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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Os videogames favorecem ao TDAH






Os videogames favorecem a atenção das pessoas de idade


Uma investigação concluiu que o treinamento com videogames diminui a distração produzida por estímulos do ambiente, o que permite uma melhor atenção, em pessoas de idade avançada. O passo seguinte seria verificar se esses benefícios se mantêm ao longo do tempo e se podem ser extrapolados para as tarefas da vida diária.

Os autores utilizaram vários videogames da plataforma Lumosity em um grupo de 15 pessoas de idade, contra 12 pessoas que não foram treinadas com os videogames. Todos tinham idades compreendidas entre 57 e 77 anos e mostravam um envelhecimento normal. O treinamento consistia em um programa de 20 sessões, de uma hora de duração, distribuídas ao longo de 12 semanas. Quem não praticava com os videogames mantinha reuniões informais sobre diversos assuntos.

Depois do período de treinamento, ambos os grupos completaram a mesma prova. Cada participante devia responder o mais rapidamente possível se um número (de 1 a 8) apresentado em uma tela durante 200 milissegundos era par ou ímpar, pressionando o mais rápido possível uma ou outra tecla do computador. Imediatamente antes da aparição dos números, o indivíduo tinha de ignorar uma série de estímulos auditivos (frequentes ou raros) que soavam de vez em quando nos fones de ouvido.

As pessoas treinadas com o videogame se concentraram melhor nos estímulos visuais que tinham de classificar, em comparação com os participantes que não haviam treinado com os videogames, para concentrar sua atenção na informação relevante. Além disso, reduziram a distração produzida pelos sons irrelevantes, demonstrando uma capacidade maior de ignorar a estimulação acessória. Mais ainda, os idosos treinados com os jogos eletrônicos utilizaram o sinal auditivo como alerta para preparar-se para a ação de responder ao estímulo relevante.

Mayas J., Parmentier F. B., Andrés P., Ballesteros S.

Revista de Neurología, Barcelona, Espanha.

http://tdah-dourados.blogspot.com.br/

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Flow, Engajamento, Hiperfoco e Missão







É engraçado como nosso aprendizado é totalmente influenciado pelo que já sabemos e pelas condições com as quais nos encontramos enquanto aprendemos. Esse post é sobre algo que eu conhecia e já fazia sentido no passado, mas após o diagnóstico do TDAH, as conexões interpretativas tornaram-se ainda mais evidentes.

O primeiro item trata-se do Flow (ou fluxo, em português), teoria proposta pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi. Citando a Wikipédia:
Flow é um estado mental de operação em que a pessoa está totalmente imersa no que está fazendo, caracterizado por um sentimento de total envolvimento e sucesso no processo da atividade.
Ainda em 2011, ou no início de 2012, eu havia lido o livro "Flow: the psychology of optimal experience", em que Csikszentmihalyi (lê-se CHEEK-sent-me-hi-ee) aborda esse estado mental. Pessoalmente, eu já havia experimentado muitas vezes essa sensação e identificado o prazer de estar em alguma atividade imersiva na qual objetivo, habilidades e ambiente estavam alinhados. Estados de Flow são experiências únicas, onde se é imperador absoluto em uma pequena redoma de vidro onde há controle pleno sobre o processo. Você não sente, você é aquela atividade.

De acordo com Csikszentmihalyi, são características do estado de Flow (não precisando necessariamente estarem todos presentes):
Objetivos claros (expectativas e regras são discerníveis).
Concentração e foco (um alto grau de concentração em um limitado campo de atenção).
Perda do sentimento de auto-consciência.
Sensação de tempo distorcida.
Feedback direto e imediato (acertos e falhas no decurso da atividade são aparentes, podendo ser corrigidos se preciso).
Equilíbrio entre o nível de habilidade e de desafio (a atividade nunca é demasiadamento simples ou complicada).
A sensação de controle pessoal sobre a situação ou a atividade.
A atividade é em si recompensadora, não exigindo esforço algum.
Quando se encontram em estado de fluxo, as pessoas praticamente "se tornam parte da atividade" que estão praticando e a consciência é focada totalmente na atividade em si.
Acreditei, na época, que o livro era alguma forma de revelação pessoal. Ora, eu andava descontente com a vida, procurando novas atividades das quais pudesse extrair algum prazer, que preenchessem esse estranho vazio que eu sentia ao final do dia, mesmo quando trabalho, universidade e lazer tinham seus espaços nos meus dias. Lembro que refleti muito sobre quais atividades eu poderia realizar para estar em estado de Flow mais frequentemente. E aí, algum tempo depois, acabei esquecendo (ou abandonando, perdendo o interesse) e o Flow ficou lá, arquivado em algum pequeno espaço da minha memória, esperando o dia em que pudesse ser útil de alguma forma.

