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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Inclusão Social e Políticas Públicas


Inclusão social é um termo amplo, utilizado em contextos diferentes, em referência a questões sociais variadas. De modo geral, o termo é utilizado ao fazer referência à inserção de pessoas com algum tipo e deficiência às escolas de ensino regular e ao mercado de trabalho, ainda há pessoas consideradas excluídas, que não tem as mesmas oportunidades dentro da sociedade, por motivos como:
- Condições sócio-econômicas
- Gênero
- Raça
- Falta de acesso a tecnologias

A inclusão social, em suas diferentes faces, é efetivada por meio de políticas públicas, que além de oficializar, devem viabilizar a inserção dos indivíduos aos meios sociais. Para isso, é necessário que sejam estabelecidos padrões de acessibilidade nos diferentes espaços (escolas, empresas, serviços públicos), assim como é necessário o investimento em formação inicial e continuada dos profissionais envolvidos no processo de inclusão, principalmente dos professores.

Quer saber mais sobre o que são Políticas Públicas? É só clicar no link abaixo:

http://www.politicaspublicasbahia.org.br/spip.php?article65

Inclusão Social Existe??


Gostaria de repartir com vocês um episódio que nos frustou...

Neste começo de ano minha família está enfrentando algumas dificuldade com relação a minha tal deficiência, mesmo acreditando que deficientes são essas pessoas que têm tanta dificuldade para lhe dar com o que é diferente.
Mas tudo bem, se eles querem me tratar assim... Ah, fora que adooooooro o termo ESPECIAL. Sei que para minha família tanto eu como meu irmão somos especiais, mas adoro saber que sou especial pra todo mundo, kkkkk.

Vamos lá:
Acho que todos conhecem ou pelo menos ouviram falar da tal inclusão social, correto???
Mas será que alguém sabe como isso funciona ao certo? Melhor, será que isso funciona???

Olhem para estes rostinhos:



Pois bem...
Muitos destes nem ao menos chegarão a saber o que é a tal INCLUSÃO SOCIAL, esta coisa tão bonita de se dizer.
Muitos não saberão porque seus pais, deficientes e preconceituosos, não terão coragem e sabedoria para correr atrás das informações.
Outros, terão pais que lutam e que correm atrás, brigam e expõem, no entanto, sofrerão o preconceito da sociedade burra e carente.
Além disso, ainda existem os informados mas não especializados...

É bem mais complicado do que vocês possam imaginar.

Devido as dificuldades que me cercam, mamãe resolveu correr atrás de uma nova escola pra mim, com o intuito de um melhor aprendizado.
Sempre estive na rede Muninipal de ensino e, pela 3ª vez, terei de fazer a 1ª série.
Durante o ano de 2010, inúmeras foram as dificuldade encontradas na escola bem como as tentativas por parte da minha mamis em melhorar.
Várias delas foram em vão e só nos trouxeram desgaste.

Com isso, começaram a correr atrás de um novo horizonte.
Algumas escolas particulares chegarão a dizer que não aceitavam crianças especiais.
Outras foram menos indelicadas e disseram que não tinham um quadro de funcionários que pudesse me atender.
Bem, acabamos conseguindo 3 escolas que deixaram claro que, mesmo não tendo um quadro próprio pra me atender, estavam trabalhando com a tal INCLUSÃO SOCIAL e teriam condições de me receber.

Legal, um bom começo.

Todos sabem também que estas escolas têm um preço bastante salgado e, com isso, entrei no programa de bolsas para deficientes da nossa Prefeitura.
Protocolada a solicitação, apresentados os documentos, aguardamos até na semana passada, quando ao ligar, lá veio a surpresa.

A Secretaria de Educação não deu parecer favorável a nossa solicitação, barrando com isso a bolsa.

Justificativa:
As escolas não estavam aptas a trabalhar com cças especiais... Não tinham um curriculo reconhecido pelo MEC.


Imaginem o banho de água fria, principalmente pra minha mãe.

