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sábado, 20 de fevereiro de 2010

TDAH NA ESCOLA


DICAS PARA LIDAR COM CRIANÇAS DESATENTAS E HIPERATIVAS NA ESCOLA.

1. Use estratégias e recursos de ensino mais flexíveis até perceber o estilo de aprendizado do aluno. Isso irá ajuda-lo a atingir um nível de desempenho escolar mais satisfatório.

2. Realize tarefas visuo-auditivas. Tarefas com mais de uma pista, facilitam a compreensão e assimilação da informação.

3. Desenvolva um método para auto-informação e monitoração. Ao final de cada semana, reserve alguns minutos para uma conversa com a criança, a fim de saber como ela está se saindo em sala de aula. Ouça sua opinião sobre progressos dificuldades. É necessário que a criança/ adolescente seja um agente ativo no processo de aprendizado.

4. O aluno deve ter reforços positivos quando for bem sucedido. Isso ajuda a elevar a sua auto-estima. Procure elogiar e incentivar o que aquele aluno tem de bom e valioso;

5. Sinalize o aluno, sempre que possível, sobre sua evolução e sucessos. A criança já convive com tantos obstáculos que precisa de estímulo positivo sempre que puder.

6. Procure afixar, em algum lugar visível, as regras de funcionamento em sala de aula. Os alunos se sentem mais seguros sabendo o que é esperado deles. Peça para eles fazerem placas com o que se pode e não pode fazer em sala.

7. Lembre-se que as regras devem ser breves e claras. Use uma linguagem adequada para o nível de desenvolvimento dos alunos. Evite sentenças muito longas.

8. Sempre que possível, transforme as tarefas em jogos. A motivação para o aprendizado certamente aumentará.

9. Estimule a criança a tomar nota dos pontos mais importantes de cada conteúdo. Isso a ajudará a organizar-se melhor.

10. Dê idéias de estratégias que auxiliam na memorização e cumprimento de atividades: anotações coloridas, lembretes, uso de agenda, celular etc...

11. Escrever a mão é uma tarefa difícil para muitas destas crianças. Considere possibilidades alternativas, como digitação em computador.

12. Elimine ou reduza a freqüência de testes cronometrados. Dificilmente, na vida real, a criança terá que tomar decisões tão rápidas. Estes testes apenas estimulam a impulsividade desses alunos.

13. Evite colocar o aluno no canto da sala onde a reverberação do som é maior. Eles devem ficar nas primeiras carteiras, de frente para o professor e de costas para as demais crianças.

14. Faça com que a rotina da classe seja clara e previsível, crianças com déficit da atenção têm dificuldades de se ajustar a mudanças de rotina.

15. Reserve um canto do quadro onde as tarefas do dia fiquem expostas. Vá riscando uma a uma à medida que elas forem concluídas. A criança dessa forma irá se organizar melhor no tempo de cada atividade e no final ela verá a sua produtividade.

16. Afaste a criança das portas e janelas para evitar que elas se distraiam com estímulos alheios.

17. Deixe-as perto de fonte de luz para que possam enxergar bem, se possível em local que não dê sombra.

18. Intercale as atividades de alto e baixo interesse durante o dia. Não concentre o mesmo tipo de tarefas num só período.

19. Permita o movimento na escola. Peça para a criança ir buscar materiais, apagar o quadro, recolher trabalhos. Assim ela pode sair da sala quando estiver mais agitada e recuperar, em seguida, o autocontrole.

20. Esteja sempre em contato com os pais: Anote no caderno do aluno as tarefas escolares, mande bilhetes diários ou semanais e peça aos responsáveis que leiam as anotações.

21. A criança deve ter reforços positivos quando for em sucedida. Elogie-a no momento da atividade realizada com sucesso.

22. Faça uma recapitulação do que foi dito em sala de aula. Use preferencialmente esquemas para ilustrar e seja breve na explicação.

23. Dê ênfase ás palavras mais importantes que designem tempo, espaço, modo e ação. Por exemplo: A lição é para amanhã.

24. Evite dar várias ordens ao mesmo tempo. Diga uma coisa de cada vez.

25. Incentive a criança a utilizar estratégias facilitadoras no seu dia-a-dia, como acompanhar textos com o dedo, régua, assinalar os aspectos mais importantes etc...

