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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O que é feito das crianças que nascem sem lugar no mundo?”


1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
   Esta reflexão apresenta algumas considerações sobre o documentário:

 “Procura-se Janaína”. A psicanalista e cineasta Miriam Chnaiderman[1],
desenvolveu o documentário tendo por base as seguintes questões: “Por que alguns pais abandonam seus filhos? E o que é feito das crianças que nascem sem lugar no mundo?”
Para início de discussão, é preciso explanar um pouco da história de Janaína, tendo como referência o documentário e um levantamento bibliográfico.

 1.2 História de Janaína
 Abandonada aos cinco meses de idade, Janaína viveu na Febem nos anos 80. Até onde há registros de sua vida, ela nunca chegou a ser adotada.
Assim, questionamentos como esses: “Qual terá sido o destino de uma criança negra, pobre, órfã, e, além de tudo, autista?”, despertou Chnaiderman, para elaborar o projeto do documentário,premiado em concurso do programa Itaú Cultural.
 É interessante perceber que a história de Janaína, é a história da Febem, do Estatuto da Criança e do Adolescente, no ano 1990, quando Janaína tinha 10 anos de idade.
 
2 O TRATAMENTO DE JANAÍNA

 Para a realização do documentário, a pesquisadora, vasculhou os arquivos depositados no Núcleo de Documentação do Adolescente (Febem) e os de outras instituições onde Janaína esteve.
Nessa busca, a equipe é informada que Janaína respondia bem aos tratamentos, mas eles eram interrompidos. As instituições onde ela era atendida foram acabando, algumas falindo. Ou seja, Janaína foi passando por vários abandonos.
Um dos argumentos da diretora; “Procura-se Janaína”, com certeza, mesmo se jamais tivesse encontrado Janaína, o documentário teria sua existência justificada. Ou seja, ele marcou sua trajetória, ela foi abandonada pela família, mas foi lembrada por alguém, de forma significativa. Então, Janaína passou a existir para os envolvidos com o projeto.
Chnaiderman diz: “fazer Janaína existir já é, em si mesmo, um ato político”.  O documentário mostra que há crianças sem lugar no mundo. São crianças entregues as instituições e que não se desenvolvem nos padrões esperados: não são portadoras de deficiências, mas também não têm um desenvolvimento dito normal. Assim era Janaína, negra, pobre e institucionalizada.
A diretora da instituição relatou: “Ela se debatia no berço e se machucava, ficava com a mão espalmada, não falava e não se relacionava com outras crianças”.

 2.1 Janaína e suas mudanças institucionais
 O caso de Janaína, no seu percurso, pode-se pensar: como uma criança que não tinha onde ter ancoragem, um porto de chegada, nem de partida, como ela poderia ter qualidade de vida?
Durante cinco meses a equipe buscou Janaína, conseguindo autorização foi à Unidade Sampaio Viana, pesquisando nos arquivos, entrevistando funcionários. E a diretora daquela unidade, que conseguiu que Janaína fosse tratada, foram até o que hoje é a continuação da Clínica Enfance e, finalmente, encontraram Janaína.
Janaína foi encaminhada para um hospital psiquiátrico aos seis anos de idade, em 1986. No documentário no final diz:  “Janaína hoje está sendo treinada para viver em uma residência terapêutica.”
Hoje, vários abrigos lidam com crianças em situação de risco, podemos dizer que com a implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente, a história passou a ser diferente. Ou, pelo menos, pode ser diferente.

3 Considerações finais
             Que o documentário sobre Janaína, causa indignação, não resta dúvida. Contudo, o envolvimento da equipe, a fala de cada participante no desenrolar do filme afeta de forma significativa. Causa interrogações em relação ao tratamento, por que ela foi passando de uma instituição para outra?
Quando a equipe encontra com Janaína, e ela vai ao supermercado, a capacidade de interagir, de relacionar-se.  Além disso, o local que prepararam para ela, a Residência Terapêutica, para que ela continue seu tratamento e com suas progressões.



http://apsicologiaonline.com.br/2013/10/o-que-e-feito-das-criancas-que-nascem-sem-lugar-no-mundo/ 

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