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domingo, 4 de novembro de 2018

TDAH: crianças desatentas podem virar adultos problemáticas


O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade pode causar sérias consequências se não for identificado a tempo


Desatenção, dificuldades de memorização e aprendizado na escola, mau relacionamento com colegas e professores. Normalmente, o aluno que apresenta estes problemas é simplesmente taxado de mal-educado. Mas, na verdade, ele pode sofrer de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). A disfunção atinge até 5% das crianças. Metade delas cresce com a doença e sofre com a evolução destes sintomas até a vida adulta.

Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), o TDAH se manifesta em diversos aspectos da vida cotidiana, especialmente em três grupos de alterações: hiperatividade, impulsividade e desatenção. “Nos adultos, a tendência é de uma inquietação mental, pensamento que não desliga. Outro aspecto é a impulsividade, agir sem pensar, pessoas impacientes que não esperam a vez, fazem coisas das quais se arrependem”, exemplifica Dr. Mário Louzã, especialista em psiquiatria.  

Quais são as causas?
Estudos comprovaram que o TDAH tem origem em alterações na região frontal do cérebro, responsável por controlar ou inibir comportamentos inadequados. São muitas as causas que supostamente são atribuídas ao transtorno, especialmente a predisposição genética.  “Alguns fatores que interferem no período gestacional também podem contribuir para o aparecimento do transtorno, como complicações no parto, tabagismo e ingestão de álcool durante a gravidez”, explica Louzã.

Como reconhecer?
De acordo com os critérios de diagnóstico atuais, validados por associações e institutos relacionados à psiquiatria e psicologia em todo o mundo, o transtorno se manifesta em crianças antes dos 12 anos de idade. Este é um dos motivos que o TDAH causa prejuízo funcional e mau rendimento escolar. 

“Nas crianças são questões escolares, relacionamento ruim com colegas de classe, tumulto no ambiente familiar. O adolescente é problemático, tem maior risco para tornar-se usuário de drogas, maior índice de repetência, dificuldade de entrar e terminar a faculdade. O adulto tem rendimento ruim no trabalho e na vida acadêmica, problemas nos relacionamentos conjugais, maior risco de acidentes e multas na direção de veículos”, aponta o especialista. 

É possível tratar?
No caso das crianças, o tratamento envolve primeiramente a orientação da escola e da família. O problema é que muitos professores, que tem o contato direto com os pequenos, percebem o transtorno e já recomendam aos pais o uso do medicamento ritalina. Este remédio, controlado, só deve ser usado em casos mais graves e sob orientação médica. Se a disfunção for mais leve, há a opção de psicoterapia ou estratégias de psicopedagogia. Os adultos também podem se beneficiar de psicoterapia associada ao tratamento com medicamentos. 

A presidente da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA),  a psicóloga e psicanalista Iane Kestelman, acredita que o tratamento adequado do transtorno é multimodal, com uma equipe multidisciplinar que fará acompanhamento ao paciente. “Essa equipe deve ser composta por médicos, psicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos. Na maioria dos casos, o tratamento é realizado através de medicamentos, psicoterapia cognitivo-comportamental e psicoeducação, que nada mais é do que educação continuada sobre o transtorno”, finaliza. 


Jessica Krieger

http://arevistadamulher.com.br/familia/content/2167934-tdah-criancas-desatentas-podem-virar-adultos-problematicos

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Transtorno de Déficit de Atenção


O TDAH ouTranstorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é caracterizado por uma gama de problemas relacionados à falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. Esses problemas são causados por alterações no desenvolvimento de algumas áreas cerebrais que funcionam mais lentamente, causando dificuldades à criança em sua vida diária.

O TDAH é um distúrbio biopsicossocial, ou seja, é fortemente influenciado por fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais, que contribuem para a intensidade dos problemas experimentados. Foi comprovado que o TDAH atinge 3% a 10% da população ao longo da vida. O diagnóstico precoce e tratamento adequado podem reduzir drasticamente os conflitos sociais, familiares, escolares, comportamentais e psicológicos vividos por essas crianças e seus familiares.

Estudos mostram que através de um diagnóstico e tratamento corretos, um grande número dos problemas como repetência escolar, abandono dos estudos, depressão, distúrbios de comportamento, problemas vocacionais e de relacionamento, bem como abuso de drogas, pode ser adequadamente tratado ou até mesmo evitado. Sabemos que a presença outras patologias são a regra no curso do TDAH e não a exceção. Por isso devemos ficar atentos a problemas auditivos, visuais, transtornos de aprendizagem, distúrbios da coordenação motora, transtornos psiquiátricos diversos entre outros.

Problemas do sono estão presentes em percentual razoável nessas crianças, sendo comum a sonolência excessiva durante a tarde. Por isso, é fundamental a investigação sobre dos distúrbios obstrutivos respiratórios do sono em crianças com TDAH, uma vez que o problema dificulta as crianças de prestarem atenção e aprenderem o conteúdo das disciplinas escolares como os outros alunos.

