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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Norteando Caminhos - TDAH



Encontram-se disponibilizados neste site: artigos, links, vídeos, indicações bibliográficas e informações gerais, que possibilitam o aprofundamento dos temas tratados em nossas “newsletters” com o intuito de conhecer, para melhor entender, os diversos temas relacionados ao desenvolvimento do educando no que diz respeito ao seu processo de ensino e aprendizagem.
               Os temas postados estão embasados em pesquisas realizadas junto às associações que divulgam seu trabalho via internet; nas explanações de especialistas nos congressos de educação; nos livros técnicos, didáticos e paradidáticos; nos meios de divulgação em massa, entre outros.  Procura-se, dessa forma, abrir o leque de discussões, levando-se em consideração as diferentes correntes, a fim de que se mantenha a devida imparcialidade sobre os assuntos tratados, visto que o nosso olhar é da educação.
                De tal forma, espera-se colaborar com a melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem e com o bom desenvolvimento do educando, de suas habilidades e competências.


TDAH

 Cuidar de uma criança com dificuldades tencionais, hiperatividade, ansiedade, impulsividade é, de fato, muito estressante! Gasta muita energia e paciência! É um teste de limites até para os melhores pais do mundo. Por isso é muito importante que a família participe de forma ativa no dia a dia do educando, acompanhando-o e orientando-o a cada passo, com paciência e persistência.



DICAS

Crie uma rotina para o seu filho: tente sempre manter os mesmos horários para acordar, comer tomar banho, ir para a escola, hora de lazer e ir dormir. Saber o que vai acontecer facilita a diminuição da ansiedade dele.
Diminua as distrações: música alta, jogos de computador e televisão podem causar excesso de estímulo. Evite isso nas refeições, nas tarefas da escola. Permita “games” e coisas que ele/a goste na hora do lazer! Estipule também, esse horário! Assim ele/a sabe que terá o espaço dele/a!
Organize a sua casa e o espaço dele: sabendo onde as coisas ficam sempre é mais difícil de perder tanta coisa! Separe um local na entrada de casa para que ele/a possa “guardar” a mochila da escola, assim é sempre fácil de “encontrar”.
Reforce o comportamento positivo: toda vez que ele/a fizer algo positivo, reconheça, por menor que seja com elogios e abraços e, de vez em quando, dê um prêmio (um sorvete, 15 minutos a mais de “games”, na hora do lazer). Quando ele tiver um comportamento negativo, se possível e viável, não dê atenção a ele/a para que o comportamento não seja reforçado pela atenção. Por vezes a repreensão é extremamente necessária. Use o bom senso.
Estipule pequenos objetivos por vez: tenham em mente, pequenos e constantes progressos, em vez de algo rápido! É degrau por degrau! Cada pequeno objetivo alcançado é um degrau e uma vitória para o seu filho.
Ajude nas tarefas: ajudar não é fazer por ele! Dê instruções curtas e claras. Crie com ele/a dicas que possam ajudá-lo/a. Monte uma tabela sobre o progresso escolar, trabalhe com calendários para organização de entrega de trabalhos, rotinas do dia, semana, mês...
Diminua as opções: para ajudá-lo a escolher, dê duas ou três opções por vez. Mais opções atrapalham e podem deixá-lo ansioso/a
Ache atividades em que ele/a possa ter sucesso: toda a criança precisa ter a experiência de ser bem sucedida em alguma coisa! Isto aumentará sua auto-estima.
Aplique uma disciplina calma: quando a criança está “com ataque de raiva” (que não é birra), deixe passar. Não perdura mais do que 5 minutos! Se for num local público, retire-a devagar sem expô-la. Leve até o carro ou outro local e espere. Quando passar, e vocês estiverem mais calmos, será possível conversar! Nessa hora, bater não resolve.


Fonte: http://www.gualberto.g12.br/

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Por que as crianças francesas não têm Déficit de Atenção?

Como é que a epidemia do Déficit de Atenção, que tornou-se firmemente estabelecida em vários países do mundo, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França


Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?
déficit atenção crianças


Déficit de Atenção em crianças francesas é inferior a 0,5% (Foto: Ilustração)
TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.
Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.


Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.
Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.
A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.
E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.
A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre – que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.
Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.
Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.
Marilyn Wedge, em Psichology Today 


http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/deficit-de-atencao-nas-criancas-francesas.html

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O TDAH não é uma Dificuldade de Aprendizagem?



Uma nova maneira de avaliar o processamento neural de crianças com TDAH revela que, ao contrario do convencional, o transtorno não representa necessariamente um prejuízo do aprendizado, tanto quanto um prejuízo da tomada de decisões.

"Indivíduos com TDAH não devem ser caracterizados por um prejuízo do aprendizado per se, em contraste do que foi sugerido por modelos teóricos", escreveram os autores, liderados por Tobias U, Hauser, PhD., da University College London´s Wellcome Trust Centre for Neuroimaging.

"Na verdade, eles têm um processo de decisão menos preciso e avaliam mais vezes".

O estudo foi publicado online no dia 20 de agosto no JAMA Psychiatry.

Nova abordagem por imagem

O TDAH, afirmam os autores, tem sido ligado a fraca tomada de decisões e dificuldade de aprendizado. Modelos de TDAH sugerem que esses déficits "podem ser causados por deficiência no reconhecimento de 'erros na previsão de recompensa' (RPEs), que são sinais que indicam violação de expectativas, e sabidamente codificados pelo sistema dopaminérgico".
Entretanto, os investigadores afirmam que "o déficit preciso de aprendizado e de tomada de decisões, e seu correspondente neurobiológico no TDAH, não é bem conhecido".

Para o estudo, 20 adolescentes, com idade de 12 a 16 anos, com TDAH, e 20 indivíduos sadios, de controle, foram submetidos a testes psiquiátricos durante a realização simultânea de ressonância magnética funcional (fRMI) e eletroencefalograma (EEG).

A combinação das duas modalidades permite uma avaliação que supera as fraquezas de cada método, segundo Dr. Hauser.

A ressonância magnética funcional (fRMI), por exemplo, tem uma resolução temporal muito fraca, enquanto o EEG tem uma falta de resolução espacial. A combinação dos dois permite não somente localizar as deficiências mas, também, nos mostra em que instante a deficiência acontece. Isso nos informa se ela ocorre no início ou no final do "processo de pensamento".

Nos testes, os investigadores usaram uma nova comparação de dois modelos de computação psiquiátrica - um modelo Rescorla-Wagner avançado, que se mostra bem sucedido em demonstrar o aprendizado de um participante em tarefas de aprendizado com reversão probabilística, e um modelo de aprendizado Bayesiano mais flexível, que comanda um processo de aprendizado mais refinado.

É o primeiro estudo que utiliza esses modelos computacionais para entender as deficiências de tomada de decisão em combinação com imagem multimodal, segundo Dr. Hauser.

Por meio dessa abordagem, é possível entender os mecanismos por trás das dificuldades na tomada de decisões e seus correlatos neurais, no TDAH.
Os desafios enfrentados pelos participantes, enquanto eram submetidos às técnicas simultâneas de neuro-imagem, geralmente envolviam o aprendizado, por tentativa e erro, de qual de duas imagens resultava em melhor recompensa de dinheiro, com o objetivo de ganhar a maior quantidade de dinheiro possível. As probabilidades de recompensa eram mudadas ocasionalmente, requerendo que os participantes a elas se adaptassem.

Implicações clínicas ?

Os resultados não mostraram nenhuma diferença significativa entre os grupos quanto aos tempo médios de reação, à variabilidade do tempo de reação e ao número de erros. Entretanto, os participantes com TDAH ganharam menos dinheiro (P = 0,08).

Adolescentes com TDAH mostraram aprendizado mais simplista e também tiveram aumento do comportamento exploratório, quando comparados aos participantes sadios (P = 0,02).

Por sua vez, a ressonância magnética funcional mostrou deficiência no processamento dos RPEs, ou sinais que sugerem violações das expectativas, que foram ligadas ao TDAH em modelos prévios da condição. Deficiências de RPEs foram observadas no córtex pré-frontal medial - uma área largamente associada com a tomada de decisões - durante o estímulo assim como na apresentação do resultado.

Embora pesquisa anterior também tenha implicado o córtex pré-frontal no TDAH, a imagem mostrou o momento preciso do impacto, que ocorreu em um estágio inicial, aproximadamente meio segundo depois do feedback.
Não é somente a deficiência dos RPEs do córtex pré-frontal medial uma causa possível da seleção de escolhas sub-ótimas, refletidas no comportamento mais exploratório, mas a imagem também ajudou a apontar quais áreas do córtex pré-frontal medial são afetadas.

"As regiões do córtex pré-frontal medial que foram descobertas como deficientes são adjacentes às regiões principais sabidamente responsáveis pelo processamento dos RPEs", escreveram os autores.
"Isso sugere que indivíduos com TDAH podem não processar os RPEs de modo diferente nas regiões principais. Em vez disso, parece que os RPEs são processados em áreas menos extensas".

Considerando o comportamento, os achados oferecem uma possível explicação para os desafios de tomada de decisões e as potenciais estratégias para superá-los, disse o Dr. Hauser.

"Adolescentes com TDAH possivelmente tomam decisões mais fracas e mais impulsivas quando têm um tempo limitado para decidir, ou se estão sob a pressão de outros adolescentes", ele explicou.

"Essa fraqueza poderia ser superada se as pessoas com TDAH pudessem aprender a refletir profundamente sobre os ganhos potenciais e os custos de suas decisões".

Achados intrigantes

O estudo é importante ao somar para o entendimento dos mecanismos subjacentes ao TDAH, o que é importante para o desenvolvimento de intervenções para ajudar a combater e compensar os déficits, disse Cathryn A. Galanter. MD., diretora do programa psiquiátrico de treinamento de adolescentes no SUNY Downstate/Kings County Hospital Center, no Brooklyn, em Nova Iorque.

"Esses achados são intrigantes e precisam de replicação", ela disse ao Medscape Medical News.

