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sábado, 20 de junho de 2015

Algumas estratégias Pedagógicas para alunos com TDAH.

Algumas técnicas para melhorar a atenção e memória sustentadas



1 – Quando o professor der alguma instrução, pedir ao aluno para repetir as instruções ou compartilhar com um amigo antes de começar as tarefas.

2 – Quando o aluno desempenhar a tarefa solicitada ofereça sempre um feedback positivo (reforço) através de pequenos elogios e prêmios que podem ser: estrelinhas no caderno, palavras de apoio, um aceno de mão... Os feedbacks e elogios devem acontecer SEMPRE E IMEDIATAMENTE após o aluno conseguir um bom desempenho compatível com o seu tempo e processo de aprendizagem.

3 – NÃO criticar e apontar em hipótese alguma os erros cometidos como falha no desempenho. Alunos com TDAH precisam de suporte, encorajamento, parceria e adaptações. Esses alunos DEVEM ser respeitados. Isto é um direito! A atitude positiva do professor é fator DECISIVO para a melhora do aprendizado.

4 – Na medida do possível, oferecer para o aluno e toda a turma tarefas diferenciadas. Os trabalhos em grupo e a possibilidade do aluno escolher as atividades nas quais quer participar são elementos que despertam o interesse e a motivação. É preciso ter em vista que cada aluno aprende no seu tempo e que as estratégias deverão respeitar a individualidade e especificidade de cada um.

4 – Optar por, sempre que possível, dar aulas com materiais audiovisuais, computadores, vídeos, DVD, e outros materiais diferenciados como revistas, jornais, livros, etc. A diversidade de materiais pedagógicos aumenta consideravelmente o interesse do aluno nas aulas e, portanto, melhora a atenção sustentada.

5 – Utilizar a técnica de “aprendizagem ativa” (high response strategies): trabalhos em duplas, respostas orais, possibilidade do aluno gravar as aulas e/ou trazer seus trabalhos gravados em CD ou computador para a escola.

6 – Adaptações ambientais na sala de aula: mudar as mesas e/ou cadeiras para evitar distrações. Não é indicado que alunos com TDAH sentem junto a portas, janelas e nas últimas fileiras da sala de aula. É indicado que esses alunos sentem nas primeiras fileiras, de preferência ao lado do professor para que os elementos distratores do ambiente não prejudiquem a atenção sustentada.

7 – Usar sinais visuais e orais: o professor pode combinar previamente com o aluno pequenos sinais cujo significado só o aluno e o professor compreendem. Exemplo: o professor combina com o aluno que todas as vezes que percebê-lo desatento durante as atividades, colocará levemente a mão sobre seu ombro para que ele possa retomar o foco das atividades.

8 – Usar mecanismos e/ou ferramentas para compensar as dificuldades memoriais: tabelas com datas sobre prazo de entrega dos trabalhos solicitados, usar post-it para fazer lembretes e anotações para que o aluno não esqueça o conteúdo.

9 – Etiquetar, iluminar, sublinhar e colorir as partes mais importantes de uma tarefa, texto ou prova.

- See more at: http://www.tdah.org.br/br/dicas-sobre-tdah/dicas-para-educadores/item/399-algumas-estrat%C3%A9gias-pedag%C3%B3gicas-para-alunos-com-tdah.html#sthash.aRq4Jsw9.dpuf

domingo, 5 de abril de 2015

Equoterapia.





O que é Equoterapia?

É um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo como instrumento de trabalho, objetivando a reabilitação e educação de pessoas com comprometimentos físicos, mentais ou comportamentais, auxiliando em seu desenvolvimento motor, psíquico e social. Emprega o cavalo como motivador para proporcionar ganhos físicos e psicológicos. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo, aperfeiçoamento da coordenação motora, postura e equilíbrio.


As primeiras referências que se tem do uso da Equoterapia podem ser encontradas em 458-370 a.C. no livro “Das Dietas” de Hipócrates.


