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quarta-feira, 18 de maio de 2011

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Unindo força para acabar\ com esta vergonha.Acorda Brasil

terça-feira, 17 de maio de 2011

O adolescente e as funções executivas no TDAH



O sucesso é o resultado de foco e metas bem definidas


O TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade apresenta modelos neurobiológicos distintos. Um deles é o da disfunção executiva ou síndrome disexecutiva, onde o TDAH cursa com comprometimento de áreas cerebrais responsáveis pelas funções executivas. Mais especificamente, a região anterior do lobo frontal (região pré-frontal) é a responsável pelas funções executivas, que vão desde a capacidade do indivíduo planejar e desenvolver estratégias para a resolução de problemas à realização de metas de vida, o que exige, entre outras habilidades, a flexibilidade de comportamento, integração de detalhes num todo coerente e o manejo de múltiplas fontes de informação, todos coordenados com o uso de conhecimento adquirido.
Funções executivas são, na verdade, todos os comportamentos voltados para a realização de um objetivo ou de uma tarefa. Praticamente, quase tudo na vida é função executiva. Estabelecer prioridades, estar motivado para iniciar o dia, planejar-se com antecedência para o dia seguinte, ter o autocontrole e auto-regulação das emoções, colocar suas idéias em uma
ordem lógica para que sejam bem sucedidas, botar um plano em prática monitorizando o comportamento passo a passo, olhar à frente e ver se o seu projeto está saindo conforme o esperado ou mudar o seu rumo caso avalie ser necessário, frear comportamentos inadequados, manejar adequadamente o tempo, lidar bem com os estresses normais da vida diária, aprender com os erros, entre outros, são exemplos de função executiva. Sabemos que o amadurecimento das regiões cerebrais responsáveis pelas funções executivas só se completa por volta dos 20 anos de idade. Ora, então como ficam as crianças pequenas, com essas regiões cerebrais ainda tão imaturas?! Crianças em idade pré-escolar e escolar (portadoras ou não de TDAH) usam as funções executivas de seus pais, professores, babás, etc., que funcionam todo o tempo como função auxiliar ou lobo frontal acessório dessas crianças (lembrar que o lobo frontal é a região cerebral responsável pelas funções executivas). Concluímos assim que crianças pequenas não terão tantos problemas em termos de função executiva, uma vez que algum adulto sempre estará por perto para suprir tais funções, supervisionando-as todo o tempo, por exemplo, lembrando-as da hora do banho, de estudar para a prova, de comprar o presente da amiga que faz aniversário, de checar se os deveres estão bem feitos, de estudar junto, de arrumar as roupas e gavetas, etc. E quando é que o prejuízo das funções executivas passa a ser problema, então? O problema começa quando a criança portadora de TDAH (o TDAH cursa com comprometimento das funções executivas) cresce e passa a ser visto pelos pais como um pequeno adulto (o filho idealizado). Quem nunca ouviu um pai ou uma mãe dizendo que seu filho (ou filha) de 10, 12 ou 15 anos já está um rapaz, uma moça, que são muito responsáveis e que já se viram sozinhos pra tudo. Se a entrada na puberdade é realmente um problema para as crianças de um modo geral, o que não dizer para o adolescente portador de TDAH? A adolescência é um período difícil (muitas transformações hormonais, biológicas) em que as pressões escolares e da vida, de modo geral, aumentam muito, cobrando desses jovens todo o tipo de coisas que muitas vezes eles ainda não se encontram prontos (biologicamente amadurecidos) para realizar. Não raramente eles passam a se sentir sozinhos e culpados, assumindo para si a responsabilidade de corresponder as expectativas de seus pais e as do mundo, quando muitas vezes eles ainda não vão ter essa condição e o pior, muitos podem não saber lidar com o sentimento de frustração, vergonha ou de incompetência que geralmente surge nessa hora.E se os adolescentes de modo geral ainda precisam muito do apoio e suporte dos pais, mais ainda os adolescentes portadores de TDAH, que certamente apresentarão mais problemas acadêmicos e de socialização do que jovens da mesma idade, não portadores de TDAH. Pesquisas em todo o mundo mostram que adolescentes com TDAH têm muito mais chance (em relação a jovens de mesma idade sem o TDAH) de serem mais imaturos e impulsivos, com mais atitudes desafiadoras, de apresentarem maior número de repetências e de abandono da escolaridade formal, de expulsões do colégio, de quedas, fraturas e hospitalizações, de gravidez precoce e DST (doenças sexualmente transmissíveis), de mais problemas com figuras de autoridade e com a Justiça, de terem maior índice de depressão e ansiedade, de uso abusivo de álcool, drogas e tabaco precocemente, de terem um estilo de dirigir perigosamente, etc. Questões citadas acima merecem toda a nossa atenção, pois são tidas como questões de pior prognóstico ao longo da vida do indivíduo. Assim, os pais devem estar sempre ao lado de seus filhos nessa passagem tão delicada da puberdade para a vida adulta, estando sempre disponíveis quando eles precisarem e na medida do possível, abrindo mão das expectativas sobre eles, uma vez que isso costuma se tornar um fardo muito pesado sobre os ombros dos filhos.
Marcadores: funções executivas, metas, motivação comportamento