26. Repita ordens e instruções, faça frases curtas e peça ao aluno para repeti-las, certificando-se de que ele atendeu;

27. Procure dar supervisão adicional aproveitando intervalos entre aulas ou durante tarefas longas e reuniões;
Fonte de Pesquisas do Blog
Imagem do google
http://fonopriscilafelix.blogspot.com/
Priscila Felix - Fonoaudióloga

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Hiperatividade TDAH


- Agitar as mãos, os pés ou se mexer na cadeira;

- Abandonar a cadeira em sala de aula ou em outras situações nas quais se espera que permaneça sentado;

- Correr ou escalar em demasia em situações nas quais isto é inapropriado;

- Dificuldades em brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer;

- Estar frequentemente “a mil” ou muitas vezes agir como se estivesse “a todo vapor”;

- Falar em demasia.



Tipos de TDAH

- TDAH com predomínio de sintomas de desatenção com elevada taxa de prejuízo acadêmico

- TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade com altas taxas de rejeição e de impopularidade frente aos colegas

- TDAH combinado com elevada taxa de prejuízo acadêmico e com maior presença de sintomas de conduta, de oposição e de desafio.


TDAH e Comorbidades

- TDAH e Transtornos Disruptivos (transtornos de conduta e transtorno opositor desafiante) entre 30 e 50%

- TDAH e Depressão entre 15 e 20%

- TDAH e Transtornos de Ansiedade em aproximadamente 25%

- TDAH e abuso e/ou dependência de drogas entre 9 e 40%


Hiperatividade

TDAH e Comorbidades

- Baixo desempenho escolar

- Dificuldades de relacionamento

- Baixa auto-estima

- Interferência no desenvolvimento educacional e social

- Predisposição a distúrbios psiquiátricos

http://www.mapadamente.com.br

Tdah.Impulsividades


Impulsividade

- Frequentemente dar respostas precipitadas antes das perguntas terem sido concluídas;

- Apresentar constante dificuldade em esperar sua vez;

- Frequentemente interromper ou se meter em assuntos de outros



- Pelo menos 6 sintomas de desatenção e/ou hiperatividade devem estar presentes

- É importante considerar a duração dos sintomas e a freqüência e intensidade dos mesmos

- Considerar o grau de prejuízo dos sintomas.

- A avaliação diagnóstica deve envolver os pais, a criança e a escola (professores)







http://www.mapadamente.com.br

Principais Sintomas do TDAH


Principais Sintomas do TDAH

Desatenção

- Dificuldade em prestar atenção a detalhes ou errar por descuido em atividades escolares e profissionais;

- Dificuldades em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas;

- Parecer não escutar quando lhe dirigem a palavra;

- Não seguir instruções e não terminar tarefas escolares, domésticas ou deveres profissionais;

- Dificuldades em organizar tarefas e atividades;

- Evitar, ou relutar, em envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante;

- Perder coisas necessárias para tarefas e atividades;

- Ser facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa;

- Apresentar esquecimentos em atividades diárias.



http://www.mapadamente.com.br/hiperatividade.htm

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Crianças com TDAH precisam de atenção especializada


De ordem neurobiológica, o transtorno provoca desatenção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica
As consequências de comportamentos como não parar quieto na sala de aula, pedir para ir ao banheiro o tempo todo e puxar conversa com os colegas de classe costumam se refletir nas notas vermelhas do boletim do aluno. Há alguns anos, estudantes com esse perfil eram tachados de bagunceiros ou, até mesmo, sem educação. Hoje em dia, no entanto, sabe-se que muitos deles possuem o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). De ordem neurobiológica, o transtorno provoca desatenção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica. Segundo especialistas, o portador desse transtorno deve frequentar a sala de aula e contar com o apoio de um segundo professor, só para ele, como acontece nos Estados Unidos, onde esse direito é garantido por lei. No Brasil, não há legislação a respeito, mas começam a surgir centros de apoio ao aluno que oferecem aulas particulares com base no currículo da instituição de ensino regular e algumas escolas têm buscado especialização para lidar com a questão de maneira eficiente. Conforme a psicopedagoga e fundadora do Centro de Apoio ao Aluno Vésper, em São Paulo, Nívea Basile, o ensino de alunos com o déficit de atenção ou hiperativos é tema fundamental nos dias atuais. "Tenho a impressão de que o problema cresce a cada ano. A rotina das crianças em casa é corrida, elas mudam demais de escola, isso prejudica tudo”, diz.


Fonte de Pesquisas e Imagem
http://anjoseguerreiros.blogspot.com/

ATENÇÃO....

MAS ANTES, EU VOU FALAR UM POUQUINHO SOBRE UMA CARACTERÍSTICA DO TDAH:

O TDAH É UM TRANSTORNO QUE CURSA COM COMORBIDADES NA GRANDE MAIORIA DAS VEZES.

