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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tipos de TDAH







O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) está associado, na infância, a dificuldades na escola e no relacionamento com outras pessoas. De acordo com a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.

Para compreender os sinais do TDAH e sua classificação quanto aos tipos, o psiquiatra infantil Walter Camargos lista alguns dos sintomas mais comuns. Confira:

» Tipo Hiperativo / Impulsivo –com pelo menos 6 características:
1. Inquietação;
2. Mexe as mãos e os pés ou se remexe na cadeira;
3. Dificuldade em permanecer sentado;
4. Corre sem destino ou sobe nas coisas excessivamente;
5. Age como se fosse movida a motor;
6.Dificuldade de esperar sua vez em filas, jogos ou outras atividades;
7.Dificuldade em engajar-se em atividades silenciosamente;
8.Fala excessivamente;
9.Responde a perguntas antes que elas sejam concluídas

» Tipo Desatento – com pelo menos 6 características:
1.Interrompe os outros e se intromete na conversa dos outros;
2.Não enxerga detalhes ou erra por falta de cuidado;
3.Dificuldade em manter a atenção;
4.Parece não ouvir, quando se chama pelo nome;
5.Dificuldade em seguir instruções; Dificuldade na organização;
6.Evita, reluta e não gosta de tarefas que exijam um esforço mental prolongado;
7.Frequentemente, perde os objetos necessários para uma atividade;
8.Distrai-se com facilidade;
9. Esquecimento de atividades diárias.




» Considerações:

- Se há 6 ou mais sinais, de cada nove dos acima descritos, de cada um dos grupos, numa frequência classificada como “bastante” ou “demais”, essa pessoa é candidata a ter TDA/H.
- Como todos os tipos têm sinais de impulsividade, há os seguintes itens para confirmar, também na frequência de “bastante” ou “demais”:

• Descontrola-se;
• Discute com adultos;
• Desafia ativamente ou se recusa a atender pedidos ou regras de adultos;
• Faz coisas de propósito que incomodam outras pessoas;
• Culpa os outros pelos seus erros ou mau comportamento;
• É irritável ou facilmente incomodado pelos outros;
• É zangado ou ressentido.

http://www.portalminassaude.com.br/blog/?p=1209

Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)








Crédito: Arquivo pessoal - Leonardo Garcia



O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico que está associado, em alto grau, à herança familiar. Caracterizado pelo início na infância, é esperado que o paciente apresente sintomas antes dos sete anos. No entanto, adultos também podem manifestar os mesmos sinais. Mas, geralmente, são pessoas que não buscaram tratamento quando crianças.

Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), o TDAH ocorre em 3 a 5% das crianças, em diferentes regiões do mundo em que já foi pesquisado. Atualmente, estima-se que cerca de 60% das crianças com o transtorno vão ingressar na vida adulta com alguns dos sintomas, porém com sinais mais brandos. Outro ponto, conforme estudo internacional, é que o TDAH alcança 5,2% da população escolar e 4,4% da população adulta.

Crianças e adultos têm os mesmos sintomas, com variações apenas na forma de manifestação. Para exemplificar, podemos imaginar uma criança que não consegue ficar sem correr e um adulto que não aguenta ficar quieto em uma cadeira e precisa se levantar, constantemente, para dar uma volta. Outros sinais característicos: inquietação, dificuldade de manter a atenção, distração com facilidade, perder ou esquecer onde guardou objetos, mexe as mãos e os pés continuamente, entre outros.

O TDAH pode ser classificado em três tipos: o hiperativo, o desatento e o misto. “O mais comum é o tipo misto, que acomete mais de 50% dos afetados”, observa o psiquiatra infantil Walter Camargos. Já o tipo desatento envolve entre 20 e 30% e, por fim, o tipo hiperativo puro atinge até 15% dos casos. O tipo desatento é mais comum entre as meninas, enquanto o misto e o hiperativo estão mais presentes em homens. O tipo desatento é o mais difícil de identificar, conforme o especialista. “Talvez por incomodar menos”, avalia.




» Confira as principais características dos tipos de TDAH no Blog do Portal Minas Saúde.



