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domingo, 24 de agosto de 2014

Aprendizes relutantes

As dez dicas de Eddie para motivar os aprendizes relutantes

1- Seja entusiasmado com o seu trabalho. Os alunos não podem ficar excitados para aprender se o professor for claramente desinteressado.

2- Não suponha. Um aluno pode parecer ser um problema ou ter uma reputação na escola. Você pode ter tido um contato com ele ou saber dele por um irmão. Entretanto, a verdade é que você nunca saberá como um aluno vai agir ou desempenhar em sua classe. É melhor começar com uma lousa limpa - e imaginar que ele esteja pronto e querendo trabalhar com afinco.

3- Relutância e ignorância não são sempre mutuamente inclusivas. Eddie ressaltou que os aprendizes relutantes não são necessariamente aprendizes incapazes. Se você fizer essas pressuposições sobre um aluno, tenha certeza de que ele irá definitivamente se tornar um relutante.
Eddie me lembrou de um incidente quando ele deveria escrever um trabalho mas não queria assumir a tarefa. Eddie gastou a maior parte da aula embromando, jurando que ele podia escrever um trabalho que tirasse nota A+ nos últimos 20 minutos da aula. Então, eu aceitei o desafio dele. É claro que ele escreveu um trabalho brilhante em 20 minutos, principalmente porque ele apreciou o fato de eu ter lhe dado autonomia para usar o tempo eficientemente.

4- Comunique-se com os outros educadores. Lá atrás, quando eu estava arrancando meus cabelos por causa do Eddie, fui falar com sua professora anterior de inglês. Fiquei surpresa quando ela  começou a falar emocionada sobre ele. Ela me contou que ele tinha tido uma vida difícil em casa e que eu precisava dar a ele uma chance. Então, eu ouvi e mudei minha abordagem. Eddie disse que gostou do modo pelo qual sua primeira professora o defendeu e forneceu informação sobre sua situação, além do fato de que eu tinha tido o cuidado de dar a ele uma segunda chance.

5- Faça perguntas e se importe. Eddie disse que quando ele estava no colégio, frequentemente queria que um professor ou o administrador lhe perguntassem o que estava errado. Ele disse que provavelmente teria dado uma resposta, mas ele teria se sentido muito melhor se alguém tivesse mostrado que se importasse o bastante para fazer a pergunta.

6- Utilize o tempo em classe para mais do que aulas. É difícil acreditar que ainda existem professores que ensinam sem parar, mas isso acontece. Atualmente, há poucas razões para não variar a instrução e para envolver mais os alunos em seu aprendizado.

7- Desafie os alunos respeitosamente. Todos nós sabemos quando um aluno está sendo deliberadamente criador de caso e querendo nos tirar do sério. Mas é importante ser respeitoso quando desafiar os alunos - não cause embaraço, não humilhe, não faça gozação com eles. Em vez disso, encoraje-os e reúna-se privadamente para discutir suas preocupações.

Descubra o que está por trás do seu mau comportamento ou desinteresse em fazer a tarefa. Eddie me contou que uma das coisas que o fisgou na minha classe foi meu senso de humor e o fato de que eu podia contestá-lo ponto a ponto em sarcasmo, não maldade ou ataques pessoais, mas sarcasmo espirituoso e brincalhão. Isso o ajudou a construir uma ligação comigo, como professora.

8- Seja justo e vigilante no apoio das regras estabelecidas em classe. Não dê um privilégio a um aluno e recuse-o a outro. Alunos são superconscientes dessa dinâmica e sabem exatamente o que acontece na classe.

9- Puna imediatamente as infrações graves. Eddie tornou claro que os professores precisam usar disciplina imediata para comportamento que esteja fora de propósito. Mas ele sugeriu que infrações menores sejam manejadas de maneira sem confrontação, talvez depois da aula ou em uma conversa privada, para não humilhar ou envergonhar os estudantes. Por exemplo, Eddie nunca se esqueceu do professor que ligou para sua mãe em frente de toda a classe.

