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sábado, 23 de outubro de 2010

Um dia na vida de um Adulto com TDAH





Oi...

Eu contei que estava lendo um livro. Eu vou dizer: ler matérias que expliquem o que é TDAH com palavras técnicas ou linguagem rebuscada é meio complicado. Se for em preto e branco, então; pior! Este livro que estou lendo é muito legal. Pequeno com desenhos bem representativos do que é alguém com TDAH.

A terapeuta do meu filho me deu para ler. Porque eu e não ele?
Simples: Ela está fazendo um trabalho maravilhoso com ele que possui um distúrbio bem acentuado, como o meu. Parece mentira que passei diversos anos da vida dele, tadinho, tentando tratá-lo sem perceber que eu também fazia parte desta história. Como eu poderia tratar de uma criança da maneira que ela precisava, com terapias, fono, pedagoga, etc... se eu não conseguia me organizar? Aí encontrei uma terapeuta muito legal que me disse o que eu precisava ouvir; "Não é culpa sua, mas você está sendo irresponsável" . Pois é. Não me tratar, faz com que eu não melhore e consequentemente não consiga ajudar meu filho.
A Lígia é uma psicóloga/terapeuta renomada; professora titular da USP, trabalha no HC e na faculdade de Medicina do ABC; a Fundação. Mas acima disso, é alguém com uma visão muito além daquela de profissional. Ela consegue ver o "ser" envolvido em tudo isso. E tem nos ajudado muito. É o tipo de profissional que eu recomento para qualquer mãe que como eu vem buscando ajuda e quer enxergar luz no fim do túnel. Sabe porquê? Não considero TDHA uma doença nem um desespero de causa, mas quando não sabemos lidar e nem diagnosticar, esta coisa pequenina, se torna uma grande complicação na nossa vida.
Conheci outros profissionais em minhas andanças.Um dos médicos que conheci, me fez ver que somos pessoas maravilhosas. Ele me disse que a natureza é perfeita; quando perdemos algo, a natureza nos recompensa em outra. Ele atende crianças com TDHA, TOC, etc... Disse que nunca viu nenhum dessas pessoas ser "sacana". Usou este termo. Diz que estas crianças/adultos, geralmente são pessoas muito boas, sensíveis, têm talento para algum tipo de arte. Seja, desenho, música, litertura, etc.... Eu não desenho, não toco instrumento, mas quando cheguei à idade adulta, descobri qual era o meu talento. Eu sabia lidar com pessoas como ninguém. Tinha jogo de cintura para lidar com diversos tipo de pessoas, em qualquer momento. Isso me diferenciou de alguns colegas no trabalho e me deu oportunidade de chegar a um cargo de gerência numa grande empresa. Mas um cargo desses não depende só de contato pessoal.
Tenho metas, relatórios, reuniões, horários, planilhas..... ufa! É difícil. Acho que me desgasto mais do que meus pares, para fazer as mesmas coisas, sem falhar ou esquecer. A obrigação de acertar pesa muito sobre mim. Não é fácil. Algumas vezes, no final do dia, tenho a sensação de que gastei toda a minha energia. Fico ôca. Só a carcaça.
No final das contas, sabe o que eu acho? As trapalhadas que minha desatenção me proporcionam, antes me causavam angústia. Agora, encaro com naturalidade e até me divirto.

