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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Obrigado...Sempre.


Comentários de mães que tem difculdades com suas crianças.
Não estamos sózinha uma apoia a outra ,compartilhar ideias e desabafos ajudam a criar um vínculo e um grande ponto de partida.
Não estamos só!













Bia Machado disse...

Célia, sou portadora e mãe de uma criança de 10 ano com TDA/H. Ele também desenvolveu comorbidades, incluindo transtorno desafiador opositor.Nós que vivemos isso diariamente, sabemos como é difícil manter o controle, para não piorar mais ainda a situação.Temos também a tarefa de reconhecer quando ele está sendo simplesmente malcriado ou se a sua ação é por causa do transtorno.Tenho muita vontade de termos um grupo de apoio, pois assim dividindo e trocando experiências poderemos conviver melhor.
Força e fé que conseguiremos ajudar nossos filhos a terem as mesmas oportunidades das crianças que não tem TDA/H
Mary Cely, me desculpe por ocupar tanto espaço no seu blog.Um abraço e obrigada.

TDHAeleanora disse...

Olá mães.
Eu também sou mãe de uma criança como as de vocês.
Gariel hoje tem 12 anos, mas no começo, tenho certeza, que passaram pelo que eu passei. Diagnóstico errado, e profissionais sem conhecimento para lidar com estas crianças.
A primeira coisa que o médico do Gabriel me disse quando cheguei no HC( acabei indo para lá, porque mesmo com um bom convênio há alguns anos atrás não tínhamos tantos profissionais preparados como hoje): Ele me disse exatamente:
"_Um dia vc vai se orgular do seu filho."
E eu me orgulho do meu filho. Ele é lindo, inteligente. Como vcs mesmo mencionaram, desenvolveu outras características: o Toc.
Também trato com terapeuta, Ritalina, psiquiatr e por aí vai...
Não é fácil! Ao contrário, Gabriel estudava numa escola particular. Eu achava que estva sendo melhor p/ ele. A pedagoga e psicopedagoga pareciam sempre estar acompanhando tudo, mas ele sofria buling, não tinha amigos, e eu não percebia o quanto iso estava impactando na parte emocional do meu filho.
Quando resolvi tirá-lo do colégio, ele precisou de um acompanhamento terapêutico muito mais intendo, estava com o emocional em frangalhos.
Havia dias que eu chorava junto com ele, porque me contva como não tinha amigo e como era tratado na escola pelos meninos.
Hoje meu filho está numa escola da Prefeitura e se eu soubesse que ele seria tão bem aceito, teria feito esta troca há mais tempo.
Meu filho é outra criança; com auto-estima melhor e se tornando mais independente.
É claro que criança com TDAH, exige muito mais atenção. Da minha parte não tem sido fácil, porque eu também tenho e estou fazendo o tratamento.
Não desanimem. Estas crianças são maravilhosas. Fiquem atentas aos "dons" dessas crianças. Elas não são crianças comuns.
Força! Fiquem com Deus!

Aparecida G. Telli disse...

Olá Bia e Eleanora, fiquei feliz em saber que não estou sozinha nesta caminhada, e que estão também lutando assim como eu, com o TDAH. O importante é deixarmos nossos filhos onde melhor se identifiqueme que seja da vontade deles, o meu filho está gostando da escola atual, e isto conta muito, pois antes não queria ir a escola. O meu filho tem muita ansiedade também, não consegue esperar nada, tudo para ele tem que ser para ontem. Bom podermos trocar experiências e aprendermos umas com as outras. Que Deus nos ilumine e nos dê muita força nesta jornada, e proteja e guarde nossos filhos. Grande abraço! Célia Telli.


Este espaço está aberto para todos que desejam dar sua opinião.A União faz a forças.
PAZ E BEM.

Comentários de mães que tem seus desafios a transpor no seu dia a dia convivendo diretamente com portadores de TDAH grata pelo apoio de todas.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Minha Vida Depoimento Tdah


TDAH - UM DEPOIMENTO

Minha Vida


Ele era uma criança levada, que não parava no lugar e não se concentrava em nada. Diziam que ele era hiperativo, mas pera aí? Como podia ser hiperativo uma criança que ao jogar videogame ou assistir um jogo do Flamengo na televisão ficava horas e horas parada sem ao menos piscar os olhos?

