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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O TDAH AO LONGO DA VIDA



Tenho falado sobre os sinais e as implicações do TDAH na infância. Porém, uma criança com TDAH será um adulto com TDAH! A diferença em uma ou na outra faixa etária ficará na adequada avaliação diagnóstica e na intervenção eficaz. É claro que como mãe de crianças com TDAH acabei identificando em mim vários dos sinais do transtorno. Tudo começou com o diagnóstico delas. Inicialmente, senti muito claro que nada daquilo estava relacionado a mim, apesar do médico me afirmar sobre o caráter genético hereditário do TDAH. Comecei a procurar em pais e avós os sinais que os responsabilizassem pela transmissão.
Aos poucos, na terapia de orientação a pais, fui descobrindo que eu tinha muitas das dificuldades das minhas filhas e, por isso, não conseguia realizar as tarefas propostas pela psicóloga quanto a mudança do comportamento delas. Claro! É muito mais fácil ver as dificuldades dos outros do que as próprias. A situação se agravou quando percebi que o meu comportamento dificultava a terapia que fazíamos para beneficiá-las. Pensei: "Assim como elas, sou muito desatenta e me consumo com meus próprios pensamentos, procrastino as tarefas, sempre flutuo entre a impulsividade e a passividade, tenho dificuldade de tomar iniciativas, de estabelecer prioridades, de me organizar para o trabalho e não interrompê-lo. A baixa tolerância à frustração me impede de me lançar em algo com medo de não dar certo. Tenho muita energia e ideias brilhantes que da mesma forma que surgem, desaparecem deixando uma sensação amarga de decepção." Lembrei-me que, quando criança, eu agia exatamente como elas e por isso sofria demais, pois meus pais e professores não tinham noção do que acontecia comigo. A terapia era a dos castigos intensos...
A partir desse momento de autodescoberta e de mapeamento dos meus prejuízos funcionais, decidi que para ajudá-las eu precisaria me ajudar. Para que a psicoterapia tivesse um bom resultado, eu precisaria inicialmente ser a função executiva das minhas filhas, pois era necessário que elas conhecessem nelas os sinais e as consequencias do TDAH para, então, aprenderem a controlar o comportamento a partir de instruções dos adultos de modo que, gradativamente, novos padrões fossem internalizados.
O passo seguinte foi buscar o meu diagnóstico e os procedimentos terapêuticos adequados. Só não foi mais difícil porque em função das minhas dificuldades de lidar com minhas filhas desde o nascimento, iniciei um tratamento de psicanálise que me ajudou a entender alguns dos meus movimentos e sentimentos. Mas assim como meus pais e professores, a psicanalista não entendia meu comportamento e o justificava com as seguintes expressões: -É da ordem do desejo, ou, - Você se boicota.
É, foi duro mas me fortaleceu e me ajudou a não ter tanto medo dos meus limites. E ali estava eu: tão prejudicada pelo TDAH quanto minhas filhas. E agora?
Na orientação a pais, a psicoterapeuta sempre dizia: "Mudança de comportamento é algo muito difícil de realizar". Essa afirmativa me caiu como um desafio: difícil mas não impossível. Descobri nesse movimento que eu era uma pessoa resiliente. Resolvi ler, estudar, fazer cursos e participar de eventos sobre o assunto. Acreditei que conhecimentos sólidos seriam meus aliados nessa luta, por isso abracei uma nova profissão, a Fonoaudiologia.
Quanto a nós? Bem, continuamos muito atentas e monitorando nosso comportamento diariamente.


Arnete de Almeida Faria
Fonoaudióloga

Texto e Imagem do blog que sigo de boa qualidade
http://tdahfono.blogspot.com/2010/12/o-tdah-ao-longo-da-vida

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

TDAH e competência comunicativa



Na minha experiência
com os portadores de TDAH, sempre me intrigou o modo como esses sujeitos conversavam no cotidiano. Eu observava uma certa confusão e ficava com a sensação de que muito da conversa havia se perdido. Em vários momento, os participantes falavam ao mesmo tempo, mudavam de assunto sem avisar, faziam pausas por um tempo muito longo como se estivessem desinteressados do assunto. Em suma, parecia que a conversa dificilmente era bem sucedida.
Fiquei curiosa com essas observações, pois hoje em dia saber conversar é fundamental na vida das pessoas. Saber o quê, como, onde, quando e com quem conversar pode definir um perfil acadêmico, social e profissional! Como dizia o velho guerreiro Chacrinha: "Quem não se comunica, se trumbica!"
Como poderá ser o futuro profissional de um repórter que sempre se distrai enquanto o entrevistador responde à pergunta, ou por impulsividade frequentemente faz outra pergunta antes de ouvir a resposta completa? Como poderá ser o futuro de um psicólogo que constantemente fala em demasia, e interrompe e se intromete na fala dos pacientes?
Essas perguntas que rondaram meus pensamentos durante alguns anos me levaram a questionar se a competência comunicativa pode estar prejudicada nos portadores de TDAH. Caso afirmativo, por quê? E o onde se insere, nesse caso, a Fonoaudiologia, ciência que tem como objeto de estudo as alterações e patologias que acometem a comunicação humana?

