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segunda-feira, 9 de maio de 2022

Tratamento do TDAH?

 





Quais são as formas de tratamento do TDAH? 

O tratamento do TDAH consiste em psicoterapia e prescrição de metilfenidato (Ritalina) ou antidepressivos. 


A Rede D’Or possui hospitais espalhados por 6 estados brasileiros. Todas as instituições possuem selos de qualidade nacionais e internacionais, como o que é oferecido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), que são uma garantia de excelência no atendimento hospitalar.


Ao todo, são mais de 80 mil médicos das mais diversas especialidades, disponíveis para auxiliar no tratamento e no diagnóstico de condições diversas.


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segunda-feira, 18 de abril de 2022

O que o amor tem a ver com o autismo?


 




Quando eu era mais jovem, meu contato com o amor romântico era o que eu via na ficção. Adorava filmes de romance. Principalmente, quando me identificava com a protagonista. Tinha crushes por atores famosos. Tudo como costuma acontecer com os adolescentes. Entretanto, eu não tinha coragem de chegar perto de nenhum garoto na vida real. E me perguntava o que o amor tem a ver com o autismo?

Na realidade, nessa fase, eram poucos os meninos com os quais eu conversava. Mesmo se tratando de amizade. Em geral, os rapazes tinham comportamentos muito diferentes de mim e das outras meninas. Assim, era mais difícil compreender seus gestos e atitudes.

A minha primeira paixão aconteceu aos 17 anos. Foi quando percebi a mistura de atração física e atração pela personalidade. No entanto, apesar de ser amiga do garoto, era um desafio entender seus interesses e senso de humor. Aliás, um desafio muito maior do que quando estava com minhas colegas do sexo feminino.

Amor no Espectro


Em entrevista à Revista Gama, a psicóloga e pesquisadora autista Dra. Táhcita Mizael observa que: primeiro, há uma dificuldade com o uso de ironias e metáforas comuns a relacionamentos. Além disso, autistas podem não conseguir evidenciar o interesse constante no parceiro. Ou seja, os jogos do flerte são desafiadores. É que eles envolvem habilidades de comunicação verbal e não verbal.

A arte de se relacionar

Amar e ser correspondida é uma experiência intensa. Vivenciar um romance nos tira de qualquer acomodação. Afinal, nos leva a sair da previsibilidade. Então, deixamos de ter o pensamento voltado apenas para os próprios desejos e necessidades. Dessa forma, é um convite à construção conjunta.

No caso de autistas, a experiência do amor ganha contornos ainda mais complexos. Para nós, já é desafiador entender, com clareza, os nossos sentimentos individuais. Imagina quando adicionamos uma outra pessoa ao nosso turbilhão bagunçado de emoções?

O doutor em Psicologia e autista Vicente Cassepp-Borges pondera, em artigo para “O Mundo Autista”: a hipersensibilidade é outro fator a ser considerado na relação entre amor e autismo. Portanto, autistas percebem e elaboram os sentimentos de maneira bem mais intensa que pessoas típicas. Logo, a instabilidade de um romance também, pode se manifestar intensamente.

Por isso, somente após os 20 anos de idade tentei alguns relacionamentos. A sensação de encontrar os “pretendentes” era esquisita demais. Sair com rapazes me deixava desconfortável. Por exemplo, parecia mais algo que eu precisava fazer porque todo mundo faz. E não uma possibilidade real de conhecer alguém com quem eu pudesse me envolver.

Assim, eu não tive nenhuma relação íntima durante a adolescência e início da vida adulta. Meu primeiro beijo, proposto por um amigo, só veio aos 22 anos. Embora sentisse atração pelo sexo masculino, cheguei a cogitar que eu fosse assexual. Tanto que o meu primeiro relacionamento com status de namoro se transformou em uma grande amizade.

Minha descoberta do amor


As relações que eu buscava me pareciam bem diferentes dos envolvimentos românticos mostrados nos filmes. As atitudes de muitos rapazes que se disseram interessados em mim, me fizeram mal. Sentia-me usada e enganada por eles. Na verdade, eu continuava a alimentar algumas paixões platônicas. Desse modo eu me conformava com a possibilidade de nunca ter um relacionamento sério.