"Mal educado!!!!" " Sem limites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!" eram frases que ele comumente ouvia.

Ele sofria com isso, porém, sempre se considerou como os outros, pois tinha uma vida parecida com a dos seus amigos, mesmos hábitos, costumes, cultura, mas sempre fazendo as coisas muitas vezes sem pensar. Mesmo assim, ele não era somente defeitos, assim como perdia amigos facilmente, os recuperava com seu carisma e sua inteligência.

Inteligência que incomodava a muitos, pois não o viam estudar muito, se empenhar e mesmo assim colher como frutos, bons resultados... "Mas pera aí, ele nunca pode ser um bom aluno!" "Ele só pode estar colando".

Eis então que ele cresceu, a criança hiperativa mal educada virou um jovem. Ele, agora mais velho, continuava tendo muitos amigos, saía, se divertia e jogava muito bem futebol, algo em que definitivamente se concentrava e parecia até uma pessoa "normal"; ele era o capitão de seu time da escola, exercia toda sua liderança em quadra e se orgulhava muito disso.

Na sala de aula, parecia que sua liderança se tornava algo negativo, o fazia não ter forças para estudar, para prestar atenção, atrapalhava a turma, desconcentrava os professores e criava muitas inimizades. Inimizades essas que não acreditavam como ele podia obter bons resultados. E as vitimas de sua tenebrosa atitude sem limites? Ele não pode corresponder às expectativas.

Ele era o capitão do time, ele era querido.....

Ele era um menino problema; em sala de aula, ele era odiado.


Como sua vida não era feita só de futebol, ele foi campeão no campo, e foi derrotado fora dele; foi perseguido como um bandido sem direito a legítima defesa, afinal foi pego várias vezes em flagrante, com sua maligna hiperatividade e sua temível impulsividade.

Orgulhosamente, foi lhe dado o veredicto final, como um juiz que dá uma sentença a um réu, sua reprovação em matemática foi ovacionada pelos guardiões da boa conduta e da paz escolar, e sua conseqüente saída da escola como um início de um novo ciclo de alegria, sem ele, aquele menino, que jogava bem futebol, mas somente isso.

Ele chorou, perdeu seus amigos, sua escola, mas mais do que tudo isso, perdeu sua auto-confiança.

Ele já estava se tornando um adulto, e por meios do destino sua mãe conheceu um médico que tratava de um tal “déficit de atenção”. Seria tão somente o 445º tipo de tratamento para curar aquele garoto-problema, algo que até o mesmo já estava praticamente convencido que era.

Mandaram-lhe tomar Ritalina, um remédio ruim, que tira fome, e que lhe daria mais atenção e blá blá blá !!! Algo que ele já estava cansado de ouvir. Ele tomou a medicação sem crença nenhuma naquilo.

E o tempo foi passando, ele vivendo sua vida, em uma nova escola, procurando seu lugar no time de futebol do colégio...

Em 4 anos ele se tornou capitão do time. E mais, foi campeão vencendo a sua ex-escola; se formou como um dos melhores alunos da turma, passou para a faculdade que queria, tirando nota 10 na prova de matemática, a matéria que o fez passar um dos seus piores momentos ao ser reprovado.


Hoje ele está na faculdade. Ele ainda tem muito o que viver, com seu jeito hiperativo, desatento, mas agora controlado, sem deixar de ser ele mesmo. Ele vai vivendo, com o intuito de um dia poder mostrar que não era um bandido, um mal educado, nem um “sem limites”; era apenas uma pessoa diferente e, como todas outras pessoas diferentes, pode e deu certo na vida.

Hoje ele é feliz, tem uma namorada, estuda o que gosta, tem muitos amigos, sua família se orgulha dele e, acima de tudo, ele próprio sabe o que tem e vive feliz com a sua realidade.

Ele deseja que o que ele sofreu, outras pessoas não sofram um dia.

Ele?

Sou eu...

Beto


Obs: Solicitamos em caso de reprodução do texto, citar o nome do autor e a fonte (copyright).





Fonte do Texto
Imagem do google
http://www.tdah.org.br