Seguidores do Saber !

Direitos de Imagens

Direitos de Imagens
Toda imagem visualisada neste blog,são de origem do Google

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

TDAH, DEFENDA-SE!





No auge de uma discussão um marido ou esposa TDAH pode estar pensando em outra coisa completamente diferente. Quem sabe naquela ruga que surgiu no lábio superior do cônjuge que grita à sua frente. Ou simplesmente no jogo de futebol que está deixando de assistir; ou ainda se lembra de que deveria ter comprado filtro solar,  com esse sol escaldante que anda fazendo...
Horas depois, se perguntado sobre respostas que deu naquele momento, sobre afirmações feitas enquanto pensava em outra coisa,  o TDAH vai negar veementemente. Não aceitará jamais ter dito isso ou aquilo. Mas disse!  O cônjuge se lembrará de detalhes: de como estava sentado, os gestos que fez,  as palavras que usou. O TDAH vai negar! Vai negar peremptoriamente. Mas estará errado!
Ou não...
Imaginemos a situação oposta: O TDAH convivendo com um cônjuge manipulador, vingativo e com ótima memória.
Quem garantirá que essa cena realmente existiu? O cônjuge manipulador, que já conhece bem seu/sua TDAH, manipulará sua péssima memória (ou a absoluta ausência dela,  em alguns momentos) e lhe inculcará culpa, remorso e dor. E extrairá enormes ganhos com isso.
Poderá obter obediência, submissão, colaboração...
TDAHs não são fáceis de se conviver; podem ser inconstantes, irritadiços; temperamentais; indiferentes, desligados,  desmemoriados, e muitos outros defeitos que podem lhes ser imputados.
Mas podem também ser presas fáceis de cônjuges manipuladores.
Portanto, comecem a prestar atenção ao cônjuge. Se ao fim de cada discussão for forçado a capitular, e se ao fim de cada capitulação tiver de pagar um preço ao seu cônjuge; seja em obediência, em submissão ou em perda de liberdade; cuidado você pode estar sendo manipulado!
Nós, os TDAHs podemos estar errados; mas precisamos estar atentos. Não somos vilões, somos vítimas. Vítimas de uma doença que poderia cegar-nos, fazer-nos surdos ou diabéticos; mas nos fez desatentos, titubeantes, impulsivos,  mas também intensos, carinhosos, apaixonados e apaixonantes. Não merecemos ser manipulados por pessoas sem escrúpulos, que usam sua boa memória para nos encher de culpa e obter vantagens de nosso transtorno.






http://www.tdah-reconstruindoavida.com.br/

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O que é feito das crianças que nascem sem lugar no mundo?”


1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
   Esta reflexão apresenta algumas considerações sobre o documentário:

 “Procura-se Janaína”. A psicanalista e cineasta Miriam Chnaiderman[1],
desenvolveu o documentário tendo por base as seguintes questões: “Por que alguns pais abandonam seus filhos? E o que é feito das crianças que nascem sem lugar no mundo?”
Para início de discussão, é preciso explanar um pouco da história de Janaína, tendo como referência o documentário e um levantamento bibliográfico.

 1.2 História de Janaína
 Abandonada aos cinco meses de idade, Janaína viveu na Febem nos anos 80. Até onde há registros de sua vida, ela nunca chegou a ser adotada.
Assim, questionamentos como esses: “Qual terá sido o destino de uma criança negra, pobre, órfã, e, além de tudo, autista?”, despertou Chnaiderman, para elaborar o projeto do documentário,premiado em concurso do programa Itaú Cultural.
 É interessante perceber que a história de Janaína, é a história da Febem, do Estatuto da Criança e do Adolescente, no ano 1990, quando Janaína tinha 10 anos de idade.
 