http://www.evelynvinocur.com.br/blog/2008_07_01_archive.html

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tipos de TDAH







O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) está associado, na infância, a dificuldades na escola e no relacionamento com outras pessoas. De acordo com a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.

Para compreender os sinais do TDAH e sua classificação quanto aos tipos, o psiquiatra infantil Walter Camargos lista alguns dos sintomas mais comuns. Confira:

» Tipo Hiperativo / Impulsivo –com pelo menos 6 características:
1. Inquietação;
2. Mexe as mãos e os pés ou se remexe na cadeira;
3. Dificuldade em permanecer sentado;
4. Corre sem destino ou sobe nas coisas excessivamente;
5. Age como se fosse movida a motor;
6.Dificuldade de esperar sua vez em filas, jogos ou outras atividades;
7.Dificuldade em engajar-se em atividades silenciosamente;
8.Fala excessivamente;
9.Responde a perguntas antes que elas sejam concluídas

» Tipo Desatento – com pelo menos 6 características:
1.Interrompe os outros e se intromete na conversa dos outros;
2.Não enxerga detalhes ou erra por falta de cuidado;
3.Dificuldade em manter a atenção;
4.Parece não ouvir, quando se chama pelo nome;
5.Dificuldade em seguir instruções; Dificuldade na organização;
6.Evita, reluta e não gosta de tarefas que exijam um esforço mental prolongado;
7.Frequentemente, perde os objetos necessários para uma atividade;
8.Distrai-se com facilidade;
9. Esquecimento de atividades diárias.




» Considerações:

- Se há 6 ou mais sinais, de cada nove dos acima descritos, de cada um dos grupos, numa frequência classificada como “bastante” ou “demais”, essa pessoa é candidata a ter TDA/H.
- Como todos os tipos têm sinais de impulsividade, há os seguintes itens para confirmar, também na frequência de “bastante” ou “demais”:

• Descontrola-se;
• Discute com adultos;
• Desafia ativamente ou se recusa a atender pedidos ou regras de adultos;
• Faz coisas de propósito que incomodam outras pessoas;
• Culpa os outros pelos seus erros ou mau comportamento;
• É irritável ou facilmente incomodado pelos outros;
• É zangado ou ressentido.

http://www.portalminassaude.com.br/blog/?p=1209

Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)








Crédito: Arquivo pessoal - Leonardo Garcia



O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico que está associado, em alto grau, à herança familiar. Caracterizado pelo início na infância, é esperado que o paciente apresente sintomas antes dos sete anos. No entanto, adultos também podem manifestar os mesmos sinais. Mas, geralmente, são pessoas que não buscaram tratamento quando crianças.

Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), o TDAH ocorre em 3 a 5% das crianças, em diferentes regiões do mundo em que já foi pesquisado. Atualmente, estima-se que cerca de 60% das crianças com o transtorno vão ingressar na vida adulta com alguns dos sintomas, porém com sinais mais brandos. Outro ponto, conforme estudo internacional, é que o TDAH alcança 5,2% da população escolar e 4,4% da população adulta.

Crianças e adultos têm os mesmos sintomas, com variações apenas na forma de manifestação. Para exemplificar, podemos imaginar uma criança que não consegue ficar sem correr e um adulto que não aguenta ficar quieto em uma cadeira e precisa se levantar, constantemente, para dar uma volta. Outros sinais característicos: inquietação, dificuldade de manter a atenção, distração com facilidade, perder ou esquecer onde guardou objetos, mexe as mãos e os pés continuamente, entre outros.

