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segunda-feira, 18 de julho de 2016
Janela do Meu Filho
Como pais, nós sabemos mais que os nossos filhos. Somos mais velhos e mais sábios. Temos mais experiência e esta experiência muitas vezes nos torna mais práticos, mais espertos nos caminhos do mundo.
Em nosso desejo de ajudar os nossos filhos, com freqüência nos sentimos inclinados a partilhar este conhecimento com eles, dar-lhes conselho, ou simplesmente dizer a ele o que achamos que pode ser útil.
Mas quando refletimos sobre nossa própria vida podemos achar que ter recebido o conhecimento de uma outra pessoa, ser aconselhado com base na sabedoria dos outros, não ajudou muito. Em vez disso, preferimos descobrir a verdade por nós mesmos. E apreciamos aqueles que ajudaram neste processo de descoberta, em vez de interrompê-lo.
Como pais, desempenhamos muitos papéis e muitas formas de relacionamento são possíveis com nossos filhos. Dentre eles, guia e mentor, amigo, aliado, companheiro e apoio. Devemos dançar delicadamente na corda bamba da sabedoria, autoridade e disciplina, enquanto permanecemos como fontes de amor e aceitação incondicionais.
Vejo estes papéis como complementares, não contraditórios. O fato de sermos próximos aos nossos filhos não enfraquece nossa autoridade; desenvolver a amizade não diminui o respeito; aceitá-los como são não nega a oportunidade de aperfeiçoamento. Ao contrário, é uma questão de tempo, de julgar cada oportunidade para julgar qual aspecto de nosso relacionamento desejamos melhorar num determinado momento.
Em nosso desejo de ensinar e orientar nossos filhos, podemos passar muito depressa por uma etapa essencial: conhecê-los e aceitá-los como são, entender como eles percebem e sentem o mundo que os cerca. Sem este passo, talvez achemos nossos esforços para educar não apenas fúteis, mas também provocar uma rebelião. Conhecer e aceitar nosso filho por aquilo que é, tentando entender como ele vê o mundo, partilhando uma sensação mútua de admiração sobre o mundo, ajudará em nossos esforços na educação e orientação e, ao mesmo tempo, ajudará a nos aproximamos deles.
Em vez de enxergarmos nossos filhos como recipientes vazios esperando para serem cheios, e a nós mesmos como fontes transbordantes de sabedoria ansiosas para enchê-los, vamos imaginar por um momento que possuem seu próprio nível de conhecimento e experiência. E embora não sejamos recipientes vazios, sejamos pelo menos vazios de preconceitos sobre quem são eles e o que eles sabem, e abordar nossos filhos com genuína curiosidade e senso de admiração.
Nem sempre os filhos fazem sentido, porém geralmente há algum sentido naquilo que à primeira vista pode parecer sem sentido. Se você como pai acredita nisso, então sua conversa com seus filhos ajudará a revelar o sentido deles, o significado e a lógica que se escondem por trás das suas palavras. Quando você age assim, passa a fazer parte de uma deliciosa aventura na descoberta daquilo que seu filho pensa sobre o mundo. E se você puder fazer isso sem tentar corrigir o pensamento dele, começará a ver o mundo como ele vê, não importando se ele se conforma ao sentido adulto da realidade como você a percebe.
Assim, um ingrediente chave para esta jornada ao ser interior do seu filho é uma curiosidade genuína sobre quem ele é. Esta curiosidade é isenta de um motivo oculto e vem tanto com o carinho pelo seu filho quanto pela afirmação que a realidade para vocês dois é mais uma questão de percepção que uma declaração de fato. Em outras palavras, o mundo é aquilo que fazemos dele. Aquilo que sentimos e pensamos na verdade depende das lentes através das quais nós vemos o mundo.
Você procura, simplesmente, ter um vislumbre do mundo através das lentes do seu filho, Será uma lente única. Cada um de nós, criança e adulto, vê e entende o mundo de maneira única. Isso desenvolverá confiança e proximidade? Examine os seus relacionamentos com as pessoas que o rodeiam. Num ambiente receptivo, com pessoas que estão realmente curiosas sobre nossa maneira de ver o mundo e que nos encorajam a partilhar nossas percepções; quem entre nós não se torna amigável? Com freqüência, ficamos lisonjeados por tanta atenção, gratificados por que nossas opiniões são procuradas e valorizadas.
Os filhos não são diferentes. Eles também florescem à luz da sua genuína curiosidade e interesse, em sua aceitação e apreciação. Eles sentirão não apenas o seu interesse e carinho, como também como você é enriquecido pelo privilégio de partilhar o ponto de vista de outra pessoa, especialmente a opinião de alguém que você ama.
