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domingo, 9 de março de 2014

COMO AJUDAR O ALUNO COM TDAH


Ele é impaciente, não presta atenção, não segue instruções, é esquecido e ainda contamina toda a classe com sua impulsividade. Reconheceu esses sintomas em alguns de seus alunos? Pode ser que ele seja um portador do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), ou não.

O diagnóstico não é tão simples e deve ser feito por um médico. O TDAH é uma das doenças psiquiátricas mais comuns na infância e frequentemente persiste até a idade adulta. A prevalência do transtorno é de aproximadamente 5,29% na população, segundo estudos, com predomínio no sexo masculino. De acordo com o médico psiquiatra Carlos Renato Moreira Maia, pesquisador do Programa de Déficit de Atenção e Hiperatividade (ProDAH) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o TDAH é caracterizado por sintomas de falta de atenção e/ou hiperatividade e impulsividade , que causam prejuízos ao indivíduo em ao menos dois ambientes – em casa e na escola, por exemplo.

Maia explica que o diagnóstico do transtorno é clínico, ou seja, é baseado na descrição dos sintomas relatados pelo indivíduo, seus pais ou outras pessoas de seu convívio, professores e educadores. “Conforme o Manual de Diagnóstico e Estatística – IV Edição (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiatria, são necessários seis sintomas de desatenção e/ou seis sintomas de hiperatividade/impulsividade. Para que se estabeleça o diagnóstico de TDAH, esses sintomas devem ser mais frequentes e severos do que o esperado para a faixa etária do indivíduo”, observa o médico, mestre e doutorando em Psiquiatria e especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência.

Além disso, continua Maia, é necessário que tais sintomas estejam presentes antes dos 7 anos de idade, causando prejuízo à criança em dois ou mais ambientes, e que não sejam justificados por algum outro transtorno mental. “É importante destacar que não existem exames que estabeleçam o diagnóstico, como exames de sangue, imagem ou eletroencefalograma”, completa.

Maia também alerta que, por se tratar de uma doença, o diagnóstico só pode ser feito por um médico, preferencialmente com experiência em TDAH (psiquiatra da Infância e Adolescência, neurologista infantil ou pediatra). “Existem outras doenças psiquiátricas com sintomas semelhantes ao TDAH, mas somente profissionais experientes conseguem fazer o diagnóstico diferencial”, adverte.

Frente a um problema tão complexo, como o professor deve agir? O psicólogo Ronaldo Ferreira Ramos, diretor executivo da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), ressalta que o professor é um dos primeiros a identificar o comportamento diferenciado da criança. “Geralmente é na escola que as crianças com TDAH apresentam os primeiros sintomas do transtorno, porque têm que ficar sentadas, obedecer a regras, se concentrar”, comenta. E orienta que a primeira coisa a ser feita nesses casos é chamar os pais para conversar e sugerir que busquem ajuda de um especialista.

Ainda segundo Ramos, assim que a criança for diagnosticada deve ter início um acompanhamento multidisciplinar que, na opinião dele, pode contar com um terapeuta, um psiquiatra infantil ou outro médico conforme a necessidade. “A partir do momento que é iniciado o tratamento, a melhora na escola e na vida social da criança é visível”, enfatiza, elencando entre os benefícios obtidos a melhora na autoestima, na socialização e na concentração.

Na escola

Para Bárbara Delpretto, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), educadora especial e Mestre em Educação, o professor pode e deve realizar uma avaliação “enquanto processo e ato que permite valorizar se há o acesso aos saberes culturais por parte do aluno, e que estão na base da aprendizagem escolar. Neste sentido, falamos de avaliações distintas, realizadas por diferentes profissionais”.