COMORBIDADE É UMA DOENÇA DISTINTA, RELACIONADA A PRIMEIRA, QUE COSTUMA SURGIR NO MESMO PERÍODO DE TEMPO DA VIGÊNCIA DA PRIMEIRA. PORTANTO, SAO DUAS CONDIÇÕES DISTINTAS QUE DEMANDAM TRATAMENTOS DISTINTOS. POR EXEMPLO, UMA PESSOA PORTADORA DE TDAH E QUE APRESENTE ANSIEDADE E TRANSTORNO BIPOLAR. ESSA PESSOA TERÁ QUE SER TRATADA PARA AS TRES CONDIÇÕES.

NO TDAH, A OCORRÊNCIA DE COMORBIDADE É A REGRA.

ASSIM, VÁRIOS TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS PODEM COMORBIDADES DO TDAH.

70% DOS PORTADORES DE TDAH CURSAM COM UMA OU MAIS COMORBIDADES.

SÃO COMORBIDADES COMUNS DO TDAH: ANSIEDADE, DEPRESSÃO, FOBIA SOCIAL, DISTIMIA, USO NOCIVO DO ÁLCOOL, TRANSTORNO BIPOLAR, DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM, TRANSTORNO OPOSITIVO DESAFIADOR, TRANSTORNO DE CONDUTA, TIQUES, TOQUE, SÍNDROME DE TOURETTE, ...



http://www.evelynvinocur.com.br

CARTA DE PRINCÍPIOS DA ABDA





Os itens listados abaixo, embora não sejam dispositivos legais, são princípios norteadores defendidos pelos associados da ABDA.

Esta carta foi baseada e adaptada da Carta de Princípios sobre TDAH da National Consumer's League (Liga de Defesa do Consumidor) dos Estados Unidos, da qual são signatárias a Associação Médica Americana, a Academia Americana de Pediatria e a Associação Psiquiátrica Americana.
I - Fundamentos científicos sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)
1) O TDAH é um transtorno médico verdadeiro, reconhecido como tal por associações médicas internacionalmente prestigiadas, que se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.
2) O TDAH é um transtorno sério, uma vez que os portadores apresentam maiores riscos de desenvolver vários transtornos psiquiátricos (tais como depressão e ansiedade), abuso e dependência de drogas e álcool, maior freqüência de acidentes, maiores taxas de desemprego e divórcio e menos anos completados de escolaridade.
3) O TDAH pode ser diagnosticado e tratado. Existem diretrizes publicadas por instituições científicas de renome internacional sobre o diagnóstico e seu tratamento adequado.
4) O TDAH também pode ser diagnosticado em adultos. Mais da metade das crianças com TDAH ingressa na vida adulta com sintomas clinicamente significativos do transtorno.
5) O TDAH é muito pouco diagnosticado e tratado na população em geral.
II - A criança, o adolescente e o adulto com TDAH têm responsabilidades e direitos.
1) O direito de ser reconhecido como portador de um transtorno médico sério
2) O direito a diagnóstico e tratamento por um profissional de saúde que conheça adequadamente o transtorno
3) O direito de tomar decisões baseadas nas informações científicas disponíveis acerca dos benefícios, riscos e custos do tratamento de acordo com a individualidade de cada caso.
4) O direito de receber, como aluno, um atendimento especial pelos educadores e instituições.
5) O direito de receber, como empregado, uma alocação ou realocação específicas, bem como as adaptações profissionais necessárias às suas dificuldades.
6) Os portadores de TDAH devem se responsabilizar por seus atos em toda e qualquer circunstância, contribuindo de forma positiva para a comunidade em que vivem.
III - Os familiares de portadores de TDAH têm igualmente responsabilidades e direitos
1) A responsabilidade de se educar, bem como aos outros, sobre a natureza do TDAH seja através de instituições, organizações ou profissionais capacitados.
2) A responsabilidade de aderir ao tratamento proposto e procurar ajuda profissional sempre que necessário.
3) O direito de solicitar ao profissional de saúde informações científicas sobre os tratamentos disponíveis e seus riscos e benefícios
4) O direito de solicitar atendimento especial pelos educadores e instituições para os alunos portadores do TDAH.
IV - Profissionais de saúde têm responsabilidade
1) De diagnosticar e tratar corretamente crianças e adultos com TDAH, de acordo com diretrizes estabelecidas pela comunidade científica.
2) De fornecer ao portador ou seus familiares informações científicas e atualizadas acerca da natureza do TDAH, suas conseqüências e as formas disponíveis de tratamento.
3) De oferecer um tratamento sempre individualizado, levando em consideração aspectos específicos do portador, sua família e o contexto sócio-cultural em que vivem.
V - Educadores têm responsabilidades e direitos
1) A responsabilidade de conhecer os sintomas de TDAH, a principal causa de encaminhamento para serviços especializados da infância e adolescência, alertar familiares ou cuidadores e indicar serviços ou profissionais que ofereçam aconselhamento e tratamento.
2) A responsabilidade de proporcionar aprendizado levando em consideração as particularidades do aluno portador de TDAH, sem comprometer as necessidades dos demais alunos.
3) O direito de ter diálogos abertos e construtivos com familiares, cuidadores e profissionais de saúde sobre as necessidades específicas do aluno portador de TDAH.
4) O direito de solicitar apoio da instituição educacional, familiares, cuidadores e equipe de profissionais responsáveis pelo aluno com vistas a estabelecer um planejamento acadêmico adequado.
VI - A mídia tem a responsabilidade
1) De relatar de modo preciso relatórios científicos e fatos médicos relevantes, apresentando aquilo que é consensual na comunidade científica.
2) De investigar adequadamente a credibilidade das fontes que alegam expertise no TDAH, bem como revelar possíveis conflitos de interesses comerciais ou profissionais naqueles que fazem declarações públicas ou são entrevistados.