Minha mãe dizia para eu não ficar ansiosa à espera de alguém. Ela usava a analogia de que, durante a enxurrada, os primeiros gravetos que aparecem são os mais frágeis. Os mais resistentes só aparecem depois. Da mesma forma, os primeiros homens que apareceram na minha vida, foram relações frágeis. Mas hoje, estou em um relacionamento com um homem maravilhoso. Ele me valoriza, me instiga a ser melhor e a construir uma nova história conjunta. Sem dúvida, isso é amor!

https://omundoautista.uai.com.br/o-que-o-amor-tem-a-ver-com-o-autismo/



segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Cordão com girassóis sinaliza pessoas com deficiências imperceptíveis?



 "O cordão com girassóis à volta do meu pescoço não é uma nova tendência de moda. Este é um símbolo nos aeroportos para alertar o pessoal de que um passageiro tem uma deficiência escondida", alega-se em publicação nas redes sociais datada de 27 de março e com mais de 60 mil partilhas. Será verdade?


"Utilidade pública: sabe o significado da fita com girassóis? Esta é a minha pequena família de férias em Espanha, em junho. O cordão com girassóis à volta do meu pescoço não é uma nova tendência de moda. Este é um símbolo nos aeroportos para alertar o pessoal de que um passageiro tem uma deficiência escondida e é possível que precise de ajustes para eles. Por exemplo, no aeroporto, um guarda de segurança viu o cordão ao redor do meu pescoço e acompanhou-nos diretamente para a assistência especial para que não tivéssemos que entrar na fila para passar pela segurança. Exemplo: muitas crianças autistas não conseguem enfrentar filas", descreve-se na publicação sob análise que acumula já mais de 60 mil partilhas




O girassol das deficiências invisíveis (Hidden Disabilities Sunflower em inglês), criado no Reino Unido em 2016, surgiu da necessidade de as pessoas com deficiências invisíveis ou imperceptíveis terem apoio adicional em múltiplos locais.


A empresa explica que a iniciativa surgiu depois de o aeroporto de Gatwick, em Londres, questionar como poderia identificar passageiros que tivessem uma deficiência não óbvia para os auxiliar se necessário. Assim, com a utilização deste símbolo, tornou-se mais fácil identificar passageiros que precisassem de mais ajuda, mais tempo ou assistência nas deslocações no aeroporto.


Segundo a página oficial, as fitas com girassóis foram já adotadas pelos principais aeroportos no Reino Unido, mas também em supermercados, estações ferroviárias, espaços de lazer, serviços de polícia e bombeiros.



https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/cordao-com-girassois-sinaliza-pessoas-com-deficiencias-imperceptiveis


segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Dúvidas sobre TDAH: causas, sintomas e tratamento




O TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) é um transtorno neurobiológico, que afeta adultos e crianças, de alta prevalência, e que gera impacto na vida dos seus portadores e de seus familiares. Confira as dúvidas mais comuns relacionadas à TDAH, respondidas pelo Dr. Julio Koneski, Neuropediatra da Neurológica.


1 – Com o passar dos anos a TDAH pode diminuir?

Em alguns casos, os sintomas do TDAH diminuem bastante ao longo da vida, principalmente a hiperatividade. É comum que adolescentes e adultos diagnosticados com TDAH na infância, quando tornam-se adultos, permaneçam apenas com os sintomas da desatenção. O adulto tende a conseguir se organizar melhor, entender suas necessidades pessoais, profissionais e desenvolver mecanismos para diminuir ou controlar os prejuízos causados pelo transtorno. Este adulto estará mais apto a ter uma vida saudável, se tiver sido tratado e orientado adequadamente na infância e adolescência.


2 – O TDAH pode ser diagnosticado por exame de imagem?

Não há nenhum exame de imagem (tomografia, raio X ou ressonância magnética de crânio) que faça o diagnóstico do TDAH. O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado em informações e observações. Relatos detalhado dos familiares, professores e terapeutas devem ser considerados em conjunto para um bom diagnóstico. Utilizam-se algumas escalas comportamentais, e existe ainda, a necessidade de um acompanhamento evolutivo para uma melhor definição do diagnóstico.


