilidades esportivas, como também habilidades de superação pessoal e inteligência emocional:
  • Focar  mais a atenção nas instruções do professor
  • Saber resolver conflitos adequadamente
  • Regular a auto-estima e a confiança  desde um papel positivo.
  • Motivar-se e saber motivar aos companheiros em momentos difíceis.
  • Ter autocontrole e canalizar positivamente as raivas e euforias
Para melhorar nessas condutas definiremos juntos desafios pessoais em cada encontro e apoiamos aos participantes com uma serie de jogos de motivação e estratégias que mostraram ser muito favoráveis em outras crianças e jovens.

Trabalhamos junto com pais e professores para conseguir desafios pessoais em casa e na escola.

Com os jovens trabalhamos a partir de trainamento de habilidades de liderança.






X

Nem sempre se aproveita a potencialidade educativa e transformadora do esporte como atividade extra-escolar, sendo em ocasiões, fator de stress agregado para crianças e jovens.




A Escolinha  TDAH Fortaleza é um projeto de habilidades sócio - emocionais através do esporte.
Foi elaborado para fazer valer a potencialidade educativa da prática do esporte, promovendo a saúde psico- emocional dos  participantes.

O programa tem o objetivo de promover:
a) A aprendizagem de condutas pró - sociais.
A participação em um time potencializa as situações vitais que permitem a educação em valores morais através da ação. As crianças devem se adaptar as normas do jogo, aos códigos esportivos e a cooperação em equipe.

b) A capacidade de tolerar as frustrações.
Formar parte de um time requer um esforço para afrontar as frustrações que causam tentar relegar a segundo plano os interesses pessoais em função dos interesses do grupo.
Ao mesmo tempo,  oferece  a oportunidade a criança de afrontar as derrotas no espaço lúdico que proporciona a competição.

c) A auto-estima equilibrada.  
Os times esportivos permitem trabalhar desafios pessoais e grupais. Cada participante terá seu papel específico no time e compreenderá que sua função é fundamental para o bom funcionamento do mesmo. Além disso, os treinadores propiciam situações em que a criança possa se sentir segura de suas possibilidades e orgulhosa de suas realizações.

d) A capacidade de atenção.
Da mesma forma como se treinam as destrezas esportivas, outras habilidades podem ser treinadas para o bom funcionamento do time. Apresentam-se jogos em que são promovidas as habilidades de manter a atenção.

e) O auto-controle emocional.  
O estado de ativação fisiológica do organismo da criança quando pratica um esporte competitivo, facilita a manifestação de estados emocionais extremos como; raiva, frustração, tristeza, alegria ou euforia. As raivas são frequentes os sentimentos de orgulho também. Os treinadores têm a função de ajudar a regular as emoções, para isto utilizam principalmente a modelagem.

f) A resolução criativa de conflitos interpessoais.  

Os conflitos são naturais e constituem o momento educativo por excelência. Os treinadores capacitados esperam os conflitos preparados para aproveitarem ao máximo a sua potencialidade educativa.

g) A participação de todos os implicados na comunidade educativa. Atividades opcionais para mães, pais e professores.
X


Metodologia: 
Os treinamentos esportivos são interrompidos durante curtos períodos de tempo para:
  • Propiciar nas  crianças a  metacognição das estratégias que estão utilizando individual ou coletivamente e que estão beneficiando ou entorpecendo o trabalho.
  • Promover a resolução de conflitos interpessoais.
  • Permitir que se auto-organize cada time quando estão competindo.

Os resultados do programa em Barcelona evidenciam melhoras na adaptabilidade e no rendimento escolar, nas habilidades sócio-emocionais, em casa e na escola, aumentando as condutas pró-sociais, a obediência e melhorando as relações com os companheiros (Bryt, F. Memorias de las Atividades Deprotivo Terapêuticas F. Adana 2004-2009)

A Escolinha TDAH Fortaleza faz parte do Programa Conviver  que visa a prevenção e qualidade de vida das crianças com TDAH e suas famílias. Ligado ao Universitat Autónoma de Barcelona no que se refere à avaliação de seus resultados.

O Programa, na sua versão para pais, foi avaliado em 10 instituições educativas da província de Barcelona, na Comunidade Autônoma de Catalunha, Espanha. De 2004 até 2009 o programa teve um impacto em 1150 menores e suas famílias em distintas cidades catalãs.
Foi parte do Pla de Formació Permanent de Generalitat de Catalunya, Departament d'Educació. 