Em 1901, na Inglaterra, no Hospital Ortopédico de Oswentry, tem-se a primeira aplicação de Equoterapia em contexto hospitalar. Em 1965, na França, tornou-se matéria didática universitária (Salpentiére) e, ainda na França em 1972, é defendida a primeira tese de doutorado em medicina, com tema voltado para a Equoterapia.


Em 1989 é formada a Associação Nacional de Equoterapia - ANDE Brasil, com sede em Brasília, que oficializa a prática da Equoterapia no Brasil, e em 1997 o Conselho Federal de medicina a reconhece como prática terapêutica.


Também é reconhecida como método educacional que favorece a alfabetização, socialização e o desenvolvimento global de alunos portadores de necessidades especiais, pela Divisão de Ensino Especial da Secretária de Educação do Distrito Federal.





Por que o uso do Cavalo?


A Equoterapia consiste no uso de cavalos associada ao trabalho de fisioterapia, psicologia e técnicas de equitação para tratar, recuperar e integrar pessoas com problemas neuromotores, deficiências sensoriais (áudio - fono - visual), distúrbios evolutivos e/ou comportamentais ou ainda patologias ortopédicas de origem congênita ou acidental.


O motivo principal da utilização do cavalo na habilitação ou reabilitação motora, provém do movimento que o passo do cavalo transmite ao praticante, característico por ser ritmado, repetitivo e simétrico.


Esse movimento “tridimensional” (para cima e para baixo, para frente e para trás e para um lado e para o outro) provoca um deslocamento da pelve do praticante, semelhante ao que uma pessoa realiza ao andar, propiciando a conscientização corporal do portador de deficiência e estimulando a aprendizagem ou re-aprendizagem da marcha.


A utilização do cavalo como meio terapêutico não é uma técnica nova, no entanto, o seu uso tem se aprimorado e se expandido graças as pesquisas modernas, o que tem provocado evoluções e desenvolvimento em todas as áreas de trabalho que envolvem a saúde humana.

O Centro de Equoterapia Nova Canaã é uma empresa privada, regida pelas normas e princípios da ANDE do Brasil e utiliza os recursos terapêuticos oferecidos pelo cavalo, no intuito de conseguir o desenvolvimento global do indivíduo, ou seja, corpo, mente e espírito. Trata da habilitação ou reabilitação de pessoas portadoras de deficiência física, mental ou com alterações comportamentais, bem como para indivíduos que buscam maior crescimento emocional e físico, através desta modalidade terapêutica.
Fonte:http://equoterapianc.blogspot.com.br/


Ps.Olá pessoal quero fazer uma resalva, eu estive pessoalmente na  nova Canaã e achei o espaço maravilhoso,amplo organizado.
Uma paz infinita foi o que senti ao adentrar aquele espaço maravilhoso.
Vale a pena você usar e dedicar  seu tempo em ir visitar.
Tenho certeza que todos sairam felizes vendo o trabalho executado por uma equipe de profissionais capacitados e enganjados em fazer o que gosta,
Em primeiro lugar servir ao próximo.
Parabéns toda equipe.
(Celia Macedo)


Contatos:
(75)9139-4045
(75)9139-3770
(75)3157-2205/(11)4657-5199
Email:nova canaãfsa@gmail.com






sábado, 7 de fevereiro de 2015

SOBRE A RESILIÊNCIA

E a vontade de abandoná-la.






O que desejo é libertar
todas as minhas fraquezas,
chorar até que acabe o fôlego,
dormir até que os dias melhorem,
afogar-me em toda a piedade gratuita,
pedir todo o carinho e os abraços que me faltam,
tornar-me a vítima que tenho todo o direito de assumir.
Mas desejar nem sempre é poder, ou permitir,
então engulo o desânimo e a dor
e sigo a encarar, todos os dias,
todas as pessoas que sempre
só perceberão o que te falta,
sem tempo para entender
as dificuldades
do que
te cabe.
Assim sigo,
independente
de como me sinto,
arrastando os
dias como posso,
regatando sonhos,
tentando acreditar
que as coisas boas vão sim
perdurar, enquanto durar
este pequeno intervalo,
criado por novos anos
que tão logo acabam,
e que aprendemos
a chamar de vida.


