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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Tratamento TDAH


MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS

Várias linhas de psicoterapia podem ser indicadas. No caso de adultos casados, com freqüência algumas intervenções necessitam ser realizadas com o cônjuge. No caso de crianças e adolescentes, há programas de orientação e treinamento para pais e professores. Existem propostas muito interessantes de reestruturação do ambiente escolar e doméstico para crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade. Existem também várias recomendações que podem ser fornecidas ao paciente, de acordo com cada caso em particular, que amenizam suas dificuldades no dia-a-dia (tais como esquecimentos, uso de agenda, foco em uma tarefa, etc). Associação de técnicas Cognitivo Comportamentaiscom tratamento medicamentoso tem eficácia comprovada



TRATAMENTO COM REMÉDIO


Existem muitos profissionais que prestam um GRANDE DESSERVIÇO à comunidade quando afirmam em meios de comunicação que os medicamentos “entorpecem” os pacientes, os tornam “robotizados”, “zumbis” e que este é um meio artificial de controle da doença. Geralmente são profissionais que não podem receitar medicamentos, é claro. Estão desinformados e provavelmente nunca acompanharam de perto um número suficiente de pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade antes e depois do tratamento farmacológico para observar a enorme diferença na vida destes indivíduos.

Vários remédios podem ser prescritos no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade, havendo evidências mais sólidas de eficácia com os psicoestimulantes Metilfenidato (Ritalina ou Concerta), Pemoline (Cylert), e as Anfetaminas (Dexedrine, Adderall) não são disponíveisno Brasil. Em alguns casos o modafinil (Stavigile) pode ser usado.

Os Psicoestimulantes são a primeira escolha no tratamento de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade segundo o NIH – National Institute of Health, dos EUA. Existem mais de 170 estudos clínicos, com mais de 6.000 pacientes avaliadas, sendo que 70% respondem com um único estimulante (o que é considerado muito bom). Os psicoestimulantes melhoram não apenas os sintomas típicos de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (desatenção, impulsividade e hiperatividade), como também aqueles de condições coexistentes (especialmente ansiedade e depressão) além das explosões de raiva e comportamento intempestivo.


http://cefaleias.com.br/tdah

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Como lidar com agressividade nas crianças?




Crianças agressivas: como lidar com elas?

A infância é o período mais rico e importante da vida de qualquer pessoa. Nesta fase são absorvidos valores e despertados talentos. Muitos comportamentos adultos têm suas primeiras manifestações nesta saudosa fase tão linda e inocente.
Crianças na primeira infância muitas vezes se expressam mordendo, gritando, beslicando ou chutando. Antoniele Fagundes, Consultora Familiar e dona da empresa Babá Ideal, explica que nos primeiros anos de vida as crianças estão aprendendo como funciona a sociedade e quais as suas potencialidades. Testar as capacidades que nosso corpo pode fazer como chutar e gritar ou experimentar o corpo de outra pessoa, mordendo ou beliscando é um importante aprendizado.
Caso esse comportamento perdure ou aconteça de forma exacerbada, pode ser um sinal de que algo não está bem. Os pais devem estar atentos aos ataques de agressão e conversar de forma firme, mostrando que a criança pode adquirir o que deseja sem ter que machucar o outro. "O castigo pode ser temporariamente satisfatório para os pais. No entanto, pelos exemplos que tenho acompanhado, apenas dá uma pausa e faz a criança muitas vezes ficar mais tensa ao ter que lidar sozinha e quieta com aquelas sensações de euforia e agressividade", aponta Antoniele.
Há casos em que os pais se culpam pelo pouco tempo passado com os filhos e deixam de cumprir seu papel de orientador e disciplinador durante os momentos que estão juntos. A permissividade que atualmente existe em muitos lares é fator importante na observação de um quadro de agressividade infantil. "As crianças estão a todo tempo testando os limites do seu comportamento para saber até onde podem ir. Quando os pais ou educadores não impõem regras claras e firmes, a criança sofre com a falta de alguém para limitar suas ações", esclarece a consultora.
Regras e limites são importantes para que as crianças aprendam a controlar seus impulsos agressivos e lidar com as frustrações para conviver em sociedade de forma saudável. A falta de orientação e limites permite que a criança cresça desestruturada. Pais com posturas firmes e carinhosas conseguem equilibrar a situação.
Para famílias que já tentaram diversas maneiras de conter atitudes negativas de seus filhos e mesmo assim ainda possuem dificuldades em conseguir uma solução definitiva, a consultoria familiar tem muito a oferecer. Através de conversas esclarecedoras, os pais podem se dar conta que pequenos gestos contribuirão para a felicidade maior do filho e harmonia familiar.