O TDAH pode ser classificado em três tipos: o hiperativo, o desatento e o misto. “O mais comum é o tipo misto, que acomete mais de 50% dos afetados”, observa o psiquiatra infantil Walter Camargos. Já o tipo desatento envolve entre 20 e 30% e, por fim, o tipo hiperativo puro atinge até 15% dos casos. O tipo desatento é mais comum entre as meninas, enquanto o misto e o hiperativo estão mais presentes em homens. O tipo desatento é o mais difícil de identificar, conforme o especialista. “Talvez por incomodar menos”, avalia.




» Confira as principais características dos tipos de TDAH no Blog do Portal Minas Saúde.



O estudante de arquitetura Leonardo Garcia, por exemplo, se encaixa no tipo misto, e conta que sempre foi muito desligado. Por alguns traços marcantes, como a dificuldade de concentração, chegou a ser considerado preguiçoso na escola. “Entre os amigos, recebi o apelido de Prigue”, conta. Nessa época, Leonardo foi orientado pelo pai a se consultar com um psiquiatra para tirar a dúvida.

Até se adaptar, o estudante ainda passou por algumas dificuldades, como no processo seletivo de uma universidade. "No ano que eu fiz vestibular, ainda achavam que era depressão”, revela. Com dificuldade para se lembrar dos temas estudados e concluir a prova, relatou o ocorrido ao médico e, como nenhum antidepressivo fez efeito, partiu-se para o medicamento que ajuda na concentração. A partir daí, Leonardo pôde administrar melhor a sua rotina. Hoje, só acha que, se não tivesse o TDAH, seria um pouco mais organizado. “Meu quarto ainda é o maior caos de que tenho conhecimento”, brinca Leonardo.




Tratamento e diagnóstico


O psiquiatra infantil é o profissional treinado para o atendimento do TDAH. No entanto, neuropediatras e alguns profissionais não médicos também podem contribuir para o diagnóstico e tratamentos, para melhoria dos pacientes.

Para o psiquiatra infantil Walter Camargos, o diagnóstico do TDAH é clínico. “Não há exames médicos para isso, mas há escalas, isto é, perguntas e respostas com valores que positivam ou negativam a hipótese diagnóstica”, explica. Para diferenciar o TDAH de uma agitação provocada por situações da rotina, o médico reforça que o transtorno tem caráter crônico e independe de fatos cotidianos. “Obviamente, esses fatos podem interferir negativa ou positivamente na performance da criança, mas os sinais da doença continuam a existir. Assim, os prejuízos são continuados e não episódicos: é sempre do mesmo jeito”, esclarece.

Alguns fatores, que os médicos chamam de ambientais, aumentam a probabilidade de TDA/H, mesmo sem herança familiar. São eles: o uso de álcool e tabaco pela mãe durante a gravidez; prematuridade; baixo peso ao nascer (menos de 1kg) associado à prematuridade; autismo infantil; epilepsia; entre outros.

Sobre a possibilidade de cura, o especialista menciona que uma parcela (aproximadamente ¼) da população acometida na idade escolar consegue superar a doença. No entanto, outros pacientes que não se encaixam nessa parcela também podem apresentar dificuldades leves e mesmo prejuízos graves pelo resto da vida. “Como diabetes, hipertensão arterial, epilepsia e várias outras doenças, o TDAH pode não ser curado, mas há importantes melhoras com o tratamento”, salienta Walter.



Importância dos pais

Nesse contexto, os pais, por serem as pessoas que mais ficam com as crianças, são fundamentais no tratamento. Foi o caso de Maria de Fátima Souza, psicóloga, que lutou muito até conseguir descobrir o profissional certo para acompanhar sua filha. “Ela apresentava dificuldade de aprendizado na escola, não conseguia acompanhar o mesmo ritmo dos colegas em algumas matérias”, conta. Maria de Fátima percebia como sinal a dificuldade de concentração e, depois de passar por psicólogos e psicopedagogos, chegou à psiquiatria infantil.

O tratamento de sua filha começou quando ela estava com 9 anos de idade. Hoje, com 14, realiza acompanhamento com o psiquiatra, com suporte de remédios, além da psicoterapia e o auxílio da psicopedagogia para as dificuldades escolares. “O desempenho dela aumentou em 80%”, destaca. Como dica para outras mães que estão percebendo sinais como esses nos filhos, Maria de Fátima recomenda a procura até encontrar o profissional ideal. “Os pais são as melhores pessoas para perceber se há algum problema”, sinaliza.


Fonte:http://www2.portalminassaude.com.br/noticias.php?c=MzU5&d=MQ==

Data:07/12/2010
Autor:Comunicação Minas Saúde