© obvious: http://lounge.obviousmag.org/insolito/2014/12/sobre-a-resiliencia.html
LARISSA CARAMEL

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O Déficit de Atenção


Quantas crianças ainda terão que tomar um remédio para se sentirem enquadradas, pois a educação não nos dá a oportunidade de sermos brilhantes?






Alguns dados apontam que nos últimos anos os casos de Déficit de Atenção triplicaram entre nossas crianças.
 Eu estou entre uma dessas crianças.
 Com uns treze anos comecei a tomar um remédio com tarja preta chamado Ritalina, que pra mim, de fato fazia uma diferença enorme.
 Quando eu era criança fui chamada várias vezes de hiperativa, desconcentrada. Meus professores adoravam falar como eu me dispersava rápido.
 Engraçado, continuo assim, mas hoje tento usar isso ao meu favor.
 O remédio vai soltando doses ao longo do dia e pode durar até 8 horas. Tomava antes de ir para escola e ficar ligada na aula.
 Nunca fui boa em matemática, física, química, mas me esforçava o bastante pra não ficar de recuperação.
 Lembro que eu achava que o remédio fazia uma diferença significativa na hora de fazer uma prova.
 Eu realmente me transformava, durante 8 horas, em uma pessoa mais focada.
 O déficit de atenção é mais comum do que se imagina.
Assim que entrei na faculdade resolvi largar o remédio.
 Fui percebendo, ao longo dos anos, que eu não precisava dele para escrever uma boa redação, ou pra ler um livro que eu gostava, nem pra fazer prova de história.
 Não precisei do remédio para decorar um dos meus primeiros textos de teatro.
 Eu nem tomava o remédio pra ir pra aula de teatro e eu era uma pessoa igualmente focada nessas aulas.
 Foi aí que minha mãe resolveu perguntar à minha médica por que eu ficava concentrada nas coisas que eu gostava de fazer.
 Ela disse que isso era normal.
 Nas áreas que eu tinha mais habilidade, os sintomas não apareciam de modo que me atrapalhassem.
 Que doença engraçada, né?
 Mal do século, eu diria. A nossa sociedade está criando doenças para quem estiver fora do padrão de comportamento esperado.
Então, vi que o problema não estava em mim e nem na maioria das crianças que precisa tomar um remédio para entrar num padrão social.
 O problema está no nosso ensino totalmente precário, que se preocupa mais se o aluno vai passar em medicina do que se ele será um bom cidadão
.É claro que em alguns casos específicos, o uso da Ritalina é de extrema importância e eficácia, mas acredito que, na maioria das vezes, o Déficit de atenção poderia ser tratado de outras formas. 
Estudei minha vida toda numa escola diferente, que se importava com a cabeça dos seus alunos e valorizava o que eles tinham de melhor, incentivando a arte, o esporte e a ciência. 
Lembro que as notas eram dividias em 40% de provas e os outros 60% eram de comportamento.
 Se você soubesse lidar bem com um grupo, participasse da aula, fosse educado e responsável, já era o suficiente pra passar de ano. E ninguém deixava de estudar, afinal queríamos ter notas boas.
 Depois fui pra uma escola que tinham tantos alunos que os professores não conseguiam gravar o nome nem dá metade deles. Nunca mais falamos em preconceito ou direitos humanos. 
Nunca mais falamos sobre ler livros sem ser por obrigação. 
Depois, mais tarde, os professores reclamavam que líamos pouco, mas como, se tínhamos tão pouco incentivo? 
Lembro que na minha outra escola ganhei gosto pela leitura quando eu ainda era bem pequena. 
Devorava livros e mais livros, afinal a gente tinha uma aula só de leitura.
Me mudei para essa nova escola porque eu precisava passar no vestibular, mas eu não via sentido nenhum em nada daquilo. 
Fui me sentindo cada vez mais idiota porque eu não conseguia ir bem em nenhuma matéria de exatas, mas falaram que pra passar no vestibular era preciso saber mais exatas do que humanas.
 Aumentei a dose do remédio Ritalina pra poder ficar pelo menos na média. 
Fico pensando quantas crianças vão ter que se sentir burras e diferentes e tomar um remédio tarja preta pra ficar na média na escola, pra ficar na média na vida, pra ser sempre medíocre porque a educação não nos dá a oportunidade de sermos brilhantes. No ensino médio os adolescentes são constantemente comparados, como em uma empresa, para que haja desde cedo um espirito de competição. Infelizmente essa competição é completamente injusta, pois as pessoas têm habilidades diferentes. Como já disse Albert Einstein "Todo mundo é um gênio, mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em árvores, ele passará sua vida inteira acreditando ser estúpido" e é exatamente isso que nosso ensino faz.
A qualidade de uma escola é medida pelo número de aprovações que seus alunos têm no vestibular e não pela pessoa que ela está formando para o mundo.
Como queremos ter profissionais mais dedicados se, desde pequenos, somos ensinados que se importar com o outro não é o que importa, mas sim ser sempre melhor que todo mundo? Infelizmente, nossa educação forma pessoas cada vez mais quadradas, que pensam dentro de uma caixinha. 
Não se permitem ir atrás das informações e nem na melhor forma de resolver problemas. 
As aulas de artes são totalmente técnicas e insuportáveis. Não nos dão oportunidade de sermos realmente quem queremos ser e crescemos adultos chatos, controladores e depressivos.