3 – O TDAH é um transtorno causado por mau funcionamento do cérebro?

Não trata-se de mau funcionamento, mas sim de uma forma diferente de agir. As conexões entre os neurônios (sinapses), tornam-se menos efetivas levando aos circuitos cerebrais, respostas inadequadas a diferentes situações. Especialmente naquilo que se chama de funções executivas, ou seja, na capacidade de operacionalizar as respostas adequadas ao estímulo. Por exemplo, responder no momento apropriado, esperar a sua vez, impulsividade nos atos, capacidade de atenção e outros, etc …


4 – O TDAH ocorre em conjunto com outras doenças?

Cerca de 50-60% das crianças e adolescentes com TDAH tem outras condições associadas, sendo o Transtorno do Espectro Autista uma delas. Por compartilharem sintomas similares, como inquietação, desatenção, impulsividade, por vezes irritabilidade, é comum que o TDAH possa em algum momento da vida da criança, especialmente em crianças muito pequenas, ser confundido com TEA e vice-versa.


5 – O TDAH está associado ao autismo?

Diretamente não. Porém existem muitas confusões e entendimentos errados entre essas duas condições, que são igualmente frequentes na infância. TDAH e TEA (Autismo) podem ocorrer juntos em comorbidade, mas a maioria das crianças com TDAH não tem também o Autismo. A confusão ocorre porque frequentemente os Autistas são agitados, inquietos, impacientes e hiperativos. Essas alterações comportamentais são comuns aos dois transtornos. Para um adequado diagnóstico tanto do TDAH quanto do Autismo, há necessidade de que os critérios definidos internacionalmente sejam preenchidos e entendidos corretamente.


É importante que fique bem claro que podemos ter crianças com:


TDAH sem autismo.

Austismo sem TDAH.

Com TDAH associado a Autismo.

Nesta terceira possibilidade, vale lembrar que podem existir crianças com características do TDAH e Autismo mas com TDAH mais evidentes, e outras crianças nas quais as características do Autismo serão mais evidentes.


Um pouco confuso, não é? Por isso a importância que os médicos estejam bem familiarizados com essas duas condições para elaborar um diagnóstico correto.


6 – Existem medicamentos para tratamento de TDAH em crianças?

A maioria das crianças com TDAH (principalmente se associado ao Autismo), poderão beneficiar-se com medicações. Os medicamentos servem para tratar sintomas específicos, como problemas de atenção e concentração, outras vezes serão necessários medicamentos para melhorar o padrão do sono e por vezes, para tratar irritabilidade, agressividade ou mesmo ansiedade.


É importante que fique claro que nem toda criança com TDAH precisará usar medicação, e a decisão de iniciar a medicação será determinada em conjunto pela família e pelo médico. Considerando acima de tudo, qual o grau de prejuízo que o TDAH está trazendo para a criança.


7 – É comum a ocorrência de TDAH em adultos?



Dúvidas sobre TDAH: causas, sintomas e tratamento

Dúvidas sobre TDAH: causas, sintomas e tratamento

O TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) é um transtorno neurobiológico, que afeta adultos e crianças, de alta prevalência, e que gera impacto na vida dos seus portadores e de seus familiares. Confira as dúvidas mais comuns relacionadas à TDAH, respondidas pelo Dr. Julio Koneski, Neuropediatra da Neurológica.


1 – Com o passar dos anos a TDAH pode diminuir?

Em alguns casos, os sintomas do TDAH diminuem bastante ao longo da vida, principalmente a hiperatividade. É comum que adolescentes e adultos diagnosticados com TDAH na infância, quando tornam-se adultos, permaneçam apenas com os sintomas da desatenção. O adulto tende a conseguir se organizar melhor, entender suas necessidades pessoais, profissionais e desenvolver mecanismos para diminuir ou controlar os prejuízos causados pelo transtorno. Este adulto estará mais apto a ter uma vida saudável, se tiver sido tratado e orientado adequadamente na infância e adolescência.


2 – O TDAH pode ser diagnosticado por exame de imagem?