Um dia, levei meus filhos à escola. Como sempre, correndo, porque tenho uma séria dificuldade com horário. Meu marido estava junto. Estacionou o carro em frente ao colégio. Eu desci com minha filha e levei-a até o portão de entrada. Voltei correndo para o carro.
Abri a porta, entrei, sentei..... Na verdade, quando sentei no banco, e puxei a porta para fechar, senti que a maçaneta estava meio diferente, mas foi tão rápido! Sabe quando você sente que tem algo errado?
Nossa! Fechei a porta e virei para o banco do motorista para falar com meu marido....
Um homem que eu não conhecia, jazia grudado na porta(do motorista) com os olhos arregalados, a boca aberta, de onde um cigarro pendia, quase caindo. E ele, segurando um isqueiro na posição de acendê-lo, parecia uma estátua. A cena chegava a ser cômica, se eu naquele momento não estivesse tão assustda quanto ele, tentando descobrir o que acontecia ali.
Shazam! Ora, entrei no carro, errado! E com o cara errado! Acho que o sujeito coitado, estava tranquilo no carro dele, acendendo um cigarro, quando uma doida (eu) que ele não conhecia, adentrou rapidamente em seu carro, dando-lhe o maior susto. Ele ficou duro! E eu também! Minha cabeça começou a pensar em milésimos de milésimos de segundos, como eu explicaria "aquilo" para aquele homem.
Lembram do meu marido certinho? Pois é.... Dei uma olhada para a frente e vi os olhos dele refletidos no espelho do carro estacionado mais adiante. Vi até sobrancelhas com aquele formato de quem está muito bravo. Rapidamente, disse ao homen que eu havia entrado no carro errado, que meu carro era o da frente e que ele me desculpasse.
Nem sei o que ele diria, porque não esperei a resposta e saí correndo.
Meu marido super nervoso me disse que eu era muito desatenta e que o matara de vergonha.
Pode? Quem entrou no carro errado, pagou o maior mico fui eu não ele!
Mas emfim, ficou todo enfezado.
Fiquei rezando para que ninguém tivesse percebido, mas no dia seguinte para minha surpresa, minha filha me perguntou:
__ Mãe, a Cíntia me disse que você entrou no carro do pai dela e deu o maior susto nele. É verdade?
___ É. - Não emcompridei a conversa.
Mas aí não tinha mais jeito. Comecei a dar risada, só de me lembrar da cara que o sujeito fez.
Droga! Tinha que ser justo no carro do pai da amiga da minha filha? Fazer o quê, né?
Fiquei um tempão me escondendo do indivíduo e quando o encontrava, fingia que não tinha sido comigo.



Fonte do Texto e Imagem
http://eleanoramac.blogspot.com/

Tdah Video




Bom, para entender o que é TDAH segue abaixo um vídeo da psiquiatra e escritora Ana Beatriz Silva:



Drª Ana Beatriz Silva
Imagem do google

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Tdah-Transtorno de Déficit de Atenção


TDAH ou DDA
DEFINIÇÃO


Distraído, enrolado, esquecido, desorganizado, impulsivo, agitado, inquieto... Estes são alguns dos adjetivos mais comuns usados para descrever o comportamento de pessoas que injustamente tidas como preguiçosas, irresponsáveis e rebeldes na verdade possuem um funcionamento mental diferente. São os portadores do Distúrbio do Déficit de Atenção, o DDA também conhecido como TDAH e ADD. DEFINIÇÃO De acordo com os psiquiatras Edward Hallo- well e John Raley, o DDA é "uma síndrome neuro- lógia caracterizada por certa facilidade para distração, baixa tolerância à frustração e ao aborrecimento, uma tendência maior do que a média das pessoas a dizer ou fazer o que quer que vem à mente (impulsividade) e uma predileção por situações de grande intensidade". Em tempo: o diagnóstico de DDA não se baseia na simples presença dos sintomas, mas em sua gravidade, duração e no nível de interferência na vida cotidiana. O transtorno do déficit de atenção afeta em torno de 3 a 5% das crianças. Este dado já foi confirmado em vários países e também no Brasil. As crianças com TDAH, em especial os meninos, são agitadas ou inquietas. Freqüentemente têm apelido de "bicho carpinteiro" ou coisa parecida. Na idade pré-escolar, estas crianças mostram-se agitadas, movendo-se sem parar pelo ambiente, mexendo em vários objetos como se estivessem "ligadas" por um motor. Mexem pés e mãos, não param quietas na cadeira, falam muito e constantemente pedem para sair de sala ou da mesa de jantar. Elas têm dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes. Elas são facilmente distraídas por estímulos do ambiente externo, mas também se distraem com pensamentos "internos", isto é, vivem "voando". Nas provas, são visíveis os erros por distração (erram sinais, vírgulas, acentos, etc.). Como a atenção é imprescindível para o bom funcionamento da memória, elas em geral são tidas como "esquecidas" : esquecem recados ou material escolar, aquilo que estudaram na véspera da prova, etc. (o "esquecimento" é uma das principais queixas dos pais). Elas também tendem a ser impulsivas (não esperam a vez, não lêem a pergunta até o final e já respondem, interrompem os outros, agem antes de pensar). Freqüentemente também apresentam dificuldades em se organizar e planejar aquilo que querem ou precisam fazer. Embora possam ser inteligentes e criativas, seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual.

Saiba mais, lendo a integra do texto em: --->
http://uniprofes2.blogspot.com/2007/05/transtorno-de-deficit-de-ateno-e.html
Postado por Uniprofes_Ubatuba às 2:55 AM 0 comentários Links para esta postagem

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Deficit TDAH Adulto e diagnósticos


Confira os 10 sintomas mais comuns em adultos com déficit de atenção:

Os critérios diagnósticos convencionalmente utilizados para TDAH, incluindo os sintomas mais comuns, foram desenvolvidos com base na forma como ele aparece nas crianças. Estes sintomas incluem esquecimento excessivo, desatenção, bem como uma incapacidade de se sentar quieto, constantemente se mexendo. No adulto, os sintomas do déficit de atenção e hiperatividade se manifestam de maneira diferente, mais sutil. Isto pode tornar mais difícil reconhecer e diagnosticar TDAH adulto.