2 O TRATAMENTO DE JANAÍNA

 Para a realização do documentário, a pesquisadora, vasculhou os arquivos depositados no Núcleo de Documentação do Adolescente (Febem) e os de outras instituições onde Janaína esteve.
Nessa busca, a equipe é informada que Janaína respondia bem aos tratamentos, mas eles eram interrompidos. As instituições onde ela era atendida foram acabando, algumas falindo. Ou seja, Janaína foi passando por vários abandonos.
Um dos argumentos da diretora; “Procura-se Janaína”, com certeza, mesmo se jamais tivesse encontrado Janaína, o documentário teria sua existência justificada. Ou seja, ele marcou sua trajetória, ela foi abandonada pela família, mas foi lembrada por alguém, de forma significativa. Então, Janaína passou a existir para os envolvidos com o projeto.
Chnaiderman diz: “fazer Janaína existir já é, em si mesmo, um ato político”.  O documentário mostra que há crianças sem lugar no mundo. São crianças entregues as instituições e que não se desenvolvem nos padrões esperados: não são portadoras de deficiências, mas também não têm um desenvolvimento dito normal. Assim era Janaína, negra, pobre e institucionalizada.
A diretora da instituição relatou: “Ela se debatia no berço e se machucava, ficava com a mão espalmada, não falava e não se relacionava com outras crianças”.

 2.1 Janaína e suas mudanças institucionais
 O caso de Janaína, no seu percurso, pode-se pensar: como uma criança que não tinha onde ter ancoragem, um porto de chegada, nem de partida, como ela poderia ter qualidade de vida?
Durante cinco meses a equipe buscou Janaína, conseguindo autorização foi à Unidade Sampaio Viana, pesquisando nos arquivos, entrevistando funcionários. E a diretora daquela unidade, que conseguiu que Janaína fosse tratada, foram até o que hoje é a continuação da Clínica Enfance e, finalmente, encontraram Janaína.
Janaína foi encaminhada para um hospital psiquiátrico aos seis anos de idade, em 1986. No documentário no final diz:  “Janaína hoje está sendo treinada para viver em uma residência terapêutica.”
Hoje, vários abrigos lidam com crianças em situação de risco, podemos dizer que com a implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente, a história passou a ser diferente. Ou, pelo menos, pode ser diferente.

3 Considerações finais
             Que o documentário sobre Janaína, causa indignação, não resta dúvida. Contudo, o envolvimento da equipe, a fala de cada participante no desenrolar do filme afeta de forma significativa. Causa interrogações em relação ao tratamento, por que ela foi passando de uma instituição para outra?
Quando a equipe encontra com Janaína, e ela vai ao supermercado, a capacidade de interagir, de relacionar-se.  Além disso, o local que prepararam para ela, a Residência Terapêutica, para que ela continue seu tratamento e com suas progressões.



http://apsicologiaonline.com.br/2013/10/o-que-e-feito-das-criancas-que-nascem-sem-lugar-no-mundo/ 

domingo, 18 de dezembro de 2016

TDAH – Diagnóstico e suas intervenções através da Psicopedagogia e das Terapias Expressivas