O estudante de arquitetura Leonardo Garcia, por exemplo, se encaixa no tipo misto, e conta que sempre foi muito desligado. Por alguns traços marcantes, como a dificuldade de concentração, chegou a ser considerado preguiçoso na escola. “Entre os amigos, recebi o apelido de Prigue”, conta. Nessa época, Leonardo foi orientado pelo pai a se consultar com um psiquiatra para tirar a dúvida.

Até se adaptar, o estudante ainda passou por algumas dificuldades, como no processo seletivo de uma universidade. "No ano que eu fiz vestibular, ainda achavam que era depressão”, revela. Com dificuldade para se lembrar dos temas estudados e concluir a prova, relatou o ocorrido ao médico e, como nenhum antidepressivo fez efeito, partiu-se para o medicamento que ajuda na concentração. A partir daí, Leonardo pôde administrar melhor a sua rotina. Hoje, só acha que, se não tivesse o TDAH, seria um pouco mais organizado. “Meu quarto ainda é o maior caos de que tenho conhecimento”, brinca Leonardo.




Tratamento e diagnóstico


O psiquiatra infantil é o profissional treinado para o atendimento do TDAH. No entanto, neuropediatras e alguns profissionais não médicos também podem contribuir para o diagnóstico e tratamentos, para melhoria dos pacientes.

Para o psiquiatra infantil Walter Camargos, o diagnóstico do TDAH é clínico. “Não há exames médicos para isso, mas há escalas, isto é, perguntas e respostas com valores que positivam ou negativam a hipótese diagnóstica”, explica. Para diferenciar o TDAH de uma agitação provocada por situações da rotina, o médico reforça que o transtorno tem caráter crônico e independe de fatos cotidianos. “Obviamente, esses fatos podem interferir negativa ou positivamente na performance da criança, mas os sinais da doença continuam a existir. Assim, os prejuízos são continuados e não episódicos: é sempre do mesmo jeito”, esclarece.

Alguns fatores, que os médicos chamam de ambientais, aumentam a probabilidade de TDA/H, mesmo sem herança familiar. São eles: o uso de álcool e tabaco pela mãe durante a gravidez; prematuridade; baixo peso ao nascer (menos de 1kg) associado à prematuridade; autismo infantil; epilepsia; entre outros.

Sobre a possibilidade de cura, o especialista menciona que uma parcela (aproximadamente ¼) da população acometida na idade escolar consegue superar a doença. No entanto, outros pacientes que não se encaixam nessa parcela também podem apresentar dificuldades leves e mesmo prejuízos graves pelo resto da vida. “Como diabetes, hipertensão arterial, epilepsia e várias outras doenças, o TDAH pode não ser curado, mas há importantes melhoras com o tratamento”, salienta Walter.



Importância dos pais

Nesse contexto, os pais, por serem as pessoas que mais ficam com as crianças, são fundamentais no tratamento. Foi o caso de Maria de Fátima Souza, psicóloga, que lutou muito até conseguir descobrir o profissional certo para acompanhar sua filha. “Ela apresentava dificuldade de aprendizado na escola, não conseguia acompanhar o mesmo ritmo dos colegas em algumas matérias”, conta. Maria de Fátima percebia como sinal a dificuldade de concentração e, depois de passar por psicólogos e psicopedagogos, chegou à psiquiatria infantil.

O tratamento de sua filha começou quando ela estava com 9 anos de idade. Hoje, com 14, realiza acompanhamento com o psiquiatra, com suporte de remédios, além da psicoterapia e o auxílio da psicopedagogia para as dificuldades escolares. “O desempenho dela aumentou em 80%”, destaca. Como dica para outras mães que estão percebendo sinais como esses nos filhos, Maria de Fátima recomenda a procura até encontrar o profissional ideal. “Os pais são as melhores pessoas para perceber se há algum problema”, sinaliza.


Fonte:http://www2.portalminassaude.com.br/noticias.php?c=MzU5&d=MQ==

Data:07/12/2010
Autor:Comunicação Minas Saúde

quarta-feira, 4 de maio de 2011

REGIÕES CEREBRAIS, A VIDA E AS APRENDIZAGENS



Como vimos anteriormente, o cérebro é formado por dois hemisférios e que são ligados por uma estrutura central, denominada “corpo caloso”.