Sintoma n º 1: Problemas Com a Organização
Para as pessoas com TDAH, o aumento das responsabilidades da idade adulta – trabalho, contas a pagar, e as crianças, para citar alguns – pode dar problemas com a organização mais importantes e mais nocivas do que na infância. Embora alguns sintomas TDAH são mais irritantes para as outras pessoas do que para a pessoa com o problema, a desorganização é frequentemente identificado por adultos com TDAH como um grande aspecto do seu impacto na qualidade de vida.

Sintoma n º 2: Dirigir carro destraidamente – Acidentes de Trânsito
No TDAH no adulto torna difícil manter a sua atenção em uma tarefa, para passar o tempo ao volante de um carro pode ser difícil. Devido a isto,o TDAH pode tornar algumas pessoas mais susceptíveis a acidentes de trânsito, e até perder a sua licença de motorista, sem falar as multas e pontos na carteira.

Sintoma n º 3: problemas conjugais
Muitas pessoas sem TDAH têm problemas conjugais, naturalmente, um casamento conturbado não deve ser visto como um sinal de alerta para adultos com TDAH. Mas existem alguns problemas que tornam particularmente susceptíveis as pessoas com TDAH de terem seus relacionamentos atrapalhados. Muitas vezes, os parceiros de pessoas diagnosticadas com TDAH veem o seu conjuge com dificuldades de escutarem pedidos feitos e até uma incapacidade de honrar compromissos, fica como um sinal de que seu parceiro não se importa. Se você é a pessoa que sofre de TDAH, você pode não entender por que seu parceiro está chateado, e você pode sentir-se culpado por algo que não é sua culpa.

Sintoma n º 4: Distração Extrema
O Déficit de Atenção e hiperatividade é um problema com a regulação da atenção, na forma adulta do TDAH, a pessoa pode ter difículdade grande em focar, gerando uma distratibilidade muito grande. A distração pode levar a uma história de baixa performance na carreira, especialmente em cargos de alta competitividade. Se você tem TDAH, você pode descobrir que telefonemas ou e-mails, ruídos, qualquer solicitação externa afetam a sua atenção, o que torna difícil para você para terminar de fazer alguma coisa. É comum ver pessoas com déficit de atenção que começam as coisas e nunca terminam

Sintoma n º 5: Dificuldade em Ouvir
Você viaja no pensamento durante as longas reuniões? Será que seu marido esqueçe de pegar seu filho na escola, mesmo que você ligou para lembrá-lo disto? Problemas com atenção resultar em má compreensão oral, em muitos adultos com TDAH, o que conduz a uma série de mal-entendidos.

Sintoma n º 6: Inquietação, Problemas para Relaxar
Embora muitas crianças com TDAH são “hiperativas”, este sintoma freqüentemente aparece diferentemente TDAH em adultos. Os adultos com TDAH estão mais propensos a apresentar agitação ou achar que não podem relaxar. Se você tem TDAH, outros podem te descrever como uma pessoa nervosa ou tensa.

Sintoma n º 7: problemas ao iniciar uma tarefa
Assim como as crianças com TDAH frequentemente adiam o início da realização da lição de casa, as pessoas com TDAH no adulto frequentemente se arrastam ao iniciar tarefas que exigem muita atenção. Esta procrastinação agrava muitas vezes os problemas já existentes, incluindo desavenças conjugais, problemas trabalho, e problemas com os amigos.

Sintoma n º 8: Atraso Crônico
Existem muitas razões para adultos com déficit de atenção e hiperatividade serem geralmente atrasadas nos compromissos. Primeiro, eles são muitas vezes distraídas no caminho até um evento, talvez percebendo que o carro precisa ser lavado e, em seguida, percebendo que eles estão com pouca gasolina, e antes que eles percebam que já passou uma hora. Pessoas com TDAH também tendem a subestimar o tempo que leva para finalizar uma tarefa, se é uma tarefa importante no trabalho ou uma simples tarefa de casa.

Sintoma n º 9: Ímpetos de raiva
O TDAH freqüentemente leva a problemas com o controle das emoções. Muitos adultos com TDAH são explosivos com pequenas questões, tem o chamado pavio curto. Muitas vezes, a pessoa com TDAH sente como se eles não têm controle sobre suas emoções. Muitas vezes, a sua raiva aparece mais rapidamente que a capacidade em controlá-la.

