CRIANÇAS FELIZES DEMAIS

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Um desafio A ser Vencido



Criar um filho com TDAH pode ser incrivelmente desafiador para qualquer adulto.
Pais e professores envolvidos na educação dessa criança ou adolescente devem redobrar seu empenho: terão que supervisionar, monitorar ensinar, organizar, planejar, estruturar, recompensar, guiar, colocando sempre os limites de forma clara.



Nos aviões, quando pais estão acompanhados por filhos pequenos, a recomendação é:

"- Em caso de despressurização da aeronave, os pais devem colocar as máscaras em primeiro lugar e somente depois nas crianças"
Assim deve se dar no caso da TDAH: os pais devem rever-se (na grande maioria dos casos é hereditário), conhecer profundamente o transtorno, tratar-se para aprender e ter estrutura para lidar com seus filhos.

Apesar da grande necessidade do portador sentir-se amado, aceito, protegido e compreendido, geralmente irá chamar a atenção de maneira pouco amável, senão desastrosa, já que se sente inadequado, diferente e com baixa auto-estima.
É preciso muito amor para enxergá-los através do seu comportamento, lembrando-se sempre de suas limitações e de suas reais necessidades.

É vital para todo ser humano receber atenção, carinho e reconhecimento. Em função disso, todo comportamento pode ser estimulado, reforçado ou anulado através de 3 reforços:

1º - Reforço Negativo

São críticas, reprimendas, castigos, punições, etc., como reação a todo comportamento negativo, inadequado. Como no caso do TDAH costumam ser muitos, é através desses reforços negativos que a criança/adolescente costuma receber atenção dos que os rodeiam gerando ressentimento e hostilidade na relação. Isso faz com que o comportamento negativo aumente (afinal é só assim que o notam). Essa hostilidade pode também levá-los ao isolamento.

2º - Reforço de Extinção

Se é vital para o ser humano ter atenção, carinho e reconhecimento, é mortal ser ignorado.

Para se anular um determinado tipo de comportamento, a melhor técnica é ignorá-lo. Se um comportamento não chama a atenção dos demais, provavelmente aos poucos será extinto.

3º - Reforço Positivo

São carícias físicas, palavras afetuosas, elogios e reconhecimento por comportamentos positivos. Esse tipo de reforço faz com que o indivíduo empenhe-se nesse padrão de comportamento positivo para continuar sendo notado, reconhecido e elogiado.

Dicas para mudança de comportamento

Não usar reforços negativos, somente em último caso, para que os comportamentos negativos não sejam reforçados e aumentados.

Usar reforços de extinção – um comportamento sem IBOPE provavelmente sairá do ar.

Usar reforços positivos – Se a qualquer comportamento adequado (mesmo que para pais e professores não passe de mera obrigação), houver recompensa e/ou reconhecimento, esse tipo de comportamento tende a aumentar cada vez mais.

Quando você quer mudar um comportamento indesejável, decida por qual o comportamento positivo quer substituí-lo. Depois de ter reforçado esse novo comportamento positivo freqüentemente por no mínimo uma semana, comece a punir o comportamento oposicional indesejável, com punições brandas, como por exemplo a perda de privilégios. Mantenha sempre a relação de uma punição para três ou mais situações de elogio e recompensa. A tendência é a extinção natural das punições.
Infelizmente em face da dificuldade de lidar com filho/aluno com TDAH, os pais e professores podem perder a perspectiva dos seus objetivos. Podem tornar-se irritados, impacientes, confusos e enfurecidos quando suas tentativas iniciais não funcionarem.

Respire fundo e lembre-se que o adulto, o técnico, o educador e treinador é você:
É necessário muita sabedoria e paciência para equilibrar amor com regras e limites claros na educação. O objetivo é preparar essa criança e/ou adolescente para viver em sociedade, sentindo-se integrado, com boa auto-estima, sabendo respeitar limites (seus e dos outros), regra fundamental para amar e ser amado.

Tente olhar de fora da cena, como se fosse um estranho imparcial, racional, sem qualquer envolvimento emocional. Enfoque o comportamento negativo, deficiente e destrutivo que você quer mudar, lembrando sempre que seu filho/aluno tem uma incapacidade, uma dificuldade, e não falta de caráter: ele(a) não consegue controlar o que fala ou faz e com certeza tem qualidades e potenciais a serem valorizados.

É MUITO MAIS DIFÍCIL DECEPCIONAR ALGUEM QUE CONFIA EM NÓS.







Dicas de supervisão e controle adequado e positivo

Pais/professores devem colocar limites claros e objetivos, dar instruções positivas e focadas, como por exemplo: "- Comece agora a lição de matemática", no lugar do vago "- Preste atenção!"

Dê responsabilidades com tarefas simples para que se sintam necessários e valorizados.
Sempre que possível motive-os com desafios viáveis, proporcionando avaliação freqüente.

Desenvolva sistema de créditos, pontos ganhos por dia quando têm boas atitudes ou iniciativas. A penalidade é a perda de bônus a cada infração cometida. A gratificação são os prêmios a serem estabelecidos.
Não provocar constrangimento nem menosprezar o filho/aluno por suas dificuldades, nem compará-lo com irmãos ou colegas, principalmente na frente destes.

Usar criatividade e flexibilidade para gerar um programa pedagógico adequado às dificuldades do TDAH.

Em sala de aula, colocar a criança/adolescente na frente, perto do professor(a) ao lado de colegas que não o distraiam.
Proporcionar trabalhos em grupos pequenos e favorecer relações sociais.