Não há nenhum exame de imagem (tomografia, raio X ou ressonância magnética de crânio) que faça o diagnóstico do TDAH. O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado em informações e observações. Relatos detalhado dos familiares, professores e terapeutas devem ser considerados em conjunto para um bom diagnóstico. Utilizam-se algumas escalas comportamentais, e existe ainda, a necessidade de um acompanhamento evolutivo para uma melhor definição do diagnóstico.


3 – O TDAH é um transtorno causado por mau funcionamento do cérebro?

Não trata-se de mau funcionamento, mas sim de uma forma diferente de agir. As conexões entre os neurônios (sinapses), tornam-se menos efetivas levando aos circuitos cerebrais, respostas inadequadas a diferentes situações. Especialmente naquilo que se chama de funções executivas, ou seja, na capacidade de operacionalizar as respostas adequadas ao estímulo. Por exemplo, responder no momento apropriado, esperar a sua vez, impulsividade nos atos, capacidade de atenção e outros, etc …


4 – O TDAH ocorre em conjunto com outras doenças?

Cerca de 50-60% das crianças e adolescentes com TDAH tem outras condições associadas, sendo o Transtorno do Espectro Autista uma delas. Por compartilharem sintomas similares, como inquietação, desatenção, impulsividade, por vezes irritabilidade, é comum que o TDAH possa em algum momento da vida da criança, especialmente em crianças muito pequenas, ser confundido com TEA e vice-versa.


5 – O TDAH está associado ao autismo?

Diretamente não. Porém existem muitas confusões e entendimentos errados entre essas duas condições, que são igualmente frequentes na infância. TDAH e TEA (Autismo) podem ocorrer juntos em comorbidade, mas a maioria das crianças com TDAH não tem também o Autismo. A confusão ocorre porque frequentemente os Autistas são agitados, inquietos, impacientes e hiperativos. Essas alterações comportamentais são comuns aos dois transtornos. Para um adequado diagnóstico tanto do TDAH quanto do Autismo, há necessidade de que os critérios definidos internacionalmente sejam preenchidos e entendidos corretamente.


É importante que fique bem claro que podemos ter crianças com:


TDAH sem autismo.

Austismo sem TDAH.

Com TDAH associado a Autismo.

Nesta terceira possibilidade, vale lembrar que podem existir crianças com características do TDAH e Autismo mas com TDAH mais evidentes, e outras crianças nas quais as características do Autismo serão mais evidentes.


Um pouco confuso, não é? Por isso a importância que os médicos estejam bem familiarizados com essas duas condições para elaborar um diagnóstico correto.


6 – Existem medicamentos para tratamento de TDAH em crianças?

A maioria das crianças com TDAH (principalmente se associado ao Autismo), poderão beneficiar-se com medicações. Os medicamentos servem para tratar sintomas específicos, como problemas de atenção e concentração, outras vezes serão necessários medicamentos para melhorar o padrão do sono e por vezes, para tratar irritabilidade, agressividade ou mesmo ansiedade.


É importante que fique claro que nem toda criança com TDAH precisará usar medicação, e a decisão de iniciar a medicação será determinada em conjunto pela família e pelo médico. Considerando acima de tudo, qual o grau de prejuízo que o TDAH está trazendo para a criança.


7 – É comum a ocorrência de TDAH em adultos?

Sim, é comum em adultos. Algo em torno de 60-70% das crianças com TDAH vão permanecer com a sintomatologia do TDAH na vida adulta. Geralmente predominando a desatenção. Entretanto o TDAH não começa na vida adulta, os critérios internacionais definem que a sintomatologia deve estar presentes antes dos 12 anos de idade.


O que observa-se muitas vezes é que algumas crianças e adolescentes com TDAH não tem um prejuízo significativo, e somente como adultos perceberão que a desatenção, a impulsividade ou a inquietação, estão de alguma forma trazendo desconforto ou mesmo, prejuízo.


Dr. Julio Koneski é Neuropediatra na Neurológica, em Joinville (SC). Conheça os tratamentos em TDAH.


https://www.neurologica.com.br/blog/duvidas-sobre-tdah-causas-sintomas-e-tratamento/