Na primeira infância (do nascimento até os dois anos) utilizamos mais o hemisfério direito por lidar com questões mais sensoriais. Formam-se então as estruturas que nos capacitam para as primeiras aprendizagens. Enquanto isso, embora já formado e atuante, o hemisfério esquerdo se capacita e se prepara para desempenhar tarefas mais sofisticadas, e uma delas é a aquisição da fala.


Cada hemisfério possui quatro regiões importantes chamadas “lobos”. São eles: o lobo frontal, o lobo parietal, o lobo occipital e o lobo temporal. Cada um é responsável por receber um tipo de informação vinda do ambiente, cabendo a cada um processá-las e transportá-las para uma memória específica.





O lobo temporal é responsável pelos estímulos auditivos. O lobo occipital, pelos estímulos visuais. E o lobo parietal, pelos estímulos sensoriais (táteis, gustativos, olfativos ). O bom funcionamento destes lobos depende quase que exclusivamente das percepções do sujeito sobre o ambiente. Pessoas com problemas sensoriais (auditivos, visuais ou táteis) não recebem as informações do ambiente de forma adequada e o cérebro processa mal essas informações porque chegam de forma incompleta ou confusa.


O lobo frontal tem funções mais sofisticadas. É responsável pelo ajuizamento das coisas, ou seja, pelas iniciativas e tomadas de posição diante de uma situação qualquer e pelo comportamento emocional, já que comporta o córtex pré-frontal. Ao contrário dos outros lobos, o bom funcionamento deste lobo depende em grande parte das oportunidades que o indivíduo tem em adquirir experiências e vivências. Depende, portanto, das oportunidades que os adultos promovem às crianças, dando-lhes a oportunidade de enfrentar dificuldades, de tomar decisões, de fazer escolhas e julgamentos.


Muitos pais, por excesso de amor pelo (s) filho (s) fazem tudo no lugar deles, impedindo que a criança adquira certas experiências e vivências. Por exemplo: a criança que já consegue comer ou tomar banho sozinha, mas os pais insistem em lhe dar a comida na boca ou banhá-la. Outro exemplo comum, é a criança que briga com um amigo de mesma idade e os pais é quem resolvem a situação. Existem ainda milhares de outros exemplos em que erros educacionais impedem o bom funcionamento do lobo frontal.


: "As crianças são o que os pais fizeram dela até os 6 anos de idade"
Carl Gustav Jung


Criam-se, então, pessoas infantilizadas, sem iniciativa, que não sabem optar por isto ou aquilo, com medo de tudo o que é novo e achando que qualquer proposta ou situação é difícil de enfrentar.


Em atendimento, ouço muito esta frase: “NÃO QUERO QUE MEU FILHO SOFRA DECEPÇÕES”. Mas, a vida não é somente feita de “sim”. Recebemos o “não”, numa quantidade maior que o “sim”. Ficar frustrado faz parte de nossa vida e são as frustrações quem nos ensina a superar os obstáculos que a situação exige ou que a vida impõe. Nunca dizer “não” à criança é ensinar-lhe a ser mole, preguiçosa, dominadora, egoísta e dependente de todos.




As aprendizagens escolares dependem do bom funcionamento cerebral. E para isso, é preciso que a criança tenha sido muito bem estimulada antes de entrar na escola.




Pais, quem ama não “tira” da criança as oportunidades de crescimento. Ao contrário, oferece desafios progressivos para que ela experimente, vivencie e tire proveito desses desafios




PAIS,
SEJAM AMIGOS DE SEUS FILHOS.


fontes:
FIORI, Nicole, As Neurociências Cognitivas. Trad. de Sonia M. S. Fuhrmann. Petrópolis: RJ, Vozes, 2008
KANDEL, Eric (org); SCHWARTZ, James H e JESSEL, Thomas M, Fundamentos da Neurociência e do Comportamento”. Trad de ESBÉRARD, Charles A e ENGELHARDT, Mira de C. Rio de Janeiro; ed Prentice-Hall do Brasil Ltda, 199

Fonte de Minha Pesquisa
http://milmaneiraspedagogia.blogspot.com/

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Bullying - Mães eduquemos e protejamos nossos filhos!