“Percebi que o simples ato de riscar um papel tem um sentido e descobri em meus desenhos algumas verdades que o meu pensamento discursivo tinha sido incapaz de captar.  Era como se tecessem em mim, em fios muito finos a própria trama do simbólico.”
 Regina Pereira
 No cenário contemporâneo das psicoterapias, percebe-se novos tipos de sofrimento que demandam diversas formas de intervenção, o que levou alguns autores em criar teorizações que privilegiam o uso de recursos expressivos e técnicas não-verbais na intervenção clínica.
 “torna-se interessante experimentar os benefícios das terapias expressivas, de vivenciar, em terapia, o potencial e a força criativa que levam as pessoas ao autoconhecimento, ao encontro do equilíbrio e a superação de suas dificuldades emocionais”.
 Caro leitor, o presente texto vem discutir sobre  o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), com abordagem diagnóstica a partir da visão psicopedagógica, com as intervenções em arteterapia.
Autores afirmam que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é, de base, neurológica, caracterizado pela desatenção/falta de concentração, agitação (hiperatividade) e impulsividade. Estas características podem levar o portador a ter dificuldades emocionais, de relacionamento, decorrendo daí baixos níveis de auto-estima, além do mau desempenho escolar, face às reais dificuldades no aprendizado.
Ao psicopedagogo cabe uma intervenção educativa ampla e consistente no processo de desenvolvimento do paciente, em suas diversas dimensões, tais como as afetivas, cognitivas, orgânica e psicossocial.
“A avaliação psicopedagógica tem um papel central no diagnóstico da criança com TDA/H, já que é no colégio que o problema tem maior expressão” (CONDERAMIN e colaboradores, 2006, pg. 60).
A arteterapia é uma abordagem na qual a arte é utilizada como meio de expressão e exteriorização de sentimentos, permitindo sejam confrontadas as angústias e potencializando a criatividade do paciente. Permitindo que o paciente possa redimensionar a importância de sua aprendizagem e de seus valores. Por isso, são utilizadas  nas intervenções psicopedagógicas mediadas por recursos técnicos de arteterapia, no desenvolvimento psíquico e cognitivo de crianças e adolescentes portadores de TDAH e outros.
O TDAH é um transtorno Neurobiológico, em que, o córtex pré-frontal direito (O córtex pre frontal e a tomada de decisões)  é um pouco menor nas pessoas que apresentam este transtorno. Disfunção de execução é o mesmo que inabilidade neural quer para inibir, quer para concluir uma determinada ação ou projeto. Assim, portadores de DDA são incapazes de controlar seus impulsos com relação aos seus comportamentos, sejam os de fazer ou os de não fazer.
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é, em regra, de origem genética e congênita.
Saul Cypel (2007) coloca que o TDAH é compreendido como um transtorno que compromete principalmente o funcionamento do lobo frontal do cérebro, responsável, entre outras atividades, pelas funções executivas e de funções como:
• A atenção;
• A capacidade que o indivíduo possui de auto estimular-se;
• Conseguir planejar-se, traçando objetivos e metas;
• Controle dos impulsos;
• Controle das emoções;
• A memória que depende da atenção;
Contudo, o cérebro da pessoa que possui hiperatividade gera novas estimulações, mantendo sempre a pessoa em estado de alerta.
