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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sintomas frequentemente confundidos com irresponsabilidade.




Antes de mais nada gostaria de elucidar que o que me motivou a escrever essas linhas foram os frequentes relatos de pacientes portadores de TDAH que diziam se sentir irresponsáveis perante a família, o trabalho ou a vida acadêmica.

Embora os comportamentos relatados por essas pessoas sejam iguais ou muito semelhantes aos dos tidos "irresponsáveis", o que motiva os referidos comportamentos é de ordem completamente adversa.

Uma vez que o TDAH é concebido como um transtorno de origem neurobiológica que se caracteriza por uma desregulação nos sistemas dopaminérgicos e noradrenérgicos e que esses são responsáveis pelo controle da atenção, organização, planejamento, motivação, cognição, atividade motora, funções executivas e sistema emocional de recompensa, todos os comportamentos, que embora muito se assemelhem com os comportamentos de um "irresponsável", acontecem a revelia do querer dessas pessoas, e o que é pior, acontecem sob a luz de seus próprios julgamentos, pois muitas vezes condenam e julgam ações semelhantes.

Agora falaremos um pouco sobre as pessoas tidas como "irresponsáveis"; são pessoas que geralmente provém de uma educação inadequada onde os valores e a ética frequentemente são deturpados. Comportamentos como: atrasar contas e procrastinar tarefas são adotados de forma "consciente", ou seja, a pessoa decide por agir dessa maneira.

Embora a motivação e o nível de consciência da ação sejam diferentes, o resultado, a grosso modo, é o mesmo, o que torna a vida dessas pessoas ainda mais difícil, pois além de desaprovarem seu próprio comportamento, são julgados o tempo inteiro como se fossem realmente irresponsáveis.

Sendo assim, se faz importante a busca pelo tratamento, que não dá conta de curar o transtorno, mas auxilia o indivíduo no desenvolvimento de estratégias para lidar com essa condição de forma a minimizar esses comportamentos tão indesejáveis.

Um indivíduo pode viver a vida inteira se auto-depreciando e pagando um preço muito alto pela ausência de informação e de tratamento, por isso, se você se identifica com as descritas situações, busque a ajuda de um profissional.


Texto por Viviane Cornachini


Viviane Cornachini - CRP 06/97920
tdah.net.br - Tudo sobre TDAH

Ps.Este Texto me foi enviado via email pela idealizadora e postadora do espaço citado.:tdah.net.br.
Uma profissional incansável na divulgação do tdah sempre em busca de ajudar os seus pacientes e familiares.
Obrigado DrªViviane Paz e Luz a ti.Mary Cely

Imagem do google

domingo, 19 de setembro de 2010

TDAH E A Psicologia.


