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terça-feira, 24 de novembro de 2020

TDAH em adultos: ll


Problemas de impulsividade e hiperatividade do TDAH em adultos

A impulsividade no TDAH está ligada a uma baixa tolerância à frustração. Essa característica é estável e duradoura no TDAH adulto e infantil.


As pessoas que têm TDAH parecem preferir as recompensas de curto prazo e ter uma incapacidade para esperar muito tempo pela gratificação. Isso pode levar a problemas com a espera.


O que acabamos de descrever é a razão pela qual as pessoas que têm TDAH podem parecer exigentes ou egocêntricas.


Além disso, as pessoas com TDAH têm dificuldade para considerar as consequências de seu comportamento antes de agir, já que as consequências de sua impulsividade podem piorar na vida adulta.


Um controle deficiente dos impulsos junto com um “mau temperamento” podem levar a um comportamento antissocial, violento, agressivo ou uma mistura desses aspectos.


Também pode levar, por exemplo, a multas por excesso de velocidade, violência no trânsito, acidentes e atos criminosos. Como podemos ver, o TDAH em adultos existe e suas consequências podem ser, em muitos casos, mais graves do que na infância.



https://amenteemaravilhosa.com.br/tdah-em-adultos-o-que-sabemos-sobre-ele/














TDAH em adultos: l




No início, pensava-se que o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) era um distúrbio da infância. No entanto, o TDAH em adultos também é uma realidade.


Ao mesmo tempo, pensava-se que os sintomas principais de hiperatividade, impulsividade e dificuldades de atenção se dissipavam durante a adolescência, mas esta crença estava equivocada.


Os estudos prospectivos que examinam os resultados a longo prazo do TDAH na infância indicam que esse transtorno pode persistir na idade adulta. Além disso, é possível que 2% dos adultos se encaixem nos critérios diagnósticos do Manual diagnóstico de transtornos mentais (DSM-IV TR).


O TDAH não é apenas coisa de criança

Foi comprovado que até dois terços dos jovens adultos conservam, pelo menos, um sintoma incapacitante de TDAH (Weiss, 1993). A expressão dos sintomas na idade adulta parece mudar conforme o transtorno avança.


Várias pesquisas do Maudsley Hospital, em Londres, indicam que a impulsividade e a hiperatividade parecem diminuir com a idade. No entanto, os problemas de atenção ainda estão presentes na metade da vida adulta.








A genética influencia

Os estudos determinaram que o TDAH tem um forte componente genético. Existe um componente de hereditariedade de 60 a 90%. Isso significa que gêmeos idênticos mostram uma maior correspondência de sintomas de falta de atenção e de hiperatividade em comparação com gêmeos não idênticos.


O risco de que um pai com TDAH tenha um filho com o transtorno é de 57%. Mas nem tudo é herança genética no TDAH, pois parece que existe uma relação entre os genes e os riscos ambientais.


Esses fatores de risco incluem problemas congênitos, consumo de álcool e tabaco, traumatismos cranioencefálicos, etc.


Principais sintomas do TDAH em adultos

A falta de atenção, a impulsividade e a hiperatividade são os sintomas principais do TDAH. Na idade adulta esses sintomas estão intimamente associados com a desorganização, a má administração do tempo e habilidades inadequadas na resolução de problemas.


Vamos analisar alguns desses sintomas a seguir:


Problemas de atenção no TDAH em adultos

Os problemas de atenção costumam ser a reclamação principal do TDAH em adultos. Essas pessoas experimentam dificuldades para se concentrar em uma tarefa e mudar o foco de atenção quando é necessário.


Existem quatro facetas da atenção que costumam ser afetadas no TDAH (seletiva, dividida, mutável e contínua).


Esses problemas de atenção podem levar a muitos outros problemas no funcionamento cotidiano. Como exemplos, podemos citar as dificuldades para escutar, a incapacidade de finalizar tarefas e a facilidade de se distrair.


Para os adultos com TDAH, a dificuldade para manter a atenção pode ser o problema mais incapacitante. Esses adultos se esforçam para conseguir ficar envolvidos em atividades prolongadas, entediantes, repetitivas ou tediosas.


Em contrapartida, conseguem se concentrar sem dificuldade quando as atividades são motivadoras ou envolvem uma gratificação imediata.


Problemas na administração do tempo no TDAH em adultos

Os adultos com TDAH administram deficientemente seu tempo devido a suas dificuldades de atenção. Ao mesmo tempo, suas habilidades para se organizar são deficitárias. Esses problemas são mais marcados em adultos com TDAH do que nos jovens que apresentam o transtorno.


A habilidade de organizar e priorizar constitui um desafio para as pessoas que tendem a voar por aí como borboletas entre uma tarefa e outra. Isso se torna mais evidente quando uma atividade é trivial ou quando se sentem atraídas por uma tarefa que parece ser mais importante.