10- Estabeleça conexões pessoais. Estabelecer fortes relações com seus alunos e criar um ambiente no qual você e os alunos estejam trabalhando na direção de um objetivo comum, é provavelmente a única coisa mai poderosa que você pode fazer para motivar um aprendiz relutante. Pergunte a um jogador de futebol se ele viu o jogo do time dele na noite anterior. Faça um comentário sobre uma camiseta interessante que um aluno esteja vestindo. Reconheça o sucesso de um aluno no campo dos esportes ou em um jogo escolar. Prestar atenção nos aprendizes relutantes é um longo caminho na motivação deles.

As dicas de Eddie são simples e intuitivas. Mas mesmo sendo uma professora veterana com 19 anos de prática no ensino eu me sinto renovada após revê-lo. Penso que podemos todos nos beneficiar voltando atrás e reavaliando as maneiras com que lidamos com os aprendizes relutantes.
Então, você deve estar se perguntando - o que faz o Eddie atualmente? Tenho o maior prazer em ouvir que ele é um calouro na Salem State University. Mas fiquei chocada quando ele revelou sua escolha de carreira: ele planeja ser um professor colegial de Inglês. Ele até está fazendo seus alunos estudar comigo no outono!

Como sua antiga professora - e futura colega - eu não poderia estar mais orgulhosa.

Nancy Barile


Nancy Barile (@nancybarile), a National Board Certified Teacher, has taught English language arts at Revere High School in Revere, Mass., for 19 years. She advises the Culture Club and Future Teachers Club and is an adjunct professor at Emmanuel College. A CTQ Collaboratory member, Nancy won The Kennedy Center/Stephen Sondheim Inspirational Teacher Award in 2013 and serves on the College Board New England Regional Council.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Carta Aberta à população sobre TDAH








A ABDA participa do movimento em protesto contra a portaria no 986/2014 da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, que determina restrições a distribuição de medicamento para TDAH pelo SUS, e impede o médico de realizar o exercíco da medicina.
 O TDAH é um transtorno neurobiológico, ou seja, uma condição médica. Embora o tratamento correto seja multidisciplinar, o diagnostico é exclusivamente responsabilidade do médico.
A portaria no 986/2014 da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo é restritiva, burocratiza o acesso digno ao tratamento, principalmente à população com desvantagem social, e se posiciona contra a sistematização científica de maneira mistificadora e indigna. No momento em que a sociedade brasileira se organiza em torno de ações inclusivas, como as ações afirmativas na universidade pública, não podemos nos furtar de denunciar medidas preconceituosas contra os portadores de transtornos mentais, que excluam exatamente a população menos favorecida socialmente do acesso a tratamentos considerados de primeira linha em qualquer diretriz científica nacional ou internacional.
O diagnóstico de TDAH é oficialmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (cujo Código de Doenças encontra-se legalmente em vigor no país), há diretrizes internacionais para a sua realização e inúmeros estudos científicos que demonstram alterações no funcionamento cerebral no TDAH.
Resumos de alguns destes estudos e pesquisas cientificas sobre TDAH, podem ser acessados aqui.
A ABDA reivindica o acesso ao tratamento adequado e reconhecido mundialmente, e repudia o uso inadequado de qualquer medicação para TDAH, sem que haja uma avaliação criteriosa. A nossa luta é pela dignidade dos pacientes, acesso ao diagnóstico correto, tratamento de qualidade e dispensação de medicação para aqueles que REALMENTE precisam. A Prescrição de remédios psiquiátricos é atribuição exclusiva do profissional médico. No caso do TDAH, quem está habilitado a prescrever a medicação, é o PSIQUIATRA, NEUROLOGISTA e NEUROPEDIATRA!!!
Sabemos que tal meta só será alcançada com atitudes, políticas públicas inclusivas e capacitação profissional, e não com protocolos disciplinares pseudocientíficos e demagógicos.
A ABDA é uma associação de pacientes, sem fins lucrativos. Nossa missão é disseminar informação científica sobre TDAH.
Convocamos pessoas com TDAH, familiares, profissionais de educação e saúde, e toda sociedade civil preocupada com o bem estar de todas as crianças brasileiras e imbuídas no propósito de lutar pela dignidade, respeito e liberdade, a se engajar nesta causa.


 http://www.tdah.org.br/br/noticias/

terça-feira, 29 de julho de 2014

Qual é o segredo de um casamento TDAH saudável?