Não vou me estender mais, no entanto, gostaria que todos vocês espalhassem e cobrassem a tal inclusão social.
Pode ser no trabalho, na faculdade, na escola, na academia, enfim, em todo e qualquer lugar.
Vamos fazer acontecer...


Beijocas
http://down100preconceito.blogspot.com/

Pessoal divulgue comente quem lucra é quem nescessita de ajuda.Sou apenas um grão de areia em um imenso deserto.
Mary Cely
Suely não consigo deixar comentário a vc...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Carta a Um professor


Nestes tempos em que pais incentivam bulling, não aceitam notas, questionam e ameaçam professores, passam a mão na cabeça de filhos atropeladores, brigões, marginais, frutos amargos de um tempo sem qualquer noção de limites, semeando uma sociedade que não valoriza a vida, vale a pena ler esta carta de um grande homem:


CARTA DE ABRAHAN LINCOLN AO PROFESSOR DO SEU FILHO:


"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."
Abraham Lincoln, 1830


http://matecarneiro.blogspot.com/

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Família maior apoio.



Os irmãos de pessoas com deficiência e seus sentimentos.


Um amplo repertório de sentimentos pode ser vivenciado intimamente ou externalizados através de diferentes linguagens pelos irmãos de pessoas com deficiência. Seu alvo é variável, abrangendo desde o próprio irmão, os pais, ela ou ele mesmo, as demais pessoas, o mundo enfim.

Estes sentimentos se alternam em intensidade, em significado e em sua motivação, exprimindo geralmente sua raiva, alegria, excitação, tristeza, medo, ciúmes, frustração, culpa e solidão. É claro que todas estas expressões da emoção também estão presentes na relação entre irnãos sem deficiência, no entanto, naquela situação há uma realidade a qual poderá no máximo ser amenizada, mas não modificada: a deficiência. A não ser que pensemos em intervenções com células-tronco para alguns casos.

Talvez, algumas pessoas pensem ser um exagero dizer que muitos irmãos de alguém com deficiência sintam raiva, mas inicialmente pelo menos esta é uma reação bastante comum. Eles podem enraivecer-se ou odiarem tanto a pessoa e sua deficiência quanto seus pais, os profissionais na sua opinião incapazes, a sociedade e Deus porque sentem-se desvalorizados, ignorados e colocados à margem da dinâmica familiar e dos acontecimentos. Esta raiva também pode surgir quando percebem que os pais ficam tempo demasiado com a pessoa com deficiência, abandonando-os; quando sua vida social e o lazer são restringidos em função da deficiência do seu irmão ou irmã; quando pressentem a injustiça na qual a família está envolvida, planejando diferentes e discrepantes expectativas para os filhos, ficando para um segundo ou qualquer outro plano que certamente será desviado ou perdido no tempo e no espaço.

A sensação ou a veracidade de sentir-se rejeitado pode levar o irmão de uma pessoa com deficiência a buscar na solidão e no isolamento o seu porto seguro, o seu oásis de sossego ou a sua ilha povoada por fantasmas. Há momentos e fatos que os levam a considerar seus amigos, outros membros da família, seus vizinhos e colegas como verdadeiras ameaças, constrangendo-se por terem um irmão com deficiência, por ele não ter atitudes e comportamentos adequados e socialmente aceitáveis, por ele utilizar equipamentos ou instrumentos de adaptação que chamam a atenção dos outros para a deficiência e para a família ou, simplesmente, porque seu irmão com deficiência poderá ser foco de piedade, de maltrato ou de rejeição quando apresentado a um colega, a um namorado ou a qualquer outra pessoa da sua rede social próxima ou distante.

A confusão é outro sentimento instalado facilmente na mente dos irmãos de alguém com deficiência, pois em determinadas circunstâncias perdem o referencial de sua função e dos papéis por eles exercidos: ora são irmãos, ora são cuidadores, ora são pais substitutos, ora não são nada e veem, a todo momento, prioridades e desigualdades de tratamento serem indisciplinadamente atribuídas e esbanjadas por seus próprios pais, pressionando os demais filhos para unirem-se a sua neurose de atendimento vip das necessidades nem sempre tão urgentes da pessoa com deficiência.