Para que o professor possa realmente ajudar esse aluno, primeiramente deve procurar se informar sobre as características do TDAH. “É a partir deste conhecimento que há a possibilidade de ajustamento dos métodos e da temporalidade das atividades escolares, tornando-as mais acessíveis”, explica Bárbara. Após o conhecimento inicial dessa necessidade especial, ela recomenda que o professor registre o comportamento do aluno no horário de aula quanto à irritabilidade, à inquietude e à agitação. E acrescenta: “se o aluno demonstra conhecer o conteúdo, mas não consegue terminar todas as atividades devido a algumas destas características observadas frequentemente, é possível que haja a perda da atenção por fatores não somente ambientais. O déficit de atenção/hiperatividade é um quadro psicopatológico complexo e que afeta todo o desenvolvimento psicoemocional, cognitivo e social do sujeito, e por esta razão, a intervenção junto a ele deve ocorrer em diversas dimensões”.

O psiquiatra Carlos Maia ressalta que os docentes devem estar cientes de que são pessoas importantíssimas nesse processo. “Os professores têm a oportunidade de detectar as alterações no comportamento da criança, quando comparada a outros indivíduos da mesma faixa etária”, considera.

O médico também salienta que, em uma sala com aproximadamente 30 alunos ou mais, os que apresentam TDAH não são somente aqueles com comportamento mais hiperativo, mas também aquelas crianças quietas e pouco participativas, que muitas vezes não são percebidas até que apresentem importantes dificuldades escolares.

Ele reforça que o TDAH é uma doença, e não um problema de caráter ou personalidade: “o comportamento hiperativo/impulsivo não é proposital, e melhora significativamente com o tratamento adequado. Ao perceberem uma criança com características compatíveis com TDAH devem pedir aos pais que providenciem uma avaliação psiquiátrica adequada. A observação dos professores poderá ser fundamental para o futuro dessas crianças”.

Rotina escolar

O presidente da ABDA acredita que a escola – e também a família – precisa estar preparada para lidar com essas crianças. “Os pais e os professores devem ter muita informação sobre o transtorno, quanto maior o grau de informação, melhor. E os pais devem conversar com os professores, saber se eles estão informados sobre o assunto e, se não conhecem, devem pedir que procurem orientação. Pais e professores devem manter diálogo constante, a fim de contribuir para o aprendizado e o desenvolvimento dessa criança”, afirma.

A professora Bárbara concorda que os profissionais que acompanham o aluno na escola e a família devem buscar informações sobre o desenvolvimento, o comportamento, os interesses e avanços do aluno em questão. “Isso para que possam celebrar as melhorias no tratamento e o ganho obtido na qualidade de vida. Ou mesmo para que possam analisar a necessidade de readequação do tratamento em vistas à rotina escolar e às demandas e atividades desenvolvidas por ele neste espaço”, observa.

A educadora afirma que o acompanhamento do aluno com TDAH por uma equipe multiprofissional tende a colaborar para que o trabalho em diversas dimensões tenha sucesso. “Mas reforço que é sempre fundamental que estes profissionais conversem, ouvindo o que o sujeito e a família têm a falar”, reafirma. E exemplifica dizendo que, muitas vezes, a medicação dada ao aluno, variando de acordo com a posologia, o deixa sem energia no período de aula. Neste sentido, é necessário indicar essas características comportamentais à família para que ela e o médico que acompanha o aluno possam verificar se existem outras possibilidades que não interfiram negativamente nas atividades e na saúde do estudante.

Ela ainda enfatiza que cabe aos pais ou responsáveis pelo aluno reger o equilíbrio que deve haver entre os diferentes profissionais em atuação, indicando as prioridades desejadas a partir das necessidades observadas na criança, proporcionando, assim, ambientes estruturados para a convivência sadia. “Os pais também precisam buscar por informações a respeito do transtorno do déficit de atenção/hiperatividade, de modo que possam adequar as possíveis exigências domésticas a estas necessidades, proporcionando a ela [criança] um espaço adequado para o seu desenvolvimento”, finaliza.        

(Carolina Mainardes)



https://pt-br.facebook.com/notes/aprender/como-ajudar-o-aluno-com-tdah/447351685324857

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Novidades em TDAH

Novidades em TDAH - vida adulta, trânsito, medicação e sono 





Nesta semana surgiram alguns estudos interessantes sobre o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) em crianças e em adultos.