Algumas regras para discutir direito e para perdoar mais depressa (TDAH)

Qual é o segredo de um casamento TDAH saudável? Pode ser a maneira pela qual os casais se comunicam quando brigam - e com que rapidez eles perdoam e seguem em frente. 







Qual é o segredo de um casamento TDAH saudável? Pode ser a maneira pela qual os casais se comunicam quando brigam - e com que rapidez eles perdoam e seguem em frente. Por Melissa Orlov.

Todos os casais brigam. É parte do amor e do casamento. Mas nem todos os casais sabem como seguir em frente depois de uma briga - e os que sabem têm uma  grande vantagem e uma grande chance de felicidade duradoura.

O objetivo para todos os casais (especialmente os que têm TDAH) não é parar de brigar - isso vai acontecer - mas aprender como ter uma "briga boa".

O que a ciência diz

O especialista em relacionamentos, John Gottman, Ph.D., autor de The Seven Principles for Making Marriage Work (Os Sete Princípios Para Fazer o Casamento Funcionar), e seus colaboradores, fez um conjunto de pesquisas sobre relacionamentos saudáveis. Seu trabalho sugere que não é a frequência com que você briga que determina a durabilidade do seu relacionamento. São as ações que você adota quando você briga, e como você repara o dano depois, que prognosticam a estabilidade de um relacionamento.
Infelizmente, os relacionamentos TDAH têm as condições estabelecidas contra si mesmos. Por quê?

1- Casais atingidos pelo TDAH enfrentam mais altos e baixos do que outros casais.

2- As pesquisas recentes feitas com gêmeos sugerem que problemas da regulação emocional,  característica principal do déficit de atenção, são ligados geneticamente. Casais TDAH regularmente têm respostas emocionais desproporcionais em ocasiões inesperadas. Isso pode levar os parceiros, TDAH ou não TDAH, a se sentirem como se tivessem de pisar em ovos.

3- O parceiro não TDAH geralmente cai no hábito de criticar o parceiro TDAH, de estar sempre julgando, corrigindo e "educando" o parceiro a ser organizado, a prestar mais atenção, e coisas assim. O parceiro reclamante pensa que está fazendo uma base sólida para o relacionamento. Não está. Na maior parte do tempo os TDAHs vêem a crítica e as ordens como abuso verbal. Eles se sentem molestados e agredidos,como se ele não pudesse fazer nada direito. Sua resposta é atitude defensiva e a raiva.

Discussões versus "Brigas Boas"

Eu ouvi estas queixas de muitos portadores de TDAH ao longo dos anos: "Estou fazendo o melhor que posso para ficar calmo quando minha mulher, que não tem TDAH, fica pegando no meu pé  sempre pelas mesmas coisas, todo o tempo. Mas eu não consigo deixar de ficar bravo. Ela me provoca. Parece que brigamos o tempo todo. Depois que começamos, ela também fica muito brava... essas brigas estão me fazendo muito mal."
O marido parece precisar de um controle melhor dos sintomas para ser mais confiável, e sua mulher precisa ser mais respeitosa e simpática enquanto ele tenta atingir esse controle. Mesmo com essas mudanças, o casal ainda brigará de vez em quando. Aprender a ter uma "briga boa" - arejando discordâncias como parceiros iguais, em vez de atirar as diferenças na cara um do outro, ajudará. Gottman sugere algumas idéias para tirar a raiva das brigas:

1- Comece com uma queixa, não com uma crítica. "estou preocupado porque o lixo não está sendo removido regularmente" é uma queixa. "Você nunca remove o lixo como prometeu" é uma crítica. Queixas funcionam melhor; elas são mais respeitosas e não põem o ouvinte na defensiva tão rapidamente.

2- Comece de leve, ou por um tópico. Começos de leve mostram respeito para com a outra pessoa, por não fazer pressuposições. Geralmente incluem uma observação e focalizam em sentimentos. A seguir, um exemplo de um começo de leve: "Eu realmente senti sua falta. Nós não estamos ficando juntos o bastante nesses últimos dias". A versão ruim disso seria: "Você nunca presta atenção em mim!"