http://tdah-fortaleza.blogspot.com.br/p/atividade-esportiva-terapeutica.html

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

TDAH Casos reais











Gostaria de compartilhar meu depoimento. Tenho 27 anos, um filho de 5 anos e uma longa história.Com uns 8 anos de idade comecei a ir mal na escola. Eu simplesmente não absorvia nada que era ensinado. Em algumas matérias, como português, eu ia bem na parte de interpretação de texto, mas no que exigia mais raciocínio tipo gramática, matemática, geografia eu ia muito mal.
Ficava extremamente envergonhada e parei de falar na escola. Meus pais não faziam ideia, por que em casa eu era bem falante.
Na escola me tornei tímida, e torcia por nenhuma professora me chamar para responder algo. Tentava constantemente ser invisível.
Todo ano eu quase repetia, ficava para recuperação junto com os meninos "bagunceiros" da sala. Na 5a série eu estava quase repetindo o ano, quando minha mãe me mudou de escola em outubro. Fiz o finalzinho do ano e os outros numa escola que não repetia ninguém.
Eu acreditava fielmente que era burra, que no futuro se eu ganhasse um salário de mil reais no máximo já estaria bom.
Tudo que me ensinava eu esquecia imediatamente. E isso foi se prolongando durante minha vida. Como me formei com 17 anos, minha mãe já me arrastou para o vestibular e eu fiz faculdade.
Até hoje não sei como passei pelos módulos. Era como se eu não estivesse lá. Isso me trazia insegurança para arrumar um emprego na área, porque eu tinha vergonha que descobrissem que eu não sabia nada.
Não parava nem 6 meses no mesmo emprego, pela minha desatenção. Acabei me interessando pela área e busquei por vontade própria duas pós-graduações. Foi ai que consegui entender um monte de coisas.
Engravidei e no hospital que meu filho estava eu conversei com uma psicóloga sobre como eu me sentia vazia, porque não aprendia nada. Ela me falou sobre TDAH e orientou que eu procurasse um neuro ou psiquiatra.
Foi o que fiz e todos confirmaram que eu não era burra, apenas tinha TDAH. Fiquei feliz em descobrir porque não me interessava por nada, esquecia e tudo a minha volta era uma bagunça.
Descobri que sou muito inteligente naquelas áreas que eu me interessava, pois quando estava no mundo da lua, aprimorava minha criatividade. Hoje lido bem com esses aspectos, mas ainda estou aprendendo a organizar minha vida.
Minha casa vira uma bagunça em questão de segundos e eu nem sei por onde começo a arrumar. Não consigo seguir uma rotina com facilidade. Por isso me policio muito, para tentar deixar as coisas em ordem, já que tenho um filho e ele precisa de um lar saudável. É difícil, é triplamente mais difícil. Para alguém normal essas coisas são básicas, para mim é um martírio. Eu me canso mais, mas eu consigo!


2ºCaso


"Meu filho tem sérios problemas de aprendizagem. Resolvi procurar por ajuda médica, pois depois de acompanhá-lo detidamente, percebi que ele não é preguiçoso, descompromissado, como já escutei e devo dizer, repeti. 
Ele é um garoto ótimo, de bom relacionamento com todos e com uma compaixão que eu não sei explicar de onde veio. 
Lendo os depoimentos neste site, principalmente das pessoas que passam por esse sofrimento, resolvi marcar com um profissional da área. Se o diagnóstico não for esse, vamos a outros passos, mas se for, terei impedido o meu menino de sofrer o que eu li aqui. A todos que colocaram seu depoimento, minha solidariedade e principalmente o meu respeito. A partir de hoje vocês também fazem parte da minha família e onde eu puder divulgarei a TDAH. 
Sorte e força!!!


3º Caso
Tenho 34 anos, 2 filhos e uma história agitadissíma com meu filho mais velho.
Desde quando ele entrou na escola achei que havia algo diferente. Sempre muito agitado e com dificuldade na alfabetização e aprendizado. Até questionava os professores à respeito, mas eles por inexperiência me diziam que estava tudo bem.
Até que quando chegou ao 2ºano, as dificuldades aumentaram ainda mais, ele não conseguia acompanhar a turma, não sabia ler nem ao menos juntar as sílabas. Foi um ano terrivel e eu trabalhava com esquemas de plantão o que dificultava ainda mais poder ajuda-lo. No final do ano juntamente com a coordenadora e psicopedagoga da escola
decidimos que no inicio do próximo ano faríamos uma avaliação com profissional adequado.
E assim foi, no incio das aulas levei ele a um neurologista especializado em disturbios da aprendizagem, ele fez muitos exames e foi um periodo um pouco demorado até que veio a confirmação TDAH. 
Um choque, pois era muito desinformada a respeito e não sabia como lidar. 
Hoje ,2 anos após, ele continua o tratamento com medicações, fonoaudióloga e psicopedagoga. Uma verdadeira maratona. Larguei meu trabalho depois de um acordo com meu esposo e hoje passo a semana a leva-lo para as terapias, consultas médicas e o ajudo a realizar as tarefas. 
Lentamente estamos caminhando, hoje muito mais informada e sabendo que tudo acontecerá no tempo dele. 
Com certeza ao seu lado, para o que der e vier!!


Tenho uma filha de 8 anos com TDAH, tudo o que li. nos depoimenttos me identifico muito. Minha preocupação hoje. é que terei um bb daqui a 20 dias e todos me alertam sobre a minha filha, como se ela fosse uma grande ameaça. Não sei realmente o que fazer. Ela tem piorada a agressividade a cada dia. Amo muito minha filha e meu bb que está chegando também. Ela vai repetir o ano, e queria mudá-la de escola pelo constrangimento que vai passar, mas ela não quer. Me ajudem



Tenho 27 anos, e minha vida encontra-se um turbilhão..
Recentemente fui fazer uma consulta e ao invés de me ajudar, fiquei triste." Querida o seu problema é emocional,e não orgânico,você tem que gostar mais de si,uma pessoa que não sabe o que é ansiedade não consegue se enxergar,você é muito racional,seja mais humana,use mais o seu emocional".
Fui uma criança muito briguenta na escola,reprovei na escola 4 vezes,eu não aprendia,era teimosa e escrevia muitas palavras erradas,aprendi a ver as horas na 6ºsérie, e tinha muita vergonha de perguntar as coisas,até que eu tinha coleguinhas,mas eu era mandona.
Na minha adolescência acho que foi a pior fase,eu literalmente passei pelo 2ºgrau "vooando", pois não absorvi quase nada e hj tenho sérias dificuldades em conteúdos e cálculos, estou fazendo cursinho pré vestibular ha 2 anos( parece que não raciocino), as vezes tenho dificuldade com relógios de ponteiros, direita e esquerda,esqueço fácil as coisas,levanto muito da cadeira quando estudando, tenho poucas amigas,sou pavio curto,e me sinto burra e não acredito no meu potencial aliás nem sei o que é isso.
Sonho em ser médica, mas muitos falaram que do jeito que sou não vou para frente.
Com 26 anos procurei o 1 médico para tratar disto,ainda não sei se tenho TDAH ou TAG ...