Fonte da pesquisa
http://www.evelynvinocur.com.br
Imagem do google

TDAH Casos reais


TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade



OBJETIVO

Essa leitura tem o objetivo de tentar esclarecer o maior número possível de situações sobre o TDAH – transtorno ainda hoje não compreendido plenamente, mas certamente bem mais bem entendido do que há algumas décadas.

ALGUNS CASOS

I - Bernardo é o tipo de menino que não pára, que nunca se cansa, é muito curioso e quer saber todos os porquês. Gosta de ir à escola mas quando chega lá, prefere ficar brincando no pátio a ir assistir as aulas da Tia Fernanda. Na sala de aula, Bernardo até parece que está no “ensaio da escola de samba”, de tanto que se mexe. São mãos, pernas, pés, ombros, cintura, cada parte para um lado. Coitado do menino, parece que está com pó de mico no corpo! Bernardo bem percebe tudo isso mas finge não notar, não quer dar o braço a torcer. Mas a verdade é que Bernardo se sente super mal por ser assim, sem ter o controle de mudar esse jeito. Ele se acha fraco e sente-se derrotado por um “troço” que “vive” dentro dele, fazendo “gato e sapato” dele. Ele chora muito sozinho, normalmente quando toma banho, para sua mãe não perceber. Ele não entende por que não consegue parar quieto e fica agoniado em pensar até quando vai ser assim. Balança-se até quando dorme. Bernardo gostaria de virar uma poeirinha, de sumir, pra não ter que ver a tristeza de seus pais quando virem o seu boletim ... mas as coisas não param por aí. Bernardo também é muito distraído. Basta uma buzina na rua, um lápis que caia ou uma criança passando pelo corredor da escola, que ele não consegue mais continuar o que estava fazendo. Ele tem que olhar, quer ver e saber de tudo. Só que quando Renato interrompe uma tarefa que estava fazendo, é um sofrimento para reiniciá-la. Confunde-se todo e acaba virando motivo de chacota, pois sempre é o último a acabar – o que lhe gera um monte de apelidos, como lesminha, lentinho, ... Outro dia, ele jurou que não ia pedir para ir ao banheiro e nem ficar se balançando na cadeira ou mordendo os lápis. Ele tentou tanto ficar quieto, mas tanto, que dormiu profundamente sobre a carteira de aula e vocês podem até imaginar o vexame que ele passou... O Bernardo tem dois problemas, um de querer acabar logo e aí tudo fica malfeito, sujo, tudo rabiscado ou amassado, de tanto passar a borracha; e o outro, de querer fazer tudo limpo e perfeito, mas isso ele não consegue! Bernando, tadinho, se sente um estorvo, uma pedra no caminho dos pais.