A partir dessas indagações, iniciei minha pesquisa teórica sobre o assunto para a minha monografia de conclusão do curso de graduação em Fonoaudiologia. Ontem, defendi minha monografia com sucesso e indicação para realizar a pesquisa de campo. Com isso, espero contribuir com novos achados sobre o TDAH.


Arnete de Almeida Faria

Imagem do google
Texto do blog abaixo
http://tdahfono.blogspot.com/

Transtorno Depressivo Maior



Atualmente os psiquiatras utilizam duas fontes diagnósticas: o DSM IV-R e a CID10( OMS). A partir de 2011 vai haver a reformulação dessas duas referências.

Quando realizamos o diagnóstico de transtorno depressivo maior, precisamos diferenciar do espectro bipolar ja abordado anteriormente. Se o paciente não possui história positiva de bipolaridade no passado e no presente, podemos pensar no diagnóstico de depressao unipolar.

O transtorno depressivo maior é um conjunto de sintomas( síndrome) composto por alterações no pensamento( cognição), no comportamento( ação), na parte física( somática), vegetativa( ciclos biológicos) e controle de impulsos.

Para fazermos o diagnóstico de transtorno depressivo maior (TDM), o paciente precisa preencher 5( cinco) critérios de nove listados, pelo período mínimo de 2( duas ) semanas, sendo pelo menos um dos sintomas humor depressivo ou perda do interesse ou prazer. Os sintomas devem causar prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou outras áreas da vida. Não podem ser causados por uso de substâncias ,uma condição médica geral ou luto.


Os critérios são os seguintes( na maior parte do dia):

1- humor deprimido( irritável em crianças e adolescentes)

2- Interesse ou prazer diminuído em quase todas as atividades

3-significativa perda de peso ou ganho de peso

4-Insônia ou hipersonia( excesso de sono)

5-Agitação ou retardo psicomotor

6-Fadiga ou Perda de Energia

7-Sentimento de desvalia ou culpa excessiva ou inadequada

8-Diminuição da capacidade de pensar e da concentração

Fonte da Pesquisa e Imagem
http://neuronios-saudemental.blogspot.com/

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

TDAH Tratamento Gratuito para Crianças

Pais que têm filhos muito agitados e desconfiam que eles sofram de Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAHI), aí vai uma boa notícia: a Santa Casa de Misericórdia do Rio está com 50 vagas para o tratamento gratuito de crianças com esse problema.

Mas, segundo Fabio Barbirato, chefe do departamento de psiquiatria infantil da instituição, nenhum dos pacientes ter feito qualquer tratamento antes ou estar no meio de um:

- A iniciativa é voltada para pessoas humildes, que não teria como pagar esse tratamento, que é caríssimo. Só a avaliação pode custar entre R$ 2 mil e R$ 3 mil.

Outras informações podem ser obtidas no telefone da Santa Casa: 2533-0118. E, caso você ache que seu filho pode ter TDHI, veja abaixo uma lista com os sintomas. Se forem identificados entre 5 e 6 deles com a intensidade "bastante" ou "demais", você deve encaminhar a criança para uma avaliação especializada.

1. Falha em prestar atenção aos detalhes ou comete erros por falta de cuidado em trabalhos escolares e tarefas.

2. Dificuldade em manter atenção em tarefas ou em brincadeiras.

3. Parece não escutar quando lhe falam diretamente.

4. Não segue instruções e falha em terminar temas de casa, tarefas ou obrigações.

5. Tem dificuldades para organizar tarefas e atividades.

6. Evita, não gosta ou reluta em envolver-se em tarefas que exijam manutenção do esforço.

7. Perde coisas necessárias para suas atividades (brinquedos, livros, lápis, material escolar).

8. É distraído por estímulos alheios.

9. É esquecido nas atividades diárias.

10. É irrequieto com as mãos ou pés ou se remexe na cadeira.

11. Abandona sua cadeira em sala de aula ou em outras situações nas quais isto é inapropriado.

12. Corre ou escala em demasia em situações nas quais isto é inapropriado.

13. Tem dificuldades para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer.

14. Está a mil ou frequentemente age como se estivesse a "todo vapor".

15. Fala em demasia. 16. Dá respostas precipitadas antes das perguntas serem completadas.

17. Tem dificuldade para aguardar a vez.

18. Interrompe ou se intromete em conversas ou brincadeiras.


Fonte do texto da Pesquisa e Imagem

http://criancahiperativa.blogspot.com/