O TDAH é um transtorno de conduta crônico com um substrato biológico muito importante, mas não devido a uma única causa, com uma forte base genética, e formada por um grupo heterogêneo de crianças. Inclui crianças com inteligência normal ou bem próxima do normal, que apresentam dificuldades significativas para adequar seu comportamento e/ou aprendizagem à norma esperada para sua idade.
Os sintomas principais deste transtorno são uma combinação de desatenção, impulsividade e hiperatividade, que desde muito cedo já estão presentes na vida da criança, mas que se tornam mais evidentes na idade escolar.
Estes sintomas afetam a aprendizagem, a conduta, a auto-estima, as habilidades sociais e o funcionamento familiar. Esse transtorno pode também causar uma alta vulnerabilidade psicológica do paciente e é causado por atrasos no amadurecimento ou disfunções permanentes que alteram o controle cerebral superior do comportamento.
O TDAH não só é conhecido por ser um dos distúrbios neuropsiquiátricos mais comuns na infância e na adolescência (MATTOS, 2001), mas também porque engloba sintomas que são comuns em portadores e não portadores tais como: dificuldade de concentração, falha na finalização de tarefas ou inconsistência na realização de um objetivo definido (BARKLEY, 2002).
Segundo Rohde e Benczick (1999) o TDAH é um problema de saúde mental que tem como características básicas a desatenção, a agitação (hiperatividade) e a impulsividade, podendo levar a dificuldades emocionais, de relacionamento, bem como o baixo desempenho escolar; podendo ser acompanhado de outros problemas de saúde mental.
Hiperatividade significa inquietação motora excessiva e agressiva, não apenas espasmos de nervosismo. (Phelan, 2005)
O diagnóstico do TDAH é clínico, devendo ser feito por médicos especialistas no assunto, com ou sem auxílio de uma equipe interdisciplinar que pode ser composta por: neurologista, neuropsicólogo, psicólogo, psicopedagogo, e/ou fonoaudiólogo. Mas todo diagnóstico deve seguir os seguintes passos:
Entrevistas com os pais (levantamento das queixas e sintomas e relato sobre o comportamento da criança em casa e em atividades sociais);
Entrevistas com professores (relato sobre o comportamento da criança na escola, levantamento das queixas, sintomas, desempenho escolar, relacionamento com adultos e crianças);
Questionários e escalas de sintomas para serem preenchidos por pais e professores;
 Avaliação/observação da criança ou adolescente no consultório;
Avaliação psicológica
Avaliação neuropsicológica;
Avaliação psicopedagógica;
Avaliação fonoaudiológica;
Durante este processo de avaliação com o cliente pode ocorrer algumas intervenções, a partir do momento que já exista um vínculo entre terapeuta (psicólogo/arteterapeuta) e cliente.
Estas intervenções podem ser feitas através de jogos lúdicos ou através de atividades ligadas à arteterapia, sendo estas atividades: desenho livre, jogo do rabisco, pintura (guache), contar história e outros.. etc.
O Objetivo é determinar com maior precisão possível, a freqüência do problema, as situações que o desencadeiam (Situações-gatilho), os contextos em que estas ocorrem com mais regularidade e a s conseqüências das condutas observadas”. (Ferreira, 2008)
O objetivo da avaliação diagnóstica do TDAH não é de qualquer forma rotular crianças, mas sim avaliar e determinar a extensão na qual os problemas de atenção e hiperatividade estão interferindo nas habilidades acadêmicas, afetivas e sociais da criança e na criança e no desenvolvimento de um plano de intervenção apropriado. (Benczyk, 2006)