A psicóloga Maria Cristina Capobianco explica como os pais e as escolas devem lidar com uma criança que tem déficit de atenção e chama à atenção dos pais para avaliar se realmente a criança possui a patologia ou se a distração e a hiperatividade na escola se deve a outros fatores psicossociais e ambientais.
O transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição neuropsiquiátrica que acomete 3-5% das crianças e que, frequentemente, persiste até a idade adulta, podendo ser considerado um dos mais comuns transtornos neuropsiquiátricos. Os principais sintomas são a dificuldade em manter a atenção, o comportamento hiperativo e de impulsividade.
A psicóloga Maria Cristina Capobianco explica que a problemática levantada pelo Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade tem sido fonte de discussão ampla nas últimas décadas. O interesse pela aprendizagem e a aquisição de conhecimentos têm sido pesquisadas por muitas áreas do saber e encontram nos estudos sobre a infância sua principal abordagem.
De modo geral, pode-se afirmar que os modos subjetivos de apropriação do saber e desenvolvimento de habilidades para a utilização deste saber resistem a toda tentativa de categorização, ressaltando que o singular ainda encontra um lugar privilegiado nesta discussão. A amplitude das causas envolvidas na aprendizagem, seus impasses e dificuldades têm sido relegada pela crescente patologização do fracasso escolar e à consequente medicalização do seu manejo.
A conceitualização deste transtorno constitui uma tentativa de explicar o fracasso escolar em crianças e adolescentes que apresentam os comportamentos que se enquadram no mesmo.
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H) é caracterizado por padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade/impulsividade, que é mais frequente e grave do que é tipicamente observado em indivíduos no nível comparável de desenvolvimento.
Em geral, observa-se em crianças que tiveram um início precoce da sua educação formal, que elas apresentam falta de perseverança nas atividades que exigem um envolvimento cognitivo e uma tendência a passar de uma atividade a outra sem acabar nenhuma, associadas a uma atividade global desorganizada, incoordenada e excessiva.
Os transtornos podem ser acompanhados de outras anomalias. O DSM F90 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) alerta que as crianças hipercinéticas são frequentemente imprudentes e impulsivas, sujeitas a acidentes e incorrem em problemas disciplinares mais por infrações não premeditadas de regras que pelo desafio deliberado. Suas relações com os adultos são marcadas por uma ausência de inibição social, com falta de cautela e reserva normais.
Os pais devem ficar atentos nas atitudes dos filhos.
A terapeuta afirma que muitas vezes essas crianças acabam sendo impopulares com as outras crianças e podem se tornar isoladas socialmente, isso é um dos diagnósticos da patologia. Esta desordem é frequentemente acompanhada de um Déficit Cognitivo e de um retardo específico do desenvolvimento da motricidade e da linguagem.
Alguns destes sintomas podem estar presentes antes dos sete anos, embora a maioria seja diagnosticada após a manifestação destes por alguns anos, podendo observá-los em diversas situações como na casa, na escola ou no trabalho.
Nos Estados Unidos, hoje em dia, cresce o número de crianças diagnosticadas com TDA/H; neste sentido é visto como uma doença orgânica a ser tratada com medicamentos. As crianças com TDA/H são tratadas com psicoestimulantes, o principal é conhecido como Ritalina e é prescrito para milhares de crianças com menos de 18 anos nos Estados Unidos.
A psicóloga alerta “Embora tenha sido demonstrada que Ritalina pode ajudar nos casos graves, pode não ser benéfica em casos leves já que seus efeitos colaterais podem ser piores do que os sintomas de TDA/H”. A Ritalina pode interferir no crescimento das crianças e desconhece-se os efeitos neurológicos a longo prazo deste fármaco.
Outro possível problema em tratar as crianças com Ritalina é o potencial para abuso e dependência. Ritalina é um estimulante e é classificado como uma anfetamina. As anfetaminas apresentam um provável risco de dependência. Um estudo constatou que crianças que tomaram Ritalina por mais de 3 anos, apresentaram maior risco de cometer crimes e abusos de substâncias. Outros efeitos colaterais do medicamento incluem dores de cabeça e estômago, redução do apetite, depressão, irritabilidade, ansiedade, aumento da pressão arterial, dificuldades para dormir e nervosismo.
Nesta perspectiva, na qual os transtornos de atenção e hipercinéticos são compreendidos meramente como uma deficiência orgânica, desaparecem muitas outras questões que podem determinar os fracassos escolares, tais como: os avatares envolvidos na relação professor-aluno, as dimensões socioculturais de cada lugar, as políticas educacionais, os métodos de ensino e a formação dos professores, entre outros.
Tem ocorrido um exagero neste tipo de diagnóstico e os critérios de inclusão diagnosticados são pouco específicos. Consequentemente, acabam catalogando os comportamentos em entidades nosológicas estéreis, pois não levam em consideração os fatores psicossociais e ambientais, esclarece Cristina. O fracasso escolar precisa ser analisado de uma ampla gama de perspectivas, porém, as que mais predominam são aquelas que atribuem uma patologia às crianças que não aprendem ou não respondem às expectativas da escola.
A equipe de profissionais do grupo Educational Forensics sugere que para as crianças que fracassam na sua aprendizagem, seja feita uma avaliação e acompanhamento multidisciplinar, de neurologista, psicopedagoga, psicológica, mantendo um vínculo estreito de troca de informações com a escola também. Na sua experiência, os resultados obtidos através do uso da Ritalina em crianças diagnosticadas com TDA/H não diferem dos resultados obtidos com acompanhamento multidisciplinar.


