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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Relato *Fato real*

Minha Vida
Ele era uma criança levada, que não parava no lugar e não se concentrava em nada. Diziam que ele era hiperativo, mas pera aí? Como podia ser hiperativo uma criança que ao jogar videogame ou assistir um jogo do Flamengo na televisão ficava horas e horas parada sem ao menos piscar os olhos?
"Mal educado!!!!" " Sem limites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!" eram frases que ele comumente ouvia.
Ele sofria com isso, porém, sempre se considerou como os outros, pois tinha uma vida parecida com a dos seus amigos, mesmos hábitos, costumes, cultura, mas sempre fazendo as coisas muitas vezes sem pensar. Mesmo assim, ele não era somente defeitos, assim como perdia amigos facilmente, os recuperava com seu carisma e sua inteligência.
Inteligência que incomodava a muitos, pois não o viam estudar muito, se empenhar e mesmo assim colher como frutos, bons resultados... "Mas pera aí, ele nunca pode ser um bom aluno!" "Ele só pode estar colando".
Eis então que ele cresceu, a criança hiperativa mal educada virou um jovem. Ele, agora mais velho, continuava tendo muitos amigos, saía, se divertia e jogava muito bem futebol, algo em que definitivamente se concentrava e parecia até uma pessoa "normal"; ele era o capitão de seu time da escola, exercia toda sua liderança em quadra e se orgulhava muito disso.
Na sala de aula, parecia que sua liderança se tornava algo negativo, o fazia não ter forças para estudar, para prestar atenção, atrapalhava a turma, desconcentrava os professores e criava muitas inimizades. Inimizades essas que não acreditavam como ele podia obter bons resultados. E as vitimas de sua tenebrosa atitude sem limites? Ele não pode corresponder às expectativas.
Ele era o capitão do time, ele era querido.....
Ele era um menino problema; em sala de aula, ele era odiado.
Como sua vida não era feita só de futebol, ele foi campeão no campo, e foi derrotado fora dele; foi perseguido como um bandido sem direito a legítima defesa, afinal foi pego várias vezes em flagrante, com sua maligna hiperatividade e sua temível impulsividade.
Orgulhosamente, foi lhe dado o veredicto final, como um juiz que dá uma sentença a um réu, sua reprovação em matemática foi ovacionada pelos guardiões da boa conduta e da paz escolar, e sua conseqüente saída da escola como um início de um novo ciclo de alegria, sem ele, aquele menino, que jogava bem futebol, mas somente isso.
Ele chorou, perdeu seus amigos, sua escola, mas mais do que tudo isso, perdeu sua auto-confiança.
Ele já estava se tornando um adulto, e por meios do destino sua mãe conheceu um médico que tratava de um tal “déficit de atenção”. Seria tão somente o 445º tipo de tratamento para curar aquele garoto-problema, algo que até o mesmo já estava praticamente convencido que era.
Mandaram-lhe tomar Ritalina, um remédio ruim, que tira fome, e que lhe daria mais atenção e blá blá blá !!! Algo que ele já estava cansado de ouvir. Ele tomou a medicação sem crença nenhuma naquilo.
E o tempo foi passando, ele vivendo sua vida, em uma nova escola, procurando seu lugar no time de futebol do colégio...
Em 4 anos ele se tornou capitão do time. E mais, foi campeão vencendo a sua ex-escola; se formou como um dos melhores alunos da turma, passou para a faculdade que queria, tirando nota 10 na prova de matemática, a matéria que o fez passar um dos seus piores momentos ao ser reprovado.
Hoje ele está na faculdade. Ele ainda tem muito o que viver, com seu jeito hiperativo, desatento, mas agora controlado, sem deixar de ser ele mesmo. Ele vai vivendo, com o intuito de um dia poder mostrar que não era um bandido, um mal educado, nem um “sem limites”; era apenas uma pessoa diferente e, como todas outras pessoas diferentes, pode e deu certo na vida.
Hoje ele é feliz, tem uma namorada, estuda o que gosta, tem muitos amigos, sua família se orgulha dele e, acima de tudo, ele próprio sabe o que tem e vive feliz com a sua realidade.
Ele deseja que o que ele sofreu, outras pessoas não sofram um dia.
Ele?
Sou eu...
BetoContato através de betok@tdah.org.br

Depoimento de uma mãe.

A idéia de divulgar o TDAH surgiu quando eu descobri que meu filho de 9 anos, já no terceiro ano primário, através de uma Neuropediatra, que ao ouvir meu relato, e analisá-lo com um diálogo de uns 30 minutos, chegou facilmente ao diagnóstico, o que eu com estes três anos de convivência, que aliás sentia o problema, mas não sabia o que era. Quando bebê ele demorava muito para dormir. Ele sempre foi muito desorganizado, Desde o pré I, eu constatei que ele estava com dificuldades, mas como já tive na família irmãos que não conseguiram estudar também, eu pensava que ele não tinha mesmo cabeça para estudos, como costumavam dizer das pessoas que não conseguiam aprender. Comecei a investigar na internet, problemas com aprendizado e dificuldade de leitura e escrita, que é o que ele mais tem; a princípio apareceu a dislexia, que me parecia ser, mas com uma tomografia foi eliminada a suspeita. Passou por psicólogo, dois Neurologistas e nada. Na escola sempre fui chamada para ouvir reclamações que ele não fazia tarefas, era preguiçoso, não tinha vontade de aprender. E disto eu já estava cansada de saber, muitas vezes perdia a paciência, rezava muita para que Deus desse paciência para lidar com meu filho. Prometi a ele que o iria ajudar e encontrar o porquê da dificuldade que ele tem em aprender, ao invés de ficar só o criticando, cobrando, e dizendo palavras ríspidas. Eles sentem o problema, e sofrem com isso, pois quando o estava indagando sobre o aprendizado, fiquei bastante sensibilizada quando ele me relatou: “mãe eu nunca vou aprender como as outras crianças”, Nossa! Isso foi um choque para mim, pois comecei a notar que meu filho já estava ficando com a auto-estima lá embaixo.
Só o que me deixa muito triste, é saber que as professoras das escolas estão mal informadas à respeito de um fator que é de suma importância na área delas, e tanto a escola particular como as públicas, e estas últimas ainda caminham mais à passos lentos, e não tem a menor condição de lidar com este tipo de problema, pelo menos a curto prazo, a menos que seja feita uma revolução no ensino. Quando ele estava ainda no pré III, uma professora bastante despreparada e desqualificada, ligava no meio da aula, perto dos coleguinhas, para dizer ao pai dele que ele não estava fazendo a tarefa, ele me falou disso com muita mágoa, é o tipo que deveria procurar outra profissão, pois nem deveria ser chamada de professora, e sim de “coisa”.
E agora estou tomando medidas para ajudar meu filho, estou matriculando em uma escola particular, com menos aluno, já investiguei a escola se sabem deste problema e se têm condições de lidar com meu filho, e a professora é também psicopedagoga. Também já encomendei o livro “No Mundo da Lua”, do Dr. Paulo Mattos, que está a frente deste problema aqui no Brasil, e que Deus abençoe este trabalho dele, aliás, abençoe também esta minha amiga que abriu este blog, para que possamos aqui colocar nossas experiências e esperanças no tratamento do TDAH. Espero que mais pessoas possam estar aqui dando seu apoio, trocando experiências, no sentido de ajudar nossos filhos avançarem e superarem este problema.

Celia Telli.Convivi com este dilema e está na luta.enganjada a procura de apoio de pais e psicopedagogos em busca de solução para seu filho e de outras crianças.
(Mary Cely)30/11/2009.
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