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terça-feira, 13 de setembro de 2011

TDH e TDAH VI


Tratamento:



Uma vez constatado o diagnóstico faz-se necessário o início do tratamento. Pais e criança devem ser preparados para se planejar e dar início ao tratamento. Importante deixar claro que TDA é um problema crônico que não será superado com o tempo. Portanto, o tratamento também será crônico. O tratamento com medicamento é bem seguro e eficaz. Possivelmente deverão ser indicadas intervenções psicossociais e psicofarmacológicas.

A primeira consta de informações claras e precisas à família a respeito do transtorno. Os pais precisarão aprender a lidar com o sintoma da criança. Há necessidade de profundo conhecimento das melhores estratégias para auxiliar seus filhos, de um programa de treinamento de como lidar com os sintomas dos filhos. A psicoterapia individual de apoio será indicada no caso de comorbidades (principalmente transtornos depressivos e de ansiedade) e na abordagem de sintomas que acompanham o TDAH (baixa auto-estima, dificuldade de controle de impulsos e capacidades sociais pobres). A modalidade psicoterápica mais indicada é a cognitivo-comportamental. As crianças portadoras do TDA necessitam de um local silencioso e sem estímulos visuais para estudarem.

Pesquisas mostram que apenas acompanhamento psicoterápico não é suficiente para resolver o problema. Há necessidade de que o acompanhamento seja farmacológico também. Este, sim, quando correto e adequado é fundamental no manejo do transtorno.

Intervenções no ambiente escolar fazem-se necessárias. O foco deverá ser o desempenho escolar. As professoras carecem de orientação para a lida com as crianças portadoras de TDA. A rotina diária deverá ser consistente, o ambiente escolar deverá ser previsível para ajudar a criança na manutenção do controle emocional. O uso de estratégias de ensino ativo que incorporem a atividade física com o processo de aprendizagem é fundamental. As tarefas não podem ser longas e necessitam de explicação passo a passo. O aluno portador de TDA necessita de atendimento individualizado, de sentar-se na primeira fila na sala de aula, próximo à professora e longe da janela. As crianças portadoras do TDAH necessitarão de reforço em determinadas disciplinas, quando apresentarem lacunas no aprendizado. Um acompanhamento psicopedagógico é importante para contribuir com a organização e com o planejamento do tempo de atividades.



Melhoras consideráveis podem ocorrer no comportamento e desenvolvimento pedagógico se:

· a criança hiperativa não ficar isolada do grupo;

· as tarefas forem curtas e intercaladas para que possam ser concluídas antes de acontecer a dispersão;

· os resultados forem elogiados sem exageros;

· jogos e desafios forem usados para motivação das crianças;

· comandos e instruções forem repetidos, individualmente, de forma breve com uso de frases de fácil entendimento;

· for solicitado que a criança repita o comando para garantir que o mesmo foi ouvido e entendido;

· a criança tiver uma função oficial como a ajudante da professora (isso pode melhorar o relacionamento da criança hiperativa com os colegas e abrir espaço para que elas se movimentem mais);

· os limites forem mostrados de forma segura e tranqüila, sem atritos.

Outro fator importante é desenvolver um trabalho psicomotor para melhorar o controle do movimento, uma vez que normalmente a criança apresenta problemas psicomotores.


A lida na sala de aula:



As estatísticas revelam que, atualmente, em uma sala de aula de 20 a 25 crianças, uma é portadora desse transtorno.

Acertar como lidar, administrar a sala de aula com uma criança TDA torna os dias mais agradáveis e produtivos para as demais crianças e para os professores.

É imprescindível que o professor tenha consciência de que há necessidade de conduzir de forma mais firme seus sentimentos relacionados às atitudes da criança TDA. Irritar-se frente ao comportamento desagradável não serve de incentivo para um melhor comportamento. Entrar em guerra com a criança TDA não será benéfico para ninguém.

É importante ter clareza de que esse transtorno é neurológico, portanto essa deficiência está escondida. A criança parece normal, mas não é. “A criança não pode se comportar normalmente porque ela é portadora do Transtorno de Déficit de Atenção e não tem como desligá-lo quando quer” (Phelan, 2005, p. 192). O professor tem que aprender a lidar com essa criança do jeito que ela é, capaz de torturá-lo tanto quanto aos seus pais e colegas. Não se pode esperar dessa criança um comportamento do qual ela não é capaz.

É evidente que não é fácil lidar com a criança TDA. Admitir para si mesmo a irritação, não iniciar uma guerra agredindo a criança com comentários do tipo “quem acha que o fulano está se comportando como uma criança de 1ª série?”, ajustar as expectativas que se pode ter dessa criança, aprender sobre o TDA, pois o conhecimento leva à compreensão. Ser TDA é ter problema de autocontrole de base neurológica, é hereditário, não é falta de educação, não é falta de limites. Ser prestativo aceitando o fato de que essas crianças necessitam de intervenções diretas e freqüentes por parte do professor incluindo reforço positivo, orientações e definições de limites é outro ponto de grande importância.






http://www.valeriareani.com.br/

Um comentário:

  1. Olá Mari Cely! Tudo bom com você? Desculpe a demora em te visitar, mas aconteceram uma porção de coisas do final do ano passado para cá. Mas, agora estou pondo minhas visitinhas em dia. Bjs e sucesso sempre.

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