Você será enriquecido? Certamente. Pois um dos maiores prazeres dessas jornada de descoberta é o presente de partilhar o mundo de outra pessoa. É como se você tivesse recebido a capacidade de ver o mundo com olhos novos, descobrir um mundo tão autêntico quanto o seu, porém completamente desconhecido para você.
Você não está descobrindo o mundo de uma criança, está descobrindo o mundo como ele é visto pelo seu filho. E é um mundo tão real quanto o seu ou outro qualquer. É tão novo quanto uma tela de Rembrandt, tão abrangente quanto Einstein, tão incomum quanto um Van Gogh, tão assustador quanto um livro de Edgar Allan Poe. Um mundo que tem sua própria harmonia e lógica, se você conseguir entrar nele com tempo suficiente para ouvi-lo e entendê-lo.
Um pai relata:
Olhando pela janela, meu filho viu uma árvore cujos galhos balançam sem parar.
"Como a árvore mexe os galhos dessa maneira?" pergunta ele.
Sem me levantar da cadeira, nem tirar os olhos do livro, começo a responder: "A árvore não está movendo os galhos. É o vento…" Mas antes de deixar as palavras saírem, caio em mim. Em vez de falar, levanto-me da cadeira e vou até a janela, para perto do meu filho. Olho para a árvore. Dentro do quarto, por trás da janela fechada, não posso sentir nem ouvir o vento. Vejo apenas uma árvore com os galhos balançando e penso comigo mesmo: dentro desse quarto, como posso ter certeza de que os galhos estão se movendo por causa do vento, em vez de por vontade própria? Enquanto estou ali com meu filho observando a árvore, fico hipnotizado pelo movimento dos galhos, pelo tremular das folhas. Minha mente se aquieta e fico menos seguro sobre o que fazia os galhos se moverem. Seria o vento, ou alguma expressão independente da árvore?
"Percebo o que você quer dizer" – eu disse ao meu filho. "O movimento da árvore é muito bonito."
"Você acha que a árvore está dançando?" ele perguntou.
"Por que ela estaria dançando?"
"Talvez esteja contente porque o sol está brilhando" – disse ele.
"Talvez" – respondo.
"Ou porque é primavera" – acrescenta ele – e não faz mais frio."
"Talvez" – digo novamente.
Enquanto estávamos ali observando a árvore, eu também comecei a discernir a dança da árvore, o movimento e o ondular dos seus galhos, notando algumas nuanças que não conseguira ver antes. Parecia haver um certo ritmo no movimento, primeiro forte, depois suave e gentil, então vigoroso novamente, às vezes quase violento.
"As árvores estão vivas?" pergunta meu filho.
"Sim," respondo, "estão vivas."
"Elas sentem as coisas?"
"Não sei" – respondo. "Por que pergunta?"
"Porque esta árvore parece feliz. Uma árvore pode ficar triste ou feliz?"
"O que quer dizer?" pergunto.
"No inverno, as árvores parecem tristes" – disse ele. "Os galhos ficam caídos, e parecem frias e solitárias. Mas agora, com as folhas no lugar, o sol brilhando e os pássaros cantando, ela parece feliz."
"Deixe-me ver" – eu digo.
Olhamos em silêncio. Observo outras árvores e elas, também estão se movendo com o vento, cada qual num ritmo diferente, e pareciam expressar algo singular e único em seu movimento. Nem toda árvore estava dançando.
"Olhe aquele carvalho grande lá longe" – eu digo. "O que acha que ele está sentindo?"
"Ele também está feliz. Mas não está dançando muito. Acho que isso é porque ele é velho, e talvez seus galhos sejam mais duros. Ou talvez não se entusiasme com o sol e a primavera. Já os viu muitas vezes antes e está acostumado."
"Sim" – concordo, sorrindo por dentro.
Dessa vez, eu amei aquela árvore. Ou pelo menos estava sentindo tanto amor, que era impossível excluir a árvore dos meus sentimentos. E comecei a me perguntar se a árvore estava causando aquelas sensações em mim. Ou a árvore seria um simples catalisador, como o vento, que criava uma reação em mim, assim como o vento provocava uma reação na árvore?
"Você acha mesmo que a árvore está dançando?" perguntei ao meu filho.
"Não sei."
"Não sabe?" perguntei, surpreso pela sua súbita incerteza.
"Se ela estivesse dançando, precisaria de música."
"Ah, entendo" – disse eu – "ela precisaria de música."