Conclusão






Conclusão

Diante de tudo o que foi pesquisado, estudado e apresentado, percebe-se de forma evidente que os portadores de TDAH, em muitas situações, são vítimas de preconceito, vistos como um “problema” sem solução, mal educados e desobedientes, muitas vezes até pelos próprios pais. Daí a importância do esclarecimento do transtorno a toda população, mostrando que o TDAH tem tratamento e que o portador pode levar uma vida normal. Mas antes de qualquer coisa faz-se necessário realizar um diagnóstico criterioso para que não se rotule indiscriminadamente as crianças como portadoras de TDAH. O número de crianças pequenas que estão medicadas com psicofármacos é demasiado, e crescente, além dos efeitos não estudados em longo prazo, corre-se o risco de sabotar as mentes criativas e personalidades peculiares que estão por trás dos rótulos de TDAH.

Depois de diagnosticado é importante, também, tratar a família que sofre da mesma maneira, trabalhando suas angústias, medos, ansiedades e frustrações, pois é afetada de forma direta e tem toda sua dinâmica alterada.

Para que haja bons resultados no tratamento, o portador deve sentir-se acolhido, aceito e compreendido em suas dificuldades, principalmente nos momentos de impulsividade, para tanto, além da família, é necessário trabalhar junto da escola como um todo. Deve-se também desenvolver técnicas e maneiras específicas de lidar com a criança, pois ela é uma pessoa com particularidades e individualidades e isso deve ser respeitado no momento de tratá-la, procurando a melhor forma de atendê-la.

REFERÊNCIAS

Associação brasileira do déficit de atenção – ABDA. TDAH, Rio de Janeiro
Imagem do google

Dossiê TDAH – Um transtorno com déficit de diagnóstico






Meu filho tem TDAH”
Mal educado? Sem limites? Impossível? Agitado demais? Hiperativo? Chegar ao diagnóstico de TDAH não é fácil. Envolve muitos julgamentos, preconceito e desinformação. A engenheira química Vivian Sampaio, brasileira, que mora nos Estados Unidos há 11 anos, conta sua história com o filho Thiago, hoje com 7 anos. Como ela descobriu, aceitou e está aprendendo a lidar com o problema

”Se você não chegar aqui em uma hora, vou chamar a polícia!”. A ameaça foi feita pela diretora da escola do maternal do meu filho Thiago, então com 4 anos e meio. Era novembro de 2008 e, ironicamente, a ligação telefônica não poderia ter vindo em melhor hora. Eu vivia há oito anos na cidade de Houston, Texas (EUA), trabalhando em uma empresa de engenharia e cuidando, com meu marido, do Thiago e da minha filha maior, a Nicole, na época com 6 anos e meio. De fato, não imaginava que aquela ligação da escola me faria despertar para uma realidade que eu não estava muito a fim de enfrentar: meu filho precisava de ajuda. E eu também.

Thiago era um menino ativo, como qualquer outro da sua idade. Era tudo que eu pensava. Como eu sempre vivi em um mundo mais feminino, por ter duas irmãs, duas sobrinhas e uma filha, eu não achava que o Thiago tinha um comportamento “fora do normal”.

Passado o momento de raiva, depois da ligação da diretora, decidi investigar. Foram dois anos de busca e hoje, novembro de 2010, escrevo do avião voltando de Atlanta, onde participei por três dias de palestras com os médicos, os psicólogos e os educadores mais renomados naquilo que, por fim, descobri que o Thiago tinha: Transtorno e Déficit de Atenção e Hiperatividade, mais conhecido como TDAH. Foi uma conferência internacional sobre o assunto realizada pelo Chadd (www.chadd.org), uma organização dedicada a crianças e adultos com o problema. Comprei dez livros, conversei com médicos, fiz anotações com dicas práticas para aplicar no dia a dia do Thiago e chorei… Sim, chorei por reconhecer que Thiago definitivamente tem TDAH, uma doença que atinge cerca de 5% das crianças sendo que 50% continuam com os sintomas na idade adulta. E pior: não tem cura, já que os sintomas são diretamente relacionados a uma deficiência cerebral.

Como cheguei até aqui? Bem, depois de o Thiago ser “convidado a sair” da escola onde fazia o maternal e da diretora, insistentemente, perguntar se eu havia consultado um médico para entender melhor o comportamento “selvagem” dele, decidi colocá-lo em uma outra escola, com um estilo mais rígido e tradicional de educação. Pensei que assim o Thiago iria se encaixar nos padrões “normais” de comportamento. Ilusão. Nada mudou. Recebia ligações frequentes da professora e insinuações de que eu não colocava limites no Thiago. Mas aos poucos fui notando que ele tinha um comportamento “diferente” das demais crianças.


http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI205152-10498,00.html

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Tratamento do TDAH no adulto







O tratamento do TDAH começa com o diagnóstico correto feito por um médico. Existem boas opções de tratamento do TDAH no adulto. As mesmas medicações usadas na criança podem ser usadas no adulto. O tratamento medicamentoso deve ser reservado para os casos nos quais aconteça algum prejuízo, alguma dificuldade na vida do paciente. Considerando que o TDAH pode estar associado a probelmas diversos como quadros depressivos, ansiedade, problemas com álcool e drogas, estas condições devem sertratadas também.

MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS

Várias linhas de psicoterapia podem ser indicadas. No caso de adultos casados, com freqüência algumas intervenções necessitam ser realizadas com o cônjuge. No caso de crianças e adolescentes, há programas de orientação e treinamento para pais e professores. Existem propostas muito interessantes de reestruturação do ambiente escolar e doméstico para crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade. Existem também várias recomendações que podem ser fornecidas ao paciente, de acordo com cada caso em particular, que amenizam suas dificuldades no dia-a-dia (tais como esquecimentos, uso de agenda, foco em uma tarefa, etc). Associação de técnicas Cognitivo Comportamentaiscom tratamento medicamentoso tem eficácia comprovada.

TRATAMENTO COM REMÉDIO

Existem muitos profissionais que prestam um GRANDE DESSERVIÇO à comunidade quando afirmam em meios de comunicação que os medicamentos “entorpecem” os pacientes, os tornam “robotizados”, “zumbis” e que este é um meio artificial de controle da doença. Geralmente são profissionais que não podem receitar medicamentos, é claro. Estão desinformados e provavelmente nunca acompanharam de perto um número suficiente de pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade antes e depois do tratamento farmacológico para observar a enorme diferença na vida destes indivíduos.

Vários remédios podem ser prescritos no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade, havendo evidências mais sólidas de eficácia com os psicoestimulantes  Metilfenidato (Ritalina ou Concerta),  Pemoline (Cylert), e as Anfetaminas (Dexedrine, Adderall) não são disponíveisno Brasil. Em alguns casos o modafinil (Stavigile) pode ser usado.

Os Psicoestimulantes são a primeira escolha no tratamento de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade segundo o NIH – National Institute of Health, dos EUA. Existem mais de 170 estudos clínicos, com mais de 6.000 pacientes avaliadas, sendo que 70% respondem com um único estimulante (o que é considerado muito bom). Os psicoestimulantes melhoram não apenas os sintomas típicos de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (desatenção, impulsividade e hiperatividade), como também aqueles de condições coexistentes (especialmente ansiedade e depressão) além das explosões de raiva e comportamento intempestivo.

EFEITOS COLATERAIS

Os efeitos colaterais com o uso de psicoestimulantes ocorrem em apenas cerca de 4% dos pacientes e são: insônia, diminuição do apetite, dores de estômago e cabeça, dor de cabeca tensional  e vertigem. Algumas crianças desenvolvem tiques quando iniciam o uso de estimulantes, mas não se sabe se a medicação causa os tiques ou se ela simplesmente revela uma condição pré-existente (crianças que têm Doença de Tourrette, caracterizada por múltiplos tiques, por exemplo). Existia uma crença de que o uso de estimulantes retardaria o crescimento de crianças e por isso se recomendava os “feriados” (alguns dias ou o final de semana) ou “férias” (meses) terapêuticas. Recentemente estudos mostram que isto NÃO ACONTECE!

OUTROS REMÉDIOS

Antidepressivos podem diminuir a agressividade, melhorando também os sintomas de ansiedade e depressão freqüentemente observados em portadores de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade. Clonidina (Atensina), um medicamento para tratamento de hipertensão arterial, parece estar associada a resposta favorável em bom número de casos. Neurolépticos, remédios que atuam na dopamina podem ser usados, quando os estimulantes promovem aumento do comportamento motor ou quando existe déficit cognitivo associado (retardo mental).

ATENÇÃO, NÃO SE AUTOMEDIQUE! Consulte um médico para fazer o seu diagnóstico e iniciar o melhor tratamento.

Para marcar consulta com o Dr Mario Peres, médico neurologista ligue para 11 32855726 ou 11 2151-0110 (hospital Albert Einstein)

http://tdahnoadulto.com/
Imagem google

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

TDAH Ou Desatenção?







Antigamente, dizia-se que as pessoas com TDAH eram desatentas, mas hoje já se sabe que é o contrário: elas hiperfocam, pegam alguma coisa e ficam horas entretidas com aquilo. Além disso, têm dificuldade de entrar e, depois, de sair de alguma atividade. Então, não é que elas não tenham uma falta de atenção; o que acontece é que essa atenção é inconsistente, ou seja, essas pessoas têm dificuldade em selecionar um estímulo. Se selecionam, daí têm dificuldade em mudar de estímulo. Existe uma dificuldade para fazer esse vai-e-vem. Imagine a seguinte situação: duas pessoas estão conversando e toca o telefone; uma delas pára, atende e depois volta ao assunto normalmente. Para quem tem TDAH, isso é muito difícil porque, depois que muda de foco, não consegue retornar sem um grande esforço. Então, o que essas pessoas não têm, na verdade, é a atenção voluntária; e já foi provado, por meio de ressonâncias magnéticas, que isso é biológico e que existe uma forma muito peculiar em como a informação é transmitida no cérebro e que justifica o fato de elas não conseguirem voltar com facilidade. É necessário o atendimento psicopedagógico e, em alguns casos, também o uso de medicamentos. A atenção dessas pessoas é inconstante. Aquela criança que nunca pára tem uma cabecinha que também não pára e, então, ela acaba sempre ficando extremamente esgotada, estressada. E é claro que alguém que está cansado e estressado tem uma paciência mais curta, por isso essa crianças acabam sendo muito reativas também: se alguém dá um peteleco, ela já sai aos tapas; é uma criança que responde, fica muito brava, entra em crises de birra porque está cansada fisicamente e também mentalmente, pois isso a esgota.

