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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Sindrome Down e Integração Sensorial






O uso da abordagem de Integração Sensorial pode beneficiar os processos de desenvolvimento de crianças com Down e contribuir de forma positiva com o tratamento médico e multidisciplinar, pois elas enfrentam, em sua maioria, problemas no processamento de estímulos sensoriais: vestibular, proprioceptivo, tátil, visual e auditivo.

A alteração do processamento nestes sistemas pode interferir de forma significativa na atenção, aprendizagem escolar e no desenvolvimento de habilidades motoras. A presença de hipotonia, hipermobilidade articular e comportamentos como a distração excessiva aos estímulos do ambiente e impulsividade são característicos dessas crianças. Indicam dificuldade no registro e modulação sensorial do processamento de informações vestibular, proprioceptiva, tátil e diante disso, justifica a necessidade da intervenção em Integração Sensorial.

Observa-se em crianças com este diagnóstico, comportamentos que assinalam o mau processamento vestibular e proprioceptivo, como por exemplo,  hipotonia, dificuldade na extensão do corpo e da cabeça contra a gravidade, controle postural, atrasos nas respostas posturais automáticas, tendência a buscar certos movimentos. Há dificuldade em sentir a posição do corpo no espaço e movimentar-se; atraso no desenvolvimento do feedback proprioceptivo e em geral, estas crianças apresentam movimentos mais bruscos, segmentados e com comportamento desajeitado. Muitas vezes apresentam dificuldade em perceber saciedade ou dor.

Para o sistema tátil, há evidência de problemas como a hiporrensponsividade, alteração na discriminação dos inputs táteis e da integração deles com os demais sistemas sensoriais. Dificuldade no desenvolvimento da percepção tátil o que implica numa baixa exploração dos objetos nos primeiras anos de vida, déficit na estereognosia e reconhecimento de formas. A importante lacuna nas experiências perceptuais contribuem nas dificuldades de aprendizagem e no atraso da aquisição de habilidades motoras, como por exemplo, padrões pobres de preensão e das habilidades funcionais das mãos.

Crianças com Síndrome de Down apresentam evidências no atraso do desenvolvimento da coordenação motora grossa e fina e a teoria da Integração Sensorial pode ajudar a explicar certos comportamentos e atrasos. As dificuldades que estas crianças enfrentam ao mover o corpo no espaço e processar informações sensoriais contribuem de forma negativa no desenvolvimento da ideação, planejamento e execução motora, implicando assim, numa baixa capacidade em organizar respostas motoras eficientes.

A terapia de Integração Sensorial pode beneficiar crianças com Síndrome de Down através de uma abordagem que prioriza o uso dos sistemas sensoriais de forma integrada com experiências vestibulares, proprioceptivas e tátil ao propor atividades funcionais que trabalham registro e discriminação tátil, movimentos que coordenam o corpo contra a gravidade, favorece integração bilateral, movimentos recíprocos, ideação e planejamento motor.

Além de trabalhar com habilidades motoras, as atividades na integração sensorial visam a auto regulação e modulação do nível de alerta ótimo. Esta abordagem utiliza um ambiente desafiador e seguro, com intuito de promover grande variedade de atividades que aumentam o repertório de interação e o processamento das informações sensoriais entre o corpo e o ambiente.

Fonte :http://www.integracaosensorialbrasil.blogspot.com.br/search/label
Fonte:http://topediatrica.blogspot.com.br/


http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com.br/

sábado, 3 de junho de 2017

UNIVERSO DE UM tdah


R.D.S, empresário, 38 anos - o erro de sempre querer agradar os outros.