"Embora seja muito cedo para tirar implicações clínicas desses resultados, eles contribuem muito para a evidência neurocientífica do que vemos clinicamente: que crianças com TDAH podem ter estilos diferentes de aprendizagem e, assim, podem se beneficiar de diferentes abordagens para ajudá-las a aprender".

"São necessários mais estudos para nos ajudar a entender os processo subjacentes do aprendizado e da tomada de decisões das crianças com TDAH, disse Dra. Galanter.


JAMA Psychiatry. Published online August 20, 2014.

http://tdah-dourados.blogspot.com.br/

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

TDAH e abuso de drogas



Segundo uma recente pesquisa nos Estados Unidos, os jovens com TDAH têm mais do que o dobro de probabilidades de experimentar e abusar de drogas.
Ainda que os estimulantes (anfetaminas, metilfenidato) usados para o tratamento do TDAH possam ser viciantes, não há evidências de que tomá-los aumente o risco de abuso de substâncias.
Os autores advertem que esses estimulantes podem ser usados de forma indevida, e que 23% dos jovens americanos em idade escolar tentam vender, comprar ou trocar medicamentos para o TDAH.
Os medicamentos que se usam para tratar o TDAH apresentam um potencial de abuso, ainda que a grande maioria dos jovens com TDAH não chegam a ter problema de abuso de substâncias.
O estudo conclui que são necessárias mais investigações para averiguar por que alguns jovens são mais susceptíveis que outros. É possível que a mesma biologia que provoca o TDAH também ponha alguns dos jovens em risco mais alto de abusar de substâncias.
Outros fatores sociais poderiam contribuir também para o aumento do risco; por exemplo, alguns desses jovens costumam ter maiores dificuldades na escola e sentem mais ansiedade por esse motivo.


Pediatrics, 2014 - Harstad E., Levy S. - Committee on Substance Abuse

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Doze Dicas Para Ter o Professor ...







 Doze Dicas Para Ter o Professor do Seu Filho no Seu Time

Fazer uma parceria com o professor do seu filho pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso em classe. Por Eileen Bailey.

1- Seja um jogador da equipe.

Seu filho fica seis horas por dia, 1200 horas por ano, em sala de aula com o professor, a cada ano. Quando você e o professor do seu filho trabalham juntos, seu filho terá uma experiência escolar positiva e bem sucedida, educacional e socialmente. Exige esforço, mas assegure-se de estabelecer um relacionamento cooperativo com o professor.

2- Comece bem o ano.

É uma boa ideia iniciar uma conversa com o novo professor do seu filho. Alguns pais preferem enviar uma carta apresentando seu filho e dando informações sobre suas necessidades. Outros pais acham que uma conversa face a face é o melhor. Fazer contato como professor do seu filho logo de início permite que o professor saiba que você cuida e que está envolvido, e que será um parceiro cooperativo se os problemas surgirem.

3- Mantenha atitude positiva.

Seja por telefone, email, ou sentado face a face com o professor do seu filho, assegure-se de que a comunicação seja positiva e otimista. Atacar o professor faz com que ele fique na defensiva, diminuindo seu desejo de colaborar com você. Não se esqueça do fato de que a maioria dos professores quer ajudar e ver seu filho ser bem sucedido.

4- Comunique-se com o professor de modo conveniente.

Falar com o professor atualmente é muito maia fácil - email, textos, chamadas telefônicas, recados em sites e redes sociais. Logo no início do ano, fale com o professor para descobrir qual o melhor método, de modo que você fique sempre atualizado com o que aconteça em sala de aula e sobre os trabalhos de casa. Uma semana pode ser melhor para um email, outra para texto. Determine também, junto com o professor, com que frequência vocês devem se comunicar.

5- Não leve as coisas para o lado pessoal.

Os pais ficam na defensiva quando um professor relata as falhas do seu filho. Se o professor lhe diz que seu filho é bagunceiro e que não obedece, tenha empatia por ele e trabalhe em conjunto para encontrar uma solução. Concorde que seu filho pode ser um chato e continue a conversa no sentido de resolver o problema.

6- Corte os problemas pela raiz.

Imagine descobrir que seu filho vai fracassar em uma disciplina somente a poucas semanas do final do semestre. Evite isso envolvendo-se logo de início e pedindo para ser avisado dos problemas logo que surjam. Marque uma reunião com o professor do seu filho durante a segunda ou terceira semana no início das aulas para resolver esse assunto. Desse modo, você poderá resolver a falta de entrega de algum trabalho ou notas baixas a tempo.

7- Compartilhe o que funciona.

Você conhece seu filho melhor que ninguém e as estratégias de classe que funcionaram para ele no passado. Compartilhar essa informação ajuda o novo professor a entender melhor como conquistar e ensinar seu filho. Não fale somente dos fracassos de seu filho; discuta o que funciona. Em vez de dizer "Ele não escuta", diga, "Acho que quando faço contato visual ao dar as instruções, ele escuta melhor".

8- Vá preparado.

Seja em uma reunião, pela primeira vez, com o professor do seu filho, ou indo a uma reunião de pais e mestres, vá preparado. Tenha uma lista de perguntas e de preocupações, amostras de trabalhos e provas escolares, anotações de professores anteriores, e acomodações que tenham funcionado. Mantenha a informação em uma pasta-arquivo para que seja mais fácil transportar e compartilhar. Depois da reunião, faça anotações e guarde-as na pasta-arquivo.

9- Apareça e envolva-se

As escolas frequentemente dependem de ajuda voluntária e da participação dos pais. Faça parte da Associação de Pais e Mestres, seja voluntário em classe, no trabalho de secretaria ou na biblioteca ou acompanhe uma excursão ao campo. Você poderá observar como suas crianças se comportam no início na escola e conhecer outros pais e o pessoal da escola. Você se tornará um deles, em vez de um pai exigente demais e autoritário.

10- Resolva um desentendimento com o professor.

Se você e o professor do seu filho não conseguem concordar com a solução de um problema ou se o professor não está colaborando, pergunte qual será o próximo passo em vez de se retirar enraivecido. Você pode sugerir que o psicólogo da escola, o conselheiro ou o diretor sejam incluídos na busca de uma solução. Pergunte ao professor se ele gostaria de marcar uma reunião.

11- Aconselhe-se com o professor.

Assim como você compartilha informação com o professor, ele pode lhe dar dicas para ajudar seu filho em casa. Faça perguntas sobre o desempenho escolar do seu filho e sobre as disciplinas nas quais ele tem dificuldade. Peça dicas e material que possa utilizar em casa para ajudar seu filho a ser bem sucedido na escola.

12- Demonstre sua gratidão

Todos gostam de um elogio. Se o professor de uma criança faz algo com que um pai não concorde, os pais geralmente mandam um email ou ligam para reclamar. Quão frequentemente você manda um email para cumprimentar um professor ou para agradecer por algo que ele tenha feito ou dito? Quando o professor do seu filho deixa um pouco de sua rotina de trabalho para entender seu filho ou para ajudá-lo a se sentir aceito, certifique-se de mostrar sua gratidão.


ADDitude.  (veja, também, a postagem 286, neste blog)

domingo, 24 de agosto de 2014

Aprendizes relutantes

As dez dicas de Eddie para motivar os aprendizes relutantes

1- Seja entusiasmado com o seu trabalho. Os alunos não podem ficar excitados para aprender se o professor for claramente desinteressado.

2- Não suponha. Um aluno pode parecer ser um problema ou ter uma reputação na escola. Você pode ter tido um contato com ele ou saber dele por um irmão. Entretanto, a verdade é que você nunca saberá como um aluno vai agir ou desempenhar em sua classe. É melhor começar com uma lousa limpa - e imaginar que ele esteja pronto e querendo trabalhar com afinco.

3- Relutância e ignorância não são sempre mutuamente inclusivas. Eddie ressaltou que os aprendizes relutantes não são necessariamente aprendizes incapazes. Se você fizer essas pressuposições sobre um aluno, tenha certeza de que ele irá definitivamente se tornar um relutante.
Eddie me lembrou de um incidente quando ele deveria escrever um trabalho mas não queria assumir a tarefa. Eddie gastou a maior parte da aula embromando, jurando que ele podia escrever um trabalho que tirasse nota A+ nos últimos 20 minutos da aula. Então, eu aceitei o desafio dele. É claro que ele escreveu um trabalho brilhante em 20 minutos, principalmente porque ele apreciou o fato de eu ter lhe dado autonomia para usar o tempo eficientemente.

4- Comunique-se com os outros educadores. Lá atrás, quando eu estava arrancando meus cabelos por causa do Eddie, fui falar com sua professora anterior de inglês. Fiquei surpresa quando ela  começou a falar emocionada sobre ele. Ela me contou que ele tinha tido uma vida difícil em casa e que eu precisava dar a ele uma chance. Então, eu ouvi e mudei minha abordagem. Eddie disse que gostou do modo pelo qual sua primeira professora o defendeu e forneceu informação sobre sua situação, além do fato de que eu tinha tido o cuidado de dar a ele uma segunda chance.

5- Faça perguntas e se importe. Eddie disse que quando ele estava no colégio, frequentemente queria que um professor ou o administrador lhe perguntassem o que estava errado. Ele disse que provavelmente teria dado uma resposta, mas ele teria se sentido muito melhor se alguém tivesse mostrado que se importasse o bastante para fazer a pergunta.

6- Utilize o tempo em classe para mais do que aulas. É difícil acreditar que ainda existem professores que ensinam sem parar, mas isso acontece. Atualmente, há poucas razões para não variar a instrução e para envolver mais os alunos em seu aprendizado.

7- Desafie os alunos respeitosamente. Todos nós sabemos quando um aluno está sendo deliberadamente criador de caso e querendo nos tirar do sério. Mas é importante ser respeitoso quando desafiar os alunos - não cause embaraço, não humilhe, não faça gozação com eles. Em vez disso, encoraje-os e reúna-se privadamente para discutir suas preocupações.

Descubra o que está por trás do seu mau comportamento ou desinteresse em fazer a tarefa. Eddie me contou que uma das coisas que o fisgou na minha classe foi meu senso de humor e o fato de que eu podia contestá-lo ponto a ponto em sarcasmo, não maldade ou ataques pessoais, mas sarcasmo espirituoso e brincalhão. Isso o ajudou a construir uma ligação comigo, como professora.