A partir de que idade é possível perceber que uma criança tem TDAH?
A criança com a síndrome tem um comportamento peculiar, que pode ser observado a partir dos 4 anos, já que nessa idade a questão da atenção e da movimentação dela já é um pouco mais definida. Ela tem uma organização motora capaz de fazê-la ficar sentada por alguns períodos quietinha ou então ter uma movimentação razoável, e também já é capaz de prestar atenção. A atenção dela começa a se estabelecer e por isso é com essa idade que a criança começa a aprender as cores, as formas, etc., até que, aos seis anos, aquela que não tem o transtorno já está alfabetizada. Os casos ficam mais aparentes aos 7 anos, quando está na primeira série. A criança sem o transtorno vai para o recreio e corre, corre, corre. Depois volta para a sala, senta-se e começa a fazer a lição. Já a que apresenta TDAH volta para a sala e continua correndo. É preciso observar a quantidade do movimento, a profundidade e a quantidade de energia que é gasta o tempo todo, pois ela não pára mesmo.

Existem crianças que tem o TDAH mas não são hiperativas? Qual a diferença entre os casos?
Sim. As meninas em geral só têm transtorno de déficit de atenção. São aquelas meninas que sentam no fundo da classe, que a orientadora nunca viu, que são tidas como superboazinhas. O problema é que elas sofrem muito. Existem também os alunos que, além do déficit de atenção, apresentam hiperatividade; e, ainda, aqueles que são extremamente impulsivos. O problema disso é que, se isso for deixado para o futuro, a hiperatividade diminui. Então, quando a criança chega aproximadamente aos 14 anos, uma determinada região do cérebro, que é responsável pela hiperatividade, fica praticamente igual tanto nos hiperativos quanto nos não-hiperativos. Já em relação à questão da atenção, se não for feito nada pela pessoa, ela vai ficar cada vez mais prejudicada, porque a atenção é uma coisa voluntária que é preciso treinar para ter e, quando a pessoa não consegue treinar esse “prestar atenção”, esse selecionar e trocar estímulo, com o passar do tempo não ganha o hábito. Podemos fazer uma comparação com “escovar os dentes”. Embora seja uma ação automática, é necessário aprender a fazer para depois fazer bem sempre.

Tem cura?
A TDAH não tem cura. Ela é como o diabete: o portador da síndrome tem de aprender a conviver com ela. O que vemos nos consultórios de psicopedagogia é que a terapia sozinha, em muitos casos, dá muito certo. Por outro lado, há uma parcela de crianças que, depois de as atendermos de seis meses a um ano, podemos constatar que realmente precisam um exame médico para que seja receitada uma medicação adequada. A partir daí, podemos trabalhar apenas para ajudar a diminuir o sintoma. Caso contrário, não há como trabalhar com uma criança que não consegue prestar atenção e não consegue parar nem um pouco. Assim, é impossível fazer com que ela aprenda as funções básicas. A criança precisa desenvolver estratégias de pensamento, como qualquer um de nós. A diferença é que conseguimos fazer isso por nós mesmos, enquanto ela precisa de um caminho para isso. E essas crianças têm condições, porque, em sua maioria, são inteligentes, mas o fato é que algumas, por razões morfológicas, não conseguem desenvolver essas estratégias e, por isso, não são capazes de planejar e de prever uma conseqüência porque, para elas, essas coisas não estão concatenadas.

O tratamento deve ser feito apenas com crianças pequenas?
Não. Agora estou fazendo um trabalho diferenciado, com jovens e adultos hiperativos que sofrem bastante porque não tiveram, no passado, tratamento nenhum e têm dificuldade para lidar com seus sintomas. Realizo também um trabalho com pais de crianças com TDAH, porque mantê-las dentro de certos limites não á fácil, e é preciso que eles entendam bem o que é o transtorno, como ele acontece morfologicamente (na fisiologia da criança) e porque elas agem daquela forma. Aí certamente fica mais fácil para todos conviverem.

Em que casos os pais devem levar a criança para fazer uma avaliação com um psicopedagogo?
Quando percebem que o seu filho é distraído demais, que ele perde muitas coisas na escola, larga o material em qualquer canto, a todo momento dá uma resposta sem muito sentido ou agressiva, fica o tempo inteiro interrompendo todos e recebem muita reclamação na escola de que ele não pára na classe, não pára de falar, que o caderno dele está muito mal cuidado ou que a letra dele é ruim. Nesses casos, é preciso que os pais avaliem se ele tem vários desses sintomas e o comparem com outras crianças para saber se esses sintomas são excessivos. Se perceberem que a criança está com esses problemas, devem buscar ajuda correndo. Se, de 4 para 5 anos, a criança não começa a se acalmar, a prestar atenção, não consegue fazer uma seqüência correta, não consegue saber os meses do ano, não consegue decorar coisas desse nível, começa a ter dificuldade de ficar sentado a não ser que seja na frente da televisão, não se entretém ou quando se entretém faz um escândalo para mudar de atividade. Os pais devem fazer uma consulta com um psicopadagogo para iniciar um tratamento.

O uso de medicamentos é indicado em quais casos?
Tem alguns casos em que você olha para a criança e é explícito que não será possível trabalhar com ela sem diminuir o sintoma. Tomar ritalina é como tomar uma aspirina, passa a dor de cabeça, mas se você tiver uma infecção ela vai passar, mas não vai curar. Normalmente quando a hiperatividade é muito alta eu faço o diagnóstico e peço aos pais que levem a criança a um neurologista ou psiquiatra infantil. Em geral eu peço que encaminhe ao psiquiatra quando percebo outras comorbidades junto porque nesses casos a eles têm o humor muito oscilante, aparecem várias síndromes juntas e por isso tem muito disléxico que também tem TDAH e muita criança que também apresentam distúrbios de ansiedade ou bipolares. Essas comorbidades complicam muito o quadro aí é preciso dar uma sustentação diferenciada nesses casos. Quando a criança vem medicada para a terapia é possível trabalhar melhor e o tratamento vai mais depressa e de uma forma mais gostosa para a criança.