Bullying - Mães eduquemos e protejamos nossos filhos!

Bullying] é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
(wikipedia)


Pois é... Nos últimos tempos o bullying tem sido assunto extremamente discutido no meio escolar.
Quantos de nós já viveu isso na infância sem saber exatamente que nome dar a esta crueldade?
Muitos carregam as sequelas destas brincadeiras infelizes, se é que podemos chamar de brincadeira este tipo de agressão covarde. Só agora, muitos anos depois, encontramos um nome para esta violência absurda.
Devemos nos preocupar, porque o que para nossas crianças pode parecer uma brincadeira, na verdade causa um impacto fenomenal na saúde emocional e psicológica de quem sofre o bullying.
Mães, é nosso papel educar nossos filhos para que eles não cresçam achando normal este tipo de atitude entre tantas outras desprezíveis.
Eu vivi o bullying. Sempre fui muito tímida, falava pouco; não era feia, mas era igênua para minha idade na época.
E sofri.
Hoje, eu entendo quando psiquiatras e neuros se mostram favorável à utilização da Ritalina mesmo fora da escola para crianças com TDAH. Embora eu relute muito, sou obrigada a concordar com o discurso de que a criança não aprende só na escola, mas também no seu dia-a-dia. A criança se desenvolve emocional e psicologicamente o tempo todo. No convivio em casa, com os colegas(quando os tem), na escola, num parque, durante brincadeiras. São momentos de crescimento e amadurecimento.A percepção os deixa mais alertas para situações mais sutis, onde a percepção deve ser mais aguçada.
Eu não posso falar por todas as crianças portadoras de TDAH; só posso utilizar minha experiência e que tem me mostrado que boa parte destas crianças, são muitas vezes um tanto ingênuas para sua idade.
Meu filho sempre foi assim; não tinha a malícia dos meninos de 10/11 anos. Nem a mesma linguagem(não falava palavrão, gírias), nem o mesmo gingado. Não sei bem como explicar.
A sociabilidade dele nunca foi boa. Era sempre discriminado pelos meninos da turma; jogavam a lancheira dele no banheiro, faziam brincadeiras cruéis, apelidavam e por fim botavam o pé na frente dele para que ele caisse da escada no intervalo do lanche.
Pra piorar ele tinha uma falha grande entre os dois dentes da frente, ocasionada pela extração de dois dentes a mais que não deveriam estar naquele espaço.
É incrível o que uma criança pode sofrer no meio de outras.
Embora eu sinalizasse para escola e eles até tentassem melhorar esta questão, a melhora era questão de tempo. Durava uma semana e começava tudo de novo.
Eu já disse em algumas postagens atrás que meu filho estava emocionalmente em frangalhos.
Quando cogitamos a idéia de mudar de escola, meu filho se desesperava. Hoje, eu sei que o que ele temia, era passar por tudo que ele já vivia na escola, só que com pessoas novas em lugar novo; ou seja a mesma hostilidade num lugar onde ele não sabia onde pisava.
É... o ser humano também tem a incrível capacidade de se adaptar às coisas ruins. Questão de sobrevivência!
Mas meu coração ficou completamente aliviado, quando meu filho, depois de uns 2 meses na nova escola, me disse:
__ Mãe, se eu soubesse que ia ser tão bom, eu tinha pedido pra você me trocar de escola a muito tempo.
E a confirmação de que as coisas iam bem, veio depois de mais alguns meses.
Um dia, organizando o armário dele, retirei todos os uniformes da escola antiga(sim porque eu havia guardado, para o caso dele não se adaptar e termos que voltar) e ele olhando eu tirar tudo aquilo, me disse:
__ Mãe, joga tudo isso fora...Esses uniformes só me trazem lembranças ruins.
E embora eu já soubesse disso, só naquele momento, eu percebia com toda clareza, o quão intenso e significativo tinha sido todo aquele mal estar e sofrimento para o Gabriel. Droga! Eu havia demorado demais para tomar uma decisão. Às vezes, eu mesma me perguntava, porquê eu não havia feito isso a mais tempo e livrado meu filho daquele pesadelo?