3- Seja respeitoso. Não importa quão difícil seja o assunto, ou quão bravo você esteja, seu parceiro sempre merece respeito. Não há justificativa para gritos ou depreciações. Trate seu parceiro como você gostaria de ser tratado.

4- Use palavras não ameaçadoras e não ameace seu parceiro. Se você ficar afogado pelas emoções e sentir que não vai aguentar, tente deixar seu parceiro sair da briga.

5- Use frases clarificadoras, tais como, "Se eu entendi corretamente, nós dois pensamos..."

6- Fale com calma. Isso é difícil quando as coisas são emocionais. Treinamento da prudência e respiração profunda ajudam.

7- Use ajudas verbais para atenuar suas interações. Em minha casa, se um de nós fica muito emocionado - acontece com nós dois - podemos usar uma ajuda verbal previamente combinada para sugerir que precisamos fazer uma pausa. Retomamos a conversa mais tarde.

8- Olhe seu parceiro nos olhos. Isso serve a dois propósitos: de comunicar eficazmente como você se sente e ssegurar que você tem a atenção do seu parceiro.

9- Procure as concordâncias. Você terá mais chance de se engajar construtivamente se focar nas similaridades e preocupações compartilhadas. Redirecione uma briga sobre a hora de dormir com "Sei que ambos estamos tentando achar o melhor equilíbrio entre sono suficiente e tempo com as crianças...", pondo ambos na mesma equipe de resolução de problemas.

10- Faça perguntas com o final aberto. As melhores brigas são conversas nas quais você discorda. Não dê aula ao seu parceiro. Em vez disso, convide-o para a conversa. "Você vê isso desse jeito?" ou "O que você pensa?". Isso pode ajudar. Ouça a resposta do seu parceiro.

11- Faça declarações afirmativas. Mesmo que você discorde do seu parceiro, você ainda assegurará que as opiniões dele serão ouvidas. "Entendo que você sente que eu deveria fazer mais tarefas, mas não estou seguro que eu tenha tempo suficiente. Precisamos falar mais sobre isso" é mais construtivo do que "Estou muito ocupado". Você pode não assumir mais tarefas, mas demonstrou que ouviu a queixa do seu parceiro.

12- Aceite a legitimidade das emoções negativas. Em vez de lutar contra emoções negativas, seja solidário ao seu parceiro. Isso é importante se o seu parceiro está sentindo aflição. Você deve estar pronto para seguir em frente, mas ajudará a cura do seu parceiro se responder com "Sinto muito que tenhamos passado por tudo isso. Tem sido difícil".

Se essas estratégias parecem óbvias, pergunte a si mesmo se você as está usando consistentemente. Provavelmente não. É necessário pensamento e prática para usar declarações afirmativas e fazer perguntas com final aberto quando estiver bravo. Não são somente as palavras, são as emoções envolvidas que contam.

Segure a inundação

Um cônjuge não TDAH me confidenciou: "É difícil para mim sair de perto durante uma briga. Sinto-me ignorada, como se ele não estivesse escutando. Quando ele fica bravo, pode ficar explosivo e fora de controle. Às vezes, quando tento sair de perto, ele está em tal grau de raiva que vai atrás. Quando saio de perto, ele espera que eu esqueça e não discuta o problema".

A raiva do marido é chamada de "flooding" (inundação). É uma resposta fisiológica ao sentimento de que você está em perigo ou com outra emoção extrema. As partes do cérebro necessárias para brigar se inundam de sangue e de oxigênio para um melhor desempenho. Infelizmente, eles são retirados de partes do cérebro que lidam com o pensamento lógico. Quando você está "inundado", você pode sentir que não deveria estar brigando, mas não consegue que as partes lógicas do cérebro o impeçam. Por essa razão, brigas sob "inundação" podem ameaçar um casamento ou um relacionamento. A melhor maneira de lidar com a "inundação" é concordar em ter uma muleta verbal para interromper a conversa antes que ela vá mais longe.