O estudo liderado por Rachel G. Klein mostrou que homens diagnosticados com TDAH na infância apresentam importante prejuízo funcional na vida adulta. Os pesquisadores acompanharam por 33 anos, desde a infância, 135 homens com TDAH e 136 homens sem TDAH. As pessoas com o transtorno tiveram piores desfechos educacionais, ocupacionais, econômicos e sociais, incluindo uma maior proporção de comportamento antissocial, uso de drogas, prisões e divórcio. Infelizmente, não se pode investigar a fundo o papel do tratamento sobre esses desfechos. Como os participantes tiveram seu diagnóstico ainda na década de 70, época em que se havia o preconceito de que os estimulantes causavam dependência, muitos dos pacientes tiveram seu tratamento interrompidos ao entrarem na adolescência. Os autores consideram que, de certo modo, a amostra pode ser considerada como de pessoas com TDAH não-tratadas, e reforça a necessidade de se instituir o tratamento adequado e que ele seja continuado. O TDAH não é um "jeito de ser" e uma "variação do comportamento normal", como muitos profissionais incompetentes ou de má fé (alguns ligados à Cientologia) vêm advogando.

Uma das consequências pouco observadas do TDAH é o impacto que ele pode ter no trânsito. Alguns trabalhos têm mostrado que os adultos com TDAH sofrem mais acidentes, os acidentes são mais graves e recebem mais multas por excesso de velocidade. Uma das novidades sobre esse assunto é que o tratamento medicamentoso pode melhorar o desempenho no trânsito. Durante uma simulação, as pessoas tratadas tiveram melhor tempo de reação e sofreram menos acidentes.

Ou seja, o tratamento medicamentos pode ser de grande valia para adultos, como já é bem estabelecida sua eficácia para crianças. A propósito, a ONG "ADHD Voices" investigou com famílias americanas e inglesas como as crianças viam o medicamento em suas vidas. O objetivo do trabalho era ver se as crianças realmente acham que ficam como "robôs" ou "zumbis" com o uso do medicamento, como alguns "cavaleiros do apocalipse" vêm dizendo por aí na mídia. Obviamente que as crianças deram respostas bastante positivas sobre o tratamento. Angie, uma americana de 11 anos, disse a respeito do tratamento: "Com a medicação, não é que você fica uma pessoa diferente. Você continua sendo a mesma pessoa, mas fazendo as coisas um pouco melhor". Os autores ressaltam que muitas crianças e adolescentes têm boa consciência sobre o papel do medicamento em suas vidas e elas podem (e devem!) ser incluídas na discussão do plano terapêutico.

Por fim, um outro estudo mostrou que dormir um pouquinho mais pode melhorar significativamente o comportamento das crianças e diminuir a agitação na escola. Essa questão já foi abordada em outras postagens deste blog. O estudo envolveu crianças de 7 a 11 anos, que dormiam em média 9,3 horas por noite, o que está abaixo das 10 horas recomendadas pelo Instituto de Saúde dos EUA (NIH). Os pesquisadores dividiram as crianças em dois grupos: um deles iria dormir uma hora a mais (na verdade, apenas 30 minutos foi adicionado) e o outro grupo teve uma hora de sono reduzida. A mudança no comportamento foi óbvia tanto para os pais quanto para os professores. O grupo privado de sono piorou em relação ao humor e ao comportamento, enquanto o grupo que dormiu meia hora a mais melhorou significativamente. O trabalho ressalta a importância de dormir bem e sugere que as mudanças sejam implementadas na rotina doméstica. Quando vira rotina, as crianças se adaptam e tudo fica mais fácil. Veja aqui como fazer uma higiene de sono para crianças e adolescentes.

Enfim, os estudos ressaltam que o TDAH é um problema sério e que deve receber tratamento apropriado e de forma continuada para se evitar problemas ao longo de toda a vida. O tratamento pode ser medicamentoso e psicoterápico, mas medidas como prática de atividade física, sono e alimentação adequadas são essenciais.