E esses medicamentos causam dependência?
Não, nenhum deles. A criança pode usar por um período menor ou maior sem problemas para ela. A ritalina, por exemplo, é receitada há 15 anos. O paciente toma por aqueles anos enquanto faz terapia, depois ele aprende alguns truques para se controlar e compensar os sintomas. O problema é que alguém disse algum dia que viciava, mas é o contrário.

Quais seriam esses “truques”?
O TDAH aprende a usar uma ou duas agendas, tem sempre uma de bolso e uma na mesa ou em casa. Aprende a usar quadro de avisos em casa, aprende a usar recursos que o faça lembrar dos compromissos, desde os mais simples como o aniversário de um familiar a festa de Natal. Caso contrario eles não lembram, eles precisam ter uma organização muito grande como uma secretária particular o tempo todo. É preciso criar um estilo de vida no qual esteja submetido aos próprios horários e às próprias necessidades dele sem que outros tenham que fazer isso por ele. São pessoas que vivem com lembretes, bipes para que consigam fazer suas coisas.

Por que não é recomendado o uso de medicamentos no fim de semana?
Porque normalmente nos fins de semana a criança não é submetida a atividades formais e o efeito que se pretende com o uso desses medicamentos é ter uma condição melhor de aproveitamento na educação formal ou quando nas sessões de terapia.

Professores que trabalham com crianças que tomam medicamentos devem ter algum cuidado especial?
Não, o tratamento deve ser igual. Eu gosto que o professor saiba do uso apenas para que ele aproveite os melhores horários do remédio, porque nós sabemos quais são eles. Dessa forma o professor pode fazer naquele horário as atividades que o aluno gosta menos e por conseqüência deixar para os outros, quando ele está mais agitado, as atividades que o aluno gosta mais. Assim o aproveitamento fica maior.

Quais as principais dificuldades na aprendizagem dessas crianças?
Metade dessas crianças não chegam a ter problemas de aprendizagem ao menos no início da vida escolar. Algumas chegam a ter problemas apenas lá pela 7ª série porque muitas apesar de desatentas, ou com uma leve hiperatividade elas conseguem com aulas particulares se sair bem. O que geralmente acontece é que não prestando atenção ela vai perdendo parte do conteúdo e todo conteúdo tem um pré-requisito e chega uma hora que a “bomba” explode. É muito difícil me recordar, entre todos os meus pacientes, um que não tenha reprovado ao menos uma vez, porque uma hora tem que acertar o relógio. O relógio biológico e emocional deles correm em tempos diferentes e a escola corre em um ritmo igual para todos, então tem um momento que é preciso zerar os ponteiros e começar de novo para que eles possam acompanhar. Agora, tem uma outra porcentagem que tem dificuldade de aprendizagem em diversos graus, mas normalmente as dificuldades deles são devidas as questões práxicas, a desatenção e a hiperatividade que não permite que a criança alcance na totalidade aquilo que lhe é ensinado. A questão da atenção é básica, se você não presta atenção, você não memoriza e essa é uma as teorias que apóiam que a dificuldade que essas crianças têm em começar a falar se dá pela falta de atenção que elas têm em ver e observar a forma que os pais falam, por exemplo.

Atualmente qual é o tratamento mais indicado nos casos de TDAH?
Temos vários tipos de abordagem, uma que é usada muito, principalmente na Europa é a terapia comportamental. Com ela você trabalha em um esquema como uma norma de jogo. Não que a criança vá ganhar um chocolate cada vez que ele fizer uma coisa certa, não é isso. Funciona assim: se estamos jogando temos que seguir uma norma, caso contrário o jogo termina. Então o que é buscado com esse tratamento é fazer com que a criança entenda a vida como um jogo que tem uma norma a ser seguida. Cada vez que ele ganha, que faz uma coisa certa, a princípio ele ganha várias coisas e com o tempo você o elogia menos, dá menos atenção, mas dá intermitentemente, uma vez agora depois duas vezes não. Então começamos o trabalho assim, deixamos ele se distrair um pouco e só chamamos a atenção da criança quando realmente o caso é grave, quando está em risco ou atrapalhando muito e deixamos para elogiar quando ele está parado.

De que maneira os pais também podem contribuir com o tratamento?
No geral o que acontece é que os pais dão atenção para as crianças quando estão fazendo bagunça, quando estão quietas é que é o momento de olhar o filho, sentar com ele, conversar com ele, olhar no olho dele, pegar no colo, dar carinho, jogar com ele, a criança precisa de troca, de afeto. Isso tudo ajuda muito no tratamento das crianças com TDAH, o suporte emocional porque normalmente elas são muito carentes porque o meio não é muito simpático com elas, acabam se sentindo rejeitadas por isso o afeto em casa pode ajudar a suprir esse sentimento delas.

Que tipo de orientações podemos dar aos professores para lidar com isso em sala de aula?
Eu penso que os professores por mais preparados que eles sejam devem em primeiro lugar procurar sempre estar se atualizando (leitura, palestras, grupos de estudos). Segundo, se você recebe um aluno disléxico você tem que entender um pouco daquilo então acho muito válido o professor pedir um auxílio para seu orientador para que tenha contato com o profissional que lida com aquela criança. Tenho certeza que o profissional terá muito prazer em auxililar, passar material, dar orientações de como lidar melhor com a criança. Então essa troca é muito importante principalmente para a criança. Afinal cada profissional na sua área pode ajudar com o comprometimento que os professores e os psicopedagogos têm com a vida dessas crianças.