A importância da tranquilização

As pesquisas sugerem que saber como se recuperar de uma briga é uma habilidade crítica. Uma pessoa oferece uma dica para fazer as pazes, tal como um pedido de desculpas, enquanto a outra fica aberta a essa dica. Um parceiro deve aceitar de coração um pedido de desculpas do seu companheiro, em vez de erguer um muo e se recusar a aceitar as desculpas.
É difícil prever quais comportamentos de reparação funcionarão pra quais duplas. Humor em momento de estresse pode aumentar os problemas para alguns e pode aliviar as piores ofensas, para outros.

Uma vez, enquanto meu marido e eu estávamos brigando porque eu me choquei com o carro dele acidentalmente, ele tentou fazer as pazes me entregando um buquê de flores murchas tiradas do porta-malas, onde ele as havia esquecido. O gesto me desconcertou e terminou com a briga.
Flores mortas podem não funcionar para acalmar seu parceiro, mas eis aqui alguns ramos de oliveira que você pode oferecer:

1- Faça um pedido de desculpa.

2- Fale sobre reconsiderar o ponto de vista dele ("Eu não tinha pensado nisso desse modo").

3- Lembre seu parceiro de que vocês estão no mesmo time: "Se nós concordamos que é importante ir dormir às 10 horas, o que poderá nos ajudar a fazer isso?"

4- Demonstre apreço: "Amei quando você aceitou começar a fazer exercícios".

5- Generalize a conversa para encontrar pontos de vista em comum ("Podemos discordar nos detalhes, mas ao menos, finalmente, concordamos que as calhas precisam de conserto neste ano!")

Concorde em discordar

Além de tudo o que já foi dito, você precisa concordar em discordar. A pesquisa longitudinal feita com casais demonstrou que cerca de 70 por cento do que o casal discutia 10 anos atrás ainda está sendo discutido 10 anos mais tarde. Se 70 por cento das discordâncias não têm solução, faz sentido saber negociar uma trégua. Isso é chamado de "work around" (contornar).

Você não está sugerindo que seu parceiro resolva o problema. Em vez disso, você reconhece que a coisa sobre a qual vocês têm brigado não tem solução, e é do seu maior interesse lidar com ela de modo construtivo. Isso põe você de volta no mesmo time de amantes.


ADDitude
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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Alimente seu cérebro







Você sabia que comer muita comida "errada" pode realmente encolher as áreas do seu cérebro que tomam decisões? Adote estes hábitos alimentares que ajudam seu cérebro, recomendados pelo Dr Daniel G. Amen, para melhorar sua atenção, memória e humor, de modo natural. Por Daniel G. Amen.

Alimente seu cérebro

Alimento bom e saudável é remédio para o cérebro. Para pessoas com todos os tipos de TDAH, o alimento pode ter um efeito poderosamente positivo sobre a cognição, os sentimentos e o comportamento. A dieta correta pode até mesmo permitir que você diminua a dosagem de sua medicação, de acordo com seu médico. A dieta errada, por outro lado, pode ter um efeito de verdade muito negativo sobre os sintomas do TDAH.

Os benefícios de uma dieta saudável para o cérebro

Quando eu convenço meus pacientes a se alimentar com dieta saudável para o cérebro, eles notam melhor estabilidade do humor, atenção mais concentrada e mais resistência. Eles também relatam menos distração, menos cansaço ao final da manhã e da tarde. e menor desejo de substâncias açucaradas. Veja, aqui, algumas estratégias que eu uso em minha clínica para ajudar meus pacientes com TDAH a conquistar esses benefícios.

Qualidade em vez de quantidade

Escolha sempre alimentos de alta qualidade - e seja cuidadoso com as calorias. Graças, em parte, à impulsividade, o TDAH geralmente está associado à obesidade, que já foi demonstrada ser perigosa para o cérebro. Trocar uma torta de canela de 720 calorias por uma salada de 400 calorias feita de espinafre, salmão, mirtilos, maçãs, nozes e pimentão vermelho, aumentará muito suas energias e talvez o torne mais esperto. Em um estudo, macacos que comiam mais calorias do que necessitavam tiveram encolhimento nas áreas do cérebro importantes para a tomada de decisões.

