Educação Especial: maior desafio do sistema educacional
A Educação Especial é atualmente um dos maiores desafios do sistema educacional. Criados na década de 70, os pressupostos da Educação inclusiva fundamentam vários programas e projetos da educação. A questão da deficiência sem sempre foi tratada no mundo como é hoje. Ela já percorreu caminhos bastante rudes, bárbaros até. Sabe-se de comunidades primitivas e modernas que praticaram a chamada limpeza étnica, em que matavam crianças que nascessem com determinados defeitos.
Somente no século XIX que a forma de ver o deficiente começou a mudar, quando os trabalhos de Freud mostraram que todos nós temos limitações e quando a Biologia trouxe conclusões similares, afirmando que todo o ser humano tem necessidades e deficiências, apesar de umas serem mais visíveis do que as outras. As duas guerras mundiais, quando um enorme número de pessoas que, então sadias, voltaram para casa com algum tipo de mutilação, também contribuíram para aumentar a consciência de que portadores de necessidades especiais são titulares de direitos como quaisquer outros.
Hoje, estamos vivendo em um momento de transição de uma cultura discriminatória com relação ao diferente para uma cultura de inclusão, em que o diferente é aceito não por ser diverso, mas porque o diverso enriquece. É esse o grande desafio atual: construir uma cultura de inclusão, na qual o acolhimento da diferença se faça no reconhecimento do outro como igual, como parceiro, como par. Na Educação, isso implica a consciência de que, desde o ato educativo mais simples da pré-escola, é preciso garantir aos portadores de necessidades educacionais especiais um lugar garantido nas salas comuns das classes comuns.
A criação de uma nova cultura é um processo lento, que inclui uma série de desafios. Um deles diz respeito às mudanças físicas e estruturais, que são necessárias para permitir a inserção de alunos com necessidades especiais nas salas e escolas regulares. Outra questão é sensibilizar as crianças dessas escolas para a questão da inclusão. Um menino que manco, cego ou tem algum outro tipo de deficiência, pode ser objeto de chacota ou discriminação pelos colegas. O terceiro desafio, e o mais importante deles, refere-se à qualificação dos professores. Não adianta colocar um surdo na sala de aula, onde o professor, por mais boa vontade que tenha, não está preparado para dominar a linguagem de sinais. E ainda são raros os que estão. Tem que se pensar numa preparação consciente, conseqüente, e rápida ao mesmo tempo, dos educadores.
Portal Educação
Fonte de Pesquisas do texto.http://www.portalensinando.com.b
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
Tratamento mais fácil
A resposta é fácil, e está menos relacionada à eficácia e à segurança das substâncias atualmente utilizadas do que com comodidade do paciente. Explica-se: o tratamento precisa ser contínuo e durar todo um dia. A substância precisa estar ativa para que a pessoa possa suprir os déficits característicos do TDAH. A droga mais usada atualmente é o metilfenidado (nome comercial Ritalina), que possuiu um período de ação bastante reduzido. Isso obriga os pacientes a tomar o medicamento de duas a três vezes ao dia. Por um motivo mais que óbvio, isso criava um problema em relação à adesão ao tratamento: dizer para uma pessoas que sofre de déficit de atenção - e logo tem problemas de memória- que ele precisa tomar um medicamento até três vezes ao dia, parece um contra-senso.
A idéia das novas drogas é reduzir o numero de doses ao longo do dia e permitir um tratamento mais confortável, que possa ser seguido mais facilmente. Recentemente foi apresentado no Brasil um novo medicamento (de nome Concerta), que também tem o metilfenidato como princípio ativo e permite a administração de uma única dose ao longo do dia, com ação prolongada por 12 horas. O medicamento deve ser colocado em breve no mercado, segundo o laboratório Janssen-Cilag. A própria Ritalina, já existe também em comprimidos de liberação prolongada no exterior, denominada Ritalina LA do laboratório Novartis (deve ser lançada no Brasil em 2004). Outra nova medicação que tem efeito durante a maior parte do dia, mas que não tem como princípio ativo o metilfenidato é a Atomoxetina (nome comercial Strattera, do laboratório Lilly, que também deve ser lançada no Brasil em 2004).