Lembrar-se da inabilidade em sustentar a atenção por muito tempo: 12 tarefas de 5 minutos cada, dão melhores resultados do que 2 tarefas de ½ hora.
Mandar por e-mail as tarefas de casa, datas de trabalhos e provas para o aluno(muitas vezes ele(a) não consegue copiar tudo que foi colocado na lousa ou anotar o que foi falado em sala de aula.
Favorecer freqüente contato entre pais, professores e profissional que cuida do filho/aluno.


Imagem do google
http://www.universotdah.com.br/

domingo, 17 de janeiro de 2010

Falando Sobre Crianças


Muitas pessoas apresentam dúvidas em relação a seguinte questão: qual a diferença entre a agitação natural das crianças e o transtorno de déficit de atenção?
Sintomas de desatenção e hiperatividade ansiosa podem ser considerados normais em crianças que acabaram de passar por situações traumáticas, como a perda de uma pessoa querida. Nesses casos, em geral as manifestações são passageiras. O que os diferencia do transtorno de déficit de atenção é a duração do problema.
Assim, deve-se ficar atento e verificar se a “inquietude” é insistente – mais de cinco ou seis meses. Isso pode ser sinal de que a desatenção é provocada não por questões pontuais, mas por distúrbios mais profundos.
A principal característica das crianças que possuem transtorno de déficit de atenção (hiperatividade) é a dificuldade de se concentrar, de manter o foco. Na maioria das vezes, são crianças que não param quietas e são confusas na organização das idéias e dos trabalhos. Em sala de aula, causam a impressão de que não escutam uma palavra do que é dito, pois estão sempre dispersos, “no mundo da Lua.”
Em geral passam de uma atividade a outra sem se concentrar em nenhuma delas – e sem terminá-las.
Crianças que apresentam o transtorno de déficit de atenção distraem-se com qualquer estímulo, como uma buzina de automóvel ou uma pessoa que passa. Em brincadeiras e jogos, não dá atenção às regras, se remexem na cadeira, falam demais e interrompem quem está falando. Enfim, estão sempre “a mil.”
Diante dessas características, é preciso que professores e pais estejam atentos para que possam diferenciar uma simples inquietação de um possível transtorno
de déficit de atenção.

http://www.edinamica.com/

Tipos de TDAH



Tipo combinado


É necessário que a pessoa tenha 6 ou mais características de cada um dos tipos, de forma crônica e desde criança para haver possibilidade de diagnóstico de TDAH.


http://www.universotdah.com.br/

tipos de TDAH

Tipo hiperativo/impulsivo



Inquietação – mexe as mãos e/ou os pés quando sentado, musculatura tensa, com dificuldade em ficar parado num lugar por muito tempo. Costuma ser o "dono" do controle remoto.

Faz várias coisas ao mesmo tempo, está sempre a mil por hora, em busca de novidades e de estímulos fortes. Detesta o tédio. Consegue ler, assistir televisão e ouvir música ao mesmo tempo. Muitas vezes é visto como imaturo, insaciável.

Pode falar, comer, comprar... compulsivamente e/ou sobrecarregar-se no trabalho. Muitos acabam estressados, ansiosos e impacientes: são os workaholics.


Tendência ao vício: álcool, drogas, jogos, Internet e salas de bate papo.

Interrompe a fala do(s) outro(s) e sua impaciência faz com que responda perguntas antes mesmo de serem concluídas. Costuma ser prolixo ao falar, perde sua objetividade em mil detalhes, sem perceber como se comunica. No entanto, não tem a menor paciência em ouvir alguém como ele, sem se dar conta que é igual.

Baixo nível de tolerância: não sabe lidar com frustrações, com erros (nem os seus, nem dos outros). Muitas vezes sente raiva e se recolhe.

Impaciência: não suporta esperar ou aguardar por algo: filas, telefonemas, atendimento em lojas, restaurantes... quer tudo para "ontem".

Instabilidade de humor: ora está ótimo, ora está péssimo, sem que precise de motivo sério para isso. Os fatores podem ser externos ou internos, uma vez que costuma estar em eterno conflito.

Dificuldade em expressar-se: muitas vezes as palavras e a fala não acompanham a velocidade da sua mente. Muitos, quando estão em grupo, falam sem parar sem se dar conta que outras pessoas gostariam de emitir opiniões, fazer colocações, e o que deveria ser um diálogo transforma-se num monólogo que só interessa a quem está falando.

A comunicação costuma ser compulsiva, sem filtro para inibir respostas inadequadas, o que pode provocar situações constrangedoras e/ou ofensivas: fala ou faz e depois pensa.

Tem um temperamento explosivo: não suporta críticas, provocações e/ou rejeição.

Dificuldade em seguir regras ou normas pré estabelecidas. Daí a grande importância na escolha da profissão. O ideal é que o indivíduo trabalhe com criatividade e que tenha certa liberdade de fazer “tudo do seu jeito, no seu tempo”, desde que crie uma estrutura para mantê-lo em seu objetivo. Dificilmente conseguirá sucesso num trabalho burocrático, rotineiro ou repetitivo.

Rompe com certa facilidade relacionamentos de trabalho, sociais e/ou afetivos.

Pode mudar inesperadamente de planos, metas...

Sexualidade instável: pode alternar períodos de grande impulsividade sexual com outros de baixo desejo. Ler mais a respeito em Relacionamento de Casais.

Hipersensibilidade: pode melindrar-se facilmente, tendo uma tendência ao desespero, como se seu mundo fosse desmoronar-se a qualquer instante, incapacitando-o muitas vezes de ver a realidade como ela realmente é, e buscar soluções.

(É necessário que a pessoa tenha 6 ou mais características de forma crônica, num mínimo de 6 meses para haver possibilidade de diagnóstico)

http://www.universotdah.com.br/