Infelizmente nosso comportamento é resultado da educação que tivemos e isso só vai mudar quando todas as áreas foram igualmente valorizadas nas escolas e entre os alunos. Cada vez teremos mais crianças com déficit de atenção.
 Principalmente agora com a tecnologia, que todas elas podem ter acesso rápido a tudo. Por que elas ficariam prestando atenção em uma aula chata?
 Por que elas ficariam prestando atenção em algo que elas podem aprender em um segundo procurando no Google? 
O nosso sistema educacional precisa mudar rapidamente, pois não podemos achar que o ensino pode continuar o mesmo de 20 anos atrás, onde não existia tanta informação com facilidade. As crianças estão perdendo o interesse na escola.
 Elas estão vendo o mundo de possibilidades que existe ao redor delas, vendo tudo que elas podem criar e transformar e os colégios continuam insistindo naquele velho formato. 
Todas as pessoas têm uma genialidade, mas o mundo insiste, por algum motivo que sejamos medíocres, dentro de um padrão. Não valorizam o aluno bagunceiro, nem o que vive no mundo da lua. Esses que no futuro provavelmente serão os adultos mais criativos. 
A nossa educação mata a nossa criatividade. Na escola não temos nenhuma oportunidade de nos mostrar e nem de crescer intelectualmente, pois quanto mais velhos ficamos, taxam de ridículo aquilo que fazemos de diferente, mas que se for estimulado, poderia ser genial. É triste a situação em que vivemos, mas já foram inauguradas escolas com uma proposta totalmente diferente de ensino, onde as matérias não são separadas, mas são aprendidas juntas, como se fosse uma só. Os alunos também não são separados por turmas de acordo com a idade, mas sim por habilidades que os alunos apresentam. Espero que esse realmente seja o futuro do nosso ensino e que não criemos mais doenças para fazer as crianças se sentirem anormais. “Somos todos folhas da mesma árvore”, esse era o lema da minha primeira escola. Ainda bem que aprendi assim.



http://lounge.obviousmag.org/de_repente_da_certo/2014/11/o-deficit-de-atencao-esta-no-comportamento-da-nossa-sociedade-e-nao-nas-nossas-criancas.html