Seguidores do Saber !

Direitos de Imagens

Direitos de Imagens
Toda imagem visualisada neste blog,são de origem do Google

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Causas do TDAH - Um transtorno neuro-comportamental








Todas as pessoas, tanto crianças quanto adultos, apresentam estas características em pelo menos algumas situações - o que é completamente normal. Porém, quando as queixas e os problemas causados por elas são muito intensos, pode ser alguma outra coisa - dentre as alternativas, que a causa dos problemas seja o TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção. Se for este seu caso - ou se você estiver em dúvida, saiba que há diagnóstico e tratamento para TDAH, que pode prevenir e aliviar muito sofrimento.


O TDAH é um transtorno de "base orgânica", associado a uma disfunção em áreas do córtex cerebral, conhecida como Lobo Pré-Frontal. Quando seu funcionamento está comprometido, ocorrem dificuldades com concentração, memória, hiperatividade e impulsividade, originando os sintomas do TDAH - déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade.

Normalmente, em atividades como estudo, leitura ou outras que exijam concentração, o cérebro aumenta os níveis de ativação, justamente para dar conta das exigências. Nos casos típicos de TDAH, a característica psicofisiológica mais comum é a hipofunção / hipoativação do córtex pré-frontal, na qual uma quantidade significativa de neurônios pulsam mais devagar que o esperado, especialmente quando as circunstâncias exigem maior esforço mental e, portanto, maior ativação.

Imagens funcionais do cérebro mostraram menor ativação das áreas frontais em portadores de TDAH, especialmente ao tentar concentrar ou realizar esforço mental. Estes desequilíbrios estão relacionados à ação de neurotransmissores, que por sua vez determinam os disparos elétricos dos neurônios. Apesar de não haver certeza sobre as causas destas alterações, estudos já apontaram forte correlação entre TDAH, tanto na forma de déficit de atenção quanto de hiperatividade e impulsividade, com hereditariedade. (Imagens: Clinica Amen, EUA / Brookhaven National Laboratory).







Cérebro normal em descanso








                                                                       
   



Cerebro TDAH em descanso:



Cérebro TDAH em atividade




                                      




Cérebros TDAH em atividade:


A imagem acima à esquerda mostra um cérebro normal em descanso. Ao centro, o cérebro de um portador de TDAH também em descanso. As áreas de menor ativação (com a aparência de"buracos") indicam menor consumo de energia (menor metabolismo de glicose). Em descanso, há maior similaridade entre o cérebro TDAH e normal - em descanso, as diferenças são poucas. O problema aparece mais claramente é exigido concentração, controle da hiperatividade e esforçao mental, pela necessidade de maior ativação cognitva. Isto pode ser visto na figura da direita, indicando que portadores de TDAH enfrentam as maiores dificuldades justamente no momento em que precisam se concentrar (As imagens foram obtidas através de SPECT).


TDAH e Comportamento: O papel da história de vida e circunstâncias externas


Em paralelo a esta "base biológica", o TDAH tem também fortes componentes comportamentais. Nossa maneira de ser - tanto o funcionamento do cérebro quanto nossa personalidade, hábitos e preferências - são resultado de uma intrincada interação entre nossa carga genética e todas as experiências pelas quais passamos, desde antes mesmo do nosso nascimento. O cérebro, em si, somente se desenvolve em função destas interações, de toda a estimulação que recebe e das aprendizagens que delas decorrem. Podemos dizer, sem sobra de dúvida, que o cérebro se reconstrói literalmente ao longo da vida. A isto se chama neuroplasticidade.

A probabilidade do TDAH se manifestar ou não, bem como a intensidade dos sintomas tem relação direta com as experiências pessoais e o estilo de vida. Por exemplo, pessoas que tenham passado a infância numa família muito desorganizada, sem rotinas e hábitos regulares; que não tenham sido adequadamente supervisionadas quando crianças ao fazer as tarefas escolares ou que, quando adultos, tenham por hábito fazer muitas coisas ao mesmo tempo (multi-tarefas), provavelmente terão problemas em conseguir realizar suas atividades até o final, mantendo-se concentradas e focadas em seus objetivos. Caso alguém com esta história de vida, ao mesmo tempo, sofra também com as fragilidades biológicas do TDAH, suas dificuldades serão ainda maiores. Por outro lado, se um portador de TDAH consegue criar rotinas, desenvolver hábitos e mudar seus comportamentos, a intensidade dos sintomas será menor, eventualmente até mesmo desaparecendo.