FONTE: Psicóloga Maria Cristina Capobianco.
Fonte de Minha pesquisa
http://dilmacosta.blogspot.com/2009/11/o-que-e-tdah-transtorno-de-deficit-de.html
Imagem do google

domingo, 12 de setembro de 2010

Dislexia e TDAH


Por que os dois quadros se confundem?
A aprendizagem da leitura e escrita e a atenção são habilidades que envolvem unidades funcionais específicas. Tais unidades funcionais apresentam uma grande área de interseção em relação à planificação, programação, síntese, execução, verificação e seqüenciamento de tarefas cognitivas (Ciasca, 2010).

Apesar dessas funções estarem alteradas nos quadro de Dislexia e TDAH, isso não significa que eles sejam sinônimos, pois são disfunções distintas que envolvem áreas funcionais distintas. Alguns critérios de avaliação podem ser considerados como diagnóstico diferencial para os quadros citados acima como, por exemplo:
Tipo de atenção comprometida (sustentada na Dislexia e seletiva e sustentada no TDAH);
a ocorrência obrigatória de dificuldades na linguagem escrita e leitura pra a Dislexia e ocorrência provável no TDAH;
alterações comportamentais no quadro de TDAH presentes desde a pequena infância e alteração comportamental na Dislexia inaugurando-se junto com o fracasso escolar, ou seja, após o ensino formal da leitura/ escrita;
déficit na memória operacional marcado no TDAH pela desatenção e na Dislexia pela dificuldade de decodificação que leva à fadiga e desatenção;
a dificuldade na organização e execução de tarefas que nos disléxicos se manifestam principalmente em relação às tarefas acadêmicas e nos portadores de TDAH acompanha todas as tarefas cotidianas, incluindo as acadêmicas.

Apesar de serem quadros com muitas manifestações semelhantes, os critérios já citados e outros podem ajudar a definir diagnósticos e estratégias de acompanhamento terapêutico. No entanto, quando há uma co-morbidade, essa tarefa torna-se muito difícil para os profissionais e muitas vezes a confirmação de que o indivíduo é portador dos dois transtornos só se confirma após o início de uma intervenção terapêutica onde se pode avaliar a resposta à estimulação realizada.Pela dificuldade apresentada, tais diagnósticos devem ser feitos por uma equipe profissional, pois requerem conhecimento de áreas afins como saúde e educação.

Resumo da palestra apresentada dia 11 de Agosto no auditório da Cruz Vermelha.
Fonoaudiólogas: Mônica Cuiabano e marta Cuiabano.
Evento realizado pela colaboradora de Volta Redonda– AGRADA (Associação e grupode aprendizagem sobre o Déficit de Atenção).

Fonte do texto do Blog que recomendo
http://fonopriscilafelix.blogspot.com/
Imagem do google

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Tdah Assunto importante


Nos últimos anos estamos vivendo um processo de “deseducação” em sala de aulas. Alunos cada vez mais violentos, que acham ter o domínio de todas as coisas. De um lado estão os professores que já não sabem mais o que fazer para que esses alunos queiram aprender. Do outro lado os alunos, desinteressados, violentos e mal educados.

No entanto, não podemos rotular todos os alunos como rebeldes, inquietos e mal educados. É preciso avaliar o que leva o aluno a ter um comportamento desagradável, a fim de que não rotulemos um aluno TDAH como um aluno malandro.



http://equipeedros.blogspot.com/

DefiniçõesTDAH Palestras

O transtorno do déficit de atenção / hiperatividade é um transtorno de desenvolvimento do autocontrole que consiste em problemas com os períodos de atenção, com o controle do impulso e com o nível de atividade. Esses problemas são refletidos em prejuízos na vontade da criança ou em sua capacidade de controlar seu próprio comportamento relativo à passagem do tempo – em ter em mente futuros objetivos e conseqüências.