Fonte: texto de Antoniele Fagundes - Consultora Familiar
http://andrea-dicasdaandrea.blogspot.com/2011/01/criancas-agressivas-como-lidar-com-elas.html

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Obrigado...Sempre.


Comentários de mães que tem difculdades com suas crianças.
Não estamos sózinha uma apoia a outra ,compartilhar ideias e desabafos ajudam a criar um vínculo e um grande ponto de partida.
Não estamos só!













Bia Machado disse...

Célia, sou portadora e mãe de uma criança de 10 ano com TDA/H. Ele também desenvolveu comorbidades, incluindo transtorno desafiador opositor.Nós que vivemos isso diariamente, sabemos como é difícil manter o controle, para não piorar mais ainda a situação.Temos também a tarefa de reconhecer quando ele está sendo simplesmente malcriado ou se a sua ação é por causa do transtorno.Tenho muita vontade de termos um grupo de apoio, pois assim dividindo e trocando experiências poderemos conviver melhor.
Força e fé que conseguiremos ajudar nossos filhos a terem as mesmas oportunidades das crianças que não tem TDA/H
Mary Cely, me desculpe por ocupar tanto espaço no seu blog.Um abraço e obrigada.

TDHAeleanora disse...

Olá mães.
Eu também sou mãe de uma criança como as de vocês.
Gariel hoje tem 12 anos, mas no começo, tenho certeza, que passaram pelo que eu passei. Diagnóstico errado, e profissionais sem conhecimento para lidar com estas crianças.
A primeira coisa que o médico do Gabriel me disse quando cheguei no HC( acabei indo para lá, porque mesmo com um bom convênio há alguns anos atrás não tínhamos tantos profissionais preparados como hoje): Ele me disse exatamente:
"_Um dia vc vai se orgular do seu filho."
E eu me orgulho do meu filho. Ele é lindo, inteligente. Como vcs mesmo mencionaram, desenvolveu outras características: o Toc.
Também trato com terapeuta, Ritalina, psiquiatr e por aí vai...
Não é fácil! Ao contrário, Gabriel estudava numa escola particular. Eu achava que estva sendo melhor p/ ele. A pedagoga e psicopedagoga pareciam sempre estar acompanhando tudo, mas ele sofria buling, não tinha amigos, e eu não percebia o quanto iso estava impactando na parte emocional do meu filho.
Quando resolvi tirá-lo do colégio, ele precisou de um acompanhamento terapêutico muito mais intendo, estava com o emocional em frangalhos.
Havia dias que eu chorava junto com ele, porque me contva como não tinha amigo e como era tratado na escola pelos meninos.
Hoje meu filho está numa escola da Prefeitura e se eu soubesse que ele seria tão bem aceito, teria feito esta troca há mais tempo.
Meu filho é outra criança; com auto-estima melhor e se tornando mais independente.
É claro que criança com TDAH, exige muito mais atenção. Da minha parte não tem sido fácil, porque eu também tenho e estou fazendo o tratamento.
Não desanimem. Estas crianças são maravilhosas. Fiquem atentas aos "dons" dessas crianças. Elas não são crianças comuns.
Força! Fiquem com Deus!

Aparecida G. Telli disse...

