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quarta-feira, 18 de junho de 2025

Autismo e a genetica.





 Será que o autismo vem do pai ou da mãe?

Entenda se o autismo vem do pai ou da mãe e explore os fatores genéticos e ambientais envolvidos nessa condição complexa.



Você já se perguntou se o autismo vem do pai ou da mãe? Essa é uma dúvida comum entre muitos pais e cuidadores.


O autismo é uma condição complexa que envolve vários fatores, incluindo componentes genéticos e ambientais.


Neste blog, vamos explorar o que é autismo, os fatores genéticos envolvidos, e responder à questão central: autismo vem do pai ou da mãe?


O que é o autismo?

Antes de entendermos se o autismo vem do pai ou da mãe, vamos entender o que ele é.


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica que afeta o desenvolvimento da comunicação, interação social e comportamento.


Os sintomas do autismo podem variar amplamente, desde leves a graves, e incluem dificuldades de comunicação verbal e não-verbal, comportamentos repetitivos (tiques no autismo) e interesses restritos.


O autismo é considerado um espectro porque cada pessoa pode apresentar diferentes graus de intensidade e características. Por isso existem diferentes níveis de autismo.


Fatores genéticos no autismo

Para sabermos se o autismo vem do pai ou da mãe, precisamos conhecer os fatores genéticos envolvidos.


A ciência já estabeleceu que o autismo tem uma forte componente genética. O que responde se o autismo é genético.


Estudos mostram que se um membro da família tem autismo, há uma probabilidade aumentada de que outros membros também possam estar no espectro.


No entanto, o autismo é altamente poligênico, o que significa que muitos genes diferentes podem contribuir para o desenvolvimento da condição.


Não existe um único “gene do autismo”, mas uma combinação de vários genes que podem aumentar o risco.


Pesquisas do Centro de Genética da Universidade de Harvard indicam que mais de 100 genes podem estar associados ao autismo, cada um contribuindo de maneira pequena para o risco geral.


Essas descobertas ressaltam a complexidade genética do autismo e como múltiplos fatores podem influenciar seu desenvolvimento.


Autismo vem do pai ou da mãe?

Nesse tópico, vamos entender se o autismo vem do pai ou da mae.


A resposta não é simples. O autismo pode ser herdado de ambos os lados da família.


Pesquisas indicam que tanto o DNA herdado do pai quanto o da mãe pode conter mutações genéticas associadas ao autismo.


No entanto, alguns estudos sugerem que certas mutações de novo (mutações que não são herdadas, mas ocorrem espontaneamente) podem ser mais comumente transmitidas pelo lado paterno.


Estudos de genética molecular têm revelado que, em alguns casos, as mutações que contribuem para o autismo podem ocorrer espontaneamente em genes específicos, sem serem herdadas diretamente dos pais.


Isso mostra a complexidade do autismo e a dificuldade de traçar uma origem genética única.


Um estudo da Universidade de Cambridge sugere que a idade avançada do pai pode estar associada a um aumento no risco de mutações de novo que podem contribuir para o autismo.


Estudos sobre a hereditariedade do autismo

Agora que tiramos algumas dúvidas sobre a pergunta “o autismo vem do pai ou da mãe?”, vamos ver estudos sobre o assunto.


Diversos estudos têm investigado a hereditariedade do autismo.


Um estudo importante publicado na revista Nature indicou que a herdabilidade do autismo é estimada em cerca de 80%, o que significa que a maioria dos casos de autismo pode ser atribuída a fatores genéticos.


No entanto, esses estudos também apontam para a importância de fatores ambientais que podem interagir com a predisposição genética.


Outro estudo, realizado pela Universidade de Stanford, destacou que irmãos gêmeos têm uma probabilidade muito maior de ambos serem diagnosticados com autismo, sugerindo uma forte influência genética.


Entretanto, mesmo em gêmeos idênticos, onde o DNA é idêntico, o autismo pode se manifestar de maneiras muito diferentes, o que reforça a ideia de que outros fatores, além dos genes, desempenham um papel importante.


Além disso, a pesquisa do Simons Foundation Autism Research Initiative (SFARI) destacou que fatores ambientais, como complicações durante a gravidez e exposição a substâncias tóxicas, também podem interagir com a predisposição genética para influenciar o desenvolvimento do autismo.


Leia nosso blog –→ O que causa autismo na gravidez?


O autismo é uma condição complexa com uma base genética significativa, mas não exclusiva.


A pergunta “autismo vem do pai ou da mãe?” não tem uma resposta definitiva, pois a herança genética pode vir de ambos os lados e também incluir mutações de novo.


O importante é entender que o autismo é multifatorial, envolvendo uma combinação de genes e fatores ambientais.


Se você tem preocupações sobre a hereditariedade do autismo, é recomendável consultar um geneticista ou um profissional de saúde especializado.


Lembre-se: você não está só!

segunda-feira, 9 de junho de 2025

 





O
autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é caracterizado por dificuldades na comunicação, interação social e comportamento repetitivo, e pode causar desafios em diversas áreas da vida, como na escola, no trabalho e em casa. 