8- Seja justo e vigilante no apoio das regras estabelecidas em classe. Não dê um privilégio a um aluno e recuse-o a outro. Alunos são superconscientes dessa dinâmica e sabem exatamente o que acontece na classe.

9- Puna imediatamente as infrações graves. Eddie tornou claro que os professores precisam usar disciplina imediata para comportamento que esteja fora de propósito. Mas ele sugeriu que infrações menores sejam manejadas de maneira sem confrontação, talvez depois da aula ou em uma conversa privada, para não humilhar ou envergonhar os estudantes. Por exemplo, Eddie nunca se esqueceu do professor que ligou para sua mãe em frente de toda a classe.

10- Estabeleça conexões pessoais. Estabelecer fortes relações com seus alunos e criar um ambiente no qual você e os alunos estejam trabalhando na direção de um objetivo comum, é provavelmente a única coisa mai poderosa que você pode fazer para motivar um aprendiz relutante. Pergunte a um jogador de futebol se ele viu o jogo do time dele na noite anterior. Faça um comentário sobre uma camiseta interessante que um aluno esteja vestindo. Reconheça o sucesso de um aluno no campo dos esportes ou em um jogo escolar. Prestar atenção nos aprendizes relutantes é um longo caminho na motivação deles.

As dicas de Eddie são simples e intuitivas. Mas mesmo sendo uma professora veterana com 19 anos de prática no ensino eu me sinto renovada após revê-lo. Penso que podemos todos nos beneficiar voltando atrás e reavaliando as maneiras com que lidamos com os aprendizes relutantes.
Então, você deve estar se perguntando - o que faz o Eddie atualmente? Tenho o maior prazer em ouvir que ele é um calouro na Salem State University. Mas fiquei chocada quando ele revelou sua escolha de carreira: ele planeja ser um professor colegial de Inglês. Ele até está fazendo seus alunos estudar comigo no outono!

Como sua antiga professora - e futura colega - eu não poderia estar mais orgulhosa.

Nancy Barile


Nancy Barile (@nancybarile), a National Board Certified Teacher, has taught English language arts at Revere High School in Revere, Mass., for 19 years. She advises the Culture Club and Future Teachers Club and is an adjunct professor at Emmanuel College. A CTQ Collaboratory member, Nancy won The Kennedy Center/Stephen Sondheim Inspirational Teacher Award in 2013 and serves on the College Board New England Regional Council.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Carta Aberta à população sobre TDAH








A ABDA participa do movimento em protesto contra a portaria no 986/2014 da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, que determina restrições a distribuição de medicamento para TDAH pelo SUS, e impede o médico de realizar o exercíco da medicina.
 O TDAH é um transtorno neurobiológico, ou seja, uma condição médica. Embora o tratamento correto seja multidisciplinar, o diagnostico é exclusivamente responsabilidade do médico.
A portaria no 986/2014 da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo é restritiva, burocratiza o acesso digno ao tratamento, principalmente à população com desvantagem social, e se posiciona contra a sistematização científica de maneira mistificadora e indigna. No momento em que a sociedade brasileira se organiza em torno de ações inclusivas, como as ações afirmativas na universidade pública, não podemos nos furtar de denunciar medidas preconceituosas contra os portadores de transtornos mentais, que excluam exatamente a população menos favorecida socialmente do acesso a tratamentos considerados de primeira linha em qualquer diretriz científica nacional ou internacional.
O diagnóstico de TDAH é oficialmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (cujo Código de Doenças encontra-se legalmente em vigor no país), há diretrizes internacionais para a sua realização e inúmeros estudos científicos que demonstram alterações no funcionamento cerebral no TDAH.
Resumos de alguns destes estudos e pesquisas cientificas sobre TDAH, podem ser acessados aqui.
A ABDA reivindica o acesso ao tratamento adequado e reconhecido mundialmente, e repudia o uso inadequado de qualquer medicação para TDAH, sem que haja uma avaliação criteriosa. A nossa luta é pela dignidade dos pacientes, acesso ao diagnóstico correto, tratamento de qualidade e dispensação de medicação para aqueles que REALMENTE precisam. A Prescrição de remédios psiquiátricos é atribuição exclusiva do profissional médico. No caso do TDAH, quem está habilitado a prescrever a medicação, é o PSIQUIATRA, NEUROLOGISTA e NEUROPEDIATRA!!!
Sabemos que tal meta só será alcançada com atitudes, políticas públicas inclusivas e capacitação profissional, e não com protocolos disciplinares pseudocientíficos e demagógicos.
A ABDA é uma associação de pacientes, sem fins lucrativos. Nossa missão é disseminar informação científica sobre TDAH.
Convocamos pessoas com TDAH, familiares, profissionais de educação e saúde, e toda sociedade civil preocupada com o bem estar de todas as crianças brasileiras e imbuídas no propósito de lutar pela dignidade, respeito e liberdade, a se engajar nesta causa.


 http://www.tdah.org.br/br/noticias/

terça-feira, 29 de julho de 2014

Qual é o segredo de um casamento TDAH saudável?

Algumas regras para discutir direito e para perdoar mais depressa (TDAH)

Qual é o segredo de um casamento TDAH saudável? Pode ser a maneira pela qual os casais se comunicam quando brigam - e com que rapidez eles perdoam e seguem em frente. 







Qual é o segredo de um casamento TDAH saudável? Pode ser a maneira pela qual os casais se comunicam quando brigam - e com que rapidez eles perdoam e seguem em frente. Por Melissa Orlov.

Todos os casais brigam. É parte do amor e do casamento. Mas nem todos os casais sabem como seguir em frente depois de uma briga - e os que sabem têm uma  grande vantagem e uma grande chance de felicidade duradoura.

O objetivo para todos os casais (especialmente os que têm TDAH) não é parar de brigar - isso vai acontecer - mas aprender como ter uma "briga boa".

O que a ciência diz

O especialista em relacionamentos, John Gottman, Ph.D., autor de The Seven Principles for Making Marriage Work (Os Sete Princípios Para Fazer o Casamento Funcionar), e seus colaboradores, fez um conjunto de pesquisas sobre relacionamentos saudáveis. Seu trabalho sugere que não é a frequência com que você briga que determina a durabilidade do seu relacionamento. São as ações que você adota quando você briga, e como você repara o dano depois, que prognosticam a estabilidade de um relacionamento.
Infelizmente, os relacionamentos TDAH têm as condições estabelecidas contra si mesmos. Por quê?

1- Casais atingidos pelo TDAH enfrentam mais altos e baixos do que outros casais.

2- As pesquisas recentes feitas com gêmeos sugerem que problemas da regulação emocional,  característica principal do déficit de atenção, são ligados geneticamente. Casais TDAH regularmente têm respostas emocionais desproporcionais em ocasiões inesperadas. Isso pode levar os parceiros, TDAH ou não TDAH, a se sentirem como se tivessem de pisar em ovos.

3- O parceiro não TDAH geralmente cai no hábito de criticar o parceiro TDAH, de estar sempre julgando, corrigindo e "educando" o parceiro a ser organizado, a prestar mais atenção, e coisas assim. O parceiro reclamante pensa que está fazendo uma base sólida para o relacionamento. Não está. Na maior parte do tempo os TDAHs vêem a crítica e as ordens como abuso verbal. Eles se sentem molestados e agredidos,como se ele não pudesse fazer nada direito. Sua resposta é atitude defensiva e a raiva.

Discussões versus "Brigas Boas"

Eu ouvi estas queixas de muitos portadores de TDAH ao longo dos anos: "Estou fazendo o melhor que posso para ficar calmo quando minha mulher, que não tem TDAH, fica pegando no meu pé  sempre pelas mesmas coisas, todo o tempo. Mas eu não consigo deixar de ficar bravo. Ela me provoca. Parece que brigamos o tempo todo. Depois que começamos, ela também fica muito brava... essas brigas estão me fazendo muito mal."
O marido parece precisar de um controle melhor dos sintomas para ser mais confiável, e sua mulher precisa ser mais respeitosa e simpática enquanto ele tenta atingir esse controle. Mesmo com essas mudanças, o casal ainda brigará de vez em quando. Aprender a ter uma "briga boa" - arejando discordâncias como parceiros iguais, em vez de atirar as diferenças na cara um do outro, ajudará. Gottman sugere algumas idéias para tirar a raiva das brigas:

1- Comece com uma queixa, não com uma crítica. "estou preocupado porque o lixo não está sendo removido regularmente" é uma queixa. "Você nunca remove o lixo como prometeu" é uma crítica. Queixas funcionam melhor; elas são mais respeitosas e não põem o ouvinte na defensiva tão rapidamente.

2- Comece de leve, ou por um tópico. Começos de leve mostram respeito para com a outra pessoa, por não fazer pressuposições. Geralmente incluem uma observação e focalizam em sentimentos. A seguir, um exemplo de um começo de leve: "Eu realmente senti sua falta. Nós não estamos ficando juntos o bastante nesses últimos dias". A versão ruim disso seria: "Você nunca presta atenção em mim!"

3- Seja respeitoso. Não importa quão difícil seja o assunto, ou quão bravo você esteja, seu parceiro sempre merece respeito. Não há justificativa para gritos ou depreciações. Trate seu parceiro como você gostaria de ser tratado.

4- Use palavras não ameaçadoras e não ameace seu parceiro. Se você ficar afogado pelas emoções e sentir que não vai aguentar, tente deixar seu parceiro sair da briga.

5- Use frases clarificadoras, tais como, "Se eu entendi corretamente, nós dois pensamos..."

6- Fale com calma. Isso é difícil quando as coisas são emocionais. Treinamento da prudência e respiração profunda ajudam.

7- Use ajudas verbais para atenuar suas interações. Em minha casa, se um de nós fica muito emocionado - acontece com nós dois - podemos usar uma ajuda verbal previamente combinada para sugerir que precisamos fazer uma pausa. Retomamos a conversa mais tarde.