A única coisa que sei, é que eu, mãe, na tentativa de ajustar meu filho ao ambiente ou ainda, o ambiente à ele, fiquei ali tentando acertar. Mas que mãe não tenta tudo? E muitas vezes, nos vemos sem saída, sem solução. Eu demorei, mas mudei tudo. Casa, escola, tudo. Acho até que foi uma das minhas melhores decisões de mãe.
É claro, que para isso, contei com apoio do meu marido e das minhas duas princesas que também tiveram que mudar de escola. A pequena chorou uma vida, porque havia deixado para trás as amigas, a escola, a casa.
Eu encontrava bilhetinhos escondidos no armário dela; desabafos; "Nunca pensei que ia chegar o dia em que eu teria que deixar minha escola, minhas amigas e minha casa. Uma casa nova, num lugar que eu não conheço...etc...etc...."
Fala a verdade!!! Não é fácil! Porque se por um lado eu achava que beneficiava um filho, fazia sofrer outro. Mas botando tudo na balança, mesmo com alguns sofrimentos, o benefício para toda a família seria melhor.
Tudo isso, me fez adiadar uma decisão tão importante.... Tudo isso e mais uma coisa.... Na minha infância, eu não tive opção. Eu tive que me adequar e pronto e achava que o mundo é assim mesmo.
Mas tem uma coisa que eu aprendi: Ninguém precisa carregar para o resto de sua vida adulta, o trauma de uma infância emocionalmente abalada. Se dá para tratar, tratemos agora. E não adianta achar que tentar melhorar isso, é passar a mão na cabeça do seu filho. Definitivamente, não é. Só você conhece bem seu filho para saber o quanto um comportamento exterior e violento pode estar impactando na saúde mental dele.
Vejam, eu vivenciei outro episódio de bullying.
Algumas vezes, minha filha mais velha comentava que havia na sala dela uma menina que de certa forma servia de chacota por ser uma menina mais peluda, mais baixinha, e que transpirava muito.
Em outro dia, ela comentou que depois da educação física, ninguém queria sentar perta da menina porque ela transpirava muito.
Eu já estava incomodada com aquela história, quando num determinado dia, ela chegou da escola contando, que os meninos tiravam fota dessa menina no celular e ficavam em turmas tirando sarro, fazendo comentários e dizendo que era a menina mais feia da escola. Achei que a situação já estava ficando fora de controle e senti que eu devia fazer algo em relação a isso. Primeiro conversei com a minha filha para mostrar que havia uma série de motivos pelo qual aquela menina estava naquele estado. Poderia ser problema hormonal, falta de orientação em casa, etc... e falamos do quanto ela devia estar sofrendo com isso.
Marquei um horário com orientadora da escola e fui conversar.Expliquei o que estava acontecendo.
É mães... mesmo estando muitas horas na escola, muitas coisas que acontecem, passam despercebidas pelos responsáveis; Não digo que por incompetência, mas por atribuições da própria atividade escolar.
De fato, a orientadora não sabia de nada e os professores não haviam percebido e esta criança com certeza, não disse nada aos pais sobre as gozações e humilhações que sofria na escola.
Depois disso, a mãe da criança foi chamada para uma conversa e a Rafa que me contou que alguns dias depois a colega de sala, estava totalmente mudada. Perfumada e com as pernas depiladas.
E aí eu digo: Nesses pequenos acontecimentos, temos a grande oportunidade de ensinar aos nossos filhos a terem respeito e compaixão pelos outros. Sim, porque compaixão não é sinal de fraqueza, mas sim de grandeza.
É claro que nossos filhos são como tantas outras crianças.Às vezes malcriadinhos, às vezes resmungões, muitos vezes maravilhosos, mas acima de tudo, são terra fértil, prontos para receber a boa ou a má semente.
Por isso, plantemos boas sementes e não nos esqueçamos de que eles também são o espelho de nós mesmos.
Ensinemos nossos filhos a respeitar as diferenças, sejam elas sociais, religiosas, raciais e por aí vai.
É o respeito ao próximo que nos matém dignos de uma convivência pacífica e harmoniosa.
Se agirmos bem agora, nossos filhos farão parte de um mundo melhor no futuro.
abcs,


fonte do texto com Imagem
http://eleanoramac.blogspot.com/