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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Minha Vida Depoimento Tdah


TDAH - UM DEPOIMENTO

Minha Vida


Ele era uma criança levada, que não parava no lugar e não se concentrava em nada. Diziam que ele era hiperativo, mas pera aí? Como podia ser hiperativo uma criança que ao jogar videogame ou assistir um jogo do Flamengo na televisão ficava horas e horas parada sem ao menos piscar os olhos?

"Mal educado!!!!" " Sem limites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!" eram frases que ele comumente ouvia.

Ele sofria com isso, porém, sempre se considerou como os outros, pois tinha uma vida parecida com a dos seus amigos, mesmos hábitos, costumes, cultura, mas sempre fazendo as coisas muitas vezes sem pensar. Mesmo assim, ele não era somente defeitos, assim como perdia amigos facilmente, os recuperava com seu carisma e sua inteligência.

Inteligência que incomodava a muitos, pois não o viam estudar muito, se empenhar e mesmo assim colher como frutos, bons resultados... "Mas pera aí, ele nunca pode ser um bom aluno!" "Ele só pode estar colando".

Eis então que ele cresceu, a criança hiperativa mal educada virou um jovem. Ele, agora mais velho, continuava tendo muitos amigos, saía, se divertia e jogava muito bem futebol, algo em que definitivamente se concentrava e parecia até uma pessoa "normal"; ele era o capitão de seu time da escola, exercia toda sua liderança em quadra e se orgulhava muito disso.

Na sala de aula, parecia que sua liderança se tornava algo negativo, o fazia não ter forças para estudar, para prestar atenção, atrapalhava a turma, desconcentrava os professores e criava muitas inimizades. Inimizades essas que não acreditavam como ele podia obter bons resultados. E as vitimas de sua tenebrosa atitude sem limites? Ele não pode corresponder às expectativas.

Ele era o capitão do time, ele era querido.....

Ele era um menino problema; em sala de aula, ele era odiado.


Como sua vida não era feita só de futebol, ele foi campeão no campo, e foi derrotado fora dele; foi perseguido como um bandido sem direito a legítima defesa, afinal foi pego várias vezes em flagrante, com sua maligna hiperatividade e sua temível impulsividade.

Orgulhosamente, foi lhe dado o veredicto final, como um juiz que dá uma sentença a um réu, sua reprovação em matemática foi ovacionada pelos guardiões da boa conduta e da paz escolar, e sua conseqüente saída da escola como um início de um novo ciclo de alegria, sem ele, aquele menino, que jogava bem futebol, mas somente isso.

Ele chorou, perdeu seus amigos, sua escola, mas mais do que tudo isso, perdeu sua auto-confiança.

Ele já estava se tornando um adulto, e por meios do destino sua mãe conheceu um médico que tratava de um tal “déficit de atenção”. Seria tão somente o 445º tipo de tratamento para curar aquele garoto-problema, algo que até o mesmo já estava praticamente convencido que era.

Mandaram-lhe tomar Ritalina, um remédio ruim, que tira fome, e que lhe daria mais atenção e blá blá blá !!! Algo que ele já estava cansado de ouvir. Ele tomou a medicação sem crença nenhuma naquilo.

E o tempo foi passando, ele vivendo sua vida, em uma nova escola, procurando seu lugar no time de futebol do colégio...

Em 4 anos ele se tornou capitão do time. E mais, foi campeão vencendo a sua ex-escola; se formou como um dos melhores alunos da turma, passou para a faculdade que queria, tirando nota 10 na prova de matemática, a matéria que o fez passar um dos seus piores momentos ao ser reprovado.


Hoje ele está na faculdade. Ele ainda tem muito o que viver, com seu jeito hiperativo, desatento, mas agora controlado, sem deixar de ser ele mesmo. Ele vai vivendo, com o intuito de um dia poder mostrar que não era um bandido, um mal educado, nem um “sem limites”; era apenas uma pessoa diferente e, como todas outras pessoas diferentes, pode e deu certo na vida.

Hoje ele é feliz, tem uma namorada, estuda o que gosta, tem muitos amigos, sua família se orgulha dele e, acima de tudo, ele próprio sabe o que tem e vive feliz com a sua realidade.

Ele deseja que o que ele sofreu, outras pessoas não sofram um dia.

Ele?

Sou eu...

Beto


Obs: Solicitamos em caso de reprodução do texto, citar o nome do autor e a fonte (copyright).