8- Olhe seu parceiro nos olhos. Isso serve a dois propósitos: de comunicar eficazmente como você se sente e ssegurar que você tem a atenção do seu parceiro.

9- Procure as concordâncias. Você terá mais chance de se engajar construtivamente se focar nas similaridades e preocupações compartilhadas. Redirecione uma briga sobre a hora de dormir com "Sei que ambos estamos tentando achar o melhor equilíbrio entre sono suficiente e tempo com as crianças...", pondo ambos na mesma equipe de resolução de problemas.

10- Faça perguntas com o final aberto. As melhores brigas são conversas nas quais você discorda. Não dê aula ao seu parceiro. Em vez disso, convide-o para a conversa. "Você vê isso desse jeito?" ou "O que você pensa?". Isso pode ajudar. Ouça a resposta do seu parceiro.

11- Faça declarações afirmativas. Mesmo que você discorde do seu parceiro, você ainda assegurará que as opiniões dele serão ouvidas. "Entendo que você sente que eu deveria fazer mais tarefas, mas não estou seguro que eu tenha tempo suficiente. Precisamos falar mais sobre isso" é mais construtivo do que "Estou muito ocupado". Você pode não assumir mais tarefas, mas demonstrou que ouviu a queixa do seu parceiro.

12- Aceite a legitimidade das emoções negativas. Em vez de lutar contra emoções negativas, seja solidário ao seu parceiro. Isso é importante se o seu parceiro está sentindo aflição. Você deve estar pronto para seguir em frente, mas ajudará a cura do seu parceiro se responder com "Sinto muito que tenhamos passado por tudo isso. Tem sido difícil".

Se essas estratégias parecem óbvias, pergunte a si mesmo se você as está usando consistentemente. Provavelmente não. É necessário pensamento e prática para usar declarações afirmativas e fazer perguntas com final aberto quando estiver bravo. Não são somente as palavras, são as emoções envolvidas que contam.

Segure a inundação

Um cônjuge não TDAH me confidenciou: "É difícil para mim sair de perto durante uma briga. Sinto-me ignorada, como se ele não estivesse escutando. Quando ele fica bravo, pode ficar explosivo e fora de controle. Às vezes, quando tento sair de perto, ele está em tal grau de raiva que vai atrás. Quando saio de perto, ele espera que eu esqueça e não discuta o problema".

A raiva do marido é chamada de "flooding" (inundação). É uma resposta fisiológica ao sentimento de que você está em perigo ou com outra emoção extrema. As partes do cérebro necessárias para brigar se inundam de sangue e de oxigênio para um melhor desempenho. Infelizmente, eles são retirados de partes do cérebro que lidam com o pensamento lógico. Quando você está "inundado", você pode sentir que não deveria estar brigando, mas não consegue que as partes lógicas do cérebro o impeçam. Por essa razão, brigas sob "inundação" podem ameaçar um casamento ou um relacionamento. A melhor maneira de lidar com a "inundação" é concordar em ter uma muleta verbal para interromper a conversa antes que ela vá mais longe.

A importância da tranquilização

As pesquisas sugerem que saber como se recuperar de uma briga é uma habilidade crítica. Uma pessoa oferece uma dica para fazer as pazes, tal como um pedido de desculpas, enquanto a outra fica aberta a essa dica. Um parceiro deve aceitar de coração um pedido de desculpas do seu companheiro, em vez de erguer um muo e se recusar a aceitar as desculpas.
É difícil prever quais comportamentos de reparação funcionarão pra quais duplas. Humor em momento de estresse pode aumentar os problemas para alguns e pode aliviar as piores ofensas, para outros.

Uma vez, enquanto meu marido e eu estávamos brigando porque eu me choquei com o carro dele acidentalmente, ele tentou fazer as pazes me entregando um buquê de flores murchas tiradas do porta-malas, onde ele as havia esquecido. O gesto me desconcertou e terminou com a briga.
Flores mortas podem não funcionar para acalmar seu parceiro, mas eis aqui alguns ramos de oliveira que você pode oferecer:

1- Faça um pedido de desculpa.

2- Fale sobre reconsiderar o ponto de vista dele ("Eu não tinha pensado nisso desse modo").

3- Lembre seu parceiro de que vocês estão no mesmo time: "Se nós concordamos que é importante ir dormir às 10 horas, o que poderá nos ajudar a fazer isso?"

4- Demonstre apreço: "Amei quando você aceitou começar a fazer exercícios".

5- Generalize a conversa para encontrar pontos de vista em comum ("Podemos discordar nos detalhes, mas ao menos, finalmente, concordamos que as calhas precisam de conserto neste ano!")

Concorde em discordar

Além de tudo o que já foi dito, você precisa concordar em discordar. A pesquisa longitudinal feita com casais demonstrou que cerca de 70 por cento do que o casal discutia 10 anos atrás ainda está sendo discutido 10 anos mais tarde. Se 70 por cento das discordâncias não têm solução, faz sentido saber negociar uma trégua. Isso é chamado de "work around" (contornar).

Você não está sugerindo que seu parceiro resolva o problema. Em vez disso, você reconhece que a coisa sobre a qual vocês têm brigado não tem solução, e é do seu maior interesse lidar com ela de modo construtivo. Isso põe você de volta no mesmo time de amantes.


ADDitude
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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Alimente seu cérebro







Você sabia que comer muita comida "errada" pode realmente encolher as áreas do seu cérebro que tomam decisões? Adote estes hábitos alimentares que ajudam seu cérebro, recomendados pelo Dr Daniel G. Amen, para melhorar sua atenção, memória e humor, de modo natural. Por Daniel G. Amen.

Alimente seu cérebro

Alimento bom e saudável é remédio para o cérebro. Para pessoas com todos os tipos de TDAH, o alimento pode ter um efeito poderosamente positivo sobre a cognição, os sentimentos e o comportamento. A dieta correta pode até mesmo permitir que você diminua a dosagem de sua medicação, de acordo com seu médico. A dieta errada, por outro lado, pode ter um efeito de verdade muito negativo sobre os sintomas do TDAH.

Os benefícios de uma dieta saudável para o cérebro

Quando eu convenço meus pacientes a se alimentar com dieta saudável para o cérebro, eles notam melhor estabilidade do humor, atenção mais concentrada e mais resistência. Eles também relatam menos distração, menos cansaço ao final da manhã e da tarde. e menor desejo de substâncias açucaradas. Veja, aqui, algumas estratégias que eu uso em minha clínica para ajudar meus pacientes com TDAH a conquistar esses benefícios.

Qualidade em vez de quantidade

Escolha sempre alimentos de alta qualidade - e seja cuidadoso com as calorias. Graças, em parte, à impulsividade, o TDAH geralmente está associado à obesidade, que já foi demonstrada ser perigosa para o cérebro. Trocar uma torta de canela de 720 calorias por uma salada de 400 calorias feita de espinafre, salmão, mirtilos, maçãs, nozes e pimentão vermelho, aumentará muito suas energias e talvez o torne mais esperto. Em um estudo, macacos que comiam mais calorias do que necessitavam tiveram encolhimento nas áreas do cérebro importantes para a tomada de decisões.

Água, água, em todo lugar

Seu cérebro é 80% água. Qualquer coisa que o desidrate, tais como muita cafeína ou álcool, diminui seu pensamento e prejudica seu julgamento. Certifique-se de tomar muita água todos os dias. Para saber se você está bebendo água suficiente para seu cérebro, uma boa regra geral é consumir 2 litros diariamente.

Seja pró-ativo com as proteínas

As proteínas ajudam a equilibrar seus níveis de açúcar e a prestar atenção, alem de propiciar os blocos construtores para a saúde cerebral. Grandes fontes de proteínas incluem peixe, frango ou peru sem pele, feijão, castanhas e vegetais ricos em proteínas, tais como brócolis e espinafre. Proteína em pó também pode ser uma boa fonte, mas leia o rótulo para saber se o produto não é rico em açúcar. Comece o dia com proteínas para aumentar sua atenção e as habilidades de concentração.

Siga com carboidratos com pouco açúcar e muita fibra

Isso significa comer carboidratos que não promovam picos em seu nível de glicose sanguínea, e que são ricos em fibras, tais como vegetais e legumes, e frutas como mirtilos e maçãs. Maus carboidratos são desprovidos de qualquer valor nutricional, tal como o açúcar. O açúcar é inimigo do seu cérebro. o índice glicêmico classifica os carboidratos de acordo com seu efeito na glicose do sangue. Ingerir uma dieta cheia de alimentos com baixo índice glicêmico, que não vão provocar picos em sua glicose do sangue, abaixará os níveis de glicose, diminuirá o desejo por comida e ajudará seu foco.

Siga com as boas gorduras

As boas gorduras são essenciais para sua saúde. O peso seco (sem água) do seu cérebro é 60% gordura. Más gorduras, como tudo que contenha gordura trans, devem ser eliminadas. Centre sua dieta em gorduras boas, especialmente as que contenham ácidos graxos ômega 3, encontrados no salmão, sardinhas, abacate, nozes, linhaça, chia e vegetais de folha verde escuro.

Prato arco-íris

Ponha comidas naturais de várias cores em sua dieta. Inclua mirtilos, romãs, abóbora e pimentão vermelho. isso aumentará os níveis de antioxidantes no seu corpo e ajudará a manter seu cérebro jovem.

Tempere sua comida

Os estudos mostram que algumas ervas e temperos beneficiam o cérebro e a cognição. Cúrcuma, mostarda, açafrão da Índia podem diminuir as placas no cérebro que são tidas como responsáveis pela doença de Alzheimer. Extratos de açafrão foram eficientes como medicação antidepressiva no tratamento de pessoas com depressão maior. Alecrim, tomilho e sálvia ajudam a melhorar a memória. Canela ajuda a atenção e o fluxo sanguíneo. Alho e orégano aumentam o fluxo sanguíneo cerebral.

Você é o que você come

Assim, evite comida ruim. Coisas como pesticidas usados nos alimentos do comércio podem se acumular no seu cérebro e no seu corpo, embora o nível deles em cada alimento seja baixo. Coma alimentos cultivados organicamente ou cultive o que você puder, em casa. Evite carnes que possam conter hormônios e antibióticos. Evite alimentos com conservantes, preservantes, corantes e adoçantes artificiais. Isso significa que você precisa começar a ler os rótulos dos alimentos. Se você não souber o que aquele alimento contém, não o coma.

