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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O que é TDAH



Nos portadores de TDAH, os neuro-transmissores, dopamina e noradrenalina (substâncias químicas do cérebro que transmitem informações entre as células nervosas) encontram-se diminuídos, fazendo com que a atividade do córtex pré-frontal seja menor. É uma disfunção neurobiológica.

Essa região é a parte mais evoluída do cérebro e supervisiona as funções executivas: observa, guia, direciona e/ou inibe o comportamento, organiza,
planeja, e faz a manutenção da atenção e do auto-controle.

Essa disfunção é crônica, herdada na grande maioria das vezes, daí sua presença desde a infância.

Em menor grau há fatores do meio ambiente que podem estar relacionados ao TDAH:

A nicotina de cigarros fumados pela mãe gestante bem como bebidas alcoólicas consumidas, podem ser causas significativas de anormalidades no desenvolvimento da região frontal do cérebro da criança em gestação.




Crianças expostas ao chumbo entre 12 e 36 meses de idade pode ser outro fator.

Traumatismos neonatais como hipoxia (privação de oxigênio), traumas obstétricos, rubéola intra-uterino, encefalite, meningite pós-natal, subnutrição e traumatismo craniano são fatores que também podem contribuir para o surgimento do distúrbio.



O TDAH é um transtorno real, um obstáculo real, apesar de não haver nenhum sinal exterior de que algo está errado com o Sistema Nervoso Central.

Antigamente era conhecida como “Disfunção Cerebral Mínima”. Mais tarde passou a chamar-se “Síndrome Infantil da Hiperatividade”. Nos anos 70, o conceito foi ampliado com o reconhecimento do déficit na atenção e do controle dos impulsos. Em 1987 o nome passou a ter a atual denominação: “Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade”.

Ao contrário do que se pensava antigamente, o TDAH não é superado na adolescência: cerca de 65% das crianças diagnosticadas como portadoras de TDAH continua com os sintomas quando atinge a idade adulta.

Os principais sintomas são: falta de atenção, impulsividade e hiperatividade ou uma “energia nervosa”.

A impulsividade tem um aspecto positivo, podendo nos levar muitas vezes à ação. O problema é quando ela se torna patológica como no caso do TDAH, onde há uma falta de planejamento em função da busca intensa e constante da gratificação imediata, das novidades, correndo-se maiores riscos.

Provocar confusão, discutir, viver em conflito consigo e/ou com o(s) outro(s) é uma forma inconsciente de estimulação do córtex pré-frontal, que anseia por mais atividade. A pessoa não percebe esse processo, não o faz de propósito, mas pode ficar viciada em confusão.

A gravidez e o parto da mulher fumante complicam com mais freqüência do que o das ... Quando a grávida fuma, o feto também fuma,




Imagens do google
http://www.universotdah.com.br

domingo, 10 de janeiro de 2010

A Amizade sutil...



A tristeza já trás consigo muito peso, seu remédio deve ser algo leve, simples como um abraço! A loucura é rápida, inconsequente, só algo súbito, como correr, ou se afastar, pode trazer alguém pra seu lado.Sinta o afago de seu corpo na sombra da noite fria.A amizade é algo fundamental mesmo longe amo as pessoas que sempre à de habitar o meu coração estando longe ou perto . O importante é saber que está bem e feliz.
(Mary Cely)
10/01/10

OS SINTOMAS E DIAGNÓSTICO DA HIPERATIVIDADE


© istockphoto.com / Mariya Bibikova
Crianças hiperativas podem ter dificuldade em se manterem paradas



O Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Psiquiátricos, conhecido como DSM-IV (sigla em inglês), apresenta um conjunto de critérios detalhados e bastante complicados para diagnosticar o TDAH. O DSM-IV lista duas categorias diferentes de possíveis sintomas. A categoria A inclui nove sintomas sob o título de Desatenção. A categoria B também inclui nove sinais de Hiperatividade-Impulsividade. Para serem utilizados em um diagnóstico, os sintomas em questão devem "estar presentes por pelo menos seis meses em um grau que é prejudicial e inapropriado para o nível de desenvolvimento" [fonte: CDC (em inglês)]. Os indícios de desatenção incluem dificuldade para ouvir instruções e organizar, além de parecer distraído e ser esquecido. As pessoas que são hiperativas ou impulsivas podem falar ou gritar em momentos inapropriados e atrapalhar os outros.



