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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

TDAH ou TAB.


TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) ou TAB (Transtorno Afetivo Bipolar)
Às vezes fica tudo tão parecido...
Eu vou tentar reproduzir um trecho de uma de nossas consultas: A minha mãe morreu de doença bipolar. Eu sempre fui conhecido como polvolino ou polvilho, sabe por quê? Por causa daquele biscoito..., sabe aquele biscoito Globo, que a gente come na praia, que neguinho vende nas ruas quando o trânsito está parado ou engarrafado? Ele esfarela todo! E eu era assim, por onde eu passava, eu deixava um monte de marcas, um monte de farelos, por onde eu ia, todo mundo sabia... eu era estabanado desde pequeno, tinha um troço dentro de mim que não parava quieto, eu andava pela casa e toda hora eu derrubava uns bibelôs da mamãe e ela ficava transtornada! Não parecia a minha doce e triste mãe, que vivia jogada naquela maldita cama pelo menos uns 300 dias do ano... ainda bem que eu era rápido, quando eu derrubava os enfeites da mamãe eu saía correndo, ia pra casa da vizinha, tia Lany, e me escondia no banheiro da empregada!

Do banheiro da tia Lany eu ouvia os grunhidos da mamãe, os berros dela, e logo depois os barulhos das coisas que ela mesma quebrava dentro de casa, por causa da raiva que entrava dentro dela... os anos foram passando e chegou o dia que meu pai largou a casa.

Pegou uma sacola e uma mala e botou tudo o que ele conseguiu. Beijou a minha testa, mandou eu tomar conta da minha mãe e me pediu desculpas, disse que não dá mais pra aturar a doida da sua mãe, ela está insana, palavras dele. Sequei as lágrimas que escorriam pelo meu rosto, estavam quentes, de tanta raiva que eu senti dele.

Corri pra procurar o Aurélio, queria ver direito o que era insana. Fiquei com ódio do meu pai.

Naquele dia eu quebrei tudo dentro de casa, gritei e xinguei até cair no chão, sem forças. Acordei apavorado com sangue no meu braço, da maldita jarra que eu joguei contra a parede e que me cortou.

Minha cabeça parecia um avião. Um avião em pane, claro. Custei a ficar normal. Quando vi o estrago que eu tinha feito em casa, fiquei sem força nas pernas, minha vista escureceu e eu achei que ia desmaiar. Fui me arrastando pelo chão até a porta da sala. Eu tinha que fugir.

Quando a minha mãe visse tudo aquilo ela ia acabar comigo. Quando ela soubesse que meu pai não voltaria mais, ela poderia me matar com aquele cinto desgraçado. Ela ia me matar. Naquele dia eu não fui pra tia Lany. Tinha que ir pra mais longe. Passei aquela noite sentado no banco da rodoviária, até o dia amanhecer. Da rodoviária até a minha casa andando a pé levava uma hora mais ou menos, mas eu estava tão agitado, tão apressado, que levei uns vinte minutos até chegar em casa.

Deu um bloqueio em mim quando eu cheguei na esquina de casa. Fiquei uns trinta minutos parado olhando para o meu prédio. Parecia tudo calmo. Calmo?

Ah, essa palavra nunca existiu no meu vocabulário... pra encurtar o meu sofrimento, a minha raiva, o meu medo e a minha culpa, eu acabei sabendo que a minha mãe tinha tentado se matar e que tinha sido levada para um hospital.

Nos seis meses seguintes eu fui obrigado a ir morar com a minha tia. Era outra insana, nervosa, esquisita e muito chata! Só falava gritando, berrava o tempo todo. Quando ela saía pra trabalhar, parecia um paraíso... Meu Deus, quem inventou escova de dente e escola? Eu sempre odiei escola! A escola era o meu martírio, o meu holocausto, o lugar onde eu paguei todos os meus pecados, todas as minhas culpas! A única coisa que prestava era a Estelinha, lábios gordinhos e róseos... hum, era só o que prestava e era a única coisa que fazia as minhas pernas entrarem naquela maldita sala de aula... nossa, como eu sofri!