Atuação Psicopedagógica e as contribuições da Arteterapia
O psicopedagogo em sua atuação institucional ou clínica pode exercer um trabalho de reflexão e orientação familiar, possibilitando elaboração acerca do direcionamento das condutas que favorecem a adequação e integração do indivíduo com TDAH, trazendo perspectivas sob diretrizes de vida e evolução.
A criança ou adolescente portador de TDAH precisa ser estimulada de maneira correta em tempo integral, para que mantenha sua atenção no que está fazendo ou estudando. Neste processo, o psicopedagogo tem papel importante, cabendo-lhe intervir no método cognitivo, junto à construção do saber, e fazer com que o paciente sinta-se capaz de ter um bom desenvolvimento intelectual, profissional e pessoal.
Quando a criança ou adolescente estiver no processo de avaliação diagnóstica ou mesmo já fazendo o tratamento interventivo:
O profissional pode focalizar dificuldades específicas da criança, em termos de habilidades sociais, criando um espaço e situações para desenvolvê-las, por meio da interação com a criança por intermédio de qualquer atividade lúdica. (Benczik, 2000, pg. 92)
Com isso a criança ou adolescente poderá desenvolver habilidades como:
– Saber ouvir
– Iniciar uma conversa
– Olhar nos olhos para falar
– Fazer perguntas e dar respostas apropriadas
– Oferecer ajuda para alguém
– Brincar cooperando com o grupo
– Sugerir outras brincadeiras, usando sua criatividade
– Agradecer, falando obrigado
– Saber pedir por favor
– Manter-se sentada ou quieta por um período
– Saber esperar sua vez para falar ou jogar
– Ser amigável e gentil
– Mostrar interesse em algum assunto
– Respeitar o outro como um ser diferente que possui sentimentos e diferentes opiniões
– Dar atenção as outras pessoas
– Saber perder, entendendo que não se pode sempre ganhar
A arteterapia também é uma grande contribuição terapêutica durante o processo de diagnóstico ou mesmo de intervenção com um portador de TDAH. Isto, porque tal técnica traz ainda mais conhecimento no “lidar com o aprender”, pelas mediações artísticas. Além disso, a criança ou adolescente pode entrar em contato com suas emoções mais profundas, sem precisar se expor, ou seja, falar quando não tem vontade.
Utilizando a arteterapia, a criança ou adolescente poderá compartilhar suas experiências através da expressão da arte, facilitando a exteriorização de seus sentimentos íntimos, demonstrando melhor seu jeito de pensar, de agir e sentir.
A arteterapia tem também como objetivo promover a autodescoberta do sujeito pelo lúdico, pelas cores, representações, imaginações e fantasias, etc.
Deve lhe ser solicitado que descreva sua representação artística, encorajando-lhe a ir mais longe, mantendo o diálogo entre a “Arte” e o “eu”, expressando sua arte e a si mesma.
A arteterapia e a psicopedagogia, o paciente irá adquirir um melhor auto-conhecimento, desenvolvendo a auto-estima e maior consciência de suas dificuldades, melhorias e ações.
Durante o processo avaliativo que, como já colocado, pode ser também interventivo, o profissional (psicopedagogo/arteterapeuta) deve antes de mais nada listar alguns indicadores que devem ser observados, tais como:
– A imaturidade com relação ao desenvolvimento da atenção, (que pode ser associado a uma atividade com arteterapia;)
– O Déficit de atenção do paciente (que pode ser associado a uma atividade de arteterapia para diagnósticos ( desenhos, contos de fada, outros;)
Intervenções relacionadas à psicopedagogia e à arteterapia que podem ser utilizadas noo processo, como:
• Jogo com regras: Através dos jogos, a criança deverá submeter-se às regras e normas, onde poderá desenvolver suas habilidades, seu raciocínio, auto-imagem, tolerar frustrações, saber ganhar ou perder, saber esperar sua vez, planejar uma situação, aprender a ouvir, etc.
• Brincadeiras de representação (psicodrama): Através dos diálogos e da troca de papéis, a criança pode desenvolver algumas habilidades, e o psicólogo servirá como espelho, onde a criança poderá ver com mais clareza ser jeito de ser.
• Atividade corporal cinestésica: O relaxamento associado ao controle da respiração, ouvir silenciosamente uma música relaxante ou mesmo a massagem corporal são medidas úteis para reduzir a tensão dos músculos do corpo e trazer a atenção da criança para si mesma, fixando-se em si mesma e promovendo maior centralização.
Os jogos e atividades que podem ser trabalhadas com uma criança ou adolescente que estejam num processo avaliativo/diagnóstico, ou mesmo que já tenham sido diagnosticadas com TDAH (Fagali, 2010).
– Jogos que alternam expansão de percepção e liberação do movimento com foco em figuras, seus detalhes e na concentração de ações.
– Atividades de construção criativa em que se usa a força com as mãos, liberando energia represada, exemplo de trabalho de construção com madeira, pregos e martelos. Alterna-se com atividades sutis, enfatizando a suavidade e delicadeza dos movimentos. Os instrumentos podem ser as próprias mãos, pincéis de várias texturas, giz de cera colorido (pintura e expansão da aquarela, guache e giz de cera, no movimento alternado de contensão e expansão).