Referências:
1)  Klein et al. Clinical and Functional Outcome of Childhood Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder 33 Years Later. Arch Gen Psychiatry 2012. [Link]
2) ADHD Medication May Improve Driving Performance. Medscape. Oct 16, 2012. Apresentado em: 25th European College of Neuropsychopharmacology (ECNP) Congress. Abstract P.7.e.002. [Link]
3) Children With ADHD Say Stimulant Drugs Help Them. Medscape. Oct 15, 2012. [Link]
4) Gruber et al., Impact of Sleep Extension and Restriction on Children’s Emotional Lability and Impulsivity. Pediatrics 2012. [Link]



Arthur Kummer
Professor de Psiquiatria Infantil da UFMG

 http://pqinfantil.blogspot.com.br/2012/10/novidades-em-tdah-vida-adulta-transito.html

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Distração ou déficit de atenção? Entenda a diferença








Sabe aquelas pessoas que vivem no mundo da lua? Parece que enquanto a cabeça está lá nas alturas, é o corpo apenas que fica circulando aqui embaixo, e nem sempre fazendo o que deve! Muitas vezes qualquer pessoa pode acabar ligando o piloto automático, e simplesmente ir executando suas tarefas sem prestar realmente atenção no que está fazendo.

Mas existe um limite entre a pura e simples distração e o déficit de atenção (TDAH). E muito se engana quem pensa que o problema tem que estar sempre associado à hiperatividade. A psiquiatra clínica Evelyn Vinocur nos ensina que o quadro pode ser dividido em três tipos: predominantemente desatento, o predominantemente hiperativo-impulsivo e o combinado (que mistura os dois outros). "Em princípio, você até pode confundir o TDAH de tipo desatento com uma simples distração natural. Mas, se conviver um tempo com a pessoa, você vai perceber que é uma qualidade diferente de distração", assinala a especialista. Como podemos diferenciar? Confira as principais diferenças entre cada um desses problemas:


De olho nos sintomas

O primeiro diferencial entre desatenção e déficit de atenção é a duração: "a distração comum é passageira, tem um início e um fim. Cessa quando cessa o estímulo que a causa", explica a psiquiatra clínica Evelyn Vinocur. Para o psicólogo Fernando Elias José, especialista em cognição humana, o principal sintoma é quando a falta de atenção começa a atrapalhar o dia a dia. Por exemplo, quando ela não consegue se concentrar de forma alguma em uma tarefa importante que exige atenção.

De qualquer forma, existem alguns critérios para o diagnóstico: no caso do TDAH tipo desatento, o adulto ou a criança precisam apresentar, no mínimo, seis características marcantes de falta de atenção, como dificuldade de concentração em uma aula ou palestra, problemas de memória de curto prazo e facilidade para desviar a atenção de uma tarefa. Em caso de desconfiança desse tipo de diagnóstico, vale consultar um psiquiatra ou psicólogo e fazer o teste completo.




http://www.minhavida.com.br/bem-estar/galerias/16630-distracao-ou-deficit-de-atencao-entenda-a-diferenca

POR NATHALIE AYRES - PUBLICADO EM 29/07/2013
Imagem do google

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Surdez





A surdez de transmissão está relacionada com alterações do ouvido externo (obstrução do canal auditivo externo : por ex. rolhão de cerúmen) ou do ouvido médio (otites, lesão dos ossículos,…).

O défice, geralmente moderado, afecta sobretudo a percepção dos sons graves e pouco intensos: ouve-se com dificuldade ou não se ouve a voz baixa ou sussurrada.

 Les surdités neurosensorielles

Clique

A surdez neurossensorial ou de percepção deve-se a disfunção do ouvido interno e geralmente é reflecte a lesão das células ciliadas ou do nervo auditivo.

Raramente a causa está localizada nos centros auditivos do sistema nervoso central.
Nota : Uma surdez de transmissão e neurossensorial podem apresentar-se combinadas no mesmo ouvido, o que constitui uma surdez mista. Por ex. Uma patologia do ouvido médio como a otosclerose pode, Numa fase avançada, afectar o ouvido interno e provocar uma surdez mista.

A SURDEZ UNILATERAL E A SURDEZ BILATERAL
A hipoacusia pode afectar um só ouvido (surdez unilateral) ou os dois ouvidos de simétrica ( surdez bilateral simétrica) ou, sendo bilateral, ser mais importante dum lado que do outro (surdez bilateral assimétrica). As consequências sobre a percepção auditiva são diferentes: A surdez bilateral, obviamente é muito mais incapacitante que a unilateral.
 È a mesma situação da visão em que não se pode comparar o cego com a "mirolho".