Gozado, o dia parecia dividido. Um lado ensolarado, colorido. O outro lado, nuvens negras, sombrias, abutres. Minha cabeça parecia um pião desgovernado. Nada encaixava com nada. De repente, um barulho da porta que se abriu e eu me lembro como se fosse hoje, um homem grande, todo de branco, entrou pela porta com a minha mãe pelo braço. Pensei que ia morrer. De medo, sei lá. Mas foi esquisito porque nem eu corri pra abraçá-la e nem ela correu pra me abraçar.

Ficamos dois túmulos. Ela deu um sorriso amarelo pra mim e muito depois estendeu os braços. Parecia que tinha uns dez anos que eu não via a mamãe. Ela estava velha e acabada. Olhava para o nada, tremia de leve, parecia abobalhada. Nunca mais voltei naquele lugar.

Dois anos depois, a tia Lany foi me procurar na casa da minha tia. Não falou nada e só me abraçou e não parava de chorar. Mamãe morreu, tia? Ela morreu, não é?Vi a minha mãe no velório. Quase esmurrei o velho do meu pai, aquele assassino! Ainda teve o despautério de chorar! Quis lavar a honra da minha mãe, quis muito acabar com o velho, mas alguma coisa em mim me segurou.

Dei um beijo na testa da mamãe e saí dali correndo. Estava com falta de ar. E hoje, Dra., eu estou aqui porque eu acho que eu venho tendo umas coisas parecidas com as coisas que a mamãe tinha... .

Evelyn Vinocur é psicoterapeuta cognitivo comportamental. Atua na área de saúde mental de adulto e é especializada em saúde mental da infância e adolescência.

Fonte do Texto e Imagem

http://bullyingecrime.blogspot.com/

Terapia&Tdah




(TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL)
X
TDAH (TRASNTORNO DE DÉFICIT DE ATUAÇÃO E HIPERATIVIDADE)


Vários autores que estudam os processos psicopatológicos, a neurobiologia e a neuropsicologia da TDAH, sugerem que uma disfunção no córtex pré-frontal e em suas conexões com a rede subcortical e com o córtex, parietal possa ser a responsável pelo quadro clinico deste transtorno.
Essas alterações seriam responsáveis por um déficit do comportamento inibitório e das funções chamadas executivas, incluindo memória de trabalho planejamento, auto-regulação da motivação e do limiar para ação dirigida a objetivo definido e internalização da fala.
O déficit do comportamento inibitório e das funções cognitivas, traduzir-se-ia nas características básicas do transtorno, ou seja, falta de controle, falta de motivação intrínsica para completar tarefas, falta de um comportamento governado por regras e uma resposta errática sobre condições típicas na escola e em casa que estão associadas a recompensas inconsistentes e demoradas.
Tem-se reconhecido que apsicopatologia na infância e adolescência do ponto de vista do referencial cognitivo-comportamental, abrange dois grandes grupos de patologias: A patologia em que os aspectos principais são os relacionados a distorção cognitivas – depressão e ansiedade, nas quais as distorções do pensamento com a generalização e catastrofização são bastante comuns e as patologias associadas a deficiência cognitivas – TDAH – encontram-se estratégias deficientes de solução de problemas, associados a uma ação imediata cognitiva geral. Isso leva normalmente a uma ação imediata, anterior a qualquer pensamento (o agir antes de pensar, característico de pacientes com o transtorno).
Assim é muito mais difícil remediar estratégias cognitivas de longa data alterada, de que distorções do pensamento muitas vezes agudamente estabelecida.
Mais ainda, como estes déficits cognitivos têm sua origem em processos neurobiológicos que ocorrem em período pré-verbais, estratégias cognitivo-comportamentais que se baseiam eminentemente em mediação verbal tendem a ter menos chance de êxito.
O TDAH representa um dos maiores desafios para as diferentes modalidades psicoterapicas, uma vez que por ter base predominantemente “orgânica”, parece pouco permeável as intervenções psicológicas. Estas atuam de modo insuficiente ou não atuam nos sintomas primários do TDAH.
Embora haja uma farta literatura sobre a TCC (Terapia Cognitiva-Comportamental) em paises desenvolvidos, muita pouco tem-se escrito sobre ao tema devido a vários fatores, entre eles:

* Pouca atenção dada à detecção e ao tratamento de problemas de saúde mental em crianças no Brasil.
* A terapêutica psicoterápica desses problemas na infância e na adolescência em nosso meio ser dominada por um único referencial teórico, ou seja, o referencial psicodinâmico.
* Embora a psicoterapia psicanalítica tenham espaço claro no tratamento de crianças e adolescentes, seria hoje um reducionismo aceitar que toda a complexidade envolvida nos transtornos mentais da infância e adolescente pudesse ser abarcada por um único método.