Diagnosticado com TDAH, um dos primeiros aprendizados foi que o termo Déficit não traduzia completamente o meu comportamento. Eu sempre fui capaz de me concentrar, e inclusive, algumas pessoas reconheciam em mim uma grande capacidade nisto. Acredito que Inconstância define muito melhor o que realmente ocorre. Para algumas atividades a concentração vinha em níveis sobrehumanos, em outras, eu era vitimado pela eterna espiral de pensamentos, tal qual um aparelho de televisão condenado a permanecer eternamente trocando de canais.

A minha capacidade de concentração, quando presente nestes níveis acima do normal, traduzem perfeitamente um comportamento TDAH, o Hiperfoco. Essa habilidade de concentração extrema em alguma atividade e a posterior relutância quando necessário alternar para outras tarefas me perseguiram pela vida toda. É como um navegador que passa a vida toda procurando por pequenos portos onde possa atracar, e ao encontrá-los, encontra em si forte resistência em partir novamente. Eu juro que ficaria em algum desses portos, se me fosse possível.

Tendo lido muito sobre essa condição nos últimos dias, um ponto é recorrente entre psicólogos, psiquiatras e coaches: TDAHs são movidos pelo Interesse. Somente quando há interesse genuíno em algum assunto, essas pessoas conseguem dedicar toda a sua atenção e aplicar suas habilidades, por escolha própria, em uma determinada atividade. Neste cenário, TDAHs estão livres das amarras de um universo que não os compreende, prontos para utilizar sua criatividade máxima, seu tempo e dedicação por vezes insana em prol de um objetivo.

Esse comportamento tem nome. E coincidentemente, no mês de março, eu precisei fazer uma pesquisa sobre, aplicado ao ambiente corporativo. Chama-se Engajamento. Olhe que interessante as conclusões que eu havia chegado sobre o tema, três meses antes do diagnóstico:

Engajamento é:
- como as pessoas se sentem sobre o que elas fazem
- a medida em que uma pessoa escolhe aplicar seu talento, energia e atenção sem medir esforços
- é o compromisso emocional que os colaboradores tem com a organização e seus objetivos
- esforço voluntário
- livrar-se de barreiras á produtividade
       
Colaboradores precisam de Vontade:
- o senso de missão, paixão e orgulho que o farão esforçar-se voluntariamente á entregar mais.

Flow, Engajamento e Hiperfoco. Eles já estavam por aí, rondando de algum modo minha existência, escondendo-se entre pequenas lascas de verdades, peças de um quebra-cabeças que só agora começo a conseguir montar.
O desafio, como nunca antes, é descobrir quais são as atividades que me interessam, o quê me motiva. É descobrir a minha Missão, o que me move.
Era uma vez um homem perseguido pela sua sombra, que o impedia de encontrar seu grande amor.
Tal homem, atormentado pela sombra, resolveu começar a correr dela.
 Certa vez, este homem ficou preso entre a sombra e um alto muro.
Temendo à sombra, em um impulso sobrehumano, o homem saltou o alto muro.
 Caído do outro lado, impactado pela alta queda, uma jovem e bela moça veio ao seu encontro prestar-lhe socorros.
 O pobre homem, atormentado durante uma vida, encontrara seu amor.
Eu encontrei a minha sombra e há muito corro dela.
Aguardo agora, ansiosamente, perceber quais são os muros que me separam daquilo que há muito desejo: ser feliz.

II:

O que é hiperfoco? É a habilidade natural dos portadores de TDAH de bloquear todas as distrações e de se concentrar completamente até que a tarefa esteja terminada. Siga as dicas desses especialistas para desfrutar dos benefícios do hiperfoco e para fazer mais coisas com o TDAH do adulto. Pelos editores de ADDitude.

O reverso da distração.

Não é nenhum segredo que os portadores de TDAH têm dificuldade para manter a atenção nas coisas que eles acham chatas. Mas o inverso também é verdadeiro: Nós podemos prestar atenção tão intensamente (focar) em coisas que realmente nos interessam, que ficamos indiferentes ao mundo que nos cerca, por longos períodos de tempo. Esse sintoma comum do TDAH é chamado de hiperfoco, e pode ser um benefício se aprendermos a dirigir nossa atenção de modo produtivo. Leia adiante dicas sobre como fazer isso.