Jogue fora os alimentos problemáticos

Você sabia que o glúten faz mal para algumas pessoas? Há relatos científicos de pessoas cujos cérebros e estômagos ficam melhor quando elas eliminam o trigo e outras fontes de glúten (como cevada, centeio, espelta ou trigo vermelho, imitação de carne e molho de soja) de sua dieta. Crianças com TDAH e com autismo geralmente ficam melhor quando são postas em dietas que eliminam trigo, laticínios, alimentos industrializados, todas as formas de açúcar e de substitutos do açúcar, corantes e aditivos de alimentos. Há testes hematológicos que podem ajudar a determinar sua sensibilidade aos alimentos.


Daniel G. Amen - ADDitude

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Os videogames favorecem ao TDAH






Os videogames favorecem a atenção das pessoas de idade


Uma investigação concluiu que o treinamento com videogames diminui a distração produzida por estímulos do ambiente, o que permite uma melhor atenção, em pessoas de idade avançada. O passo seguinte seria verificar se esses benefícios se mantêm ao longo do tempo e se podem ser extrapolados para as tarefas da vida diária.

Os autores utilizaram vários videogames da plataforma Lumosity em um grupo de 15 pessoas de idade, contra 12 pessoas que não foram treinadas com os videogames. Todos tinham idades compreendidas entre 57 e 77 anos e mostravam um envelhecimento normal. O treinamento consistia em um programa de 20 sessões, de uma hora de duração, distribuídas ao longo de 12 semanas. Quem não praticava com os videogames mantinha reuniões informais sobre diversos assuntos.

Depois do período de treinamento, ambos os grupos completaram a mesma prova. Cada participante devia responder o mais rapidamente possível se um número (de 1 a 8) apresentado em uma tela durante 200 milissegundos era par ou ímpar, pressionando o mais rápido possível uma ou outra tecla do computador. Imediatamente antes da aparição dos números, o indivíduo tinha de ignorar uma série de estímulos auditivos (frequentes ou raros) que soavam de vez em quando nos fones de ouvido.

As pessoas treinadas com o videogame se concentraram melhor nos estímulos visuais que tinham de classificar, em comparação com os participantes que não haviam treinado com os videogames, para concentrar sua atenção na informação relevante. Além disso, reduziram a distração produzida pelos sons irrelevantes, demonstrando uma capacidade maior de ignorar a estimulação acessória. Mais ainda, os idosos treinados com os jogos eletrônicos utilizaram o sinal auditivo como alerta para preparar-se para a ação de responder ao estímulo relevante.

Mayas J., Parmentier F. B., Andrés P., Ballesteros S.

Revista de Neurología, Barcelona, Espanha.

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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Flow, Engajamento, Hiperfoco e Missão







É engraçado como nosso aprendizado é totalmente influenciado pelo que já sabemos e pelas condições com as quais nos encontramos enquanto aprendemos. Esse post é sobre algo que eu conhecia e já fazia sentido no passado, mas após o diagnóstico do TDAH, as conexões interpretativas tornaram-se ainda mais evidentes.

O primeiro item trata-se do Flow (ou fluxo, em português), teoria proposta pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi. Citando a Wikipédia:
Flow é um estado mental de operação em que a pessoa está totalmente imersa no que está fazendo, caracterizado por um sentimento de total envolvimento e sucesso no processo da atividade.
Ainda em 2011, ou no início de 2012, eu havia lido o livro "Flow: the psychology of optimal experience", em que Csikszentmihalyi (lê-se CHEEK-sent-me-hi-ee) aborda esse estado mental. Pessoalmente, eu já havia experimentado muitas vezes essa sensação e identificado o prazer de estar em alguma atividade imersiva na qual objetivo, habilidades e ambiente estavam alinhados. Estados de Flow são experiências únicas, onde se é imperador absoluto em uma pequena redoma de vidro onde há controle pleno sobre o processo. Você não sente, você é aquela atividade.

De acordo com Csikszentmihalyi, são características do estado de Flow (não precisando necessariamente estarem todos presentes):
Objetivos claros (expectativas e regras são discerníveis).
Concentração e foco (um alto grau de concentração em um limitado campo de atenção).
Perda do sentimento de auto-consciência.
Sensação de tempo distorcida.
Feedback direto e imediato (acertos e falhas no decurso da atividade são aparentes, podendo ser corrigidos se preciso).
Equilíbrio entre o nível de habilidade e de desafio (a atividade nunca é demasiadamento simples ou complicada).
A sensação de controle pessoal sobre a situação ou a atividade.
A atividade é em si recompensadora, não exigindo esforço algum.
Quando se encontram em estado de fluxo, as pessoas praticamente "se tornam parte da atividade" que estão praticando e a consciência é focada totalmente na atividade em si.
Acreditei, na época, que o livro era alguma forma de revelação pessoal. Ora, eu andava descontente com a vida, procurando novas atividades das quais pudesse extrair algum prazer, que preenchessem esse estranho vazio que eu sentia ao final do dia, mesmo quando trabalho, universidade e lazer tinham seus espaços nos meus dias. Lembro que refleti muito sobre quais atividades eu poderia realizar para estar em estado de Flow mais frequentemente. E aí, algum tempo depois, acabei esquecendo (ou abandonando, perdendo o interesse) e o Flow ficou lá, arquivado em algum pequeno espaço da minha memória, esperando o dia em que pudesse ser útil de alguma forma.

Diagnosticado com TDAH, um dos primeiros aprendizados foi que o termo Déficit não traduzia completamente o meu comportamento. Eu sempre fui capaz de me concentrar, e inclusive, algumas pessoas reconheciam em mim uma grande capacidade nisto. Acredito que Inconstância define muito melhor o que realmente ocorre. Para algumas atividades a concentração vinha em níveis sobrehumanos, em outras, eu era vitimado pela eterna espiral de pensamentos, tal qual um aparelho de televisão condenado a permanecer eternamente trocando de canais.

A minha capacidade de concentração, quando presente nestes níveis acima do normal, traduzem perfeitamente um comportamento TDAH, o Hiperfoco. Essa habilidade de concentração extrema em alguma atividade e a posterior relutância quando necessário alternar para outras tarefas me perseguiram pela vida toda. É como um navegador que passa a vida toda procurando por pequenos portos onde possa atracar, e ao encontrá-los, encontra em si forte resistência em partir novamente. Eu juro que ficaria em algum desses portos, se me fosse possível.

Tendo lido muito sobre essa condição nos últimos dias, um ponto é recorrente entre psicólogos, psiquiatras e coaches: TDAHs são movidos pelo Interesse. Somente quando há interesse genuíno em algum assunto, essas pessoas conseguem dedicar toda a sua atenção e aplicar suas habilidades, por escolha própria, em uma determinada atividade. Neste cenário, TDAHs estão livres das amarras de um universo que não os compreende, prontos para utilizar sua criatividade máxima, seu tempo e dedicação por vezes insana em prol de um objetivo.

Esse comportamento tem nome. E coincidentemente, no mês de março, eu precisei fazer uma pesquisa sobre, aplicado ao ambiente corporativo. Chama-se Engajamento. Olhe que interessante as conclusões que eu havia chegado sobre o tema, três meses antes do diagnóstico:

Engajamento é:
- como as pessoas se sentem sobre o que elas fazem
- a medida em que uma pessoa escolhe aplicar seu talento, energia e atenção sem medir esforços
- é o compromisso emocional que os colaboradores tem com a organização e seus objetivos
- esforço voluntário
- livrar-se de barreiras á produtividade
       
Colaboradores precisam de Vontade:
- o senso de missão, paixão e orgulho que o farão esforçar-se voluntariamente á entregar mais.

Flow, Engajamento e Hiperfoco. Eles já estavam por aí, rondando de algum modo minha existência, escondendo-se entre pequenas lascas de verdades, peças de um quebra-cabeças que só agora começo a conseguir montar.
O desafio, como nunca antes, é descobrir quais são as atividades que me interessam, o quê me motiva. É descobrir a minha Missão, o que me move.
Era uma vez um homem perseguido pela sua sombra, que o impedia de encontrar seu grande amor.
Tal homem, atormentado pela sombra, resolveu começar a correr dela.
 Certa vez, este homem ficou preso entre a sombra e um alto muro.
Temendo à sombra, em um impulso sobrehumano, o homem saltou o alto muro.
 Caído do outro lado, impactado pela alta queda, uma jovem e bela moça veio ao seu encontro prestar-lhe socorros.
 O pobre homem, atormentado durante uma vida, encontrara seu amor.
Eu encontrei a minha sombra e há muito corro dela.
Aguardo agora, ansiosamente, perceber quais são os muros que me separam daquilo que há muito desejo: ser feliz.

II:

O que é hiperfoco? É a habilidade natural dos portadores de TDAH de bloquear todas as distrações e de se concentrar completamente até que a tarefa esteja terminada. Siga as dicas desses especialistas para desfrutar dos benefícios do hiperfoco e para fazer mais coisas com o TDAH do adulto. Pelos editores de ADDitude.

O reverso da distração.

Não é nenhum segredo que os portadores de TDAH têm dificuldade para manter a atenção nas coisas que eles acham chatas. Mas o inverso também é verdadeiro: Nós podemos prestar atenção tão intensamente (focar) em coisas que realmente nos interessam, que ficamos indiferentes ao mundo que nos cerca, por longos períodos de tempo. Esse sintoma comum do TDAH é chamado de hiperfoco, e pode ser um benefício se aprendermos a dirigir nossa atenção de modo produtivo. Leia adiante dicas sobre como fazer isso.

1- O hiperfoco explicado

Do mesmo modo que a distração, o hiperfoco é tido como o resultado de níveis anormalmente baixos de dopamina, um neurotransmissor que é particularmente ativo nos lobos frontais do cérebro. Essa deficiência de dopamina torna difícil "mudar as marchas" para iniciar tarefas chatas porém necessárias.