Existem três tipos de diagnósticos possíveis para o TDAH. Os nomes diferentes refletem a natureza dos sintomas do paciente. TDAH, Tipo Predominantemente Desatento significa que o paciente apresentou sintomas da categoria A por seis meses. TDAH, Tipo Predominantemente Hiperativo-Impulsivo se refere a pacientes que apresentaram indícios da categoria B por seis meses. Por fim, TDAH, Tipo Combinado é para pessoas que apresentaram sinais das duas categorias por seis meses.



Vamos dar uma olhada de perto nos tipos de TDAH e nos sintomas associados a cada um deles. Uma criança do Tipo Predominantemente Desatento pode ter dificuldade para finalizar tarefas, prestar atenção em instruções e manter o foco na sala de aula. Ela também pode parecer cansada ou sonhadora com frequência. Essa variação pode ser mais difícil de ser reconhecida, porque os sinais são menos evidentes do que os de outro tipo. Geralmente esse não é o caso de crianças do Tipo Predominantemente Hiperativo-Impulsivo, que costumam apresentar energia constante, não conseguem permanecer paradas e precisam ficar ativas o tempo todo. Crianças impulsivas não controlam ou pensam sobre suas ações ou declarações. Aparentemente, irão fazer coisas sem pensar, como realizar comentários inapropriados. Uma pessoa do Tipo Combinado de TDAH pode apresentar qualquer um dos sintomas mencionados acima.

O diagnóstico geralmente é realizado por um pediatra, neurologista, psicólogo ou psiquiatra. Professores, que trabalham próximo de várias crianças e que provavelmente têm experiência em lidar com TDAH, costumam auxiliar na descoberta de casos prováveis do transtorno. Eles podem ajudar a monitorar os jovens e discutir questões em potencial com os pais. Muitas escolas também exigem que os professores preencham formulários de avaliação, que podem ser examinados por um profissional que realiza o diagnóstico da doença.

Além de pedir informações para professores e pais, o responsável pelo diagnóstico pode observar o comportamento da criança durante situações que exijam controle e disciplina. O médico verá como os comportamentos prejudiciais afetam a vida e os relacionamentos da criança, quando eles ocorrem, há quanto tempo os problemas estão presentes, outros fatores complexos (como outros problemas associados) e a situação em casa. Embora vários tipos de mapeamentos cerebrais e ressonância magnética tenham sido utilizados no estudo do TDAH, os especialistas não usam essas técnicas no diagnóstico do problema. Quando uma criança é diagnosticada, ela geralmente recebe tratamento (algo que vamos discutir mais adiante) e depois é reavaliada e monitorada durante os anos.

O TDAH pode ser diagnosticado de forma errada porque muitas crianças apresentam alguns dos sintomas do transtorno, embora não possuam realmente a doença. De maneira semelhante, os indícios podem ser causados por outro distúrbio ou por um problema pessoal ou social. Os vários tipos de TDAH também podem fazer com que alguém interprete errado ou não perceba os sintomas. Uma criança impulsiva, incontrolável e hiperativa irá atrair mais atenção do que uma que é quieta, distraída e distante, embora as duas possam estar sofrendo de déficit de atenção e hiperatividade.