Diagnóstico para TDAH - Como encontrar o melhor diagnóstico


O diagnóstico do TDAH - Déficit de Atenção e Hiperatividade exige bastante cuidado e experiência. Apenas com um diagnóstico preciso é possível encontrar tratamentos realmente eficazes, que levem em conta as necessidades de longo prazo, sem esquecer o que é importante no curto prazo. Estes cuidados indispensáveis quando se suspeita de TDAH, pois há vários outros problemas e transtornos que podem mimetizar (imitar) seus sintomas.

Outro aspecto que não pode ser esquecido ao fazer o diagnóstico do TDAH é a possibilidade de ocorrência de mais de um problema ao mesmo tempo - o que é chamado de comorbidade. Isto acaba tornando o processo de diagnóstico ainda mais complexo. Comorbidades precisam ser contempladas nos tratamentos, para alcançar os resultados esperado. Justamente por isto, é preciso ir além de uma simples lista de sintomas, até alcançar a uma análise extensa do caso. Veja mais sobre o processo de diagnóstico do TDAH e também o que é / como é feito um diagnóstico diferencial.


Tratamentos para TDAH - Múltiplas necessidades e frentes de ação


A abordagem mais tradicionalista do tratamento do TDAH defendia que a primeira linha de ação deveria ser medicamentosa e que qualquer outro tratamento seria apenas acessório. Esta visão já foi superada, na medida em que foi ficando cada vez mais claro que o TDAH não é apenas uma disfunção cerebral. Justamente por isto, tratamentos exclusivamente medicamentosos são insuficientes para chegar aos resultados esperados, tanto em crianças quanto em adultos. Há múltiplas abordagens de tratamento disponíveis, que podem ser usadas em combinação, para atender a necessidade específica, incluindo medicação, psicoterapia, coaching, ginástica cerebral e biofeedback, entre outras.


https://dda-deficitdeatencao.com.br/oquee/



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O que é inclusão escolar?




Inclusão escolar é acolher todas as pessoas, sem exceção, no sistema de ensino, independentemente de cor, classe social e condições físicas e psicológicas. O termo é associado mais comumente à inclusão educacional de pessoas com deficiência física e mental.

Recusar-se a ensinar crianças e jovens com necessidades educacionais especiais (NEE) é crime: todas as instituições devem oferecer atendimento especializado, chamado de Educação Especial. No entanto, o termo não deve ser confundido com escolarização especial, que atende os portadores de deficiência em uma sala de aula ou escola separada, apenas formadas de crianças com NEE. Isso também é ilegal.

O artigo 208 da Constituição brasileira especifica que é dever do Estado garantir "atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino", condição que também consta no artigo 54 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

A legislação também obriga as escolas a terem professores de ensino regular preparados para ajudar alunos com necessidades especiais a se integrarem nas classes comuns. Ou seja, uma criança portadora de deficiência não deve ter de procurar uma escola especializada. Ela tem direito a cursar instituições comuns, e é dever dos professores elaborar e aplicar atividades que levem em conta as necessidades específicas dela.

No caso da alfabetização para cegos, por exemplo, o aluno tem direito a usar materiais adaptados ao letramento especial, como livros didáticos transcritos em braille para escrever durante as aulas. De acordo com o decreto 6.571, de 17 de setembro de 2008, o Estado deve oferecer apoio técnico e financeiro para que o atendimento especializado esteja presente em toda a rede pública de ensino. Mas o gestor da escola e as Secretarias de Educação e administração é que precisam requerer os recursos para isso.

Às vezes o atendimento escolar especial (AEE) deve ser feito com um profissional auxiliar, em caso de paralisia cerebral, por exemplo. Esse profissional auxilia na execução das atividades, na alimentação e na higiene pessoal. O professor e o responsável pelo AEE devem coordenar o trabalho e planejar as atividades. O auxiliar não foge do tema da aula, que é comum a todos os alunos, mas o adapta da melhor forma possível para que o aluno consiga acompanhar o resto da classe.