- Quando o médico opta por prescrever para uma criança duas doses diárias, uma pela manhã e outra ao meio dia, é comum que a escola reporte ao médico uma melhora significativa no rendimento e no comportamento. Mas os pais dizem que, em casa, o filho continua com os mesmos problemas. Isso acontece por que muitos pais apenas vêem os filhos à noite, após as 18, quando o efeito do medicamento já está bastante reduzido - explica Luiz Rohde, acrescentando que as novas drogas podem ser bastante úteis sobretudo para o tratamento de crianças.

* Rafael Alves Pereira é jornalista formado pela PUC-Rio. Ele escreve para a ABDA reportagens quinzenais, que trazem depoimentos de médicos e pacientes e têm o objetivo de oferecer mais informações sobre o TDAH para quem convive com o problema e para o público em geral. São abordados assuntos como o cotidiano do portador de TDAH, avanços médicos na
A idéia das novas drogas é reduzir o numero de doses ao longo do dia e permitir um tratamento mais confortável, que possa ser seguido mais facilmente. Recentemente foi apresentado no Brasil um novo medicamento (de nome Concerta), que também tem o metilfenidato como princípio ativo e permite a administração de uma única dose ao longo do dia, com ação prolongada por 12 horas. O medicamento deve ser colocado em breve no mercado, segundo o laboratório Janssen-Cilag. A própria Ritalina, já existe também em comprimidos de liberação prolongada no exterior, denominada Ritalina LA do laboratório Novartis (deve ser lançada no Brasil em 2004). Outra nova medicação que tem efeito durante a maior parte do dia, mas que não tem como princípio ativo o metilfenidato é a Atomoxetina (nome comercial Strattera, do laboratório Lilly, que também deve ser lançada no Brasil em 2004).
- Quando o médico opta por prescrever para uma criança duas doses diárias, uma pela manhã e outra ao meio dia, é comum que a escola reporte ao médico uma melhora significativa no rendimento e no comportamento. Mas os pais dizem que, em casa, o filho continua com os mesmos problemas. Isso acontece por que muitos pais apenas vêem os filhos à noite, após as 18, quando o efeito do medicamento já está bastante reduzido - explica Luiz Rohde, acrescentando que as novas drogas podem ser bastante úteis sobretudo para o tratamento de crianças.

* Rafael Alves Pereira é jornalista formado pela PUC-Rio. Ele escreve para a ABDA reportagens quinzenais, que trazem depoimentos de médicos e pacientes e têm o objetivo de oferecer mais informações sobre o TDAH para quem convive com o problema e para o público em geral. São abordados assuntos como o cotidiano do portador de TDAH, avanços médicos na
Tabela De Medicamentos tratamento TDAH
NOME QUÍMICO NOME COMERCIAL DOSAGEM DURAÇÃO DO EFEITO
MEDICAMENTOS DE PRIMEIRA LINHA
Metilfenidato (ação curta) Ritalina
5 a 20mg de 2 a 3 vezes ao dia 3 a 5 horas
Metilfenidato (ação prolongada) Concerta
Ritalina LA
18 a 72mg pela manhã
20 a 40mg pela manhã
Cerca de 12 horas
Cerca de 8 horas
Atomoxetina
Strattera
10,18,25,40 e 60mg 1 vez ao dia
Cerca de 24 horas
MEDICAMENTOS DE SEGUNDA LINHA (não são a primeira opção)
Imipramina (antidepressivo) Tofranil 2,5 a 5mg por kg de peso divididos em 2 doses
Nortriptilina (antidepressivo) Pamelor 1 a 2,5mg por kg de peso divididos em 2 doses
Bupropiona (antidepressivo) Wellbutrin SR 150mg 2 vezes ao dia
Clonidina (medicamento anti-hipertensivo) Atensina
0,05mg ao deitar ou 2 vezes ao dia
12 a 24 horas
O Strattera é fabricado pela Lilly e não é comercializado normalmente no Brasil, mas pode ser importado através de empresas de importação de medicamentos.
Outros medicamentos que ainda não existem no Brasil
Focalin – um “derivado” do metilfenidato (na verdade, uma parte da própria molécula)
Daytrana – um adesivo (para colocar na pele) de metilfenidato
Vyvanse – um metilfenidato que funciona apenas quando é ingerido oralmente (nos casos onde existe risco de usos incorretos e ilícitos do comprimido)
Dexedrine – uma anfetamina (Dextroanfetamina); existe a formulação de ação curta e de ação prolongada
Adderall – uma mistura de anfetaminas; existe a formulação de ação curta e de ação prolongada
Todo medicamento usado no tratamento deve ter acompanhamento medico.