O tratamento sempre será ciência e arte clinica. Segundo diretrizes básicas, modificações e flexibilizações serão necessárias de acordo com cada criança / adolescente e sua família e de acordo com diferentes contextos nos quais a técnicas for empregada.
Da mesma forma, este não é o único modelo psicoterápico possível, nem necessariamente o mais correto.
Hoje a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) é o tratamento especificamente recomendado para crianças em idade treinando os pais e os professores a recompensar a criança quando esta demonstra o comportamento desejado e proporcionando conseqüências negativas quando não corresponde dos objetivos comportamentais propostos. Várias técnicas e estratégias de manejamento podem ser utilizadas (treinamento do comportamento dos pais, controle de comportamento na sala de aula, etc) e, as que mostram resultados positivos comprovados, enfatizam estruturar o meio ambiente da criança de modo a propiciar conseqüências consistentes para comportamentos desejados e não, desejados mais do que tentar ensinar às crianças novas habilidades cognitivas e/ou comportamentais. Esse treinamento das habilidades – apesar de intuitivamente tentador ainda não se mostrou claramente eficaz no tratamento dos sintomas básicos do TDAH.
É importante reafirmar que essa recomendação não significa, necessariamente, não haver espaço para o treinamento de habilidades. O ponto a ser lembrado é que a abordagem de treinamento dificilmente diminuirá os sintomas básicos do transtorno.
As diretrizes da AAP (Associação Americana de pediatria) apontam que apesar dos efeitos positivo de uma terapia comportamental bem conduzida terem sido claramente demonstrados, há limitações importantes para esse tratamento. Primeiro, quase todos os estudos que comparam a terapia comportamental com o uso de estimulantes indicam uma melhora muito maior dos sintomas básicos do TDAH quando é usado o medicamento. Segundo, assim como acontece com o uso do medicamento, a terapia comportamental freqüentemente não conduz a criança ao nível de comportamento normal. Finalmente, a terapia comportamental geralmente não proporciona mudanças positivas mais duradouras do que o tempo em que está sendo implementada. Os pais portanto, precisam estar preparados para manter o tratamento durante todo o desenvolvimento da criança. Isto está de acordo com a idéia do TDAH ser uma condição crônica, e não algo que pode ser curado com este ou aquele tratamento.
Os dados recentes do MTA indicam que a combinação de um cuidadoso tratamento medicamentoso com terapia cognitiva comportamental proporciona benefícios significativos em comparação com o tratamento apenas medicamentoso. Na análise do resultado final, crianças que haviam recebido tratamento combinado mostraram melhora maior que crianças tratados apenas com o medicamento. Além disso, as crianças de tratamento combinado tiveram uma redução significativa na dosagem do medicamento durante os 14 meses da pesquisa. Finalmente, pais e professores de crianças que receberam o tratamento combinado, estavam significativamente mais satisfeitos com o tratamento, diferença significativa também em termos de continuidade do tratamento.
Finalmente, a abordagem cognitiva começa com a educação sobre o transtorno (TDAH), para as crianças adolescentes, jovens e adultos portadores do referido transtorno assim como para pais, e professores desta população afetada e tem como objetivo ajudar o paciente, a família e os professores a compreenderem melhor os sintomas e prejuízos do transtorno como decorrente de uma doença, desfazendo rótulos prévios que geralmente acompanham esta criança. Ex.: (preguiçoso, vagabundo, burro, incompetente, etc). neste sentido, as intervenções psicoeducativas também são importantes para melhorar a auto-estima dos pacientes, freqüentemente abalada após anos de impacto do transtorno. Da mesma forma, elas ajudam os pais a aprenderem estratégias para melhor lidar com as dificuldades de seus filhos.

* o comportamento das crianças reflete suas necessidades
* afirme e reconheça os sentimentos dele e sua confiança na habilidade dele de fazer boas escolhas
* use “o que” mais do que “por que” ao fazer perguntas
* use “quando.... então” ao invés de “se você não... você não”
* dê espaço físico
* aumente as interações construtivas.


Fonte do Texto da Pesquisa e Imagem
http://bullyingecrime.blogspot.com/
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