II- Renato é irmão do Bernardo e tem 10 anos, é um ano mais velho, embora seja da mesma séria pois já repetiu um ano. Renato fica muito zangado quando os colegas reclamam que ele não fica quieto e que atrapalha a aula. Renato se sente injustiçado e perseguido e não compreende porque todos na escola o tratam assim. Renato é bem impopular no grupo e tem ficado sozinho no recreio, pudera, já arrumou briga com quase todos os colegas,... uma dia chegou a dar um soco no Felipe, seu melhor amigo. Renato fica muito ressentido com a professora e acha que ela exagera quando diz que ele é embagunçado e confuso. Ele bem que tenta fazer tudo direitinho mas a verdade é que onde ele bota a mão tudo vira bagunça. Ele sai da sala esbarrando em tudo, não pensa no que faz e fala sem pensar. Outro dia, no recreio, foi jogar de longe, uma pedra na lata do lixo, mas jogou com tanta força que rachou a janela da sala de aula! Renato também mente muito. Mas as pessoas acabam sabendo. Já tentou imitar a assinatura da mãe no boletim, tenta colar nas provas, mas sempre se acha certo e os outros, errados. Outro dia ficou muito irado por não ter sido escolhido para o time do jogo do futebol. Falou um monte de grosserias para os meninos do time, e saiu, mas antes deu um cascudo no colega que estava mais perto. Renato recebeu a sua segunda advertência da escola, pois respondeu mal à professora, gritou com ela, xingou e chegou a enfrentá-la, levantando o dedo em sua direção. No último conselho de classe, todos foram unânimes em “convidar” o Renato a ir para outra escola, uma que fizesse melhor o seu perfil e que fosse uma escola preparada para lidar com crianças assim, pois ali, naquela escola, eles não estavam preparados para lidar com o Renato. E também por que naquela escola eles não aceitavam alunos que repetissem o ano duas vezes, e o Renato não foi aprovado novamente...


José Renato é o pai do Bernardo e do Renato. Ele e a esposa, dona Sarita, já foram chamados algumas vezes à escola. O problema é que o sr. José Renato fica agressivo, perde o controle, não concorda com a escola e bota a culpa nas professoras e na falta de competência da escola. Segundo ele, seus filhos são crianças espertas e ativas, que nem ele era, quando tinha a mesma idade. Já dona Sarita fica muito preocupada com o futuro dos filhos e gostaria de levá-los a um médico para uma avaliação mas nem pensar – o sr. José Renato jamais aceitaria! E muitos anos se passaram com o casal brigando por isso e hoje a relação deles está tão desgastada que a dona Sarita está pedindo o divórcio, pois não agüenta mais o sr. José Renato.


III- A Beatriz, ou Bia, como ela é chamada, é uma linda menina na flor dos seus 8 anos, que é calma, tranqüila, e nem faz barulho na aula. Adora sentar-se junto à janela e ficar seguindo com o olhar o revoar das borboletas do jardim! A professora já percebeu que ela é muito distraída e que vive no mundo da lua. Nas provas, erra besteiras e até matérias que ela sabe, de tão desatenta que é! Quando acaba a aula, ela sempre esquece alguma coisa na escola. Sua cabecinha não se fixa ali, nos seus pertences. Já perdeu um monte de casacos e livros, entre outras coisas. Em casa, dois dias antes das provas, Bia estuda a matéria toda, e assim consegue tirar notas suficientes para passar. Mas outro dia foi um problema. Sua mãe pediu a ela que tirasse a tomada do ferro, pois ela ia atender ao telefone. Mas ao chegar lá, Bia se esqueceu o que tinha ido fazer. Logo depois, a casa toda estava uma fumaça só! Que perigo! Bia ficou de castigo um dia e meio, trancada no quarto e vai ficar uma semana sem ver o seu programa favorito de TV. Dona Dora, a mãe de Bia, é muito nervosa e fica com muita raiva, acha que ela faz de propósito, e dá vários apelidos a ela, como desmiolada, alienada, bêbada, destrambelhada, retardada, surda, etc. Bia apanha muito da mãe, e sofre com isso, e na escola teve uma piora muito grande na parte social. Não tem nenhuma amiga, fica sentada num canto durante todo o recreio, olhando para o vazio. Bia é negligenciada pelas crianças da escola, que já mandou vários bilhetes para a dona Dora, mas a Bia perde todos eles e ainda se esquece de avisar a mãe. A escola está preocupada, pois acham que Bia tem um quadro amotivacional e querem que seus pais a levem ao médico. O pai da Bia está pensando em mandá-la para um colégio interno bem rígido, para ver se ela toma jeito naquela “cabeça oca”. Os pais da Bia se sentem impotentes e se acham culpados por ela ser assim, e vivem brigando e se culpando mutuamente. O colégio interno seria uma maneira desses pais se livrarem do “problema-Bia” e ficarem menos angustiados. A presença da filha para esses pais é muito penosa, na medida em que eles não sabem lidar com tanta frustração.


Casos como esses, onde a situação pode se complicar tanto, poderíamos traçar um paralelo com famílias que “apanham no escuro”, sem sequer saber de que direção vem o “ataque” e muito menos como se defender,... muitas vivem “anos” apanhando no escuro, ...



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