Fonte do Texto
Imagem do google
http://www.tdah.org.br

TDAH Cientificamente Falando


TDAH - UM DEPOIMENTO


No último Congresso Internacional da ABDA, apresentei durante uma palestra um texto escrito por meu filho para a cadeira de filosofia do curso de economia da PUC-RJ. O texto, cuja avaliação implicava em nota, foi solicitado a cada aluno pelo professor da cadeira, com o objetivo de conhecer um pouco da trajetória pessoal da turma. Ele, meu filho, recebeu grau dez, fazendo com que todos nós chegássemos às lágrimas, inclusive o próprio professor que acabara de conhecê-lo.

A partir das inúmeras solicitações de cópias que tenho recebido do Brasil inteiro, decidi postar o texto aqui no site. No entanto, na condição de mãe, preciso fazer alguns comentários ligados ao texto que vocês lerão em seguida.

Em primeiro lugar, quero enfatizar que apesar de todas as dificuldades que enfrentamos naquela época, em função da falta de informação sobre TDAH por parte de algumas escolas, médicos, profissionais... talvez o pior obstáculo com o qual nos deparamos tenha sido a arrogância, a prepotência e a insensibilidade daqueles que se diziam educadores, mas que optaram por EXCLUIR covardemente o que desconheciam, O TDAH representado naquele momento pelo meu filho, para não terem que experimentar o desafio e a impotência de encarar as suas próprias limitações ou a ignorância que não ousa se superar pela busca do conhecimento.

Aos “terapeutas” que tanto insistiram na tese de que TDAH não existe, que era uma doença inventada pela Indústria Farmacêutica, que a medicação era absolutamente perigosa e desnecessária, que se tratava de “falta de limites”, culpa minha, complexo de Édipo, blá, blá, blá.... Se por um lado lamento o tempo perdido, por outro, agradeço-os por terem me dado à oportunidade de olhar nos seus olhos e perceber o quanto estavam equivocados, aprisionados no estreito universo daqueles que só admitem uma corrente de saber - a própria.

A escola, em especial aquela que sumariamente reprovou o meu filho por não conseguir “ficar atento e ser muito agitado”, ao coordenador que disse que “o conselho de classe era soberano para punir alunos que não se esforçam”... a todos que um dia tentaram atrapalhar o seu caminho, plagiando o poeta Mario Quintana, digo:

Eles passaram, ficaram no passado.
Meu filho é que era passarinho, voa com sucesso rumo ao futuro.

Finalmente, meu afeto e eterna gratidão ao Prof. Paulo Mattos, grande amigo, por ter mostrado ao meu filho um caminho que ele já acreditava não existir e, ao Colégio A. Liessin pela forma acolhedora com que o recebeu, o que fez toda diferença para que ele pudesse provar que o sucesso era possível.

Iane Kestelman
Presidente da ABDA
Fonte do Texto na íntegra
http://www.tdah.org.br/



Obs: Solicitamos em caso de reprodução do texto, citar o nome do autor e a fonte (copyright).

Divulgando Informações sobre TDAH


A Novartis, em parceria com a ABDA (Associação Brasileira de Déficit de Atenção), criou o Atenção Professor , um programa de
atualização em TDAH* voltado aos professores. A ideia é ajudar educadores
a conhecer e a lidar melhor com o assunto. Funciona assim: através do Concurso Atenção Professor as escolas devem inscrever projetos de inclusão de alunos com TDAH ou projetos de inclusão de alunos com dificuldade de aprendizagem, mas que também possam ser aplicados para a esfera de TDAH.

Dessa forma, sua escola pode desenvolver iniciativas que fazem a diferença, trocar experiências e colaborar com a qualidade de vida de quem mais precisa da nossa atenção. Afinal, apontar o problema é fácil. Difícil é mostrar respostas. Inscreva o seu projeto e mostre as suas.

*Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

http://www.atencaoprofessor.com.br/
Fonte do texto

domingo, 13 de junho de 2010

TDAH VIDEO MUITO BOM




Caminhos a seguir uma opção!

TESTE PARA TDAH




Teste para déficit de atenção aplicado na Califórnia
Estou diante de um console de plástico cinza que lembra uma cabine de piloto de avião. Toda vez que me mexo, um pequeno refletor em uma tiara improvisada na minha testa alerta um dispositivo de monitoramento infravermelho que aponta para mim de cima de um monitor de computador. Vendo a tela, eu devo clicar em um mouse toda vez que vejo uma estrela com cinco ou oito pontas, mas não estrelas com apenas quatro pontas. É uma tarefa realmente simples e tenho diploma de graduação. Então por que sempre erro?