Água, água, em todo lugar

Seu cérebro é 80% água. Qualquer coisa que o desidrate, tais como muita cafeína ou álcool, diminui seu pensamento e prejudica seu julgamento. Certifique-se de tomar muita água todos os dias. Para saber se você está bebendo água suficiente para seu cérebro, uma boa regra geral é consumir 2 litros diariamente.

Seja pró-ativo com as proteínas

As proteínas ajudam a equilibrar seus níveis de açúcar e a prestar atenção, alem de propiciar os blocos construtores para a saúde cerebral. Grandes fontes de proteínas incluem peixe, frango ou peru sem pele, feijão, castanhas e vegetais ricos em proteínas, tais como brócolis e espinafre. Proteína em pó também pode ser uma boa fonte, mas leia o rótulo para saber se o produto não é rico em açúcar. Comece o dia com proteínas para aumentar sua atenção e as habilidades de concentração.

Siga com carboidratos com pouco açúcar e muita fibra

Isso significa comer carboidratos que não promovam picos em seu nível de glicose sanguínea, e que são ricos em fibras, tais como vegetais e legumes, e frutas como mirtilos e maçãs. Maus carboidratos são desprovidos de qualquer valor nutricional, tal como o açúcar. O açúcar é inimigo do seu cérebro. o índice glicêmico classifica os carboidratos de acordo com seu efeito na glicose do sangue. Ingerir uma dieta cheia de alimentos com baixo índice glicêmico, que não vão provocar picos em sua glicose do sangue, abaixará os níveis de glicose, diminuirá o desejo por comida e ajudará seu foco.

Siga com as boas gorduras

As boas gorduras são essenciais para sua saúde. O peso seco (sem água) do seu cérebro é 60% gordura. Más gorduras, como tudo que contenha gordura trans, devem ser eliminadas. Centre sua dieta em gorduras boas, especialmente as que contenham ácidos graxos ômega 3, encontrados no salmão, sardinhas, abacate, nozes, linhaça, chia e vegetais de folha verde escuro.

Prato arco-íris

Ponha comidas naturais de várias cores em sua dieta. Inclua mirtilos, romãs, abóbora e pimentão vermelho. isso aumentará os níveis de antioxidantes no seu corpo e ajudará a manter seu cérebro jovem.

Tempere sua comida

Os estudos mostram que algumas ervas e temperos beneficiam o cérebro e a cognição. Cúrcuma, mostarda, açafrão da Índia podem diminuir as placas no cérebro que são tidas como responsáveis pela doença de Alzheimer. Extratos de açafrão foram eficientes como medicação antidepressiva no tratamento de pessoas com depressão maior. Alecrim, tomilho e sálvia ajudam a melhorar a memória. Canela ajuda a atenção e o fluxo sanguíneo. Alho e orégano aumentam o fluxo sanguíneo cerebral.

Você é o que você come

Assim, evite comida ruim. Coisas como pesticidas usados nos alimentos do comércio podem se acumular no seu cérebro e no seu corpo, embora o nível deles em cada alimento seja baixo. Coma alimentos cultivados organicamente ou cultive o que você puder, em casa. Evite carnes que possam conter hormônios e antibióticos. Evite alimentos com conservantes, preservantes, corantes e adoçantes artificiais. Isso significa que você precisa começar a ler os rótulos dos alimentos. Se você não souber o que aquele alimento contém, não o coma.

Jogue fora os alimentos problemáticos

Você sabia que o glúten faz mal para algumas pessoas? Há relatos científicos de pessoas cujos cérebros e estômagos ficam melhor quando elas eliminam o trigo e outras fontes de glúten (como cevada, centeio, espelta ou trigo vermelho, imitação de carne e molho de soja) de sua dieta. Crianças com TDAH e com autismo geralmente ficam melhor quando são postas em dietas que eliminam trigo, laticínios, alimentos industrializados, todas as formas de açúcar e de substitutos do açúcar, corantes e aditivos de alimentos. Há testes hematológicos que podem ajudar a determinar sua sensibilidade aos alimentos.


Daniel G. Amen - ADDitude

http://tdah-dourados.blogspot.com.br/