– imagem corporal: o trabalho com o corpo, Tensão alternada com relaxamento, diretamente associada ao movimentos corporais.
– O trabalho respiratório: Inspirar até o abdominal, bem lentamente, como se enchesse uma bexiga, expirar como se soprasse pela boca tirando tudo que precisa sair desde o abdômen. (inspiração e expiração com vários ritmos e duração, em função das facilidades progressivas do aprendiz).
Associar a histórias e imagens, criando algo a partir disto.
– Tocar com tambores liberando a energia e conversando com eles: forte, leve, no centro e nas bordas do tambor, acelerado e lentamente, alterações de ritmos. Conversas com o tambor do companheiro ou terapeuta, mantendo palavras, cantos, ou acompanhando pelo som de uma música rítmica.
Jogos:
– Jogos de figura e fundo
– Jogos com movimentos que requeiram atenção e rapidez diante de um sinal.
Na área clínica, o trabalho do psicopedagogo pode ser preventivo, visando também evitar o fracasso, seja este escolar, profissional ou pessoal, além de encaminhar à propositura de novas possibilidades de ações, que farão com que ocorra uma melhora na prática pedagógica, contribuindo para sua própria evolução.
Os contos de fadas também podem ser utilizados, tanto na fase do diagnóstico, quanto durante a intervenção psicopedagógica.
Os jogos que possuem regras permitem que a criança, além de ter seu desenvolvimento social quanto a limites, possa participar, saber ganhar, perder, melhorar seu desenvolvimento cognitivo, e possibilita a oportunidade para a criança saber onde está, o motivo e o tipo de erro que cometeu, tendo chance de refazer, naquele momento, da maneira correta. (Edyleine Bellini Peroni Benczik, 2000)
Uma criança ou adolescente pode estar inquieta ou distraída por muitos motivos, e não necessariamente devido a um transtorno. A inquietação pode ser indicativo de uma inteligência ativa, questionadora, que deve ser adequadamente estimulada nos meios familiar e escolar.
A importância da Psicopedagogia nos estudos do TDAH e das implicações sintomáticas no processo de aprendizagem, para evitar avaliações ingênuas e precipitadas.
Aos portadores de TDAH, ainda que sob tratamento medicamentoso, se realmente necessário, é exigido o acompanhamento psicoterapêutico, devendo a escola estar presente com cumplicidade, de forma integral, durante todo o processo. Ressalte-se que, a princípio, é à escola, a partir das dificuldades observadas, a competência para o primeiro encaminhamento ao diagnóstico/avaliação psicopedagógica, que poderá diferenciar fatores do aluno que o conduzam a outros encaminhamentos, mais específicos.
o profissional da Psicopedagogia, tanto quanto os demais que lidam com o portador de TDAH, são fundamentais para a recomposição do paciente, em especial dos aspectos emocional, cognitivo, e acadêmico.
Ao fazer o acompanhamento psicopedagógico, a criança e/ou adolescente terá apoio terapêutico durante seu trabalho escolar, pois vai atuar sobre a dificuldade escolar apresentada, suprindo sua defasagem, ajudando na assimilação e acomodação dos conceitos apresentados nas salas de aulas, nas diferentes disciplinas e possibilitando ao aluno condições para que novas aprendizagens ocorram. (Edyleine Bellini Peroni Benczik, 2000)
Com uma criança portadora de TDAH, o psicopedagogo deve trabalhar suas dificuldades (falta de atenção/concentração, impulsividade, hiperatividade) e suas questões emocionais (baixa auto-estima, baixa tolerância à frustração, ansiedade, entre outros), através dos jogos, trabalhos de leitura e escrita, trabalhos manuais e expressões de arteterapia e atividades lúdicas, sem deixar abandonar aquele em relação às posturas e hábitos associados à atenção, organização da rotina, execução e persistências nas tarefas, além de outros fatores já destacados nos itens anteriores.
Os cuidados para não generalizar e para evitar os abusos medicamentosos, não devem excluir ou ignorar a necessidade do tratamento ponderado e dos cuidados psicopedagógicos, indicadores do problema e que sugerem um tratamento balanceado e cuidadoso.
Abrir espaço para o diagnóstico e intervenções, tendo em vista as questões do ser humano e suas singularidades, sem perder de vista as perspectivas futuras.

Referências
FAGALI, E. & equipe Contribuições da Arteterapia para a Psicopedagogia. São Paulo, Editora Independente Integração. 2009.
FERREIRA, C. TDAH na infância: Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade, Orientações e técnicas facilitadoras. Belo Horizonte: Uni Duni Editora, 2008.
SILVA, A. B. B. Mentes Inquietas: TDAH: Desatenção, hiperatividade e Impulsividade. 2° edição. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009.


http://apsicologiaonline.com.br/2014/03/tdah-diagnostico-e-suas-intervencoes-atraves-da-psicopedagogia-e-das-terapias-expressivas/

Ocorreu um erro neste gadget

Crianças Felizes Demais Nosso Blog!