Olá Bia e Eleanora, fiquei feliz em saber que não estou sozinha nesta caminhada, e que estão também lutando assim como eu, com o TDAH. O importante é deixarmos nossos filhos onde melhor se identifiqueme que seja da vontade deles, o meu filho está gostando da escola atual, e isto conta muito, pois antes não queria ir a escola. O meu filho tem muita ansiedade também, não consegue esperar nada, tudo para ele tem que ser para ontem. Bom podermos trocar experiências e aprendermos umas com as outras. Que Deus nos ilumine e nos dê muita força nesta jornada, e proteja e guarde nossos filhos. Grande abraço! Célia Telli.


Este espaço está aberto para todos que desejam dar sua opinião.A União faz a forças.
PAZ E BEM.

Comentários de mães que tem seus desafios a transpor no seu dia a dia convivendo diretamente com portadores de TDAH grata pelo apoio de todas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Hiperatividade Infantil: TDAH






Crianças gostam de brincar, fazer bagunça e correr para lá e para cá. Movimentam-se tanto que dão uma canseira nos pais ou em quem estiver com elas. Mas é preciso ter cuidado para não identificá-las erroneamente como portadora do TDAH.

Às vezes, a criança está apenas passando por algum problema e essas características aparecem.

A psicóloga Maria Teresa Ramos de Souza explica que crianças, para serem diagnosticadas como hiperativas, devem passar por uma criteriosa avaliação de profissionais especializados. Normalmente elas apresentam comportamentos agitados, não param quietas um só instante, estão sempre fazendo algo “errado”, sendo apontadas como um mal exemplo. “Mas não é tão fácil identificá-las porque estas características se confundem com sintomas comportamentais de outras dificuldades infantis”, afirma a psicóloga.

Maria Teresa sempre orienta os pais para que seja realizada uma avaliação de forma a que não existam dúvidas e prejuízos no futuro da criança. “As pessoas pensam na criança como ela está agora, mas devem se lembrar que ela vai crescer. Se ela não receber o acompanhamento correto, pode se tornar uma criança com baixa auto-estima. E que tipo de adulto ela se tornará se só for encarada como um problema?”, afirma.
Características do hiperativo

No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria, tem-se a orientação de diagnosticar pelo menos seis características pelo período de pelo menos seis meses, e que estejam dando prejuízo para a vida da criança, como por exemplo:

* - ser inquieta (mexendo as mãos e os pés ou não parando quieta na cadeira),
* - ter dificuldade em permanecer sentada,
* - se corre sem destino,
* - se tem dificuldade em fazer uma atividade quieta ou em silêncio,
* - se fala excessivamente ou interromper conversas de outras pessoas – sem pedir licença,
* - responder a perguntas antes delas serem formuladas,
* - agir como se fosse movida a motor,
* - ter dificuldade em esperar a vez,

A hiperatividade costuma ser mais incidente em meninos e na faixa etária dos sete aos nove anos. “Essa fase é a que eles estão começando a estudar e precisam ter mais atenção. Fica mais fácil perceber a dificuldade de concentração dessas crianças. Elas ficam sem noção de espaço e de limites, não por maldade, mas porque não têm noção do que estão fazendo”, diz Maria Teresa.

A psicóloga conta que para trabalhar com hiperativos é preciso montar um esquema que envolva todas as pessoas que têm ligações com a criança. “Verifica-se que a maneira mais eficiente e com resultados satisfatórios é montando um esquema multidisciplinar; quer dizer, envolvendo a família, desde a vovó, até a empregada, a escola, neurologista, pediatra e outros profissionais que estejam acompanhando a criança. Para que se faça principalmente um trabalho comportamental, orientando, recomendando, reestruturando os ambientes e as dificuldades no dia-a-dia da criança”, aconselha Maria Teresa.
Como a família e a escola podem agir

Maria Teresa costuma elaborar uma lista de procedimentos para pais e professores lidarem com a criança hiperativa no seu cotidiano. “Normalmente, para os pais, peço que diminuam os estímulos no quarto da criança, como, por exemplo, vídeo, computador, e jogos. A criança deve ter horários fixos para todas as atividades (café da manhã, banho, brincar, dormir). Quando os pais falarem com ela, devem solicitar que ela repita o que entendeu.