Sintoma n º 10: Prioridade nas Coisas
O déficit de atenção pode causar dificuldades no planejamento das ações. As pessoas adultas com TDAH tem dificuldade em priorizar as obrigações mais importantes a cumprir, como o término de um trabalho, enquanto gasta inúmeras horas em algo insignificante, como um vídeo game.

Tratamento do TDAH no adulto

O tratamento do TDAH começa com o diagnóstico correto feito por um médico. Existem boas opções de tratamento do TDAH no adulto. As mesmas medicações usadas na criança podem ser usadas no adulto. O tratamento medicamentoso deve ser reservado para os casos nos quais aconteça algum prejuízo, alguma dificuldade na vida do paciente. Considerando que o TDAH pode estar associado a probelmas diversos como quadros depressivos, ansiedade, problemas com álcool e drogas, estas condições devem sertratadas também.

MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS

Várias linhas de psicoterapia podem ser indicadas. No caso de adultos casados, com freqüência algumas intervenções necessitam ser realizadas com o cônjuge. No caso de crianças e adolescentes, há programas de orientação e treinamento para pais e professores. Existem propostas muito interessantes de reestruturação do ambiente escolar e doméstico para crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade. Existem também várias recomendações que podem ser fornecidas ao paciente, de acordo com cada caso em particular, que amenizam suas dificuldades no dia-a-dia (tais como esquecimentos, uso de agenda, foco em uma tarefa, etc). Associação de técnicas Cognitivo Comportamentaiscom tratamento medicamentoso tem eficácia comprovada.

TRATAMENTO COM REMÉDIO

Existem muitos profissionais que prestam um GRANDE DESSERVIÇO à comunidade quando afirmam em meios de comunicação que os medicamentos “entorpecem” os pacientes, os tornam “robotizados”, “zumbis” e que este é um meio artificial de controle da doença. Geralmente são profissionais que não podem receitar medicamentos, é claro. Estão desinformados e provavelmente nunca acompanharam de perto um número suficiente de pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade antes e depois do tratamento farmacológico para observar a enorme diferença na vida destes indivíduos.

Vários remédios podem ser prescritos no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade, havendo evidências mais sólidas de eficácia com os psicoestimulantes Metilfenidato (Ritalina ou Concerta), Pemoline (Cylert), e as Anfetaminas (Dexedrine, Adderall) não são disponíveisno Brasil. Em alguns casos o modafinil (Stavigile) pode ser usado.

Os Psicoestimulantes são a primeira escolha no tratamento de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade segundo o NIH – National Institute of Health, dos EUA. Existem mais de 170 estudos clínicos, com mais de 6.000 pacientes avaliadas, sendo que 70% respondem com um único estimulante (o que é considerado muito bom). Os psicoestimulantes melhoram não apenas os sintomas típicos de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (desatenção, impulsividade e hiperatividade), como também aqueles de condições coexistentes (especialmente ansiedade e depressão) além das explosões de raiva e comportamento intempestivo.

EFEITOS COLATERAIS

Os efeitos colaterais com o uso de psicoestimulantes ocorrem em apenas cerca de 4% dos pacientes e são: insônia, diminuição do apetite, dores de estômago e cabeça e vertigem. Algumas crianças desenvolvem tiques quando iniciam o uso de estimulantes, mas não se sabe se a medicação causa os tiques ou se ela simplesmente revela uma condição pré-existente (crianças que têm Doença de Tourrette, caracterizada por múltiplos tiques, por exemplo). Existia uma crença de que o uso de estimulantes retardaria o crescimento de crianças e por isso se recomendava os “feriados” (alguns dias ou o final de semana) ou “férias” (meses) terapêuticas. Recentemente estudos mostram que isto NÃO ACONTECE!

OUTROS REMÉDIOS

Antidepressivos podem diminuir a agressividade, melhorando também os sintomas de ansiedade e depressão freqüentemente observados em portadores de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade. Clonidina (Atensina), um medicamento para tratamento de hipertensão arterial, parece estar associada a resposta favorável em bom número de casos. Neurolépticos, remédios que atuam na dopamina podem ser usados, quando os estimulantes promovem aumento do comportamento motor ou quando existe déficit cognitivo associado (retardo mental).

ATENÇÃO, NÃO SE AUTOMEDIQUE! Consulte um médico para fazer o seu diagnóstico e iniciar o melhor tratamento.

Espaço medico esclarecedor.

http://cefaleias.com.br/tdah
Dr.Mario Peres