Desde os tempos da pré-escola, sempre tive como meta ser o melhor aluno da sala.
Tudo que eu fazia tinha que ser melhor que os outros. Por isso, me lembro de que eu não era uma criança normal. Não brincava. Ao invés disso, passava horas e horas estudando.
Certa vez, um fato inusitado aconteceu. Diferente de todos os pais com filhos na escola, meu pai pediu para que eu estudasse menos e brincasse mais.
Claro que o resultado disso eram notas perfeitas. Era sempre o melhor aluno da sala de aula.
Sempre escondi de todos que eu estudava tanto assim. Tinha vergonha de dizer que saía da sala de aula sem entender quase nada. Durante as explicações dos professores, sem querer eu viajava. E pra bem longe. Vivia "no mundo da lua". Não conseguia me concentrar. E quando conseguia entender a matéria, logo a esquecia. Por isso, a necessidade de estudar. Mas tinha que estudar muito e sempre na véspera das provas, pois em poucos dias eu esquecia toda a matéria.
Toda a minha vida acadêmica foi assim. Estudando, aprendendo e esquecendo.
Além da minha vida acadêmica, tive problemas também na vida profissional e na vida social. Na vida profissional, me esforçava muito para manter a concentração. Lia e relia textos diversas vezes para entender.
Qualquer fato externo me dispersava. Quando me passavam uma tarefa eu viajava mas fingia que entendia e depois levava muito tempo até decifrar o que haviam me pedido.
Adquiri algumas técnicas para evitar meu esquecimento. Algumas viraram até manias. Por exemplo, quando eu chegava em casa, abria a internet e visitava alguns sites de notícias de acordo com a sequência que eu tinha criado na cabeça. E virei escravo dela. Podia chegar de madrugada do trabalho, mas eu tinha que ligar o computador e ver a sequência dos sites. Mesmo cansado e com sono, aquilo pra mim era uma obrigação.
Ao lado de família e amigos, esquecia datas e momentos marcantes. Por isso, muitas vezes me julgavam como uma pessoa que "não se importava com ninguém".
Como meu esquecimento a falta de atenção e de concentração estavam prejudicando inclusive minha vida social, fui atrás de respostas para entender o que se passava comigo.
Nas buscas pela internet, li um depoimento de uma pessoa que sofria de TDAH. Parecia que eu estava lendo a história da minha própria vida. A pessoa citava um trabalho que deveria fazer no começo do dia, mas tudo a dispersava. No final do dia, ela tinha feito um monte de coisas pela metade e não tinha terminado aquela principal atividade da manhã.
Pesquisei melhor sobre o assunto, li mais artigos e depoimentos e queria começar um tratamento na melhor especialista na área. Foi quando eu conheci a Dra. Cleide, que confirmou minha suspeita de ter TDAH.
Realizar a terapia foi a melhor atitude que eu tive em minha vida. Descobri o quanto eu era negativo. O fato de querer sempre agradar os outros só me prejudicava. Diante de algum fracasso, minha baixa-estima era visível. Em tudo na minha vida, eu tinha que ser sempre o melhor. Eu era onipotente. Eu não era humilde.
Mas como assim eu não era humilde? Pelo contrário, eu me sentia um fracassado!
A terapia me mostrou que sim, que eu não era humilde. Por que a ambição de ser perfeito? Na escola e no trabalho, sempre quis ser o melhor também. Pra quê? Pra agradar os outros? Infeliz pela felicidade dos outros? Isso me deixou acomodado no trabalho, pois o fato de eu ser o melhor me deixava em uma posição cômoda, sem ser desafiado e sem perspectiva de crescimento. Por isso, ganhava mais tarefas e isso me revoltava cada vez mais. O erro é que eu “não reconhecia e não usava meu potencial”.
Claro, na minha cabeça, o importante era agradar os outros.
Após as terapias, enxerguei coisas que eu não enxergava. Hoje, eu me amo mais, me valorizo mais e sou uma pessoa mais positiva.
Além da terapia, tomo diariamente um estimulante, que me mantém mais concentrado. Noto claramente os benefícios. Antes, era um sacrifício manter a atenção em uma conversa. Sob efeito da medicação, é mais fácil.
Portanto, o primeiro passo foi reconhecer meus erros e perceber que minha vida precisava mudar.
Vale a pena correr riscos. Vale a pena o desafio!

http://www.universotdah.com.br/erro-sempre-querer-agradar-outros.html

quinta-feira, 27 de abril de 2017

tdah/dda em crianças/adolescentes



O TDAH (DDA) não é um distúrbio passageiro, temporário, a ser superado, uma vez que é neurobiológico e não o resultado de falta de disciplina ou de controle dos pais, assim como não é falta de força de vontade ou de caráter da criança ou do adolescente como erroneamente muitos adultos pensam ser. A recuperação acontece em cerca apenas 30% dos casos.