“Elogiar o que ela fizer corretamente mesmo que seja ficar sentada por cinco minutos, pois é importante para que se sinta reconhecida nas atitudes e atividades que estiver fazendo adequadamente”, explica a psicóloga. Maria Teresa acrescenta que os elogios são importantes porque elas sempre são lembradas apenas pelas coisas ruins que fazem. “É importante os adultos fiquem atentos, pois as crianças hiperativas ficam com a auto-estima baixa a partir da repetição do erro, pois apenas dessa maneira elas conseguem chamar atenção, mas é uma atenção negativa”, explica.

“Na escola costumo orientar, principalmente, que pais e professores se comuniquem com mais frequência. Sugiro aos professores uma posição estratégica da criança, em sala de aula, mais próxima da professora, que ela convide mais vezes a criança como ‘ajudante’, quer dizer, com tarefas que a ocupem. Ela vai se sentir estimulada e reconhecida”, explica a psicóloga.

* Entrevista para o site Facilitando sua Vida,

" Maria Teresa"
Fonte do Texto e Imagem Espaço citado:http://www.mariateresapsi.com.br/artigos-de-psicologia/hiperatividade-infantil-tdah

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dislexia


Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico e deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR e de EXCLUSÃO.
Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança.
Haverá sempre: dificuldades com a linguagem e escrita, dificuldades em escrever, dificuldades com a ortografia e lentidão na aprendizagem da leitura.
Haverá muitas vezes: disgrafia (letra feia), discalculia (dificuldade com a matemática), dificuldades com a memória de curto prazo e com organização.
Haverá às vezes: dificuldades com a linguagem falada, dificuldade com a percepção espacial e confusão entre direita e esquerda.
Fique alerta na fase da educação infantil, pois se a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e conseqüentemente sociais e profissionais.

Fonte texto e Imagem
http://smartkidsblog.blogspot.com/

domingo, 13 de dezembro de 2009

O preço do esquecimento

- Logo que terminei a faculdade de direito fui fazer a prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para obter o registro profissional. Fui muito bem na primeira fase das provas e fiquei em segundo lugar, com chances de ficar em primeiro no cômputo geral. Só que eu simplesmente me esqueci da segunda fase da prova e não fui fazer o exame. Não preciso dizer que isso atrasou toda a minha vida, já que tive que fazer a prova no ano seguinte - relembra outro advogado, Jeremias Chaves, que teve o diagnóstico realizado há 4 anos e hoje já consegue conviver melhor com o problema.

-Nunca consegui me lembrar de nada e já perdi compromissos importantes por causa do TDAH. Na época eu não sabia que tinha a doença. Familiares e amigos viviam dizendo que eu era uma desorganizada e que não conseguia ordenar minhas coisas. Tanto falaram que eu "tinha que ter uma agenda e escrever todos os meus compromissos para não esquecer" que acabei jogando a toalha e comprei uma - conta a administradora Raquel Siqueira, para logo em seguida finalizar, entre irônica e resignada - Mas aí eu me esquecia de olhar na agenda os meus compromissos.

Segundo Paulo Mattos, médico psiquiatra e também um dos fundadores da ABDA, o esquecimento com freqüência é a principal queixa de pacientes adultos com TDAH:

- Apesar da desatenção ser o núcleo do transtorno (e inclusive dando nome a enfermidade), ela com freqüência não é a queixa principal, que tende a ser o esquecimento de inúmeras coisas na vida cotidiana. A memória depende do perfeito funcionamento da atenção para que os processos de aquisição, armazenamento e recuperação de material possa ocorrer. Surpreendentemente, alguns adultos com TDAH têm memória excelente, apesar de apresentarem todos os demais sintomas do transtorno, como desatenção, desorganização, impulsividade, intolerância a contextos monótonos e repetitivos e falta de planejamento - esclarece Paulo Mattos.


