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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dicas de produtividade só para os TDAHs




Vamos encarar os fatos. Os TDAHs não são sempre a turma mais produtiva. Planejar o futuro é a nossa kriptonita. Mas isso não significa que não consigamos ter as coisas feitas, só é preciso uma certa maneira de pensar. As seguintes estratégias de produtividade podem não estar no livro de gerenciamento, mas elas funcionam muito bem para nós que temos TDAH.

Seja Realista

Seja realista sobre o tempo necessário para fazer algo - tudo vai demorar ridiculamente mais tempo do que você pensa. Planeje para isso, de modo que você não vai ficar brigando com todo mundo porque perdeu um prazo.

Esqueça a Perfeição

Saiba que você não consegue fazer tudo perfeito. Às vezes, prestando atenção em ser produtivo no trabalho significa que você ou sai para jantar ou a pilha de roupa suja fica enorme. Você é somente um ser humano, então, dê a você mesmo uma folga.

Arrume o Ambiente

Prepare seu próprio ambiente para o foco. Isso significará coisas diferentes para cada um. Para mim, significa ir para meu quarto, fechar a porta, desligar o ventilador de teto, fechar a porta do banheiro, afofar meus travesseiros e deixar as persianas meio abertas de modo que eu ainda possa ver lá fora, mesmo encasulado para hibernar e atacar os itens da minha lista que requerem que eu me sente à frente de um computador.

Reúna Tudo Que Vai Precisar

Apronte-se para o sucesso. Antes de se sentar, faça uma caçada de tudo o que vai precisar e que fique ao alcance de sua mão, de modo que não seja necessário fazer interrupções mais tarde. Creia-me. Você vai adorar arrumar uma desculpa para parar de fazer o que está fazendo - evite essa possibilidade desde o início.

Em Primeiro Lugar as Coisas Divertidas

Faça as coisas divertidas primeiro. Eu sei que isso significa deixar todas as coisas chatas para o final, mas eu tenho uma teoria. Depois que você ganhou aquela dose de dopamina por ter feito as coisas divertidas, seu corpo vai cavar um buraco, procurando o tesouro das coisas boas, e agora tem a motivação para terminar o que não é tão divertido, à procura do que era.

Reserve Tempo Para as Transições

Dê a si mesmo um tempo entre as tarefas - especialmente para os projetos que representem um desafio mental. Marque dez minutos no relógio e saia para uma caminhada, faça ioga, ou beba seu chá preferido. Use esse tempo para se preparar psiquicamente para a próxima tarefa de sua lista.

Divida as Tarefas Maiores

Por causa do risco sempre presente de se distrair, Os TDAHs têm problemas com as tarefas longas, de múltiplas etapas. O segredo de terminar as tarefas maiores é quebrá-las em séries de tarefas menores que possam ser enfrentadas uma de cada vez. As tarefas menores não são tão intimidantes. Se um projeto não pode ser completado em vários dias, mantenha seu pique focalizando somente na etapa seguinte que possa ser feita. Escreva essa etapa em um cartão e o coloque em local visível.

Tire o Lixo do Cérebro

Para muitos TDAHs, a única maneira de manter o controle das coisas que são para serem lembradas é escrevê-las em uma agenda. Cada tarefa deve ser anotada tão logo seja determinada. Se não, ela será deslocada por novos pensamentos, fatos, pedidos ou fofocas. Arrume uma agenda com bastante espaço para anotar suas ideias, assim como seus apontamentos. E nunca saia de casa sem ela. Jamais.

Torne Visível os Prazos

Anote seus prazos onde possa vê-los. Isso vai lembrá-lo de usar seu tempo sabiamente. Tente realçar sua lista de coisas a fazer na sua agenda, cole notas na parede acima de sua mesa, ou crie uma tela de computador que diga algo como: "Julho 31 ou Ferro!"

Nada de Negativo

As palavras negativas que reservamos apenas para nós mesmos são contraproducentes. Você sabia que sua mente inconsciente não computa a negação em linguagem? Isso é certo - o mais profundo recesso da mente não processa a palavra "não". Assim, quando dizemos "Hoje não gastarei o tempo no computador", as palavras são lidas como "Hoje gastarei o tempo no computador".