Não se trata apenas de estar desatento ou hiperativo. Não se trata apenas de um estado temporário que será superado, de uma fase probatória, porém anormal, da infância. Não é causado por falta de disciplina ou controle parental.
O TDAH é um transtorno real, um problema real e um obstáculo real que pode ser um desgosto e uma irritação.
O TDAH é um problema para toda a vida, crônico na maioria dos casos, causando dificuldades tanto para o garoto que vai a escola quanto para o adulto que é casado, tem filhos e trabalha.
Em geral, os sintomas são basicamente os mesmos, expressando-se de forma parecida nas diferentes etapas da vida: o aluno que não presta atenção ao que a professora diz e o marido que parece não escutar o que a mulher está contando; a aluna que não para sentada um minuto sequer e a profissional que vive arranjando coisas para fazer e se movimentar o tempo todo; o garoto que responde a pergunta sem ler até o final porque é impulsivo e o marido que decide as coisas sem consultar a esposa.( MATTOS,2003)
Pais e professores freqüentemente descrevem as crianças com TDAH das seguintes maneiras:

“ Meu filho parece não ouvir.”
“ Ele é “pavio curto”, as capacidade para “engolir sapos” é reduzida mesmo quando isso é vantajoso para ele”
“ Minha criança não termina tarefas que lhe são designadas”
“ Meu aluno parece ler de forma automática e apesar de ter a compreensão correta das palavras não entende o texto e não memoriza fatos importantes”
“Meu filho sonha acordado”
“ O início da brincadeira parece sempre ser empolgante e interessante,mas logo essa brincadeira se torna chata”
“ Minha filha perde coisas com freqüência”
“ Minha criança não consegue concentrar-se e distrai-se com facilidade”
“ Meu filho não consegue trabalhar de forma independente,se não for supervisionado”
“ Ele muda de uma atividade incompleta para outra.”
“Ela é freqüentemente confusa ou parece estar num nevoeiro”.


Tudo isso refere-se a problemas relacionados a atenção e concentração
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Pessoas com TDAH tem problemas para fixar sua atenção em coisas por mais tempo que outras.

Elas lutam com tenacidade para manter sua atenção em atividades mais longas que as usuais,especialmente aquelas mais maçantes, repetitivas ou tediosas. Tarefas escolares desinteressantes, atividades domésticas extensas e palestras longas são problemáticas,assim como leituras extensas,trabalhos desinteressantes,prestar atenção a explicações sobre assuntos desinteressantes e finalizar projetos intensos.(BARKCLEY,2002)

À medida que as crianças crescem , esperamos que elas se tornem aptas a fazer tais coisas.Quanto mais velhas ficam , mais devem ser capazes de realizar tarefas necessárias, porém desinteressantes. Aquelas com TDAH irão ficar atrás de outras nessa capacidade. Isso irá exigir que outros participem , auxiliando a guiar, supervisionar e estruturar seu trabalho e seu comportamento. É fácil então, perceber como frequentemente emergem conflitos entre as crianças com TDAH e seus pais e professores.


O que os pais podem fazer para ajudar

Geralmente a impressão que a família tem de um lar que possui uma criança com TDAH é que parecem freqüentemente estar num campo de batalhas. A criança geralmente viola as regras,negligência tarefas domésticas,opõem-se as tarefas de casa e definitivamente perturbam a paz. O TDAH não tem cura,mas existem alguns princípios que os pais podem trabalhar com seus filhos para melhorar o comportamento deles,seus relacionamentos sociais e o ajuste geral em casa.

O primeiro passo é informar-se sobre o que realmente é o TDAH,suas causas e como ele se manifesta nas diversas situações do dia- a –dia e nos diferentes lugares que a criança freqüenta. Deve-se aceitar o TDAH como um problema real e procurar se orientar como devem se comportar com seu filho.
Os pais devem ajudar as crianças a entenderem suas dificuldades,uma vez que elas próprias não têm uma boa crítica sobre seu comportamento.

Os conflitos diários, discussões ,argumentos e explosões de humor devem ser reduzidos,pois podem permear as interações diárias – sua e de seu filho.

As normas sobre os comportamentos devem ser claramente estabelecidas. Ou seja,ele precisa de um meio familiar que tenha rotinas,que seja previsível e que especifique exatamente o que é esperado dele. Explique porque as pessoas devem se comportar desta ou daquela maneira,pois isto não é muito evidente na maioria das vezes.Fale das conseqüências de se comportar de modo diferente daquilo que é esperado pelas demais pessoas.