Impulsividade é um sintoma freqüente

Quando desconhecido e não controlado, o TDAH pode ser um inimigo perigoso. Um dos sintomas mais freqüentes da doença, sobretudo nos homens, é a impulsividade, que nem sempre é bem vista nos sóbrios e controlados escritórios onde vigoram as impiedosas regras estabelecidas pelos gerentes de recursos humanos. Um ato impensado pode representar a diferença entre ganhar a tão sonhada promoção ou ir para a temida zona de fritura - aquela em que a pessoa se sente um pária dentro da empresa e vê suas atribuições e responsabilidades diminuindo gradativamente, até que recebe o bilhete azul ou toma ela mesma a iniciativa de pedir demissão.

O executivo Cláudio Linhares, que a vida inteira foi conhecido entre os amigos e familiares como uma pessoa de pavio-curto, conta que já passou por uma situação bastante embaraçosa no início da carreira, ainda antes de saber que era portador do TDAH. Recém saído da universidade e pouco afeito aos salamaleques da diplomacia dos grandes escritórios, ele estava passando por um programa de avaliação periódica, no qual o funcionário era sabatinado a cada quanto por seus superiores e recebia o resultado do seu desempenho no período, que poderia vir acompanhado tanto de uma promoção quanto de uma dura reprimenda. Ciente de que havia realizado um bom trabalho, para ele a promoção que receberia não era mais do que merecida. E não fez a menor questão de disfarçar isso:

- Os meus três chefes que estavam responsáveis pela minha avaliação me chamaram para uma reunião, me comunicaram que estavam muito felizes com o meu trabalho e que decidiram me promover. Me promoveriam a um nível acima na hierarquia da empresa. Naturalmente esperavam que eu demonstrasse estar muito contente com o "presente" que estavam me dando.

Pois a reação de Cláudio nada teve da previsível gratidão esperada pelos três inquisidores que estavam à sua frente. Exibindo um ar de arrogante indiferença, ele comentou que achava a promoção que lhe foi proposta não somente merecida, como também insuficiente.

- Sem pensar muito, aliás, sem nem pensar nada, eu disse que achava que meu desempenho havia sido superior a gratificação que eles estavam me dando, e que deveriam me promover dois níveis de uma única vez, ao invés de um. O constrangimento foi geral. E então eles me explicaram, tentando manter um tom cordial apesar de estarem visivelmente contrariados, que isso não poderia ser feito, pois deveria ser seguida a ordem hierárquica do escritório.


Arrependimento

Pacientes, ainda que nada satisfeitos, os chefes falaram que, se fossem excessivamente generosos com um único funcionário, isso poderia criar um clima desagradável com os outros companheiros de trabalho e as reclamações e ciumeiras seriam inevitáveis. Não satisfeito em ter criado toda essa saia-justa, Cláudio ainda arrematou em grande estilo:

- Eu disse que isso não era problema meu e que não seria justo que eu fosse penalizado por questões burocráticas se o meu desempenho me qualificava para o posto - o que só serviu para que os superiores passassem, de constrangidos e perplexos, a irritados com o que foi interpretado como uma grande demonstração de ingratidão.

- A situação foi toda muito desagradável. Agora eu sei que se tivesse me controlado poderia ter obtido um resultado muito melhor nesse episódio da promoção. Me arrependo da minha atitude, mas ainda hoje penso que não estava errado na minha reclamação, apenas aquela não era a maneira mais indicada para me expressar - completa Cláudio, dizendo que atualmente já consegue domar sua impulsividade no ambiente de trabalho. Ele afirma que o tratamento médico e os medicamentos foram fundamentais para que conseguisse controlar a enfermidade e evitar novos problemas no escritório.


http://www.tdah.org.br/