A carência informativa sobre a deficiência do irmão é outro fator importante para a sua confusão mental e emocional. Daí para o medo existe um breve intervalo, que parece ser transposto rapidamente em algumas situações. Eles podem recear e amedrontar-se realmente com a possibilidade ou com ahipótese de “pegar” ou desenvolver a deficiência do irmão sem nem mesmo terem sido alertados dela ser ou não genética, hereditária ou transmissível por alguma via. A preocupação escessiva com o futuro e a vulnerabilidade do seu irmão, da sua família e dele mesmo podem deixá-los literalmente congelados e sem ação, com medo inclusive de um dia terem filhos porque não desejam que estes passem pela condição de deficiência, por suas limitações, por suas implicações, por sua fragilidade à exposição aos abusos, violências e hostilidades.

Constantemente rejeitado, abandonado, relegado para outro patamar inferior, é natural que um irmão sem deficiência fique ressentido e enciumado quando ele já possuia a fragilidade emocional antes da chegada daquela pessoa ou não receba, nem mesmo de outros familiares e profissionais, o apoio e o suporte necessários para sua (re)estruturação psíquica. A percepção contínua de que não representa para ninguém naquele grupo familiar um ser com necessidade de atenção e de acolhimento, que rotineiramente é injustiçado com a irregularidade de humor e afeto dos pais e que não é lembrado ao longo das conversas ou presenteado com o mais insignificante sorriso de saudação por algum visitante pode desencadear no irmão da pessoa com deficiência uma verdadeira avalanche concentrada com o ciúme e com os demais sentimentos dele derivados.

Em cadeia e agindo cumulativamente, estes sentimentos reúnem-se fermentando outras emoções, exacerbando o estresse emocional, liberando energias nocivas à saúde mental, afetiva e social do irmão sem deficiência, sem resultarem necessariamente na construção sadia de uma relação pelo menos respeitosa. A culpa e a frustração constituem, nesta hora, sentimentos controladores e sinalizadores da presença do desequilíbrio e da possível devastação deste filho sem deficiência.

Sentindo-se como algoz ou como vítima de alguém já marcado pelo comprometimento motor, sensorial e mental, depois de breves vislumbres da sua situação ou de ouvir interminavelmente que deve agradecer por não estar na condição do seu irmão, a culpa passa a corroê-lo por ter sentido raiva, ressentimento ou o desejo da sua morte. Procura, então, na (auto)punição redimir-se, reprimindo-se e agindo submissa e servilmente a qualquer pedido ou necessidade do irmão afetado pela deficiência. No entanto, esta não é uma relação natural e espontânea, assim frustra-se e todo um ciclo reinicia-se.

É difícil precisar a qualidade, a intensidade e a origem dos sentimentos circulantes entre os irmãos quando a deficiência está presente. Foram, entretanto, identificados vários fatores que podem influenciar a manifestação de emoções e sentimentos negativos ao convívio adequado e saudável, tais como: gravidade da deficiência; idade e sexo da pessoa comprometida; tamanho da família; pressões exercidas pelos pais e profissionais quanto a alteração de papéis, funções e responsabilidades; situação financeira da família e despesas excessivas com a pessoa com deficiência; maltratos com o irmão sem deficiência pelos pais e pelo próprio irmão com deficiência.

Neste último fator, surge um alerta que deve ser considerado com alto grau de preocupação: os sentimentos destrutivos e doentios nem sempre tem a direção do irmão sem deficiência para aquele com deficiência. Ressentimentos, mágoas, ciúmes, inveja e hostilidade também podem acontecer por parte do irmão com deficiência por sentir-se desconfortável com a condição de seu irmão não apresentar comprometimentos, limitações e desvios posturais, motores, sensoriais ou mentais.

Sonia B. Hoffmann.

Post disponível no site : BENGALA LEGAL
Fonte:http://educadoraespecial.blogspot.com/
Imagem do blog:
http://down100preconceito.blogspot.com/