Dessa forma, as pessoas com TDAH respondem bem a uma estrutura imposta, particularmente em termos de organização de horários. É por isso que é imprescindível que elas trabalhem formas de se integrar a um planejamento, estabelecer prioridades e evitar a procrastinação.





quarta-feira, 18 de novembro de 2020

RELAÇÃO ENTRE INSÔNIA E CONSUMO DE ÁLCOOL COM SINTOMAS DE TDAH


Um estudo publicado no Frontiers in Psychology encontrou uma associação significativa entre a severidade dos sintomas de TDAH e abuso de álcool e insônia.


Pesquisadores da Universidade de Bergen na Noruega selecionaram randomicamente pacientes adultos com TDAH diagnosticados entre 1997 e 2005 e pacientes controle saudáveis do Registro Médico de Nascimentos da Noruega. Os participantes com diagnóstico de TDAH(n=235) e os controles(n-184) completaram um questionário que avaliava insônia, consumo de álcool e sintomas presentes de TDAH.


Os pesquisadores usaram a Escala de Insônia de Bergen, o Teste de Identificação de Transtorno de Uso de Álcool (AUDIT) e a Escala Adult  ADHD Self-Report Scale (ASRS) (a mesma usada pelo FOCUS) para avaliar os sintomas. Pacientes com TDAH tinham a opção de fornecer informações sobre o TDAH na infância e sintomas internalizantes ao longo da vida.


Comparado com o grupo controle, uma proporção significativamente menor de pacientes com TDAH havia completado a universidade (34.3% vs 77.8%; P <.001) ou estava empregada (40.2% vs 88.4%; P <.001). A média da soma de pontos do teste AUDIT foi significativamente maior no grupo TDAH vs controle (13.59 vs 12.32; P <.005), sugerindo maior severidade no consumo de álcool em pacientes com TDAH. O que vai de encontro com outros estudos que avaliaram a relação entre TDAH e abuso de substâncias. Além disso, a Insônia também foi mais frequente no grupo com TDAH (67.2% vs 28.8%; P <.001).


Entre os pacientes com insônia, 46,9% no grupo TDAH e 24,6% no grupo controle relataram beber ao menos 5-6 unidades de álcool quando bebiam. A Insônia foi associada a maior gravidade da pontuação na ASRS, tanto nos pacientes com TDAH quanto nos controles. A variação nos sintomas de TDAH em pacientes com esse diagnóstico foi explicada pela insônia e pelos sintomas internalizantes mas não pelo consumo de álcool. No grupo controle, contudo, os sintomas de TDAH foram significativamente associados com o uso de álcool.


Uma das limitações dos estudos é a de que os dados foram fornecidos através de uma auto avaliação, e os pacientes podem ter relatado um menor consumo de álcool.


O uso de álcool pode estar associado com sintomas de TDAH, mesmo em adultos sem diagnóstico clínico de TDAH. Adicionalmente, a insônia foi associada com aumento no consumo de álcool e maior gravidade dos sintomas de TDAH em ambos os grupos.


Artigo adaptado e traduzido de:  https://www.psychiatryadvisor.com/home/topics/sleep-wake-disorders/insomnia-disorder/insomnia-and-alcohol-consumption-linked-to-adhd-symptoms/


Referencia:


-Lundervold AJ, Jensen DA, Haavik J. Insomnia, alcohol consumption and ADHD symptoms in adults [published online May 27, 2020]. Front Psychol. doi: 10.3389/fpsyg.2020.01150



http://focustdah.com.br/

O SEGREDO PARA SUPERAR A PROCRASTINAÇÃO


 
Todos nós sucumbimos à procrastinação de tempos em tempos. Mas para as pessoas com TDAH, a tendência a adiar coisas pode se tornar especialmente problemática. Você provavelmente já descobriu que dizer a si mesmo que vai “fazer isso depois” é uma receita para o desastre. É provável que você não se lembre de que devia ter pago a conta ou feito o follow-up de um importante projeto no trabalho, até receber um aviso prévio pelo correio ou ter seu chefe “grudado” no seu pescoço.


O problema é que tendemos a pensar no ato de procrastinação como o problema quando, na verdade, é um efeito colateral.


Se estivermos dizendo a nós mesmos que o que estamos prestes a fazer é chato, sem sentido, problemático, ou que provavelmente falharemos, começaremos a experimentar sentimentos negativos como resultado. Em uma tentativa de aliviar esses sentimentos, evitamos ou adiamos o que precisamos fazer.


Para ilustrar esse ponto para meus clientes, peço que imaginem que recebem um telefonema meu numa manhã e que eu os convido para sair. Eu então digo a eles que essa será a coisa mais chata que já fizeram e que irão odiar cada minuto deste encontro.


É nesse momento que eu pergunto a eles quanto estão motivados para se encontrarem comigo. Eles riem e dizem: “Não muito”. Certamente!