1- O hiperfoco explicado

Do mesmo modo que a distração, o hiperfoco é tido como o resultado de níveis anormalmente baixos de dopamina, um neurotransmissor que é particularmente ativo nos lobos frontais do cérebro. Essa deficiência de dopamina torna difícil "mudar as marchas" para iniciar tarefas chatas porém necessárias.

2- Recompensas instantâneas

Dr. Russel Barkley, Ph.D., famoso especialista em TDAH, diz que "Crianças e adultos com TDAH têm dificuldade de mudar a atenção de uma coisa para outra. Se estão fazendo algo de que gostem ou que achem psicologicamente recompensador, tenderão a permanecer nesse comportamento até muito depois que outras pessoas normalmente já teriam mudado para outras coisas. Os cérebros das pessoas com TDAH são movidos por atividades que dão feedbacks (retornos positivos) imediatos".

3- Quando o hiperfoco é problemático

O foco desenfreado pode ser uma ruindade. Deixado sem controle, pode levar a horas perdidas online, ao fracasso escolar, à baixa
produtividade no trabalho, e a relacionamentos tensos com amigos e em casa. Finalmente, a melhor maneira de lidar com o hiperfoco é não brigar com ele, mas enfrentá-lo.

4- Estabeleça prioridades cuidadosamente

Uma maneira de fazer o hiperfoco trabalhar a seu favor é organizar estrategicamente sua lista de coisas a fazer. Cuide bem das tarefas que sejam sempre importantes (marcar ou confirmar uma reunião, ir buscar seu filho etc.) antes de iniciar um trabalho que você sabe que vai comandar toda sua atenção.

5- Programe um despertador

Para ter mais controle sobre seu hiperfoco, decida, antes do início, quanto tempo você terá de ficar imerso em um trabalho. Então, ajuste um alarme, despertador ou timer de cozinha para tocar quando for a hora de parar.

6- Monte um sistema de apoio

Peça a um membro da família ou a um amigo para ajudá-lo a ficar no controle do seu hiperfoco - quer seja uma ajuda (lembrá-lo de que sua família sentirá sua falta quando você ficar absorvido em um trabalho em casa) ou um gesto (colocar uma mão no seu ombro ou  entre você e a tela do computador, quando você estiver lá já por horas).

7- Estabeleça metas para si mesmo

O hiperfoco tem maior probabilidade de ocorrer quando você estiver engajado em tarefas que sejam desafiadoras, que sejam importantes para você, e nas quais você pode fazer progressos. Tire vantagem disso! Se você tiver uma meta que esteja de acordo com algo que o deixe excitado, você terá mais chance de ficar ligado à tarefa e de terminar o trabalho.

8- Abra-se com os outros


Fale com sua mulher (ou marido) ou outra pessoa importante sobre o hiperfoco. Explique que é parte do seu TDAH e que você não pode ligar e desligar quando quiser. Assegure à sua mulher (ou marido) que seu foco em outras coisas que não ela (ou ele) não é o reflexo do seu interesse nela (ou nele) ou do seu amor por ela (ou ele).

ADDitude

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

São seguros os "feriados" de medicamento para o TDAH?







Você está pensando e dar uma parada na medicação para o TDAH nessas férias? Eis aqui o que você precisa saber sobre os prós e os contras de fazer "feriados" de medicação - e qual a melhor maneira de tentar parar ou fazer uma redução da dose. Por Carl Sherman e os editores de ADDitude.

Dar uma parada na medicação

Para muitos de nós, a medicação para o TDAH é um fato da vida. Assim é, também, parar de tomar a medicação - ou querer parar de tomar. Tomar comprimidos dia sim dia não pode ser uma dificuldade para adultos, pais e filhos - mas assim também é o reaparecimento dos sintomas que frequentemente acompanham uma diminuição ou a parada da medicação para o TDAH. Como você aborda a decisão de fazer feriados de remédio, entretanto, faz toda a diferença no tratamento do seu TDAH. Eis aqui o que você precisa saber.

Por que os pais interrompem a medicação para o TDAH?

Em recente pesquisa de ADDitude, 48% dos pais disseram que planejavam fazer uma pausa na medicação para o TDAH nas férias. As razões eram tão variadas quanto os 200 indivíduos pesquisados, entretanto motivações em comum incluíam:

* 64%: Diminuição do apetite ("Eu esperava que ele melhorasse")
* 60%: Avaliação dos sintomas ("Queria ver se tinha melhorado")
* 58%: Somente para o aprendizado ("Só dou nos dias de aula")
* 52%: Férias escolares ("Sempre paro nas férias")
* 38%: Efeitos colaterais (Meu filho não gosta do jeito que ele fica")

Os "feriados" de medicação para o TDAH funcionam?