Na metade da sessão, com duração de 20 minutos, me vejo clicando em várias estrelas de quatro pontas, enquanto suspiro, xingo e bato o pé a cada novo erro, enviando informações ainda mais desfavoráveis ao aparelho através de faixas de monitoramento ligadas às minhas pernas.

Dr. Martin H. Teicher, psiquiatra de Harvad e inventor do teste, tem uma explicação para minha situação difícil.
“Temos algumas evidências objetivas de falha na atenção”, ele disse – em outras palavras, um caso “muito sutil” de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, ou TDAH (de fato, já tinha recebido esse diagnóstico três anos antes). Eu não apenas cliquei demais onde não deveria, ou não cliquei onde deveria, mas pequenas mudanças no movimento da minha cabeça, monitorado pelo detector de movimento do aparelho, sugeriam que eu tendia a mudar estados de atenção, de focada na tarefa a distraída, passando por impulsiva.

A invenção de Teicher, o Sistema Quociente TDAH, é apenas um dos vários esforços contínuos para encontrar um indicador biológico – evidências biológicas nítidas – para este transtorno tão elusivo.

A maioria dos pesquisadores considera o TDAH um déficit genuinamente neurológico que, se não for tratado, pode arruinar não apenas os boletins escolares, mas também vidas. No entanto, a busca por evidências objetivas ganhou uma nova urgência nos últimos anos.

Superdiagnóstico
Muitos críticos dizem que o transtorno está sendo descontroladamente superdiagnosticado por médicos que empurram medicamentos controlados em associação com a indústria farmacêutica, estimulados por uma cultura de pais extremamente ansiosos e educadores complacentes.

Esses críticos afirmam que o tratamento padrão – medicamentos estimulantes como a ritalina – trazem um alto risco de efeitos colaterais e abuso em crianças cujos problemas de atenção podem não ter causa biológica.

Mesmo assim, apesar dos perigos do diagnóstico falho, a forma mais comum de detectar o distúrbio não tem relação direta com a biologia. Em vez disso, os pacientes – junto com seus pais e professores, no caso das crianças – são solicitados a responder um questionário sobre sintomas dos quais a maioria dos mortais acaba sofrendo cedo ou tarde. Você (ou seu filho) muitas vezes comete erros bobos? Você muitas vezes não ouve quando falam com você diretamente? Você muitas vezes não acompanha instruções que lhe são dadas?

Este método, similar à forma como os médicos diagnosticam doenças mentais, é tão subjetivo que as respostas, e os diagnósticos, podem depender do quanto um paciente, um pai ou professor está se sentindo angustiado em determinado dia. Além disso, pais e professores, e até pai e mãe, podem discordar, obrigando o médico a escolher em quem acreditar.

Teste
Tudo isso explica por que um teste objetivo se tornou o “Santo Graal” para muitos pesquisadores, disse Stephen Hinshaw, diretor do departamento de psicologia da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Mesmo assim, ele e outros especialistas não estão convencidos de que algum teste desenvolvido até agora tenha se mostrado melhor do que o método predominante do questionário.

Muitos psicólogos que oferecem testes abrangentes em crianças com problemas de aprendizagem não diagnosticados incluem algumas variações do Teste de Desempenho Contínuo, uma avaliação por computador que mede o nível de distração; é similar à invenção de Teicher, mas sem o detecto de movimentos.

Enquanto isso, no sul da Califórnia, o Dr. Daniel G. Amen construiu um império comercial com sua declaração de que consegue detectar o TDAH com um scanner de cérebro usando uma tecnologia chamada Spect, para tomografia computadorizada de única emissão de fóton – uma alegação ainda não confirmada em relatórios revisados por pares e testes clínicos.

Em contraste, Teicher relatou testes da eficácia de seu teste no “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”. A FDA (Food and Drug Administration) aprovou as vendas do dispositivo em 2002, e várias seguradoras, incluindo Aetna e Blue Cross, agora cobrem o teste, de acordo com Carrie Mulherin, vice-presidente da BioBehavioral Diagnostics, empresa de Westford, Massachusetts, que fabrica o sistema de Teicher (e paga royalties ao pesquisador; o preço de tabela é US$ 19.500).

Até hoje, mais de 70 clínicos em 21 estados compraram ou fizeram leasing de um sistema Quociente, disse Mulherin.