Mesmo o meu cenário imaginário parecendo exagerado e ridículo, o fato é que fazemos isso o tempo todo!


Este ciclo de pensamento negativo compõe o que eu chamo de “Iceberg da Procrastinação”.


Para quem possui TDAH, reunir motivação para realizar uma tarefa é, muitas vezes, uma batalha difícil, mesmo nas melhores circunstâncias.


Quando você considera o efeito que essas crenças negativas têm sobre a motivação, não é de se admirar que muitas pessoas com TDAH também sofram de procrastinação.


A seguir, uma lista de gatilhos de procrastinação comuns e o que você pode fazer para superá-los:


“Eu não me sinto capaz”





Este é provavelmente o maior culpado quando se trata de procrastinação.


Como os portadores de TDAH tem muita dificuldade em manter o foco e acompanhamento, muitas vezes eles deixam as tarefas de lado e aguardam o “momento perfeito” para começar. Ou esperam para sentir o estresse e ansiedade até o último momento possível para impulsioná-los em uma ação, o que só cria um ciclo interminável de caos.


Você provavelmente nunca vai se sentir assim. Mas a boa notícia é que você não precisa sentir isto para executar uma tarefa.


Em vez de esperar pelo momento perfeito, prepare-se para o sucesso.


Faça um lanche; saia para uma caminhada rápida; comece com o que parece ser a parte mais fácil da tarefa primeiro; defina um cronômetro e trabalhe por 15 minutos; ouça uma música; mude o cenário; aproveite as horas do dia em que você tem mais energia.


“Há muitas etapas e tudo parece demais”


Se a tarefa/atividade parecer muito assustadora e você não souber por onde começar, pegue um pedaço de papel e escreva as etapas necessárias para concluí-la.


Escrever é importante, porque apenas o ato de colocar as ideias no papel e fora da sua cabeça, pode colocar as coisas em perspectiva. Os clientes sempre me dizem que, depois de mapearem as etapas em um papel, descobrem que a tarefa/atividade não é tão complicada quanto eles pensavam.


* O primeiro passo ainda parece muito grande? Divida-o ainda mais.


* Tem um e-mail que você adiou o envio? O primeiro passo poderia ser criar um rascunho e preencher o assunto.


* Quer organizar sua cozinha? Comece organizando uma gaveta, prateleira ou gabinete.


“Eu nunca fui bom nisso”


Eu ouço muito isso dos meus clientes. Infelizmente, muitas pessoas com TDAH têm histórias longas de se sentirem inadequadas e incapazes.


O primeiro passo para superar esses sentimentos é perguntar-se se é realmente verdade que você não é bom naquilo que você está fazendo.


Reserve um momento para pensar em situações em que você pode ter feito algo semelhante e obtido sucesso. Talvez você seja ótimo em organizar caixas na dispensa, mas colocar sua mesa em ordem foi um desafio.


Pergunte a si mesmo o que aconteceu com essa situação particular que lhe permitiu ter sucesso e pense em como você poderia abordar o novo projeto de maneira semelhante.


Se você não consegue lembrar de um sucesso passado, lembre-se: só porque você não teve sucesso no passado, não significa que você nunca terá.


Acolha o poder do “ainda”: “AINDA não obtive sucesso, mas estou trabalhando para melhorar”. Pense no que você poderia fazer diferente desta vez ou para quem você poderia pedir ajuda.


“Vai ser muito chato”


O tédio, ou mesmo a simples ameaça, é como criptonita para os cérebros dos portadores de TDAH.


Eu tenho clientes que me dizem que evitam chegar a compromissos com antecedência, pois temem ficar sentados na sala de espera sem nada para fazer.


Se você está adiando uma tarefa ou atividade porque está com medo de ficar entediado, pense em maneiras de torná-la mais divertida.


Talvez você possa criar uma playlist ou um audio book para quando estiver lavando a louça. Vá a um café ou restaurante favorito para trabalhar em seu relatório. Coloque uma música, dance, envolva um amigo … Seja o que for para mantê-lo ativo.


Da próxima vez que você quiser postergar uma tarefa, reserve um momento para se perguntar o que realmente está acontecendo.


O que você está dizendo a si mesmo? O que você está sentindo como resultado? Ansioso? Sobrecarregado? Confuso?


Depois de identificar a causa subjacente, você estará em uma posição melhor para tomar as medidas necessárias para superar a procrastinação e (FINALMENTE) fazer o que tem que ser feito.


Fonte:


Artigo adaptado e traduzido da matéria publicada em 16 de julho, 2019, no Psych Central.


Natalia van Rikxoort, MSW, ACC é assistente social, consultora de TDAH e coach. Sua prática, Lotus Life Coaching Services, fornece serviços de coaching para adultos, jovens e famílias impactados pelos desafios do TDAH e funções executivas.


https://blogs.psychcentral.com/navigating-adhd/2019/07/the-secret-to-overcoming-procrastination-is-exactly-what-you-think/