A IDADE DE COMEÇO DA SURDEZ
Nos países ocidentais, a percetagem da população com perda auditiva é de 7 a 8 % (por ex. em França, os números oficiais de 1998 indicavam a presença de mais de 4 milhões de surdos.

A surdez pode desenvolver-se de múltiplas formas ao longo do tempo. Pode instalar-se de forma súbita ou progressiva e pode ser estável ou flutuante ao longo do tempo.

A idade de aparecimento da surdez é um aspecto muito importante. Nas crianças, as repercussões da surdez são muito diferentes se esta surgir antes ou depois da aquisição da linguagem. Por tanto, a idade de aparecimento da surdez é um aspecto muito relevante. Por outro lado uma surdez detectada pouco após a sua instalação tem melhores perspectivas que uma surdez antiga.
 Cada vez mais países estão desenvolvendo programas de detecção precoce de surdez nos recém nascidos e campanhas de prevenção para a restante população.

A SURDEZ GENÉTICA OU ADQUIRIDA
A surdez pode ser genética ou adquirida durante a vida pós-natal através duma doença (traumatismo acústico, infecção, ototóxicos, envelhecimento, etc.).Mas também pode ser devida a alterações adquiridas sobre uma predisposição genética. Os indivíduos são todos diferentes face à infecção ou o traumatismo acústico, etc..

A la naissance

 Ao nascimento

Segundo a organização mundial de saúde em cada 1000 nascimentos diagnosticam-se 1 a 1,5 casos de surdez severa ou profunda, e este número eleva-se a 3% se forem incluídos casos de surdez moderada e aos 5% se forem incluídos todos os casos de hipoacusia.
 Três quartos dos casos de surdez são de causa genética (g). O outro quarto são adquiridas durante a gravidez ou no período perinatal.

Chez l'enfant

 Nas crianças

A maioria dos casos de surdez são devidos a problemas do ouvido médio (OM) como a otite crónica ou a otite média com efusão ou seromucosa.
 A percentagem de casos de hipoacusia de causa genética reduz para aproximadamente 10%.
 O restante (azul) é causado por múltiplos factores.

Chez l'adulte

Chez l'adulte

Os factores que causam surdez no adulto estão a aumentar e representam, na actualidade, a grande maioria dos casos de surdez.

As otites médias crónicas (OM) só são responsáveis por 20% dos casos, algo menos que a doença da Meniére (M), que também atinge o sistema vestibular (vertigem). O traumatismo acústico (t) causado pela sobre-exposição sonora, ocupa hoje o primeiro lugar dos factores responsáveis pela surdez… e a sua importância só pode aumentar (ver " Ruído: Atenção perigo! Protecção)

Outros factores completam este gráfico: principalmente os medicamentos ototóxicos e a surdez súbita. A surdez de origem genética (g) só é responsável por uma pequena percentagem do total, mas deve-se assinalar que em muitos casos (trauma acústico, ototoxicidade, Meniére…) é provável que existam componentes genéticos que acelerem a surdez adquirida.

SURDEZ NA VELHICE
Esta imagem mostra o nível auditivo médio das pessoas de 20, 40, 60 e 90 anos. È provável que as variações individuais se devam também a um componente genético.

É preciso ter em atenção que a presbiacusia não é independente da surdez adquirida. O envelhecimento "natural" pode estar acelerado como consequência de todas lesões acumuladas ao longo dos anos. Por exemplo a exposição excessiva a ruídos demasiado intensos ou traumáticos pode ser responsável por uma presbiacusia precoce: pode ter-se 49 ou 50 anos e ter ouvidos com 90 anos.


Clique sobre tecla para ver a aceleração da presbiacusia (que se denomina presbiacusia precoce), devida à exposição excessiva ao som.




Nota: Os graus de surdez e a sua investigação são apresentados noutro local deste site: na introdução ao capítulo " tratamentos actuais"