ADDitude.

http://tdah-dourados.blogspot.com.br/

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Dez dicas de produtividadeTDAH

 Dez dicas de produtividade para adultos com TDAH





Use essas dicas para acender o fogo debaixo do seu cérebro e (finalmente) fazer as suas obrigações. Por Stacey Turis

Dicas de produtividade só para os TDAHs

Vamos encarar os fatos. Os TDAHs não são sempre a turma mais produtiva. Planejar o futuro é a nossa kriptonita. Mas isso não significa que não consigamos ter as coisas feitas, só é preciso uma certa maneira de pensar. As seguintes estratégias de produtividade podem não estar no livro de gerenciamento, mas elas funcionam muito bem para nós que temos TDAH.

Seja Realista

Seja realista sobre o tempo necessário para fazer algo - tudo vai demorar ridiculamente mais tempo do que você pensa. Planeje para isso, de modo que você não vai ficar brigando com todo mundo porque perdeu um prazo.

Esqueça a Perfeição

Saiba que você não consegue fazer tudo perfeito. Às vezes, prestando atenção em ser produtivo no trabalho significa que você ou sai para jantar ou a pilha de roupa suja fica enorme. Você é somente um ser humano, então, dê a você mesmo uma folga.

Arrume o Ambiente

Prepare seu próprio ambiente para o foco. Isso significará coisas diferentes para cada um. Para mim, significa ir para meu quarto, fechar a porta, desligar o ventilador de teto, fechar a porta do banheiro, afofar meus travesseiros e deixar as persianas meio abertas de modo que eu ainda possa ver lá fora, mesmo encasulado para hibernar e atacar os itens da minha lista que requerem que eu me sente à frente de um computador.

Reúna Tudo Que Vai Precisar

Apronte-se para o sucesso. Antes de se sentar, faça uma caçada de tudo o que vai precisar e que fique ao alcance de sua mão, de modo que não seja necessário fazer interrupções mais tarde. Creia-me. Você vai adorar arrumar uma desculpa para parar de fazer o que está fazendo - evite essa possibilidade desde o início.

Em Primeiro Lugar as Coisas Divertidas

Faça as coisas divertidas primeiro. Eu sei que isso significa deixar todas as coisas chatas para o final, mas eu tenho uma teoria. Depois que você ganhou aquela dose de dopamina por ter feito as coisas divertidas, seu corpo vai cavar um buraco, procurando o tesouro das coisas boas, e agora tem a motivação para terminar o que não é tão divertido, à procura do que era.

Reserve Tempo Para as Transições

Dê a si mesmo um tempo entre as tarefas - especialmente para os projetos que representem um desafio mental. Marque dez minutos no relógio e saia para uma caminhada, faça ioga, ou beba seu chá preferido. Use esse tempo para se preparar psiquicamente para a próxima tarefa de sua lista.

Divida as Tarefas Maiores

Por causa do risco sempre presente de se distrair, Os TDAHs têm problemas com as tarefas longas, de múltiplas etapas. O segredo de terminar as tarefas maiores é quebrá-las em séries de tarefas menores que possam ser enfrentadas uma de cada vez. As tarefas menores não são tão intimidantes. Se um projeto não pode ser completado em vários dias, mantenha seu pique focalizando somente na etapa seguinte que possa ser feita. Escreva essa etapa em um cartão e o coloque em local visível.

Tire o Lixo do Cérebro

Para muitos TDAHs, a única maneira de manter o controle das coisas que são para serem lembradas é escrevê-las em uma agenda. Cada tarefa deve ser anotada tão logo seja determinada. Se não, ela será deslocada por novos pensamentos, fatos, pedidos ou fofocas. Arrume uma agenda com bastante espaço para anotar suas ideias, assim como seus apontamentos. E nunca saia de casa sem ela. Jamais.

Torne Visível os Prazos

Anote seus prazos onde possa vê-los. Isso vai lembrá-lo de usar seu tempo sabiamente. Tente realçar sua lista de coisas a fazer na sua agenda, cole notas na parede acima de sua mesa, ou crie uma tela de computador que diga algo como: "Julho 31 ou Ferro!"

Nada de Negativo

As palavras negativas que reservamos apenas para nós mesmos são contraproducentes. Você sabia que sua mente inconsciente não computa a negação em linguagem? Isso é certo - o mais profundo recesso da mente não processa a palavra "não". Assim, quando dizemos "Hoje não gastarei o tempo no computador", as palavras são lidas como "Hoje gastarei o tempo no computador".