Mas a preparação da escola não deve ser apenas dentro da sala de aula: alunos com deficiência física necessitam de espaços modificados, como rampas, elevadores (se necessário), corrimões e banheiros adaptados. Engrossadores de lápis, apoio para braços, tesouras especiais e quadros magnéticos são algumas tecnologias assistivas que podem ajudar o desempenho das crianças e jovens com dificuldades motoras.


https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/pedagogia/o-que-e-inclusao-escolar/71911#

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Sindrome Down e Integração Sensorial






O uso da abordagem de Integração Sensorial pode beneficiar os processos de desenvolvimento de crianças com Down e contribuir de forma positiva com o tratamento médico e multidisciplinar, pois elas enfrentam, em sua maioria, problemas no processamento de estímulos sensoriais: vestibular, proprioceptivo, tátil, visual e auditivo.

A alteração do processamento nestes sistemas pode interferir de forma significativa na atenção, aprendizagem escolar e no desenvolvimento de habilidades motoras. A presença de hipotonia, hipermobilidade articular e comportamentos como a distração excessiva aos estímulos do ambiente e impulsividade são característicos dessas crianças. Indicam dificuldade no registro e modulação sensorial do processamento de informações vestibular, proprioceptiva, tátil e diante disso, justifica a necessidade da intervenção em Integração Sensorial.

Observa-se em crianças com este diagnóstico, comportamentos que assinalam o mau processamento vestibular e proprioceptivo, como por exemplo,  hipotonia, dificuldade na extensão do corpo e da cabeça contra a gravidade, controle postural, atrasos nas respostas posturais automáticas, tendência a buscar certos movimentos. Há dificuldade em sentir a posição do corpo no espaço e movimentar-se; atraso no desenvolvimento do feedback proprioceptivo e em geral, estas crianças apresentam movimentos mais bruscos, segmentados e com comportamento desajeitado. Muitas vezes apresentam dificuldade em perceber saciedade ou dor.

Para o sistema tátil, há evidência de problemas como a hiporrensponsividade, alteração na discriminação dos inputs táteis e da integração deles com os demais sistemas sensoriais. Dificuldade no desenvolvimento da percepção tátil o que implica numa baixa exploração dos objetos nos primeiras anos de vida, déficit na estereognosia e reconhecimento de formas. A importante lacuna nas experiências perceptuais contribuem nas dificuldades de aprendizagem e no atraso da aquisição de habilidades motoras, como por exemplo, padrões pobres de preensão e das habilidades funcionais das mãos.

Crianças com Síndrome de Down apresentam evidências no atraso do desenvolvimento da coordenação motora grossa e fina e a teoria da Integração Sensorial pode ajudar a explicar certos comportamentos e atrasos. As dificuldades que estas crianças enfrentam ao mover o corpo no espaço e processar informações sensoriais contribuem de forma negativa no desenvolvimento da ideação, planejamento e execução motora, implicando assim, numa baixa capacidade em organizar respostas motoras eficientes.

A terapia de Integração Sensorial pode beneficiar crianças com Síndrome de Down através de uma abordagem que prioriza o uso dos sistemas sensoriais de forma integrada com experiências vestibulares, proprioceptivas e tátil ao propor atividades funcionais que trabalham registro e discriminação tátil, movimentos que coordenam o corpo contra a gravidade, favorece integração bilateral, movimentos recíprocos, ideação e planejamento motor.

Além de trabalhar com habilidades motoras, as atividades na integração sensorial visam a auto regulação e modulação do nível de alerta ótimo. Esta abordagem utiliza um ambiente desafiador e seguro, com intuito de promover grande variedade de atividades que aumentam o repertório de interação e o processamento das informações sensoriais entre o corpo e o ambiente.

Fonte :http://www.integracaosensorialbrasil.blogspot.com.br/search/label
Fonte:http://topediatrica.blogspot.com.br/


http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com.br/
Ocorreu um erro neste gadget