Os sintomas de uma criança podem aparecer apenas em alguns ambientes, como quando ela está na escola. Neste caso, pode não ser TDAH. O National Institute of Mental Health (Instituto Nacional de Saúde Mental) declara que os sintomas devem afetar negativamente a vida em mais de um ambiente para serem considerados hiperatividade
Fonte de Pesquisas
http://saude.hsw.uol.com.br/hiperatividade2

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Causas e o cérebro de pessoas com hiperatividade

Apesar de os cientistas terem pesquisado sobre o transtorno detalhadamente, ainda precisam encontrar uma causa única e definitiva para o TDAH. Os pesquisadores estão certos de que algumas coisas não causam a síndrome, como o ambiente onde a criança é criada e a educação que ela recebe (embora fatores ambientais possam causar problemas futuros para uma criança ou tornar um caso de TDAH mais evidente, eles não são os causadores do transtorno). As pesquisas descartaram algumas teorias, como por exemplo, estudos para examinar os efeitos do açúcar refinado e de outros aditivos alimentares mostram que esses fatores têm pouco ou nenhum efeito sobre o comportamento. Os candidatos restantes indicam causas genéticas ou neurológicas [fonte: NIMH (em inglês)]. Além disso, parece haver um forte fator hereditário relacionado ao TDAH e a exposição pré-natal ao álcool e ao cigarro pode piorar o transtorno.




© istockphoto.com / Matt Jeacock
Embora cubos de açúcar possam estragar os seus dentes, pesquisas mostram que ele não afeta o comportamento




Um consenso entre os pesquisadores indica que alguns genes desempenham papéis principais no desenvolvimento de TDAH, e é provável que muitos que ainda não foram identificados desempenhem funções menores. De acordo com essa premissa, o transtorno não parece ser causado por um defeito genético principal. Em vez disso, é o resultado de interações produzidas por muitos genes e sistemas que trabalham juntos. Quando algum desses genes apresenta defeitos, os sistemas que controlam o comportamento ficam desgovernados.


Estudos recentes mostraram diferenças anatômicas e estruturais entre os cérebros de crianças com TDAH e de crianças que não apresentam o distúrbio. Esses estudos indicam que o lobo frontal do cérebro está envolvido no desenvolvimento de TDAH. Conexões fracas entre as áreas do lobo frontal podem contribuir para alguns dos sintomas do transtorno.

Algumas pesquisas envolvendo o mapeamento cerebral mostram que crianças com TDAH têm os lobos frontais e temporais menores. O lobo frontal controla, entre outras coisas, o planejamento e a atenção - duas coisas que são afetadas negativamente pelo TDAH. Em um estudo, duas outras áreas do cérebro - o córtex parietal temporal e inferior - apresentaram um aumento de massa cinzenta de até 24% [fonte: Psychiatric News (em inglês)]. Esse aumento parece contribuir para a desatenção e o crescimento do lobo frontal parece aumentar a hiperatividade. Embora as crianças que participaram do estudo estivessem sob o efeito de medicamentos estimulantes ou já terem sido tratadas com eles, como geralmente prescrito, os pesquisadores não acreditam que as mudanças no tamanho do cérebro (em inglês) tenham sido causadas pelo uso de remédios [fonte: Psychiatric News (em inglês)].

Outro estudo identificou uma diminuição total do cérebro de 3% a 4% entre crianças com TDAH [fonte: NIH (em inglês)]. Esse levantamento determinou que a utilização de medicamentos contra o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade não danificava o cérebro e que poderia até auxiliar em seu desenvolvimento. As crianças que não utilizaram remédios tinham menos substância branca do que aquelas com TDAH que foram medicadas. A massa branca ajuda a conectar diferentes partes cerebrais. Além disso, pessoas que apresentam maior quantidade ou uma substância branca mais densa tendem a ter cérebros mais desenvolvidos.

Apesar de todas essas descobertas sobre o cérebro e o TDAH, alguns estudos apresentam resultados conflitantes ou contraditórios. Muitas áreas de pesquisa ainda precisam ser exploradas, com o foco sobre como a estrutura cerebral e as conexões neurais mudam em pacientes com a síndrome. Agora, vamos dar uma olhada nos sintomas do TDAH e em como o diagnóstico é feito.
Fonte
http://saude.hsw.uol.com.br/hiperatividade