Dr. M. Randall Bloch, psiquiatra de Walnut Creek que demonstrava o programa para mim, faz leasing do aparelho desde setembro, enquanto considera comprá-lo. “Acho o dispositivo ótimo”, ele disse. “Seria muito bom ter mais objetividade”.

Além do pagamento do leasing, Bloch paga à BioBehavioral Diagnostics US$ 55 para cada paciente que realiza o teste, enquanto cobra das empresas seguradoras até US$ 200. Embora afirme que não diagnostica o transtorno apenas com base na pontuação do teste, ele encontrou no sistema uma forma útil de definir o diagnóstico com pacientes ou pais de pacientes relutantes em recorrer à medicação.

O sistema Quociente também ajudou Bloch a desmotivar pacientes que alegaram ter problemas de atenção, mas que, ele suspeita, estavam simplesmente interessados em tomar estimulantes por diversão, ou na esperança de se tornarem mais produtivos.

“Dá para saber quando eles tentam brincar com o teste”, ele me disse, apontando para um gráfico colorido na minha própria avaliação indicando estados de atenção. O verde quer dizer atento, o amarelo é impulsivo, vermelho é distraído e azul é “desligado”. Muito azul pode levar à suspeita de que alguém está errando de propósito.

Eu fiz alguns verdes, vermelhos e amarelos, mas não tive nenhum azul no gráfico. “Você trabalhou duro”, disse Bloch, em tom de aprovação. “É como eu lido com isso”, murmurei.

Teicher disse que o sistema Quociente oferecia uma forma eficiente de descobrir a dose e o tipo de medicamento mais apropriado para tratar os problemas de atenção.

“Os estimulantes trabalham muito rápido”, ele explicou. “Então, depois de testarmos uma criança, podemos dar uma dose a ela e esperar 90 minutos. Se ela responder ao medicamento, seu desempenho melhorará muito. Caso contrário, podemos trazer a criança na semana seguinte e tentar uma medicação diferente. Este é um processo que normalmente leva meses ou anos”.

Tarefas tediosas
O segredo do sistema, ele disse, é o que ele suspeita que no final acabe sendo confirmado como um indicador biológico válido para TDAH: um controle instável de movimentos de cabeça e postura, particularmente enquanto se presta atenção em uma tarefa tediosa.

No último outono, os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos concederam a Teicher uma verba de US$ 1 milhão do pacote federal de estímulos para se aprofundar na busca por um teste ou indicador biológico definitivo para o transtorno. Ele planeja focar sua pesquisa em três estratégias de investigação: seu sistema Quociente, exames de ressonância magnética para compara fluxos de sangue em diferentes regiões cerebrais, e o ActiGraph, um monitor de atividade amplamente usado por pesquisadores da área médica.

James M. Swanson, psicólogo do desenvolvimento e pesquisador da atenção na Universidade da Califórnia, em Irvine, elogiou a pesquisa de Teicher, mencionando sua preocupação em relação à necessidade de um teste objetivo para detectar o transtorno. Mas ele questionou se o sistema Quociente produz diagnósticos mais confiáveis do que o questionamento obstinado do médico a pais e professores de crianças, e também se esta é uma forma apropriada de descobrir a dose certa de medicação.

“Essencialmente, é uma tarefa tola e maçante”, ele disse, referindo-se ao sistema Quociente. “Você quer medicar seu filho para que ele preste atenção a tarefas chatas e maçantes?”

Enquanto saía do escritório de Bloch com minha avaliação impressa, refleti sobre algumas questões. Quanto dessa suposta dificuldade de atenção está enraizada no meu cérebro, e quanto se origina de uma cultura que diariamente me treina para mudar bruscamente meu foco do e-mail para ligações no celular? Preciso de ritalina ou de um retiro de meditação – ou simplesmente um trabalho mais interessante, ou talvez crianças mais tranquilas?

*Katherine Ellison, jornalista da Califórnia, é autora de “Buzz: A Year of Paying Attention,” a ser publicado em outubro nos Estados Unidos.


Fonte original do texto
Pesquisadores buscam uma forma objetiva de diagnosticar transtorno de atenção
Por Katherine Ellison*, de Walnut Creek, Califórnia
The New York Times


Tradutor:
Gabriela d'Ávila

Texto da pesquisa me enviado por email pela parceira blogueira citada abaixo
Luciani Cordeiro
http://lucianicordeiro.blogspot.com/
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