ADDitude.


http://tdah-dourados.blogspot.com.br/2014/06/343-dez-dicas-de-produtividade-para.html

TDAH e Sexo –

TDAH e Sexo – Redescobrindo o romance em seu casamento

                                                     

                                                     A distração pode

envenenar o erotismo em seu casamento TDAH. A seguir, como você poderá reviver a intimidade, o mistério e a excitação com seu par. Por Edward Hallowell, M.D.

TDAH e sexo: É um assunto sobre o qual quase ninguém escreve, embora quase todos os adultos com TDAH que eu tratei tivessem um problema sexual relacionado ao TDAH. Uma das queixas mais comuns é a falta de intimidade sexual. Isso não significa ausência de sexo, mas sexo que não promove a intimidade emocional genuína.
O sexo bom é possível somente quando ambos os parceiros em um casamento TDAH se sentem relaxados e se divertem – e são capazes de se desligarem do mundo lá fora, para curtir o momento. Isto não é fácil para adultos com TDAH. Como um homem que tem dificuldade de se deter poderá aproveitar o sexo? Como poderá uma mulher focalizar-se em dar prazer (ou em obtê-lo) se ela estiver pensando na reforma da sala de estar ou em mandar um e-mail?
O tédio sexual é outro grande problema. Adultos com TDAH se excitam com todas as coisas, e isso inclui as relações sexuais. Conforme um relacionamento amadurece, e a paixão inevitavelmente diminui, o portador de TDAH pode perder o interesse em sexo e passar para outras atividades ou outras pessoas que sejam mais estimulantes. 
 O enfado com o sexo é uma razão para a alta taxa de divórcio entre casais TDAH.
Em alguns relacionamentos, a falta de intimidade sexual reflete uma luta pelo poder. Tipicamente, o parceiro não TDAH começará a assumir um controle cada vez maior para as compras, as finanças, o cuidado com os filhos e qualquer outra coisa que aconteça em casa. Em algum ponto, ele começará a se ressentir de ter de fazer todo o trabalho e a importunar seu par.
Enquanto isso, o parceiro TDAH começará a se sentir mais como um filho do que como um amante. Isso cria um problema duplo: o esposo não TDAH fica tão ressentido que o sexo não desperta mais muita alegria, enquanto o esposo TDAH, com sua visão cada vez maior do parceiro como um pai, tem seu próprio interesse sexual diminuído. E assim, a energia, que antes era devotada ao sexo, é canalizada para passatempos e outras ocupações não sexuais.
Você gasta grande parte do seu dia relembrando, bajulando ou instigando seu parceiro – ou vice versa? Se for assim, as chances são que você esteja em um desses frustrantes relacionamentos antieróticos.
Em outros relacionamentos, o problema é o pobre gerenciamento do tempo.
Pode ser que um parceiro esteja disposto, enquanto o outro esteja dormindo. Ou pode ser que um esteja esperando no quarto enquanto o outro esteja no computador, vendo o mercado de ações. Uma paciente minha chamava o computador do seu marido de “amante de plástico”.
 Infelizmente, esses casais geralmente assumem que algum conflito escondido esteja impedindo que eles façam sexo, quando o que eles realmente têm é um problema de horário.
Não importa qual o problema que você enfrente, o primeiro passo para resolvê-lo é entender que o TDAH tem o maior papel no modo como você se relaciona sexualmente com o outro.
 O segundo passo é reconhecer que o problema é provavelmente de natureza biológica, em vez de emocional. Em outras palavras, não é porque vocês não se amam.
 É que maus hábitos influenciados pelo TDAH tomam conta.
O parceiro TDAH precisa aprender como curtir. Praticar em locais não ligados a sexo, por exemplo, conversar com o par, tomando café, ou visitar um museu juntos, antes de tentar desenvolver as habilidades de cama. E ambos necessitam deixar de lado os ressentimentos e trabalhar para reequilibrar seu relacionamento. Um terapeuta experiente poderá auxiliar nesses problemas. Se você estiver mergulhado no padrão pai/filho que eu descrevi, é essencial começar a dividir as responsabilidades de organização, cuidados com os filhos etc. Gradualmente, o romance reaparecerá.
ADDitude Fevereiro


http://tdah-dourados.blogspot.com.br/2011/05/96-tdah-e-sexo-redescobrindo-o-romance.html