Por Gizáh Szewczak


http://www.educacional.net/entrevistas/entrevista0126B.asp

Falta de maturidade pode ser confundida com TDAH













Falta de maturidade pode ser confundida com TDAH: crianças mais novas do que seus colegas de sala são erroneamente diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção



Uma nova pesquisa sugere que crianças mais novas do que seus colegas de classe são mais propensas a serem diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Segundo o estudo, que foi publicado na edição do mês de março do periódico Canadian Medical Association Jorunal, muitas vezes o aluno, por ser mais imaturo do que os outros, recebe um diagnóstico errado e tratamento desnecessário para o TDAH.

Para chegarem a essa conclusão, pesquisadores da Universidade British Columbia, no Canadá, acompanharam durante um ano mais de 900.000 crianças de 6 a 12 anos. Eles compararam jovens da mesma sala de aula que haviam nascido em janeiro com os que haviam nascido em dezembro, ou seja, que eram aproximadamente um ano mais novos do que os seus colegas de classe.
Resultados — Os meninos mais novos tiveram 30% mais chances de serem diagnosticados com TDAH e foram 41% mais prováveis de receberem o tratamento para o problema do que aqueles que eram quase um ano mais velhos. Entre as meninas, essas probabilidades foram, respectivamente, 70% e 77% maiores. De acordo com os pesquisadores, trata-se de um resultado curioso, já que os garotos têm três vezes mais riscos de sofrerem de TDAH do que as meninas.
“A falta de maturidade está sendo interpretada, muitas vezes, como um caso de TDAH”, afirma Richar Morrow, coordenador do estudo. Para os pesquisadores, tanto pais quanto professores e médicos devem ser cautelosos e estar cientes de que a imaturidade pode imitar alguns dos sintomas do TDAH. Além disso, para que a criança não seja prejudicada por diagnósticos errados, é preciso que o comportamento delas seja observado também fora do ambiente escolar.
Segundo estudo, as crianças mais jovens do que seus colegas de sala lutam mais contra a falta de atenção e o controle dos impulsos. Por isso, o diagnóstico do TDAH deve se basear em comparação com jovens da mesma idade e sexo. A pesquisa conclui que esses resultados reforçam a preocupação que deve existir em torno do excesso de diagnóstico e das consequências que ele pode provocar.

Fonte: Revista VEJA


http://memorialprofjulianomoreira.blogspot.com.br/2012/03/falta-de-maturidade-pode-ser-confundida.html

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Não Fuja da ansiedade.






1 - Não fuja da ansiedade
Como eu mencionei acima, fugir da ansiedade geralmente não é uma boa ideia. Na maioria das vezes, estados mais agudos de ansiedade tendem a passar por si só, uma vez que o corpo não consegue manter um estado de excitação nervosa por muito tempo. Quando você se engaja em qualquer comportamento de evitação, como por exemplo, sair do lugar onde está, ou deixar de fazer alguma coisa potencialmente ansiogênica, essa evitação tem dois efeitos: a diminuição imediata do estado de ansiedade, e a potencialização do poder ansiogênico daquela situação no futuro. Se você se sente levemente ansioso em um momento que necessita falar em público e opta por não fazê-lo, sua decisão te deixará mais tranquilo naquele momento, mas na próxima vez que precisar falar em público, essa ansiedade antecipatória será ainda maior.

O que acontece é que, ao engajar-se em evitação, você está exercitando um comportamento com função reguladora de ansiedade. E como tudo que se exercita, ele fica cada vez mais forte. A longo prazo, ele se torna tão poderoso que a sensação é de incapacidade de fazer as coisas. Por exemplo, os rituais compulsivos do transtorno obsessivo-compulsivo são reguladores de ansiedade. Por serem praticados centenas de vezes ao longo da vida, a pessoa com TOC descreve a sensação de não conseguir evitar se engajar nos rituais. Algo semelhante acontece com o consumo de substâncias que causam dependência.

Sendo assim, tome cuidado com os comportamentos cuja função é deixá-lo menos ansioso. Aprenda a aceitar a ansiedade, por mais contra-intuitivo que isso pareça ser.

2 - Não evoque ansiedade
No meu post anterior falei sobre o poder nocivo dos pensamentos. Vários pensamentos podem gerar ansiedade, como a antecipação de eventos importantes, a preocupação com o futuro, a interpretação negativa de eventos, ou "se eu ficar na academia posso passar mal". Até certo ponto é fácil controlar tais pensamentos, mas até certo ponto não. O fato é que tais pensamentos costumam ser de pouco utilidade prática para nós, e por esse motivo não há razão para deliberadamente se engajar em correntes de pensamento assim. Elas geram ansiedade. Evite-as. Troque tais pensamentos por outros menos ansiogênicos, como lembrar-se de algum filme que assistiu, o capítulo de ontem da novela, alguma música que gosta, etc.

3 - Organize-se
Existe uma forte relação entre imprevisibilidade e ansiedade. Não saber quando as coisas vão acontecer gera ansiedade, mesmo que tais eventos estejam sob seu controle. Se você tem liberdade para organizar o seu tempo, faça-o de forma antecipada, sistemática e rotineira. Tenha horários fixos para estudar, alimentar-se, dormir, para o lazer, etc. Por mais cômoda que a atitude do "vamos ver o que estou a fim de fazer agora" possa parecer, a falta de uma rotina de horários costuma gerar procrastinação, realização mal-feita das tarefas, e ansiedade.