Além disso, elas ficam agitadas ou às vezes apáticas, por conta do problema respiratório. O uso da telerradiografia é norma lateral como auxiliar no diagnóstico dos Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono em Crianças com TDAH foi desenvolvido pela Unicamp SP e realizado em crianças com distúrbios de aprendizagem. Quando respiramos com dificuldade, a respiração alterada leva ao que chamamos de dessaturação, ou seja, prejuízo da oxigenação em áreas do cérebro como a área pré-frontal, que é a área mais comprometida no TDAH, agravando ainda mais o quadro.

Como a criança não dorme bem, pode prejudicar a atenção, a conduta e o aprendizado. Por isso é importante a família e os professores terem informações sobre esse assunto e ficarem atentos aos alunos. Especialistas em TDAH precisam fazer uma triagem da parte respiratória em toda criança diagnosticada como tal. Se elas apresentam o problema, é importante diagnosticar se elas têm também os Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono, ou os dois.

Avaliação odontológica é fundamental também, pois a criança pode ter atresia dos maxilares, o que acaba fragmentando a passagem do ar pelas vias aéreas e diminuindo o espaço de passagem do ar. Temos sempre que perguntar se a criança dorme bem, se ela ronca e se respira pelo nariz. Crianças que dormem de barriga para cima ficam com a ponta da língua baixa e não no céu da boca e podem ficar com a via aérea muito reduzida, até mesmo fechada em direção à garganta, a adenóide, as amígdalas e os maxilares.

Importante também a avaliação da úvula, amígdalas e adenóides, além de desvio de septo. Não é normal a criança roncar, falar à noite, ter refluxo gastroesofágico, ranger os dentes (bruxismo), transpiração da cabeça e do tórax (excessiva), enurese noturna (fazer xixi na cama até 7 ou 8 anos) e movimento das pernas inquietas durante o sono, ou agitar as pernas e mãos durante o dia. Também podem apresentar problemas como a rinite alérgica crônica e amigdalites que atrapalham muito a respiração.

Como a criança não consegue respirar de forma eficiente, ela tem um sono agitado e essa reação que ela apresenta é o corpo se movimentando devido a dificuldade da respiração. A criança pode ainda ter pesadelos e acordar gritando. A identificação desses distúrbios do sono pode ser percebida logo ao nascer pelos pais, melhor verificada pelos pediatras. Os pais muitas vezes percebem as agitações do sono, mas não as relacionam com fatores que podem aumentar a hiperatividade, prejudicar a atenção e o aprendizado nas crianças com TDAH.

Também devem ser investigados os fatores como congestionamento nasal, apinhamento dental, palato ogival, lábios entreabertos, inflamação clínica das tonsilas palatinas, úvula (campainha) alongada e mau hálito.O TDAH, para ser adequadamente tratado necessita, como vemos, de uma avaliação clínica detalhada por profissional capacitado neste tipo de atendimento.


https://www.minhavida.com.br/familia/materias/5233-disturbio-respiratorio-e-comum-no-tdah

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

TDAH tem relação com a Depressão?


O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é caracterizado, como o próprio nome indica, pela hiperatividade, desorganização, agitação, falta de atenção, impulsividade, entre outros. De acordo com estimativas, ele atinge de 3% a 6% das crianças em todo o mundo.

Importante lembrar que o TDAH não tem cura, mas existem tratamentos que procuram amenizar de forma considerável os efeitos do distúrbio. Por falar nisso, vocês sabem qual a relação do TDAH e da depressão?

 O que os estudos dizem a respeito?
Segundo levantamentos realizados, o número de pessoas com TDAH que também são diagnosticadas com depressão chega a 30% dos casos. Para se ter uma ideia da incidência dessa doença em crianças com TDAH, pesquisas revelam que os pequenos que convivem com o transtorno apresentam o risco de desenvolver a depressão três vezes mais do que aqueles vivendo sem esse mal.

Os estudos também afirmam que uma criança com TDAH e depressão pode manifestar mais comorbidades (doenças relacionadas) em comparação àquelas que são diagnosticadas somente com o TDAH. Os baixinhos com TDAH e depressão tendem a manifestar transtorno de ansiedade, fobia social, comprometimento social e escolar com mais frequência.

TDAH e depressão: duas maneiras de afetar um paciente
É preciso ressaltar que a depressão pode se manifestar de duas formas distintas na vida de uma pessoa. A primeira funciona da seguinte forma: a depressão se desenvolve como consequência dos impactos que o TDAH tem causado no dia a dia da criança ou jovem.

No entanto, existe a possibilidade de a depressão ter surgido paralelamente ao TDAH. Nesse caso, o quadro depressivo não vem como um fato consequente do transtorno em si.

Um detalhe que chama a atenção de especialistas é que se a criança desenvolver a depressão em decorrência do TDAH, a mudança no comportamento atua como um sinal de alerta. Isso facilita o diagnóstico da comorbidade. Porém, quando o pequeno convive com o distúrbio e a depressão simultaneamente, de forma paralela como mencionado, o que seria uma distinção pode ser confundido como um traço da personalidade, dificultando na hora de diagnosticar a doença.


https://neurosaber.com.br/tdah-tem-relacao-com-a-depressao/


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