E então ele disse:
"Mas talvez a música esteja no vento. Talvez o vento toque uma música que só as árvores consigam ouvir."
"Sim, meu filho, talvez o vento toque uma música que só as árvores possam ouvir."
E comecei a sonhar com cientistas com ouvidos e instrumentos para escutar a música do vento.
Meu filho interrompeu meus pensamentos.
"Pai?" disse ele.
"Sim, filho,"
"Não gosto muito da minha professora na escola."
E então conversamos sobre isso durante algum tempo, ali perto da janela. E embora eu não pudesse ter certeza, tive a sensação de que a árvore estava nos observando, e perguntei-me se nós – a árvore, meu filho e eu – partilhávamos a sensação daquele momento.
BY JAY LITVIN
http://www.pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/607447/jewish/Janela-do-Meu-Filho.html
domingo, 22 de maio de 2016
O diagnóstico do TDAH
O diagnóstico do TDAH é feito por profissionais especializados no assunto, através de uma avaliação clínica baseada no histórico de vida da pessoa.
No caso de adultos, muitas vezes é importante a colaboração do cônjuge ou de pessoas próximas.
No diagnóstico de crianças ou adolescentes, é necessário a participação dos pais e/ou professores.
A avaliação é feita desde a infância uma vez que o transtorno é crônico e a pessoa já nasce com ele.
Comportamentos comuns em adultos com TDAH que devem procurar por um diagnóstico:
- Distrair-se com assuntos de menor importância, deixando o principal para a última hora (procrastinação).
- Cometer erros por distração, mesmo conhecendo o assunto.
- Ser muito desorganizado em tarefas ou tempo (geralmente está sempre atrasado).
– Dificuldade em controlar, conter seu comportamento. Costuma falar ou fazer coisas, antes de pensar se são adequadas ou não, podendo gerar conflitos pessoais, sociais ou familiares.
- Começar uma tarefa pensando nas que estão por terminar e nas que estão por fazer. A falta de foco e a impulsividade faz com que se largue o que está fazendo e vá para outra tarefa, deixando-a inacabada.
– Sentir muita dificuldade em ler um livro até o final (apesar de comprar muitos) a não ser que o assunto o interesse muito.
- Oscila muito de humor. Está bem, no momento seguinte está mal, sem um motivo necessário.
- Dificuldade em ouvir. Enquanto o outro fala, já está pensando na resposta. Pode monopolizar as conversas sem perceber que está sendo inadequado.
– Geralmente é muito crítico, quer fazer tudo do seu jeito, no seu tempo.
- Ser muito impaciente e irritadiço.
– Costuma ser muito emotivo e intenso, fazendo verdadeiros dramas com fatos muitas vezes simples.
- Geralmente está sempre estressado e ansioso.
O adulto com TDAH pode ter como conseqüências (comorbidades): depressão, ansiedade generalizada, TOC, bipolaridade, endividamento, transtorno do sono, de apetite, uso de drogas.
- Dificuldade no aprendizado. Há 2 tipos:
Hiperativos/impulsivos: conversam, não param quietos em sua cadeira, derrubam material , saem da classe, atrapalham o professor e seus colegas na sala de aula. Em casa não conseguem sentar e fazer as tarefas até o final. Não conseguem se concentrar no que fazem.
Desatentos: são calmos, aparentemente prestam muita atenção ao professor mas seus pensamentos estão longe,”viajando”. O mesmo acontece quando estão fazendo suas tarefas em casa. Esse grupo é mais difícil de ser diagnosticado na infância.
Tanto o tipo hiperativo/impulsivo como o tipo desatento (ou combinado), costumam cometer erros por distração, mesmo sabendo a matéria questionada.
- Dificuldade no relacionamento interpessoal. Em casa, com professores ou com amigos, querem fazer tudo do seu jeito sem esperar a vez do outro ou sem ouvir as orientações dadas.
- Irritabilidade. Quando os acontecimentos dos fatos não ocorrem como eles querem, tornam-se irritados, fazendo birras ou rebeldias.
- Desorganização. A mochila, a mesa de estudos, o quarto costumam ser caóticos. Esquecem ou perdem materiais escolares, óculos, celulares, etc.
- Vício em vídeo-game. Quando a criança ou adolescente gostam do que fazem ou sentem-se desafiados (características do jogador), entram em hiperconcentração. Muitos nem ouvem caso sejam chamados.
- Procrastinação. Deixam para fazer suas tarefas na última hora, em detrimento da qualidade.