2- Recompensas instantâneas

Dr. Russel Barkley, Ph.D., famoso especialista em TDAH, diz que "Crianças e adultos com TDAH têm dificuldade de mudar a atenção de uma coisa para outra. Se estão fazendo algo de que gostem ou que achem psicologicamente recompensador, tenderão a permanecer nesse comportamento até muito depois que outras pessoas normalmente já teriam mudado para outras coisas. Os cérebros das pessoas com TDAH são movidos por atividades que dão feedbacks (retornos positivos) imediatos".

3- Quando o hiperfoco é problemático

O foco desenfreado pode ser uma ruindade. Deixado sem controle, pode levar a horas perdidas online, ao fracasso escolar, à baixa
produtividade no trabalho, e a relacionamentos tensos com amigos e em casa. Finalmente, a melhor maneira de lidar com o hiperfoco é não brigar com ele, mas enfrentá-lo.

4- Estabeleça prioridades cuidadosamente

Uma maneira de fazer o hiperfoco trabalhar a seu favor é organizar estrategicamente sua lista de coisas a fazer. Cuide bem das tarefas que sejam sempre importantes (marcar ou confirmar uma reunião, ir buscar seu filho etc.) antes de iniciar um trabalho que você sabe que vai comandar toda sua atenção.

5- Programe um despertador

Para ter mais controle sobre seu hiperfoco, decida, antes do início, quanto tempo você terá de ficar imerso em um trabalho. Então, ajuste um alarme, despertador ou timer de cozinha para tocar quando for a hora de parar.

6- Monte um sistema de apoio

Peça a um membro da família ou a um amigo para ajudá-lo a ficar no controle do seu hiperfoco - quer seja uma ajuda (lembrá-lo de que sua família sentirá sua falta quando você ficar absorvido em um trabalho em casa) ou um gesto (colocar uma mão no seu ombro ou  entre você e a tela do computador, quando você estiver lá já por horas).

7- Estabeleça metas para si mesmo

O hiperfoco tem maior probabilidade de ocorrer quando você estiver engajado em tarefas que sejam desafiadoras, que sejam importantes para você, e nas quais você pode fazer progressos. Tire vantagem disso! Se você tiver uma meta que esteja de acordo com algo que o deixe excitado, você terá mais chance de ficar ligado à tarefa e de terminar o trabalho.

8- Abra-se com os outros


Fale com sua mulher (ou marido) ou outra pessoa importante sobre o hiperfoco. Explique que é parte do seu TDAH e que você não pode ligar e desligar quando quiser. Assegure à sua mulher (ou marido) que seu foco em outras coisas que não ela (ou ele) não é o reflexo do seu interesse nela (ou nele) ou do seu amor por ela (ou ele).

ADDitude

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

São seguros os "feriados" de medicamento para o TDAH?







Você está pensando e dar uma parada na medicação para o TDAH nessas férias? Eis aqui o que você precisa saber sobre os prós e os contras de fazer "feriados" de medicação - e qual a melhor maneira de tentar parar ou fazer uma redução da dose. Por Carl Sherman e os editores de ADDitude.

Dar uma parada na medicação

Para muitos de nós, a medicação para o TDAH é um fato da vida. Assim é, também, parar de tomar a medicação - ou querer parar de tomar. Tomar comprimidos dia sim dia não pode ser uma dificuldade para adultos, pais e filhos - mas assim também é o reaparecimento dos sintomas que frequentemente acompanham uma diminuição ou a parada da medicação para o TDAH. Como você aborda a decisão de fazer feriados de remédio, entretanto, faz toda a diferença no tratamento do seu TDAH. Eis aqui o que você precisa saber.

Por que os pais interrompem a medicação para o TDAH?

Em recente pesquisa de ADDitude, 48% dos pais disseram que planejavam fazer uma pausa na medicação para o TDAH nas férias. As razões eram tão variadas quanto os 200 indivíduos pesquisados, entretanto motivações em comum incluíam:

* 64%: Diminuição do apetite ("Eu esperava que ele melhorasse")
* 60%: Avaliação dos sintomas ("Queria ver se tinha melhorado")
* 58%: Somente para o aprendizado ("Só dou nos dias de aula")
* 52%: Férias escolares ("Sempre paro nas férias")
* 38%: Efeitos colaterais (Meu filho não gosta do jeito que ele fica")

Os "feriados" de medicação para o TDAH funcionam?

Dos 59% de pais que disseram que pararam ou diminuíram os medicamentos para TDAH de seus filhos nas últimas férias, só a metade considerou o "feriado" um sucesso. 41% disseram que uma diminuição na medicação para o TDAH causou mais problemas que soluções; 59% acharam a parada positiva. Muitos pais relataram "problemas com o controle dos impulsos", "falta de foco", "estresse emocional" e um caos na organização do lar que os levaram a abandonar o "feriado de medicação" ou ficar ao menos com uma pequena dose.

Boas experiências com os "feriados de medicação"

Aproximadamente 10% das pessoas pesquisadas disseram que o "feriado de medicação" foi um sucesso tão grande que eles "nem mais se lembraram de medicação até a volta às aulas". Os benefícios citados da parada da medicação incluíam aumento de peso, menos mudanças de humor e menos desafio. Outros pais com crianças diagnosticadas com o tipo desatento do TDAH disseram que, sem o trabalho escolar de casa para ser feito, a medicação não tinha sido necessária nas férias escolares.

Um pequeno teste de descontinuação

Muitas pessoas escolheram parar a medicação porque elas "se sentiam bem". Elas pensavam: Eu me sentirei tão bem se parar a medicação? Não é uma má questão, diz Timothy Wilens, M.D. Mas, há um jeito certo e um jeito errado de parar a medicação. "Eu indico uma tentativa de descontinuação se a pessoa estiver livre de sintomas por vários meses", diz Wilens. "O que você quer saber é se a medicação foi a responsável por toda a melhora, ou se o transtorno melhorou por si".

Eu superei o TDAH

O TDAH é um transtorno neurológico crônico, mas às vezes ele parece que desaparece. Os estudos sugerem que muitas crianças com TDAH superam aspectos do transtorno antes de chegar à idade adulta. Por quê? Alguns pesquisadores teorizam que o processo de maturação do cérebro, que dura décadas, gradualmente repara os circuitos cerebrais errados associados ao TDAH. Outros atribuem a melhora à gradual aquisição de habilidades de adaptação. Se os sintomas são leves, e as habilidades de adaptação também foram aperfeiçoadas, diz Wilens, a medicação se torna desnecessária.

Até logo, efeitos colaterais

Mesmo em casos nos quais a medicação ainda atue, os efeitos colaterais podem ser insuportáveis. Essa é uma razão comum para que tanto crianças quanto adultos com TDAH façam uma parada da medicação quando eles conseguem. "Fiquei livre dos remédios por várias vezes", diz Robert Jergen, Ph.D., 36 anos, professor associado de educação especial na Universidade de Wisconsin, em Oshkosh. "Algumas drogas causavam dor intestinal. Outras faziam meu coração disparar. Uma foi eficaz em reduzir minha hiperatividade, mas eu não conseguia dormir. A última medicação que usei fez com que minha ereção ficasse difícil de surgir e de ser mantida, e provocou tiques vocais".

Como parar a medicação

Se você está pensando em abandonar a medicação, os especialistas alertam que deva fazer isso somente com a aprovação do seu médico. Ele pode lhe dar a luz verde, ou pode lhe sugerir outras opções, tais como associar psicoterapia ou TDAH "coaching" (treinamento) ao seu tratamento medicamentoso. Seu médico pode ser capaz de aliviar suas preocupações por meio do ajuste das doses da medicação ou pela troca por nova medicação. "Um monte de gente não sabe quantas medicações existem para o TDAH", diz Michele Novotni, Ph.D., psicóloga em Pennsylvania.

Dúvida sobre a segurança da medicação

Não pare a medicação do seu filho porque uma notícia de jornal ou no Facebook fala sobre a segurança da medicação. Fale com seu médico sobre as preocupações antes de fazer uma mudança. Dr. Adesman conta sobre o pai de um paciente que queria parar de dar a Ritalina para o seu filho. "O pai estava preocupado por causa de uma notícia que sugeria que as crianças que tomavam Ritalina eram mais propensas a ter câncer", diz Adesman. Esta acusação não foi provada. Depois que Adesman explicou isso, o pai abandonou sua decisão de tirar a medicação do filho, a qual estava sendo muito eficaz.

Adie o julgamento

Não seja muito apressado para declarar o sucesso ou o fracasso. Os estimulantes saem do corpo em horas, mas medicamentos como o Strattera podem continuar a controlar os sintomas por vários dias, talvez semanas, após a última dose. Quando você para a medicação, a hiperatividade volta rapidamente, mas a concentração dificultada e os problemas de organização podem levar até seis meses para se tornarem evidentes. Você pode decidir voltar à medicação. Se for assim, tenha em perspectiva a experiência. Você aprendeu algo valioso.


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ADDitude.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dicas de produtividade só para os TDAHs




Vamos encarar os fatos. Os TDAHs não são sempre a turma mais produtiva. Planejar o futuro é a nossa kriptonita. Mas isso não significa que não consigamos ter as coisas feitas, só é preciso uma certa maneira de pensar. As seguintes estratégias de produtividade podem não estar no livro de gerenciamento, mas elas funcionam muito bem para nós que temos TDAH.

Seja Realista

Seja realista sobre o tempo necessário para fazer algo - tudo vai demorar ridiculamente mais tempo do que você pensa. Planeje para isso, de modo que você não vai ficar brigando com todo mundo porque perdeu um prazo.

Esqueça a Perfeição

Saiba que você não consegue fazer tudo perfeito. Às vezes, prestando atenção em ser produtivo no trabalho significa que você ou sai para jantar ou a pilha de roupa suja fica enorme. Você é somente um ser humano, então, dê a você mesmo uma folga.