É importante organizar as coisas de modo a ter certeza de que a criança vai conseguir realizar o que está sendo exigido dela. Se não completa os deveres de casa, a meta inicial deve ser que consiga completá-los inicialmente uma ou duas vezes na semana. È importante elogiar a criança sempre que for notado um progresso na atividade que está sendo trabalhada,pois os portadores de TDAH têm dificuldades em perceber a si próprios e também aos outros.

Aprenda a prestar atenção positiva em seu filho, pois a atenção que você dá a criança é uma conseqüência ou recompensa extremamente poderosa. Faça uso de sinais verbais e não verbais de aprovação,como abraços,sorrisos,envolver a criança nos braços,um sinal de positivo com o polegar, use expressões como: “legal”,”bom trabalho”, “ É bom quando você...” “ Fantástico”. Lembre-se nunca faça um falso elogio.
Tenha em mente sempre que toda melhora de comportamento leva tempo e somente o treinamento repetido torna a criança apta a “administrar” seu TDAH.


A escola

Crianças com TDAH têm grandes dificuldades de ajustamentos diante as demandas da escola. Um terço ou mais das crianças com TDAH ficam para trás na escola no mínimo uma série durante sua carreira escolar. Freqüentemente as notas e os pontos acadêmicos conseguidos estarão abaixo das notas e pontos de seus colegas.Complicando este quadro,existe o ato de mais da metade destas crianças com TDAH também apresentam problemas de comportamento opositivo.Isto ajuda a explicar porque algumas destas crianças são suspensas ou até expulsas da escola devido a problemas de condutas.

Infelizmente,muitos professores são desinformados sobre o TDAH ou estão desatualizados quanto ao conhecimento do transtorno e seu controle. Não obstante, quando bem orientados podem auxiliar na mudança de comportamento destas crianças,para melhor, é claro.

O ponto de partida está relacionado à estrutura das salas de aula,pois existem várias características na sala de aula que podem necessitar de ajustes. Um ponto importante é o fato da distribuição das cadeiras em sala de aula.A disposição tradicional das escrivaninhas em filas voltadas para frente da sala é muito melhor do que um arranjo modular onde várias crianças dividem uma mesa grande,especialmente voltadas umas para as outras enquanto trabalham. Esse arranjo proporciona estímulos interacionais excessivos distraindo a criança com TDAH,fazendo com que ela não preste atenção nem no professor nem no trabalho escolar.

A criança deve ser colocada mais perto da mesa do professor ou próxima de onde o professor fica a maior parte do tempo. Isso não apenas desencoraja os colegas de classe a darem atenção a criança,fazendo crescer o comportamento disruptivo,mas também torna mais fácil ao professor monitorar o aluno e aplicá-los multas e recompensas mais rápidas e facilmente.

Uma rotina bem organizada e previsível numa sala de aula, com a disposição de regras pode ser adicionada e é muito útil.

O uso de tarefas com maior estimulação ( cor, forma, textura, etc.) parece reduzir o comportamento disruptivo,aumentar a atenção e melhorar o desempenho total.

O professor deve mudar os estilos de apresentação das aulas,tarefas e materiais para ajudar a manter o interesse da criança,otimizando a atenção e concentração do TDAH.Tarefas que requerem uma resposta ativa como oposição a passividade permitem também que as crianças com TDAH canalizem melhor seu comportamento disruptivo em respostas construtivas.Em outras palavras forneça a criança com TDAH algo a fazer como parte da aula,determine trabalhos ou atividade, e o comportamento da criança passará a ser um problema menor.

Combinar aulas com momentos breves de exercício físico na sala de aula também pode ser útil.Isso reduz a fadiga e monotonia que crianças com TDAH podem experimentar durante períodos muito extensos de trabalho acadêmico.

O professor deve escalar as matérias acadêmicas mais difíceis para o período da manhã e deixar as atividades não-acadêmicas de maior atividades para o período da tarde,pois a habilidade de concentração de uma criança com TDAH e a inibição do comportamento diminui enormemente no decorrer do dia escolar.
Todo professor é um artista ,quando bem orientado certamente será capaz de estabelecer várias adaptações em suas aulas favorecendo o desempenho destes alunos.


Fonte: Associação Brasileira de Psicopedagogia.