Fonte de pesquisas.http://www.tdah.org.br/
MEDICAMENTOS DE PRIMEIRA LINHA
Metilfenidato (ação curta) Ritalina
5 a 20mg de 2 a 3 vezes ao dia 3 a 5 horas
Metilfenidato (ação prolongada) Concerta
Ritalina LA
18 a 72mg pela manhã
20 a 40mg pela manhã
Cerca de 12 horas
Cerca de 8 horas
Atomoxetina
Strattera
10,18,25,40 e 60mg 1 vez ao dia
Cerca de 24 horas
MEDICAMENTOS DE SEGUNDA LINHA (não são a primeira opção)
Imipramina (antidepressivo) Tofranil 2,5 a 5mg por kg de peso divididos em 2 doses
Nortriptilina (antidepressivo) Pamelor 1 a 2,5mg por kg de peso divididos em 2 doses
Bupropiona (antidepressivo) Wellbutrin SR 150mg 2 vezes ao dia
Clonidina (medicamento anti-hipertensivo) Atensina
0,05mg ao deitar ou 2 vezes ao dia
12 a 24 horas
O Strattera é fabricado pela Lilly e não é comercializado normalmente no Brasil, mas pode ser importado através de empresas de importação de medicamentos.
Outros medicamentos que ainda não existem no Brasil
Focalin – um “derivado” do metilfenidato (na verdade, uma parte da própria molécula)
Daytrana – um adesivo (para colocar na pele) de metilfenidato
Vyvanse – um metilfenidato que funciona apenas quando é ingerido oralmente (nos casos onde existe risco de usos incorretos e ilícitos do comprimido)
Dexedrine – uma anfetamina (Dextroanfetamina); existe a formulação de ação curta e de ação prolongada
Adderall – uma mistura de anfetaminas; existe a formulação de ação curta e de ação prolongada
Todo medicamento usado no tratamento deve ter acompanhamento medico.
Fonte de pesquisas.http://www.tdah.org.br/
Tratamento Do TDAH
O Tratamento do TDAH deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador. A medicação é parte muito importante do tratamento.
A psicoterapia que é indicada para o tratamento do TDAH chama-se Terapia Cognitivo Comportamental. Não existe até o momento nenhuma evidência científica de que outras formas de psicoterapia auxiliem nos sintomas de TDAH.
O tratamento com fonoaudiólogo está recomendado nos casos onde existe simultaneamente Transtorno de Leitura (Dislexia) ou Transtorno da Expressão Escrita (Disortografia). O TDAH não é um problema de aprendizado, como a Dislexia e a Disortografia, mas as dificuldades em manter a atenção, a desorganização e a inquietude atrapalham bastante o rendimento dos estudos. É necessário que os professores conheçam técnicas que auxiliem os alunos com TDAH a ter melhor desempenho (Obs: A ABDA oferece cursos anuais para professores). Em alguns casos é necessário ensinar ao aluno técnicas específicas para minimizar as suas dificuldades.
Veja a seguir a tabela com os medicamentos utilizados no tratamento.
Fonte de Pesquisas.
http://www.tdah.org.br/
A psicoterapia que é indicada para o tratamento do TDAH chama-se Terapia Cognitivo Comportamental. Não existe até o momento nenhuma evidência científica de que outras formas de psicoterapia auxiliem nos sintomas de TDAH.
O tratamento com fonoaudiólogo está recomendado nos casos onde existe simultaneamente Transtorno de Leitura (Dislexia) ou Transtorno da Expressão Escrita (Disortografia). O TDAH não é um problema de aprendizado, como a Dislexia e a Disortografia, mas as dificuldades em manter a atenção, a desorganização e a inquietude atrapalham bastante o rendimento dos estudos. É necessário que os professores conheçam técnicas que auxiliem os alunos com TDAH a ter melhor desempenho (Obs: A ABDA oferece cursos anuais para professores). Em alguns casos é necessário ensinar ao aluno técnicas específicas para minimizar as suas dificuldades.
Veja a seguir a tabela com os medicamentos utilizados no tratamento.
Fonte de Pesquisas.
http://www.tdah.org.br/
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