quinta-feira, 22 de maio de 2014

RESILIÊNCIA




 Como enfrentar os problemas da vida – Comunicação intrapessoal


Qual é a sua atitude diante da doença, do desemprego, da falta de dinheiro, de um perigo iminente, de uma situação estressante que acontece repentinamente? Você foge, chora ou enfrenta? Como você reage? Você deixa tudo como está, porque “a vida é assim mesmo…”, “é a vontade de Deus…”, ou enfrenta a situação, e busca, na fé e na esperança, na luta, a solução para o problema? Como você se comunica consigo mesmo? É importante responder a essa pergunta, porque, no fundo, a maneira como interpretamos as situações da vida é que vai determinar nossas reações e suas consequências. Isso é comunicação, chamada intrapessoal, que pode ser boa ou ruim.
Você já ouviu falar em resiliência? O termo tem origem no inglês – resilience – e significa a capacidade de alguns materiais resistirem a pressões ou impactos e voltarem à sua forma original. Uma mola, por exemplo.
Na psicologia, porém, que é o que nos interessa, resiliente é aquela pessoa que tem a capacidade de enfrentar problemas, crises, doenças, traumas e perdas, elaborando cada acontecimento e se recuperando da situação sem muito sofrimento. É a capacidade de suportar as dificuldades, aprender com elas usando a flexibilidade emocional e a razão, para encontrar a solução necessária. Umas pessoas são mais resilientes do que outras, mas todos nós podemos aprender e desenvolver essa capacidade. Então, eu pergunto: como anda sua comunicação intrapessoal?
Muitas vezes passamos por situações ou vivemos a vida de modo fatalista, de uma maneira destruidora, nada sadia, sem saber que podemos vencer qualquer dificuldade, por mais difícil que seja. Diante de uma situação difícil ou mesmo impossível de ser mudada, simplesmente nos acomodamos e aceitamos tal situação passivamente. Parece que nossa fé está baseada no negativo, no medo, na autopiedade. Muitas pessoas pensam que a vida é assim mesmo, que é o destino. Assim, elas se conformam e se acomodam. Desse modo, vivemos baseados nos fracassos do passado, nas incertezas do futuro e deixamos de viver o momento presente, que é o que realmente importa. Mas estamos errados em viver dessa maneira! Nesse caso, está faltando a comunicação interna.
François Fénelon (1651-1715), um dos maiores interpretes da mística, escreve: “uma das regras mais importantes da vida espiritual consiste em concentrar-se no momento presente”. o jesuíta Jean Pierre de Caussade (1675-1751) alude, em seus escritos, a um “sacramento do momento presente”. Portanto, nossa atitude diante de uma dificuldade pode ter um significado nada espiritual, antievangélico, dependendo do modo como a enfrentamos.
Temos, também, o péssimo hábito de culpar a Deus por tudo o que acontece conosco e com os outros: “Ah, foi vontade de Deus!” Não é assim que falamos? Ou, então, “a vida é assim mesmo!”; “eu nasci pra sofrer mesmo!”; “as coisas nunca dão certo pra mim!”; “Deus se esqueceu de mim!” “Fulano é que é sortudo!” Coitadinho de nós! Como somos pequenos, injustos, ignorantes, acomodados. Como somos conformados! Deus é responsável por todos os nossos problemas, dores e sofrimentos? Mas, será que é isso que Deus deseja para nós? Será que tem que ser assim? Será que esse é o nosso destino? Ou será que nos comunicamos mal conosco mesmos?
Não podemos ser, pensar e agir dessa maneira. Não podemos ser fatalistas, sofredores, desanimados, acomodados. Nós estamos abrindo mão e, às vezes, dizendo não à nossa própria vida! Nós somos filhos de Deus, criados à Sua imagem e semelhança. Somos mais que vencedores. Somos imbatíveis. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Não podemos cruzar os braços e deixar que as coisas simplesmente aconteçam. Devemos analisar cada situação, buscar soluções, lutar sem esmorecer, levantar a cabeça! Afinal de contas, ninguém vive por nós. Ninguém vive por mim nem por você. Opa! Parece que começa a surgir uma comunicação interna…