Arrume o Ambiente

Prepare seu próprio ambiente para o foco. Isso significará coisas diferentes para cada um. Para mim, significa ir para meu quarto, fechar a porta, desligar o ventilador de teto, fechar a porta do banheiro, afofar meus travesseiros e deixar as persianas meio abertas de modo que eu ainda possa ver lá fora, mesmo encasulado para hibernar e atacar os itens da minha lista que requerem que eu me sente à frente de um computador.

Reúna Tudo Que Vai Precisar

Apronte-se para o sucesso. Antes de se sentar, faça uma caçada de tudo o que vai precisar e que fique ao alcance de sua mão, de modo que não seja necessário fazer interrupções mais tarde. Creia-me. Você vai adorar arrumar uma desculpa para parar de fazer o que está fazendo - evite essa possibilidade desde o início.

Em Primeiro Lugar as Coisas Divertidas

Faça as coisas divertidas primeiro. Eu sei que isso significa deixar todas as coisas chatas para o final, mas eu tenho uma teoria. Depois que você ganhou aquela dose de dopamina por ter feito as coisas divertidas, seu corpo vai cavar um buraco, procurando o tesouro das coisas boas, e agora tem a motivação para terminar o que não é tão divertido, à procura do que era.

Reserve Tempo Para as Transições

Dê a si mesmo um tempo entre as tarefas - especialmente para os projetos que representem um desafio mental. Marque dez minutos no relógio e saia para uma caminhada, faça ioga, ou beba seu chá preferido. Use esse tempo para se preparar psiquicamente para a próxima tarefa de sua lista.

Divida as Tarefas Maiores

Por causa do risco sempre presente de se distrair, Os TDAHs têm problemas com as tarefas longas, de múltiplas etapas. O segredo de terminar as tarefas maiores é quebrá-las em séries de tarefas menores que possam ser enfrentadas uma de cada vez. As tarefas menores não são tão intimidantes. Se um projeto não pode ser completado em vários dias, mantenha seu pique focalizando somente na etapa seguinte que possa ser feita. Escreva essa etapa em um cartão e o coloque em local visível.

Tire o Lixo do Cérebro

Para muitos TDAHs, a única maneira de manter o controle das coisas que são para serem lembradas é escrevê-las em uma agenda. Cada tarefa deve ser anotada tão logo seja determinada. Se não, ela será deslocada por novos pensamentos, fatos, pedidos ou fofocas. Arrume uma agenda com bastante espaço para anotar suas ideias, assim como seus apontamentos. E nunca saia de casa sem ela. Jamais.

Torne Visível os Prazos

Anote seus prazos onde possa vê-los. Isso vai lembrá-lo de usar seu tempo sabiamente. Tente realçar sua lista de coisas a fazer na sua agenda, cole notas na parede acima de sua mesa, ou crie uma tela de computador que diga algo como: "Julho 31 ou Ferro!"

Nada de Negativo

As palavras negativas que reservamos apenas para nós mesmos são contraproducentes. Você sabia que sua mente inconsciente não computa a negação em linguagem? Isso é certo - o mais profundo recesso da mente não processa a palavra "não". Assim, quando dizemos "Hoje não gastarei o tempo no computador", as palavras são lidas como "Hoje gastarei o tempo no computador".


ADDitude.

http://tdah-dourados.blogspot.com.br/

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Dez dicas de produtividadeTDAH

 Dez dicas de produtividade para adultos com TDAH





Use essas dicas para acender o fogo debaixo do seu cérebro e (finalmente) fazer as suas obrigações. Por Stacey Turis

Dicas de produtividade só para os TDAHs

Vamos encarar os fatos. Os TDAHs não são sempre a turma mais produtiva. Planejar o futuro é a nossa kriptonita. Mas isso não significa que não consigamos ter as coisas feitas, só é preciso uma certa maneira de pensar. As seguintes estratégias de produtividade podem não estar no livro de gerenciamento, mas elas funcionam muito bem para nós que temos TDAH.

Seja Realista

Seja realista sobre o tempo necessário para fazer algo - tudo vai demorar ridiculamente mais tempo do que você pensa. Planeje para isso, de modo que você não vai ficar brigando com todo mundo porque perdeu um prazo.

Esqueça a Perfeição

Saiba que você não consegue fazer tudo perfeito. Às vezes, prestando atenção em ser produtivo no trabalho significa que você ou sai para jantar ou a pilha de roupa suja fica enorme. Você é somente um ser humano, então, dê a você mesmo uma folga.

Arrume o Ambiente

Prepare seu próprio ambiente para o foco. Isso significará coisas diferentes para cada um. Para mim, significa ir para meu quarto, fechar a porta, desligar o ventilador de teto, fechar a porta do banheiro, afofar meus travesseiros e deixar as persianas meio abertas de modo que eu ainda possa ver lá fora, mesmo encasulado para hibernar e atacar os itens da minha lista que requerem que eu me sente à frente de um computador.

Reúna Tudo Que Vai Precisar

Apronte-se para o sucesso. Antes de se sentar, faça uma caçada de tudo o que vai precisar e que fique ao alcance de sua mão, de modo que não seja necessário fazer interrupções mais tarde. Creia-me. Você vai adorar arrumar uma desculpa para parar de fazer o que está fazendo - evite essa possibilidade desde o início.

Em Primeiro Lugar as Coisas Divertidas

Faça as coisas divertidas primeiro. Eu sei que isso significa deixar todas as coisas chatas para o final, mas eu tenho uma teoria. Depois que você ganhou aquela dose de dopamina por ter feito as coisas divertidas, seu corpo vai cavar um buraco, procurando o tesouro das coisas boas, e agora tem a motivação para terminar o que não é tão divertido, à procura do que era.

Reserve Tempo Para as Transições

Dê a si mesmo um tempo entre as tarefas - especialmente para os projetos que representem um desafio mental. Marque dez minutos no relógio e saia para uma caminhada, faça ioga, ou beba seu chá preferido. Use esse tempo para se preparar psiquicamente para a próxima tarefa de sua lista.

Divida as Tarefas Maiores

Por causa do risco sempre presente de se distrair, Os TDAHs têm problemas com as tarefas longas, de múltiplas etapas. O segredo de terminar as tarefas maiores é quebrá-las em séries de tarefas menores que possam ser enfrentadas uma de cada vez. As tarefas menores não são tão intimidantes. Se um projeto não pode ser completado em vários dias, mantenha seu pique focalizando somente na etapa seguinte que possa ser feita. Escreva essa etapa em um cartão e o coloque em local visível.

Tire o Lixo do Cérebro

Para muitos TDAHs, a única maneira de manter o controle das coisas que são para serem lembradas é escrevê-las em uma agenda. Cada tarefa deve ser anotada tão logo seja determinada. Se não, ela será deslocada por novos pensamentos, fatos, pedidos ou fofocas. Arrume uma agenda com bastante espaço para anotar suas ideias, assim como seus apontamentos. E nunca saia de casa sem ela. Jamais.

Torne Visível os Prazos

Anote seus prazos onde possa vê-los. Isso vai lembrá-lo de usar seu tempo sabiamente. Tente realçar sua lista de coisas a fazer na sua agenda, cole notas na parede acima de sua mesa, ou crie uma tela de computador que diga algo como: "Julho 31 ou Ferro!"

Nada de Negativo

As palavras negativas que reservamos apenas para nós mesmos são contraproducentes. Você sabia que sua mente inconsciente não computa a negação em linguagem? Isso é certo - o mais profundo recesso da mente não processa a palavra "não". Assim, quando dizemos "Hoje não gastarei o tempo no computador", as palavras são lidas como "Hoje gastarei o tempo no computador".


ADDitude.


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TDAH e Sexo –

TDAH e Sexo – Redescobrindo o romance em seu casamento

                                                     

                                                     A distração pode

envenenar o erotismo em seu casamento TDAH. A seguir, como você poderá reviver a intimidade, o mistério e a excitação com seu par. Por Edward Hallowell, M.D.

TDAH e sexo: É um assunto sobre o qual quase ninguém escreve, embora quase todos os adultos com TDAH que eu tratei tivessem um problema sexual relacionado ao TDAH. Uma das queixas mais comuns é a falta de intimidade sexual. Isso não significa ausência de sexo, mas sexo que não promove a intimidade emocional genuína.
O sexo bom é possível somente quando ambos os parceiros em um casamento TDAH se sentem relaxados e se divertem – e são capazes de se desligarem do mundo lá fora, para curtir o momento. Isto não é fácil para adultos com TDAH. Como um homem que tem dificuldade de se deter poderá aproveitar o sexo? Como poderá uma mulher focalizar-se em dar prazer (ou em obtê-lo) se ela estiver pensando na reforma da sala de estar ou em mandar um e-mail?
O tédio sexual é outro grande problema. Adultos com TDAH se excitam com todas as coisas, e isso inclui as relações sexuais. Conforme um relacionamento amadurece, e a paixão inevitavelmente diminui, o portador de TDAH pode perder o interesse em sexo e passar para outras atividades ou outras pessoas que sejam mais estimulantes. 
 O enfado com o sexo é uma razão para a alta taxa de divórcio entre casais TDAH.
Em alguns relacionamentos, a falta de intimidade sexual reflete uma luta pelo poder. Tipicamente, o parceiro não TDAH começará a assumir um controle cada vez maior para as compras, as finanças, o cuidado com os filhos e qualquer outra coisa que aconteça em casa. Em algum ponto, ele começará a se ressentir de ter de fazer todo o trabalho e a importunar seu par.
Enquanto isso, o parceiro TDAH começará a se sentir mais como um filho do que como um amante. Isso cria um problema duplo: o esposo não TDAH fica tão ressentido que o sexo não desperta mais muita alegria, enquanto o esposo TDAH, com sua visão cada vez maior do parceiro como um pai, tem seu próprio interesse sexual diminuído. E assim, a energia, que antes era devotada ao sexo, é canalizada para passatempos e outras ocupações não sexuais.
Você gasta grande parte do seu dia relembrando, bajulando ou instigando seu parceiro – ou vice versa? Se for assim, as chances são que você esteja em um desses frustrantes relacionamentos antieróticos.
Em outros relacionamentos, o problema é o pobre gerenciamento do tempo.
Pode ser que um parceiro esteja disposto, enquanto o outro esteja dormindo. Ou pode ser que um esteja esperando no quarto enquanto o outro esteja no computador, vendo o mercado de ações. Uma paciente minha chamava o computador do seu marido de “amante de plástico”.
 Infelizmente, esses casais geralmente assumem que algum conflito escondido esteja impedindo que eles façam sexo, quando o que eles realmente têm é um problema de horário.
Não importa qual o problema que você enfrente, o primeiro passo para resolvê-lo é entender que o TDAH tem o maior papel no modo como você se relaciona sexualmente com o outro.
 O segundo passo é reconhecer que o problema é provavelmente de natureza biológica, em vez de emocional. Em outras palavras, não é porque vocês não se amam.
 É que maus hábitos influenciados pelo TDAH tomam conta.
O parceiro TDAH precisa aprender como curtir. Praticar em locais não ligados a sexo, por exemplo, conversar com o par, tomando café, ou visitar um museu juntos, antes de tentar desenvolver as habilidades de cama. E ambos necessitam deixar de lado os ressentimentos e trabalhar para reequilibrar seu relacionamento. Um terapeuta experiente poderá auxiliar nesses problemas. Se você estiver mergulhado no padrão pai/filho que eu descrevi, é essencial começar a dividir as responsabilidades de organização, cuidados com os filhos etc. Gradualmente, o romance reaparecerá.
ADDitude Fevereiro


