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domingo, 30 de junho de 2013

O TDAH não é considerado uma doenç




O TDAH não é considerado uma doença, assim não se pode falar em cura.
 Uma doença é um estado do corpo, causado por uma situação ou agente específico, que pode ser eliminado para que se retorne ao estado inicial. O TDAH é uma síndrome - um conjunto de sintomas, com causas múltiplas, incluindo fatores neurobiológicos, pessoais e ambientais.

TDAH tem cura? Não, mas pode e deve ser controlado

Quando se usa medicação, seu efeito é provisório - permanece pelo tempo que a substância estiver no organismo. No caso da Ritalina 10mg, dura em torno de 4 horas. Prescrições de longa duração podem durar entre 6 e 8 horas. Quando o efeito do remédio acaba, todos os sintomas retornam.

Se a escolha pelo tratamento é baseada exclusivamente em drogas psicoestimulantes (o caso da Ritalina), não há perspectivas em abandonar a droga. Ou seja, um tratamento com remédio - ritalina ou outro - é um tratamento para o resto da vida. Esta é a principal razão pela qual muitas pessoas são contra a alternativa medicamentosa - há o desejo de libertar-se, a si ou a seus filhos, de um tratamento com droga psicotrópica sem prazo para terminar.

A medicação normalmente traz um efeito de curto prazo e bastante eficaz. Entretanto, ela não ensina nada à pessoa – quando seu efeito acaba, tudo volta ao estado inicial. Outras alternativas, como o Neurofeedback, a Psicoterapia Comportamental-Cognitiva e o Coaching Comportamental levam a ganhos permanentes, pois envolvem processos de aprendizagem e, desta forma, preparam a pessoa para lidar melhor com as limitações do TDAH ou até mesmo a superá-las.

É preciso ressaltar que o fato da medicação produzir efeitos limitados não significa que ela não deva ser usada como parte de um plano de tratamento, quando corretamente indicada. Significa, antes, que qualquer modalidade de tratamento deve levar em conta tanto o alívio dos sintomas quanto a necessidade de desenvolver novas competências, habilidades e padrões de comportamento.

Para melhores resultados, os tratamentos devem levar em conta as deficiências e necessidades específicas do caso, aliando formas de educação, treinamentos e terapias, além de medicação. Considerar apenas o fator orgânico - cerebral - normalmente leva à frustração e à desistência do tratamento.


http://www.dda-deficitdeatencao.com.br/artigos/tdah-tem-cura.html

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?






Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?
TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.
Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.
Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam oDiagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.
Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.
A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.
E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.
A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre- que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.
Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.
Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.

Texto original em Psychology Today

http://equilibrando.me/2013/05/16/por-que-as-criancas-francesas-nao-tem-deficit-de-atencao/

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O que é Psicoterapia






Sempre as pessoas me perguntam por que deveriam fazer psicoterapia. Costumo dizer que a psicoterapia pode contribuir para o processo de autoconhecimento e autonomia da pessoa, aumentando suas chances de ser feliz. Sim! Quanto mais a pessoa conhece sobre si, sua história de vida, o papel da cultura/sociedade e a história da humanidade – elementos que configuram os mais diversos comportamentos – esta pessoa pode ter melhor condição de analisar o contexto no qual ela vive, e tomar decisões mais assertivas para sua vida, aumentando, conseqüentemente, seu bem-estar.

Outra possibilidade é a de identificar necessidades e desenvolver habilidades para comunicar com clareza as emoções e sentimentos. Isso porque o psicólogo é um profissional que pode ajudar a descobrir porque você está tendo dificuldades em lidar com determinadas situações. Muitas pessoas, em algum momento da vida, podem, por exemplo, ter sido repreendidas ao falar sobre alguma limitação ou dificuldade pessoal e, hoje, têm dificuldade em entrar em contato com a raiva, o medo, a paixão… ou até mesmo expressar outros sentimentos como amor carinho, amizade…!



A partir da análise e compreensão dos comportamentos, do papel que assumem no contexto particular de cada pessoa, além das decisões que o cliente faz a partir de suas reflexões, terapeuta e cliente, buscam identificar, explorar e analisar ações, pensamentos, emoções e outros comportamentos que possam estar trazendo problemas ou transtornos tanto para o cliente como para a vida das pessoas que o rodeia. Dessa forma, na psicoterapia, técnicas e procedimentos são adotados para favorecer mudanças eficazes.








Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas e todas elas dão sua contribuição para o crescimento do indivíduo. Cabe a cada um se informar e buscar aquela linha com que mais se identifica. Eu trabalho com a psicoterapia comportamental que é uma das abordagens da psicologia fundamentada na análise funcional do comportamento e se dedica a compreender e explicar a razão pela qual as pessoas se comportam, auxiliando na resolução de problemas e dificuldades da vida.

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842 7744 - Salvador – Bahia
elidioalmeida.com


http://elidioalmeida.com/2013/04/16/o-que-e-psicoterapia/

domingo, 26 de maio de 2013

Atenção





Preste atenção, menino!

“Os professores sempre pedem aos seus alunos para “prestarem atenção”, mas pode ser que eles nunca ensinem como fazer isso. A prática de atenção plena ensina a criança a prestar atenção, e esta forma de prestar atenção melhora a aprendizagem acadêmica e sócio-emocional.

Atenção Plena é uma resposta bem efetiva ao estresse e melhora o processo neurológico chamado “função executiva”, ou seja, a habilidade de organizar tarefas, gerenciar o tempo, estabelecer prioridades, e tomar decisões. As crianças – incluindo aquelas diagnosticadas com problemas relacionados ao estresse – podem se beneficiar ao aprenderem a focar sua atenção, tornar-se menos reativas, e mais compassivas consigo mesmas e com os outros.”

Thich Nhat Hahn – Planting Seeds