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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Introdução ser Igual ou diferente... TDAH


A procura por tratamento psiquiátrico para os mais variados tipos de desordens emocionais tem aumentado significativamente nos últimos anos.

Depressão, ansiedade, desatenção, esquecimentos, desmotivação, irritabilidade e problemas de relacionamento, são queixas freqüentes e às vezes podem ser de difícil manejo por parte do especialista, constituindo-se em um desafio na prática médica diária.

É essencial que uma anamnese detalhada, investigando a vida do paciente desde a sua concepção, faça parte da rotina do médico no seu dia-a-dia. O diagnóstico correto é de suma importância, pois desordens emocionais de início precoce têm sido cada vez mais comuns nos consultórios.

O advento das neurociências e o avanço das pesquisas em várias áreas têm possibilitado o entendimento do mecanismo fisiopatológico de muitos transtornos até então não muito bem compreendidos, como é o caso do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Vários pacientes relatam que “sempre foram crianças diferentes das outras” e que “sempre tiveram muitos problemas na escola”, tendo sido alvos de apelidos, preconceito, rejeição e às vezes de duras críticas, tanto no contexto familiar quanto na escola (às vezes até por alguns professores) ou no trabalho.

Em casos como esses, a vida pode evoluir de modo disfuncional e desadaptativo, muito aquém do esperado e com provável aparecimento de múltiplas “seqüelas emocionais”, que podem variar desde o sentimento de desmoralização e auto-estima baixa até a presença de outros transtornos mentais.

O que há alguns anos, poderia parecer rebeldia, preguiça ou falta de interesse, foi identificado há quase um século como um transtorno provocado por uma anomalia no desenvolvimento de algumas áreas cerebrais.

O profissional precisa estar atento, pois é possível que alguns desses pacientes sejam portador do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). É muito comum que jovens e adultos apresentarem sintomas da doença. O que ocorre é que eles têm o TDAH desde a infância e nunca foram diagnosticados, e após alguns anos de TDAH não diagnosticado e sem tratamento, a evolução costuma ser desfavorável, com deficiências em múltiplas áreas, apesar de serem pessoas inteligentes e criativas e de muitas já terem se submetido a vários tipos de tratamento.

O TDAH é um transtorno neurobiológico, heterogêneo e do desenvolvimento, portanto, de início precoce. Quase nunca aparece sozinho, sendo muito comum à presença de uma ou mais doenças (comorbidades), que tornam o quadro mais complexo e de difícil diagnóstico e tratamento.

O TDAH, ao contrário do que se pensava, é uma condição clínica que pode persistir até a fase adulta em cerca de 60 a 70 % das vezes, perpassando todas as fases de desenvolvimento e apresentando diferentes desafios durante cada fase.

Também, ao contrário do que se imaginava, o TDAH não é uma doença “inocente” e benigna. Em virtude do significativo impacto causado por ela na sociedade, em que se pese, entre outros, o sentimento de fracasso precoce relatado por grande parte dos pacientes e o alto custo da doença, o TDAH é uma condição séria que exige intervenção imediata e multimodal, com equipe de profissionais qualificada para o diagnóstico, tratamento e manejo dos sintomas.

Pais, professores e profissionais de saúde precisam conhecer o desenvolvimento normal de uma criança para estarem capacitados a identificar precocemente os sintomas do TDAH, que muitas vezes pode se apresentar de modo sutil e de difícil diagnóstico.

Estudos estatísticos mostram que crianças com TDAH quando comparadas a crianças normais da mesma idade e condição sócio-econômica, apresentam maior risco de sofrerem rejeição e preconceito, de manifestarem mais sintomas emocionais além de desenvolverem mais transtornos psiquiátricos ao longo da vida, incluindo, entre vários outros, comportamento anti-social, abuso de álcool e drogas e transtornos do humor e ansiedade.

Lamentavelmente, o TDAH é uma doença ainda pouco conhecida, subdiagnosticada e subtratada em todo o mundo, sendo urgente a criação de um programa informativo para a população e dentro das escolas, procurando esclarecer equívocos, desfazer mitos, fazendo com que o transtorno seja mais bem conhecido e seus portadores, mais encaminhados para tratamento.



EVOLUÇÃO

Com o progresso tecnológico a todo vapor, observamos cada vez mais que os nossos clientes têm se mostrado mais ativos em relação a seus tratamentos. Há algumas décadas, o paciente colocava a própria saúde nas mãos do médico, em quem confiava cegamente, sem nada questionar.

Contrariamente, nos dias de hoje, não raramente atendemos pessoas que já vêm inclusive com o diagnóstico pronto. Outros, querem entender tudo o que têm, o que pode ser feito, os riscos que correm, com uma postura interativa e participante, que na maioria das vezes contribui para uma melhor relação médico paciente.

É claro que sabemos que muitas crianças são bastante atentas e preocupadas com tudo o que lhe diz respeito. E que quando o especialista deixa um “espaço” para que ela se “coloque”, quase sempre teremos uma criança colaboradora e agente ativa do seu tratamento. Nesses casos, vemos que tal postura aumenta a auto-estima e a autoconfiança da criança, sendo um ponto favorável à evolução do tratamento, apesar de, infelizmente, termos situações que impossibilitam muitas crianças de participarem mais e de compreenderem melhor aquilo que lhes causa sofrimento, como baixa condição financeira, estruturas familiares caóticas e outras.


http://www.evelynvinocur.com.br/

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