http://tdah-dourados.blogspot.com.br/2011/05/96-tdah-e-sexo-redescobrindo-o-romance.html

quinta-feira, 22 de maio de 2014

RESILIÊNCIA




 Como enfrentar os problemas da vida – Comunicação intrapessoal


Qual é a sua atitude diante da doença, do desemprego, da falta de dinheiro, de um perigo iminente, de uma situação estressante que acontece repentinamente? Você foge, chora ou enfrenta? Como você reage? Você deixa tudo como está, porque “a vida é assim mesmo…”, “é a vontade de Deus…”, ou enfrenta a situação, e busca, na fé e na esperança, na luta, a solução para o problema? Como você se comunica consigo mesmo? É importante responder a essa pergunta, porque, no fundo, a maneira como interpretamos as situações da vida é que vai determinar nossas reações e suas consequências. Isso é comunicação, chamada intrapessoal, que pode ser boa ou ruim.
Você já ouviu falar em resiliência? O termo tem origem no inglês – resilience – e significa a capacidade de alguns materiais resistirem a pressões ou impactos e voltarem à sua forma original. Uma mola, por exemplo.
Na psicologia, porém, que é o que nos interessa, resiliente é aquela pessoa que tem a capacidade de enfrentar problemas, crises, doenças, traumas e perdas, elaborando cada acontecimento e se recuperando da situação sem muito sofrimento. É a capacidade de suportar as dificuldades, aprender com elas usando a flexibilidade emocional e a razão, para encontrar a solução necessária. Umas pessoas são mais resilientes do que outras, mas todos nós podemos aprender e desenvolver essa capacidade. Então, eu pergunto: como anda sua comunicação intrapessoal?
Muitas vezes passamos por situações ou vivemos a vida de modo fatalista, de uma maneira destruidora, nada sadia, sem saber que podemos vencer qualquer dificuldade, por mais difícil que seja. Diante de uma situação difícil ou mesmo impossível de ser mudada, simplesmente nos acomodamos e aceitamos tal situação passivamente. Parece que nossa fé está baseada no negativo, no medo, na autopiedade. Muitas pessoas pensam que a vida é assim mesmo, que é o destino. Assim, elas se conformam e se acomodam. Desse modo, vivemos baseados nos fracassos do passado, nas incertezas do futuro e deixamos de viver o momento presente, que é o que realmente importa. Mas estamos errados em viver dessa maneira! Nesse caso, está faltando a comunicação interna.
François Fénelon (1651-1715), um dos maiores interpretes da mística, escreve: “uma das regras mais importantes da vida espiritual consiste em concentrar-se no momento presente”. o jesuíta Jean Pierre de Caussade (1675-1751) alude, em seus escritos, a um “sacramento do momento presente”. Portanto, nossa atitude diante de uma dificuldade pode ter um significado nada espiritual, antievangélico, dependendo do modo como a enfrentamos.
Temos, também, o péssimo hábito de culpar a Deus por tudo o que acontece conosco e com os outros: “Ah, foi vontade de Deus!” Não é assim que falamos? Ou, então, “a vida é assim mesmo!”; “eu nasci pra sofrer mesmo!”; “as coisas nunca dão certo pra mim!”; “Deus se esqueceu de mim!” “Fulano é que é sortudo!” Coitadinho de nós! Como somos pequenos, injustos, ignorantes, acomodados. Como somos conformados! Deus é responsável por todos os nossos problemas, dores e sofrimentos? Mas, será que é isso que Deus deseja para nós? Será que tem que ser assim? Será que esse é o nosso destino? Ou será que nos comunicamos mal conosco mesmos?
Não podemos ser, pensar e agir dessa maneira. Não podemos ser fatalistas, sofredores, desanimados, acomodados. Nós estamos abrindo mão e, às vezes, dizendo não à nossa própria vida! Nós somos filhos de Deus, criados à Sua imagem e semelhança. Somos mais que vencedores. Somos imbatíveis. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Não podemos cruzar os braços e deixar que as coisas simplesmente aconteçam. Devemos analisar cada situação, buscar soluções, lutar sem esmorecer, levantar a cabeça! Afinal de contas, ninguém vive por nós. Ninguém vive por mim nem por você. Opa! Parece que começa a surgir uma comunicação interna…


Muitas situações em nossa vida nos pede resiliência. Vamos, então, entender melhor essa palavra. Não controlamos tudo o que acontece em nossa vida. E, nesse caso, resiliência significa aceitar determinada situação, imutável ou não, mas com paz no coração, sem nos sentirmos derrotados, sem sermos fatalistas achando que o mundo acabou. Vejamos um exemplo.
Se você está doente, desempregado, passando por uma dificuldade qualquer, não me leve a mal, mas, até certo ponto o problema é exclusivamente seu! Digo até certo ponto, porque a partir do momento que nos levantamos para buscar soluções, o nosso problema passa a ser também de outras pessoas, como familiares, amigos e até mesmo de desconhecidos.
Viktor Frankl, criador da Terceira Escola de Psicoterapia de Viena, a Logoterapia, diz que não podemos fugir de nossos problemas. Devemos assumi-los como exclusivamente nossos – como são mesmo – e enfrentá-los com coragem e sabedoria. A Logoterapia explora o sentido existencial e espiritual do indivíduo. Para Frankl “a busca de sentido na vida da pessoa é a principal força motivadora no ser humano.” Ele desenvolveu seus estudos enquanto era prisioneiro dos nazistas, no campo de concentração de Auschwitz, na Alemanha, durante a II Guerra Mundial. Ele perdeu sua esposa grávida, seus pais e irmão no Holocausto. Mas diante de tanto sofrimento, ele agraciou a humanidade com seus estudos.
Vamos pensar numa doença como exemplo. A pessoa recebeu o diagnóstico de câncer. É claro que num primeiro momento ela vai sentir medo e ter muitas dúvidas; vai questionar Deus e o mundo; vai se sentir impotente e sozinha. Tudo isso é normal e humano diante de uma notícia dessas. O que fazer, então? Como ser resiliente diante de uma realidade tão dura?
Tudo começa com uma boa comunicação. Sabemos que não é fácil. Porém, acredito que devemos pensar da seguinte forma: tenho uma doença grave, mas existe tratamento. Não vai ser fácil, mas muitas pessoas venceram a doença. Temos muitos exemplos. Ok… Vai doer, vai ser difícil, vai envolver outras pessoas, vou gastar muito dinheiro, vou ter que me dispor de bens e o tratamento também pode não dar certo, MAS É A MINHA VIDA QUE ESTÁ EM JOGO! Se eu não lutar por ela, ninguém vai poder fazer isso no meu lugar. Então, vou erguer a cabeço, raspar o cabelo, usar um lenço, emagrecer, mas eu vou lutar até o fim. Mesmo diante das dificuldades não vou desanimar, não vou abaixar a cabeça nem me entregar. Estou doente, mas vou lutar pela minha cura. Só eu posso fazer isso. Se eu não lutar, nem as técnicas, equipamentos e medicamentos mais modernos vão poder me ajudar. O que depender de mim vou fazer em dobro. Vou exigir o máximo dos médicos, e o que estiver fora do nosso alcance vou colocar nas mãos de Deus. Ele é o Senhor da minha vida e só deseja o meu bem e a minha felicidade. E essa maneira de pensar vale para todo e qualquer tipo de problema. Nada como uma boa comunicação interna para melhorar os ânimos.
E não se trata só de pensamento positivo. É uma atitude de vida, de postura, de comportamento. É a resposta a um problema com a mesma força e intensidade, porém, em sentido contrário. Lembra da mola?
Portanto, resiliência é aceitar uma situação conscientemente, mas não se entregar a ela de maneira derrotista. Só assim tudo se torna mais fácil. Também não podemos nos esquecer de que Deus está sempre conosco. Ele nunca nos desampara, Ele nunca nos abandona. Mas precisamos ir à luta. Precisamos mostrar a Deus nosso desejo de vencer. A pessoa acomodada corre um sério risco de, simplesmente, passar pela vida.
Vá atrás de seus sonhos, levante a cabeça, busque soluções para os seus problemas, sejam eles quais forem. Não tenha medo ou vergonha de pedir ajuda, de se abrir, de se comunicar. Agindo assim as soluções virão da mesma forma que vieram os problemas. Saiba que, nesses casos, Deus só nos diz, Sim. Se cruzarmos os braços – sinal de conformismo – Deus, entristecido, vai nos dizer, sim! Mas, se arregaçamos as mangas e sairmos do nosso comodismo, Deus, de forma poderosa, também vai nos dizer, SIM! E não importa o seu credo, a sua espiritualidade.
Então, comunique-se consigo mesmo, de modo consciente, comunique-se com Deus e com as pessoas que podem ajudar.

http://cassioabreu.com.br/resiliencia/

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