Dos 59% de pais que disseram que pararam ou diminuíram os medicamentos para TDAH de seus filhos nas últimas férias, só a metade considerou o "feriado" um sucesso. 41% disseram que uma diminuição na medicação para o TDAH causou mais problemas que soluções; 59% acharam a parada positiva. Muitos pais relataram "problemas com o controle dos impulsos", "falta de foco", "estresse emocional" e um caos na organização do lar que os levaram a abandonar o "feriado de medicação" ou ficar ao menos com uma pequena dose.

Boas experiências com os "feriados de medicação"

Aproximadamente 10% das pessoas pesquisadas disseram que o "feriado de medicação" foi um sucesso tão grande que eles "nem mais se lembraram de medicação até a volta às aulas". Os benefícios citados da parada da medicação incluíam aumento de peso, menos mudanças de humor e menos desafio. Outros pais com crianças diagnosticadas com o tipo desatento do TDAH disseram que, sem o trabalho escolar de casa para ser feito, a medicação não tinha sido necessária nas férias escolares.

Um pequeno teste de descontinuação

Muitas pessoas escolheram parar a medicação porque elas "se sentiam bem". Elas pensavam: Eu me sentirei tão bem se parar a medicação? Não é uma má questão, diz Timothy Wilens, M.D. Mas, há um jeito certo e um jeito errado de parar a medicação. "Eu indico uma tentativa de descontinuação se a pessoa estiver livre de sintomas por vários meses", diz Wilens. "O que você quer saber é se a medicação foi a responsável por toda a melhora, ou se o transtorno melhorou por si".

Eu superei o TDAH

O TDAH é um transtorno neurológico crônico, mas às vezes ele parece que desaparece. Os estudos sugerem que muitas crianças com TDAH superam aspectos do transtorno antes de chegar à idade adulta. Por quê? Alguns pesquisadores teorizam que o processo de maturação do cérebro, que dura décadas, gradualmente repara os circuitos cerebrais errados associados ao TDAH. Outros atribuem a melhora à gradual aquisição de habilidades de adaptação. Se os sintomas são leves, e as habilidades de adaptação também foram aperfeiçoadas, diz Wilens, a medicação se torna desnecessária.

Até logo, efeitos colaterais

Mesmo em casos nos quais a medicação ainda atue, os efeitos colaterais podem ser insuportáveis. Essa é uma razão comum para que tanto crianças quanto adultos com TDAH façam uma parada da medicação quando eles conseguem. "Fiquei livre dos remédios por várias vezes", diz Robert Jergen, Ph.D., 36 anos, professor associado de educação especial na Universidade de Wisconsin, em Oshkosh. "Algumas drogas causavam dor intestinal. Outras faziam meu coração disparar. Uma foi eficaz em reduzir minha hiperatividade, mas eu não conseguia dormir. A última medicação que usei fez com que minha ereção ficasse difícil de surgir e de ser mantida, e provocou tiques vocais".

Como parar a medicação

Se você está pensando em abandonar a medicação, os especialistas alertam que deva fazer isso somente com a aprovação do seu médico. Ele pode lhe dar a luz verde, ou pode lhe sugerir outras opções, tais como associar psicoterapia ou TDAH "coaching" (treinamento) ao seu tratamento medicamentoso. Seu médico pode ser capaz de aliviar suas preocupações por meio do ajuste das doses da medicação ou pela troca por nova medicação. "Um monte de gente não sabe quantas medicações existem para o TDAH", diz Michele Novotni, Ph.D., psicóloga em Pennsylvania.

Dúvida sobre a segurança da medicação

Não pare a medicação do seu filho porque uma notícia de jornal ou no Facebook fala sobre a segurança da medicação. Fale com seu médico sobre as preocupações antes de fazer uma mudança. Dr. Adesman conta sobre o pai de um paciente que queria parar de dar a Ritalina para o seu filho. "O pai estava preocupado por causa de uma notícia que sugeria que as crianças que tomavam Ritalina eram mais propensas a ter câncer", diz Adesman. Esta acusação não foi provada. Depois que Adesman explicou isso, o pai abandonou sua decisão de tirar a medicação do filho, a qual estava sendo muito eficaz.