Dificuldades na comunicação:



70% dos autistas apresentam outros distúrbios associados ao TEA

Em outros textos, já discutimos que há dois fatores que precisam estar obrigatoriamente presente para confirmar que uma pessoa tem autismo. Os chamados “critérios diagnósticos” são a presença de prejuízos na comunicação e na interação social, e a existência de comportamentos repetitivos e restritivos. Cada pessoa com TEA vai manifestar estes dois elementos em diferentes níveis de intensidade, o que vai definir onde ela está no espectro autista. Mas o autismo não é um distúrbio que ocorre de forma isolada, e é aí que entram as comorbidades.


Comorbidade é um termo médico que descreve outras condições que podem se manifestar junto ao transtorno do espectro autista. Elas estão presentes em cerca de 70% dos indivíduos com TEA, sendo que 48% deles podem ter mais de uma comorbidade. Estas condições associadas podem ser psiquiátricas, como TDAH, ou médicas, como distúrbios do sono. Abaixo, detalhamos algumas das comorbidades mais comuns entre as pessoas com autismo:


Cerca de 40% das pessoas com TEA apresentam Inteligência abaixo da média

Deficiência Intelectual | Popularmente chamada de “inteligência abaixo da média”, é um transtorno do desenvolvimento que provoca déficits nas capacidades mentais genéricas e prejuízos na função adaptativa diária. Antigamente, acreditava-se que todo autista tinha deficiência intelectual, e foram as pesquisas de Michael Rutter que mudaram esta visão. As causas podem ser múltiplas e o diagnóstico é confirmado por uma avaliação feita por especialistas junto com testes para medir as funções adaptativas e intelectuais.


Déficits na linguagem | Todos os autistas têm algum nível de limitação na comunicação, como não compreender expressões faciais. Mas um grupo significativo de pessoas com TEA apresentam um quadro mais grave: mais da metade dos autistas desenvolve algum problema com a fala e 25% são não-verbais. Ou seja, é muito comum que uma pessoa com TEA tenha limitações na fala por causa de dificuldades em compreender ou desenvolver vocabulário e estrutura gramatical. Esses déficits linguísticos ficam evidentes na comunicação falada, escrita ou mesmo na linguagem de sinais. Em geral, as primeiras palavras e expressões da criança autista surgem com atraso, o tamanho do vocabulário é menor e menos variado do que o esperado. As frases são mais curtas e menos complexas, com erros gramaticais, em especial as que descrevem o passado. Essa dificuldade na fala acaba interferindo de forma significativa no sucesso acadêmico, no desempenho profissional, na comunicação eficaz e na socialização.

TEA





 

 Entenda

As causas do TEA não são totalmente conhecidas, e a pesquisa científica sempre concentrou esforços no estudo da predisposição genética, analisando mutações espontâneas que podem ocorrer no desenvolvimento do feto e a herança genética passada de pais para filhos. No entanto, já há evidências de que as causas hereditárias explicariam apenas metade do risco de desenvolver TEA. Fatores ambientais que impactam o feto, como estresse, infecções, exposição a substâncias tóxicas, complicações durante a gravidez e desequilíbrios metabólicos teriam o mesmo peso na possibilidade de aparecimento do distúrbio.



O autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é caracterizado por dificuldades na comunicação, interação social e comportamento repetitivo, e pode causar desafios em diversas áreas da vida, como na escola, no trabalho e em casa. 

Dificuldades na comunicação:

sábado, 31 de maio de 2025

Entender as diferenças entre o autismo e TDAH

 


Autismo VS TDAH – Conheça de um vez por TODAS as diferenças


Entender as diferenças entre o autismo e TDAH é fundamental para garantir que indivíduos com essas condições recebam o suporte e tratamento adequados. Embora ambos os transtornos possam compartilhar algumas características, eles são distintos em muitos aspectos.


Então quais as diferenças do autismo e TDAH?

O autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, interação social e comportamentos. As pessoas com autismo podem apresentar interesses restritos e repetitivos, dificuldades na compreensão de emoções e dificuldades sensoriais. Já o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é caracterizado por desatenção, hiperatividade e impulsividade.


Uma das principais diferenças entre o autismo e o TDAH está na natureza dos sintomas. Enquanto no autismo as dificuldades estão relacionadas à interação social, comunicação e comportamentos repetitivos, no TDAH as principais dificuldades estão relacionadas à capacidade de concentração, impulsividade e hiperatividade.


Além disso, a idade de início dos sintomas costuma ser diferente. No caso do autismo, os sinais geralmente são observados nos primeiros anos de vida, enquanto o TDAH muitas vezes é diagnosticado mais tardiamente, durante a infância ou adolescência.


Assista o vídeo abaixo que você vai entender ainda melhor sobre essas diferenças. 👇



É possível ser diagnosticado com autismo e TDAH juntos?

Outro ponto importante é que o autismo é frequentemente acompanhado por padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos, enquanto no TDAH esses padrões não são tão proeminentes. No entanto, é importante ressaltar que algumas pessoas podem ser diagnosticadas com ambos os transtornos, o que torna essencial uma avaliação cuidadosa por profissionais especializados.


https://neurofabianacoelho.com.br/autismo-vs-tdah/