4- Faça coisas que lhe tragam prazer
Após escrever esse subtítulo, paro por um momento para pensar no absurdo que acabei de escrever. “Faça coisas que lhe tragam prazer”. Será que é mesmo necessário pedir, dizer, ou até mandar que as pessoas façam coisas que gostem? A resposta muitas vezes é sim, infelizmente. Nossa cultura carrega um nível muito forte de masoquismo.

  • Comer é bom, por isso faz mal. Se a comida for boa, pior ainda. Quanto mais eu comer, maiores serão as consequências negativas.
  • Exercícios físicos, por outro lado, são chatos e cansativos, por isso fazem bem.
  • Trabalhar é cansativo, chato e desagradável, por isso faz bem. Devemos trabalhar o máximo possível.
  • Ficar em casa assistindo televisão é muito bom, ou seja, é perda de tempo.


É claro que esse masoquismo existe em níveis diferentes em pessoas diferentes, mas não é raro encontrar aqueles que se privam deliberada e conscientemente de qualquer coisa que lhes tragam prazer. Prazer faz bem. Pessoas com alto nível de privação de atividades prazerosas têm uma tendência alta de desenvolver problemas psicológicos. Elas começam a obter satisfação de formas desadaptadas. É o que acontece, por exemplo, com pessoas em estados avançados de depressão que começam a se cortar. Por mais incompreensível que pareça aos outros, cortar-se pode ser a única forma de obter algum tipo de satisfação na rotina daquela pessoa. Pessoas que se cortam descrevem uma sensação de alívio quando o fazem, e às vezes têm dificuldade para parar com esse hábito. Além desse exemplo um pouco extremo, existem outras maneiras mais sutis pelas quais obtem-se satisfação de uma forma que ao mesmo tempo nos trás prejuízos. Aprenda a dosar obrigações e lazer. Divirta-se.


Ainda que pareçam dicas bobas de revista feminina, estas estratégias simples são a base da manutenção de níveis saudáveis de ansiedade. Mais do que dicas, são habilidades a serem exercitadas. E como tudo que se exercita, elas ficam cada vez mais fortes. Os mais consagrados tratamentos psicológicos para os mais sérios dos transtornos psicológicos obedecem exatamente aos mesmos princípios descritos aqui. Mas a dificuldade do tratamento é maior, e a velocidade dos resultados é mais lenta quando os problemas de ansidade estão em estágios avançados. Previna-se.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Comportamento de Birra (1)



Imagine que você está no supermercado com seu filho, ele pede um chocolate, você diz não. Ele se joga no chão gritando: “eu quero, eu quero, eu quero…”, começa a destruir tudo que encontra, chamando a atenção de todos. Você, de certa forma, fica morrendo de vergonha e sabe que nesse momento precisa fazer algo, pois todos ao redor estão esperando uma atitude sua [visualize o vídeo abaixo]. O que fazer, então?




 
Se você fosse o pai do garoto, o que você faria nessa situação?
Quantcast

 
 
Agora, que tal analisarmos e entendermos o famoso comportamento de birra?
Seja no supermercado, no shopping, na praia, na casa de amigos e até mesmo em sua casa, a criança pode fazer o maior escândalo para conseguir o que deseja. O que muita gente não sabe é que na maioria das vezes são os adultos que contribuem para o surgimento e manutenção do comportamento de birra nos menores e este é um tema bastante frequente nas clínicas e consultórios de psicologia.




O comportamento de birra é uma tática manipulatória que as crianças aprenderam a utilizar para ter seus desejos atendidos. Elas usam vários artifícios como: gritos, choros, escândalos ou auto agressão, de modo a constranger os pais e induzi-los a atender seus desejos. Os pais, por sua vez, por não aguentarem a cena do filho gritando e se debatendo em público (é uma cena muito aversiva para eles), acabam reforçando o comportamento de birra da criança e, de imediato, atendem os desejos para ela ficar quieta. Os pais se sentem como se estivessem sendo julgados como péssimos pais pelas outras pessoas e para acabar com a cena rapidamente, acabam fazendo a vontade da criança, criando assim um círculo vicioso.
Por isso que eu disse que muitas vezes os adultos contribuem para que o comportamento de birra aconteça. Por exemplo, quando o pai resolve dar o chocolate para a criança ficar quieta; ele dá, também, uma dica muito clara: “toda vez que se comportar de forma birrenta e fazer bastante escândalo, vai ganhar o que quer”. Isso condiciona a criança e acaba fortalecendo ainda mais o comportamento de birra e favorecendo que ele se repita outras vezes.
Veja esse outro vídeo. Repare que, para a criança parar com o comportamento de birra, a mãe lhe oferece um rabanete. Ele para com a birra, mas pede uma chicória. Adivinha o que pode acontecer se a mãe disser não?


O ideal nesses casos é usar uma técnica chamada de extinção e, progressivamente, inibir as birras até que as crianças aprendam uma forma mais assertiva e eficaz de se comunicar com os pais e, sobretudo, saber lidar melhor com sua frustração. Para isso é preciso um treino com os pais para que a técnica seja aplicada com sucesso, pois muitas vezes os pais não conseguem ir até o fim por não suportarem o “sofrimento” do filho e acabam reforçando o comportamento depois de algum tempo.
O vídeo abaixo pode servir de exemplo para a técnica de extinção que falei. Nele você pode ver que desde muito pequeno aprendemos a usar o comportamento de birra para controlar o comportamento das pessoas e tentarmos conseguir o que queremos.


Em breve farei um post falando sobre como o comportamento de birra que não foi extinto na infância se manifesta na adolescência e em outras fases da vida.
Elídio AlmeidaPsicólogo | CRP 03/6773(71) 8842 7744 - Salvador – Bahia


Fonte:
elidioalmeida.wordpress.com

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