- Alterações no peso: ou são obesos pela compulsão de comer ou estão abaixo do peso pela impaciência de ficarem sentados à mesa o tempo suficiente para fazerem suas refeições.
Crianças ou adolescentes com TDAH podem ter como conseqüências (comorbidades): TOD ( Transtorno Opositivo Desafiador), dislexia, discalculia, dispraxia, depressão, transtornos de comportamento (impulsividade/hiperatividade, impaciência, irritabilidade, tiques).
Apesar do quadro desalentador onde a pessoa muitas vezes é considerada desorganizada, preguiçosa, agitada, maníaca, imprevisível, irresponsável, desnorteada... quanto mais cedo for diagnosticada e tratada mais facilmente aprenderá a conviver com o TDAH (DDA) de maneira mais positiva e menores serão os problemas com a auto-estima e auto-confiança, normalmente tão comprometidas.
Infelizmente, ainda há muitos diagnósticos errados nessa área em função do desconhecimento do transtorno por muitos profissionais da saúde que acabam tratando apenas das conseqüências (comorbidades), desconhecendo a origem dos problemas.
O diagnóstico não se baseia apenas na presença dos sintomas mas em sua intensidade, duração e em quanto interferem na vida cotidiana da pessoa.
http://www.universotdah.com.br/diagnostico.html
Depoimentos reais.
Ele recentemente passou, junto comigo, por situações degradantes e desagradáveis que poderiam ter sido evitadas, tivessem, seus professores e demais membros educacionais da escola, tido formação para uma educação inclusiva.
Ele estuda em uma escola pública, e apesar da escola ter conhecimento de sua dificuldade, não ofereceu as condições especiais necessárias ao aluno, reprovando-o.
Tendo a escola reprovado meu filho e descumprido frontalmente as orientações pedagógicas e legais, impetrei recurso à Secretaria de Estado da Educação do Estado de São Paulo e tivemos, parcialmente, resgatado o direito do aluno à educação, uma vez que ofereceram o correto entendimento de que a escola incorrera no descumprimento de legislação vigente e em irregularidades.
Apenas parcialmente o direito do meu filho foi atendido e os males à sua auto-estima, os danos morais a ele e à mim impostos etc. não foram e nem serão compensados ou resgatados.
Segundo a Lei nº. 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Base da Educação), a educação com cuidado especial ao aluno com necessidade específica é regra obrigatória, o que se pode aplicar como princípio de inclusão, que precisa sair do papel e ser encampada pela sociedade e fundamentalmente pelas escolas que é o lugar de formação de cidadãos honestos, competentes, críticos, éticos e bem sucedidos.
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Como saber se a criança é hiperativa?
A hiperatividade está relacionada aos movimentos
Quem não tem um filho, sobrinho, afilhado ou até mesmo vizinho que não para quieto? A hiperatividade na criança está relacionada à motricidade, aos movimentos. Ou seja, é a criança agitada, que não consegue parar quieta, como diz o ditado, com o bicho carpinteiro. Esses se machucam com mais frequência, sofrem mais acidentes por serem intempestivas, não tem paciência, interrompem e se intrometem nas conversas.
É a partir do momento em que ela vai à escola que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade fica mais evidente. A criança não consegue acompanhar a turma, tem dificuldade de prestar atenção no professor, em realizar as tarefas. Muitos não são bem quistos pelos colegas de turma e tem dificuldade de relacionamento.
Fique atento aos sintomas:
– agitação (esfregar mãos ou pés, contorcer-se na cadeira, balançar objetos…);
– distrair-se facilmente com outros estímulos;
– dificuldade em permanecer sentado;
– realizar com frequência atividades perigosas sem pensar nas consequências;
– parece não escutar o que é dito;
– perder materiais necessários para as tarefas ou atividades;
– dificuldade em brincar tranquilo, com uma coisa apenas;
– deixar uma tarefa incompleta para realizar outra;
– problema em manter-se atento às atividades lúdicas;
– não aguenta esperar a sua vez em algum jogo ou tarefa em grupo.
Caso você precise de uma equipe interdisciplinar, entre em contato com o Centro Psicopedagógico Apoio. Nós atuamos com excelência na prevenção das dificuldades de aprendizagem, a partir de um enfoque transdiciplinar. Realizamos atendimento psicológico, psicopedagógico, psicanalítico e fonoaudiológico.
e-mail : contato@centropsicopedagogicoapoio.com.br
Por Anne Mascarenhas
Jornalista
http://www.centropsicopedagogicoapoio.com.br/como-saber-se-a-crianca-e-hiperativa/
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