Algumas crianças com TDAH (DDA) já são difíceis de serem cuidadas antes mesmo dos 3 anos de idade por serem muito ativas, irritáveis, temperamentais, autoritárias, podendo ainda ter distúrbio de sono e/ou alimentar.

Outras crianças com TDAH (DDA) não diferem das demais e só são avaliadas e diagnosticadas após o ingresso no período escolar ao apresentar prejuízo no aprendizado e/ou nos relacionamentos com colegas, professores ou pais. Isso porque os 3 sintomas mais marcantes do TDAH (DDA) – a distração, a impulsividade e a grande atividade, num grau mais leve, são comuns nas crianças em geral, daí muitas ficarem sem diagnóstico. Também as do Tipo Desatento podem passar despercebidas nos primeiros anos de vida.




Além de distraídos, a criança ou adolescente com TDAH (DDA) tem enorme dificuldade em sustentar a atenção durante muito tempo numa mesma tarefa, sem interrompê-la por inúmeras vezes.

Porém. quando motivados ou desafiados por situações inovadoras (televisão, vídeo-game, salas de bate-papo, etc...), eles têm um poder de hiperconcentração, nem se dando conta do que acontece à sua volta.

Os hiperativos/impulsivos, são incapazes de planejar, selecionar com antecedência, para depois executar algo. Eles não conseguem controlar, inibir seus impulsos: dificilmente ficam quietos num lugar por muito tempo, podem ser muito falantes, falar sem pensar, sendo muitas vezes inconvenientes, interromper a fala dos outros, jogos, responder a questões antes de serem totalmente formuladas, comer muito, comprar muito, etc.

Essa falta de autocontrole pode ser o terror de muitos pais e/ou professores, que sentem-se incapazes de colocar limites caso não conheçam o transtorno e como lidar com ele.

Geralmente são desorganizados com seu material escolar, sua mochila, sua mesa, gavetas e principalmente com o planejamento de suas tarefas, estudos, empurrando-os sempre para a última hora (isso quando não deixam de fazê-los). Estão sempre atrasados, lutando contra o tempo.

Problemas de memória são freqüentes: esquecem nomes, datas de trabalhos, provas, perdem ou esquecem objetos com facilidade. Como conseqüência vem a preocupação e ansiedade crônicas, por não se sentirem confiáveis.

Também têm muita dificuldade em notar, interpretar dicas e regras sociais: sempre querem fazer tudo "do seu jeito, no seu tempo". Isso explica muitas vezes a dificuldade de viver adequadamente em sociedade, seus desencontros nos relacionamentos sociais e pessoais.

A criança ou adolescente com TDAH (DDA) não sabe lidar com fracasso, frustração. Estão sempre ansiosos, sentem-se incompreendidos e irritam-se com facilidade.

Com a auto-estima fragilizada por tantos rótulos negativos já recebidos, com freqüência "chutam o pau da barraca", por serem super reativos e por acharem que já não têm muito a perder.

O transtorno gera uma real incapacidade na criança ou no adolescente de controlar sua própria vontade ou comportamento, relacionando-os com a passagem do tempo: muitos são incapazes de ter em mente futuros objetivos e/ou medir as conseqüências negativas de seus atos impulsivos a longo prazo.

O TDAH (DDA) erroneamente, muitas vezes é apresentado como distúrbio de aprendizagem, mas na verdade é um distúrbio de realização.

Crianças ou adolescentes com TDAH (DDA) sentem-se muito melhor quando após serem diagnosticadas, fazem um tratamento focado, onde os seus problemas e dificuldades são trabalhados e suas qualidades são realçadas e alimentadas, visando sempre a melhoria de sua auto-estima, nunca esquecendo dos limites a serem respeitados. Afinal, geralmente são inteligentes, sensíveis, curiosos, criativos, atrevidos, inventivos, com muita energia, espontaneidade, etc., com necessidade de uma "condução" adequada.


http://www.universotdah.com.br/introducao-crianca.html
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