Adie o julgamento

Não seja muito apressado para declarar o sucesso ou o fracasso. Os estimulantes saem do corpo em horas, mas medicamentos como o Strattera podem continuar a controlar os sintomas por vários dias, talvez semanas, após a última dose. Quando você para a medicação, a hiperatividade volta rapidamente, mas a concentração dificultada e os problemas de organização podem levar até seis meses para se tornarem evidentes. Você pode decidir voltar à medicação. Se for assim, tenha em perspectiva a experiência. Você aprendeu algo valioso.


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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dicas de produtividade só para os TDAHs




Vamos encarar os fatos. Os TDAHs não são sempre a turma mais produtiva. Planejar o futuro é a nossa kriptonita. Mas isso não significa que não consigamos ter as coisas feitas, só é preciso uma certa maneira de pensar. As seguintes estratégias de produtividade podem não estar no livro de gerenciamento, mas elas funcionam muito bem para nós que temos TDAH.

Seja Realista

Seja realista sobre o tempo necessário para fazer algo - tudo vai demorar ridiculamente mais tempo do que você pensa. Planeje para isso, de modo que você não vai ficar brigando com todo mundo porque perdeu um prazo.

Esqueça a Perfeição

Saiba que você não consegue fazer tudo perfeito. Às vezes, prestando atenção em ser produtivo no trabalho significa que você ou sai para jantar ou a pilha de roupa suja fica enorme. Você é somente um ser humano, então, dê a você mesmo uma folga.

Arrume o Ambiente

Prepare seu próprio ambiente para o foco. Isso significará coisas diferentes para cada um. Para mim, significa ir para meu quarto, fechar a porta, desligar o ventilador de teto, fechar a porta do banheiro, afofar meus travesseiros e deixar as persianas meio abertas de modo que eu ainda possa ver lá fora, mesmo encasulado para hibernar e atacar os itens da minha lista que requerem que eu me sente à frente de um computador.

Reúna Tudo Que Vai Precisar

Apronte-se para o sucesso. Antes de se sentar, faça uma caçada de tudo o que vai precisar e que fique ao alcance de sua mão, de modo que não seja necessário fazer interrupções mais tarde. Creia-me. Você vai adorar arrumar uma desculpa para parar de fazer o que está fazendo - evite essa possibilidade desde o início.

Em Primeiro Lugar as Coisas Divertidas

Faça as coisas divertidas primeiro. Eu sei que isso significa deixar todas as coisas chatas para o final, mas eu tenho uma teoria. Depois que você ganhou aquela dose de dopamina por ter feito as coisas divertidas, seu corpo vai cavar um buraco, procurando o tesouro das coisas boas, e agora tem a motivação para terminar o que não é tão divertido, à procura do que era.

Reserve Tempo Para as Transições

Dê a si mesmo um tempo entre as tarefas - especialmente para os projetos que representem um desafio mental. Marque dez minutos no relógio e saia para uma caminhada, faça ioga, ou beba seu chá preferido. Use esse tempo para se preparar psiquicamente para a próxima tarefa de sua lista.

Divida as Tarefas Maiores

Por causa do risco sempre presente de se distrair, Os TDAHs têm problemas com as tarefas longas, de múltiplas etapas. O segredo de terminar as tarefas maiores é quebrá-las em séries de tarefas menores que possam ser enfrentadas uma de cada vez. As tarefas menores não são tão intimidantes. Se um projeto não pode ser completado em vários dias, mantenha seu pique focalizando somente na etapa seguinte que possa ser feita. Escreva essa etapa em um cartão e o coloque em local visível.

Tire o Lixo do Cérebro

Para muitos TDAHs, a única maneira de manter o controle das coisas que são para serem lembradas é escrevê-las em uma agenda. Cada tarefa deve ser anotada tão logo seja determinada. Se não, ela será deslocada por novos pensamentos, fatos, pedidos ou fofocas. Arrume uma agenda com bastante espaço para anotar suas ideias, assim como seus apontamentos. E nunca saia de casa sem ela. Jamais.

Torne Visível os Prazos

Anote seus prazos onde possa vê-los. Isso vai lembrá-lo de usar seu tempo sabiamente. Tente realçar sua lista de coisas a fazer na sua agenda, cole notas na parede acima de sua mesa, ou crie uma tela de computador que diga algo como: "Julho 31 ou Ferro!"

Nada de Negativo

As palavras negativas que reservamos apenas para nós mesmos são contraproducentes. Você sabia que sua mente inconsciente não computa a negação em linguagem? Isso é certo - o mais profundo recesso da mente não processa a palavra "não". Assim, quando dizemos "Hoje não gastarei o tempo no computador", as palavras são lidas como "Hoje gastarei o tempo no computador".


ADDitude.

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