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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Terapia&Tdah




(TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL)
X
TDAH (TRASNTORNO DE DÉFICIT DE ATUAÇÃO E HIPERATIVIDADE)


Vários autores que estudam os processos psicopatológicos, a neurobiologia e a neuropsicologia da TDAH, sugerem que uma disfunção no córtex pré-frontal e em suas conexões com a rede subcortical e com o córtex, parietal possa ser a responsável pelo quadro clinico deste transtorno.
Essas alterações seriam responsáveis por um déficit do comportamento inibitório e das funções chamadas executivas, incluindo memória de trabalho planejamento, auto-regulação da motivação e do limiar para ação dirigida a objetivo definido e internalização da fala.
O déficit do comportamento inibitório e das funções cognitivas, traduzir-se-ia nas características básicas do transtorno, ou seja, falta de controle, falta de motivação intrínsica para completar tarefas, falta de um comportamento governado por regras e uma resposta errática sobre condições típicas na escola e em casa que estão associadas a recompensas inconsistentes e demoradas.
Tem-se reconhecido que apsicopatologia na infância e adolescência do ponto de vista do referencial cognitivo-comportamental, abrange dois grandes grupos de patologias: A patologia em que os aspectos principais são os relacionados a distorção cognitivas – depressão e ansiedade, nas quais as distorções do pensamento com a generalização e catastrofização são bastante comuns e as patologias associadas a deficiência cognitivas – TDAH – encontram-se estratégias deficientes de solução de problemas, associados a uma ação imediata cognitiva geral. Isso leva normalmente a uma ação imediata, anterior a qualquer pensamento (o agir antes de pensar, característico de pacientes com o transtorno).
Assim é muito mais difícil remediar estratégias cognitivas de longa data alterada, de que distorções do pensamento muitas vezes agudamente estabelecida.
Mais ainda, como estes déficits cognitivos têm sua origem em processos neurobiológicos que ocorrem em período pré-verbais, estratégias cognitivo-comportamentais que se baseiam eminentemente em mediação verbal tendem a ter menos chance de êxito.
O TDAH representa um dos maiores desafios para as diferentes modalidades psicoterapicas, uma vez que por ter base predominantemente “orgânica”, parece pouco permeável as intervenções psicológicas. Estas atuam de modo insuficiente ou não atuam nos sintomas primários do TDAH.
Embora haja uma farta literatura sobre a TCC (Terapia Cognitiva-Comportamental) em paises desenvolvidos, muita pouco tem-se escrito sobre ao tema devido a vários fatores, entre eles:

* Pouca atenção dada à detecção e ao tratamento de problemas de saúde mental em crianças no Brasil.
* A terapêutica psicoterápica desses problemas na infância e na adolescência em nosso meio ser dominada por um único referencial teórico, ou seja, o referencial psicodinâmico.
* Embora a psicoterapia psicanalítica tenham espaço claro no tratamento de crianças e adolescentes, seria hoje um reducionismo aceitar que toda a complexidade envolvida nos transtornos mentais da infância e adolescente pudesse ser abarcada por um único método.

O tratamento sempre será ciência e arte clinica. Segundo diretrizes básicas, modificações e flexibilizações serão necessárias de acordo com cada criança / adolescente e sua família e de acordo com diferentes contextos nos quais a técnicas for empregada.
Da mesma forma, este não é o único modelo psicoterápico possível, nem necessariamente o mais correto.
Hoje a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) é o tratamento especificamente recomendado para crianças em idade treinando os pais e os professores a recompensar a criança quando esta demonstra o comportamento desejado e proporcionando conseqüências negativas quando não corresponde dos objetivos comportamentais propostos. Várias técnicas e estratégias de manejamento podem ser utilizadas (treinamento do comportamento dos pais, controle de comportamento na sala de aula, etc) e, as que mostram resultados positivos comprovados, enfatizam estruturar o meio ambiente da criança de modo a propiciar conseqüências consistentes para comportamentos desejados e não, desejados mais do que tentar ensinar às crianças novas habilidades cognitivas e/ou comportamentais. Esse treinamento das habilidades – apesar de intuitivamente tentador ainda não se mostrou claramente eficaz no tratamento dos sintomas básicos do TDAH.
É importante reafirmar que essa recomendação não significa, necessariamente, não haver espaço para o treinamento de habilidades. O ponto a ser lembrado é que a abordagem de treinamento dificilmente diminuirá os sintomas básicos do transtorno.
As diretrizes da AAP (Associação Americana de pediatria) apontam que apesar dos efeitos positivo de uma terapia comportamental bem conduzida terem sido claramente demonstrados, há limitações importantes para esse tratamento. Primeiro, quase todos os estudos que comparam a terapia comportamental com o uso de estimulantes indicam uma melhora muito maior dos sintomas básicos do TDAH quando é usado o medicamento. Segundo, assim como acontece com o uso do medicamento, a terapia comportamental freqüentemente não conduz a criança ao nível de comportamento normal. Finalmente, a terapia comportamental geralmente não proporciona mudanças positivas mais duradouras do que o tempo em que está sendo implementada. Os pais portanto, precisam estar preparados para manter o tratamento durante todo o desenvolvimento da criança. Isto está de acordo com a idéia do TDAH ser uma condição crônica, e não algo que pode ser curado com este ou aquele tratamento.
Os dados recentes do MTA indicam que a combinação de um cuidadoso tratamento medicamentoso com terapia cognitiva comportamental proporciona benefícios significativos em comparação com o tratamento apenas medicamentoso. Na análise do resultado final, crianças que haviam recebido tratamento combinado mostraram melhora maior que crianças tratados apenas com o medicamento. Além disso, as crianças de tratamento combinado tiveram uma redução significativa na dosagem do medicamento durante os 14 meses da pesquisa. Finalmente, pais e professores de crianças que receberam o tratamento combinado, estavam significativamente mais satisfeitos com o tratamento, diferença significativa também em termos de continuidade do tratamento.
Finalmente, a abordagem cognitiva começa com a educação sobre o transtorno (TDAH), para as crianças adolescentes, jovens e adultos portadores do referido transtorno assim como para pais, e professores desta população afetada e tem como objetivo ajudar o paciente, a família e os professores a compreenderem melhor os sintomas e prejuízos do transtorno como decorrente de uma doença, desfazendo rótulos prévios que geralmente acompanham esta criança. Ex.: (preguiçoso, vagabundo, burro, incompetente, etc). neste sentido, as intervenções psicoeducativas também são importantes para melhorar a auto-estima dos pacientes, freqüentemente abalada após anos de impacto do transtorno. Da mesma forma, elas ajudam os pais a aprenderem estratégias para melhor lidar com as dificuldades de seus filhos.

* o comportamento das crianças reflete suas necessidades
* afirme e reconheça os sentimentos dele e sua confiança na habilidade dele de fazer boas escolhas
* use “o que” mais do que “por que” ao fazer perguntas
* use “quando.... então” ao invés de “se você não... você não”
* dê espaço físico
* aumente as interações construtivas.


Fonte do Texto da Pesquisa e Imagem
http://bullyingecrime.blogspot.com/

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