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domingo, 6 de dezembro de 2009

Tratamento mais fácil

A resposta é fácil, e está menos relacionada à eficácia e à segurança das substâncias atualmente utilizadas do que com comodidade do paciente. Explica-se: o tratamento precisa ser contínuo e durar todo um dia. A substância precisa estar ativa para que a pessoa possa suprir os déficits característicos do TDAH. A droga mais usada atualmente é o metilfenidado (nome comercial Ritalina), que possuiu um período de ação bastante reduzido. Isso obriga os pacientes a tomar o medicamento de duas a três vezes ao dia. Por um motivo mais que óbvio, isso criava um problema em relação à adesão ao tratamento: dizer para uma pessoas que sofre de déficit de atenção - e logo tem problemas de memória- que ele precisa tomar um medicamento até três vezes ao dia, parece um contra-senso.

A idéia das novas drogas é reduzir o numero de doses ao longo do dia e permitir um tratamento mais confortável, que possa ser seguido mais facilmente. Recentemente foi apresentado no Brasil um novo medicamento (de nome Concerta), que também tem o metilfenidato como princípio ativo e permite a administração de uma única dose ao longo do dia, com ação prolongada por 12 horas. O medicamento deve ser colocado em breve no mercado, segundo o laboratório Janssen-Cilag. A própria Ritalina, já existe também em comprimidos de liberação prolongada no exterior, denominada Ritalina LA do laboratório Novartis (deve ser lançada no Brasil em 2004). Outra nova medicação que tem efeito durante a maior parte do dia, mas que não tem como princípio ativo o metilfenidato é a Atomoxetina (nome comercial Strattera, do laboratório Lilly, que também deve ser lançada no Brasil em 2004).

- Quando o médico opta por prescrever para uma criança duas doses diárias, uma pela manhã e outra ao meio dia, é comum que a escola reporte ao médico uma melhora significativa no rendimento e no comportamento. Mas os pais dizem que, em casa, o filho continua com os mesmos problemas. Isso acontece por que muitos pais apenas vêem os filhos à noite, após as 18, quando o efeito do medicamento já está bastante reduzido - explica Luiz Rohde, acrescentando que as novas drogas podem ser bastante úteis sobretudo para o tratamento de crianças.




* Rafael Alves Pereira é jornalista formado pela PUC-Rio. Ele escreve para a ABDA reportagens quinzenais, que trazem depoimentos de médicos e pacientes e têm o objetivo de oferecer mais informações sobre o TDAH para quem convive com o problema e para o público em geral. São abordados assuntos como o cotidiano do portador de TDAH, avanços médicos na

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