Muitas situações em nossa vida nos pede resiliência. Vamos, então, entender melhor essa palavra. Não controlamos tudo o que acontece em nossa vida. E, nesse caso, resiliência significa aceitar determinada situação, imutável ou não, mas com paz no coração, sem nos sentirmos derrotados, sem sermos fatalistas achando que o mundo acabou. Vejamos um exemplo.
Se você está doente, desempregado, passando por uma dificuldade qualquer, não me leve a mal, mas, até certo ponto o problema é exclusivamente seu! Digo até certo ponto, porque a partir do momento que nos levantamos para buscar soluções, o nosso problema passa a ser também de outras pessoas, como familiares, amigos e até mesmo de desconhecidos.
Viktor Frankl, criador da Terceira Escola de Psicoterapia de Viena, a Logoterapia, diz que não podemos fugir de nossos problemas. Devemos assumi-los como exclusivamente nossos – como são mesmo – e enfrentá-los com coragem e sabedoria. A Logoterapia explora o sentido existencial e espiritual do indivíduo. Para Frankl “a busca de sentido na vida da pessoa é a principal força motivadora no ser humano.” Ele desenvolveu seus estudos enquanto era prisioneiro dos nazistas, no campo de concentração de Auschwitz, na Alemanha, durante a II Guerra Mundial. Ele perdeu sua esposa grávida, seus pais e irmão no Holocausto. Mas diante de tanto sofrimento, ele agraciou a humanidade com seus estudos.
Vamos pensar numa doença como exemplo. A pessoa recebeu o diagnóstico de câncer. É claro que num primeiro momento ela vai sentir medo e ter muitas dúvidas; vai questionar Deus e o mundo; vai se sentir impotente e sozinha. Tudo isso é normal e humano diante de uma notícia dessas. O que fazer, então? Como ser resiliente diante de uma realidade tão dura?
Tudo começa com uma boa comunicação. Sabemos que não é fácil. Porém, acredito que devemos pensar da seguinte forma: tenho uma doença grave, mas existe tratamento. Não vai ser fácil, mas muitas pessoas venceram a doença. Temos muitos exemplos. Ok… Vai doer, vai ser difícil, vai envolver outras pessoas, vou gastar muito dinheiro, vou ter que me dispor de bens e o tratamento também pode não dar certo, MAS É A MINHA VIDA QUE ESTÁ EM JOGO! Se eu não lutar por ela, ninguém vai poder fazer isso no meu lugar. Então, vou erguer a cabeço, raspar o cabelo, usar um lenço, emagrecer, mas eu vou lutar até o fim. Mesmo diante das dificuldades não vou desanimar, não vou abaixar a cabeça nem me entregar. Estou doente, mas vou lutar pela minha cura. Só eu posso fazer isso. Se eu não lutar, nem as técnicas, equipamentos e medicamentos mais modernos vão poder me ajudar. O que depender de mim vou fazer em dobro. Vou exigir o máximo dos médicos, e o que estiver fora do nosso alcance vou colocar nas mãos de Deus. Ele é o Senhor da minha vida e só deseja o meu bem e a minha felicidade. E essa maneira de pensar vale para todo e qualquer tipo de problema. Nada como uma boa comunicação interna para melhorar os ânimos.
E não se trata só de pensamento positivo. É uma atitude de vida, de postura, de comportamento. É a resposta a um problema com a mesma força e intensidade, porém, em sentido contrário. Lembra da mola?
Portanto, resiliência é aceitar uma situação conscientemente, mas não se entregar a ela de maneira derrotista. Só assim tudo se torna mais fácil. Também não podemos nos esquecer de que Deus está sempre conosco. Ele nunca nos desampara, Ele nunca nos abandona. Mas precisamos ir à luta. Precisamos mostrar a Deus nosso desejo de vencer. A pessoa acomodada corre um sério risco de, simplesmente, passar pela vida.
Vá atrás de seus sonhos, levante a cabeça, busque soluções para os seus problemas, sejam eles quais forem. Não tenha medo ou vergonha de pedir ajuda, de se abrir, de se comunicar. Agindo assim as soluções virão da mesma forma que vieram os problemas. Saiba que, nesses casos, Deus só nos diz, Sim. Se cruzarmos os braços – sinal de conformismo – Deus, entristecido, vai nos dizer, sim! Mas, se arregaçamos as mangas e sairmos do nosso comodismo, Deus, de forma poderosa, também vai nos dizer, SIM! E não importa o seu credo, a sua espiritualidade.
Então, comunique-se consigo mesmo, de modo consciente, comunique-se com Deus e com as pessoas que podem ajudar.

http://cassioabreu.com.br/resiliencia/

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