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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Esportes e TDAH


Escolinha de habilidades sócio-emocionais a través do esporte

Para crianças e jovens


Na Escolinha TDAH Fortaleza treinamos não só as habilidades esportivas, como também habilidades de superação pessoal e inteligência emocional:
  • Focar  mais a atenção nas instruções do professor
  • Saber resolver conflitos adequadamente
  • Regular a auto-estima e a confiança  desde um papel positivo.
  • Motivar-se e saber motivar aos companheiros em momentos difíceis.
  • Ter autocontrole e canalizar positivamente as raivas e euforias
Para melhorar nessas condutas definiremos juntos desafios pessoais em cada encontro e apoiamos aos participantes com uma serie de jogos de motivação e estratégias que mostraram ser muito favoráveis em outras crianças e jovens.

Trabalhamos junto com pais e professores para conseguir desafios pessoais em casa e na escola.

Com os jovens trabalhamos a partir de trainamento de habilidades de liderança.






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Nem sempre se aproveita a potencialidade educativa e transformadora do esporte como atividade extra-escolar, sendo em ocasiões, fator de stress agregado para crianças e jovens.




A Escolinha  TDAH Fortaleza é um projeto de habilidades sócio - emocionais através do esporte.
Foi elaborado para fazer valer a potencialidade educativa da prática do esporte, promovendo a saúde psico- emocional dos  participantes.

O programa tem o objetivo de promover:
a) A aprendizagem de condutas pró - sociais.
A participação em um time potencializa as situações vitais que permitem a educação em valores morais através da ação. As crianças devem se adaptar as normas do jogo, aos códigos esportivos e a cooperação em equipe.

b) A capacidade de tolerar as frustrações.
Formar parte de um time requer um esforço para afrontar as frustrações que causam tentar relegar a segundo plano os interesses pessoais em função dos interesses do grupo.
Ao mesmo tempo,  oferece  a oportunidade a criança de afrontar as derrotas no espaço lúdico que proporciona a competição.

c) A auto-estima equilibrada.  
Os times esportivos permitem trabalhar desafios pessoais e grupais. Cada participante terá seu papel específico no time e compreenderá que sua função é fundamental para o bom funcionamento do mesmo. Além disso, os treinadores propiciam situações em que a criança possa se sentir segura de suas possibilidades e orgulhosa de suas realizações.

d) A capacidade de atenção.
Da mesma forma como se treinam as destrezas esportivas, outras habilidades podem ser treinadas para o bom funcionamento do time. Apresentam-se jogos em que são promovidas as habilidades de manter a atenção.

e) O auto-controle emocional.  
O estado de ativação fisiológica do organismo da criança quando pratica um esporte competitivo, facilita a manifestação de estados emocionais extremos como; raiva, frustração, tristeza, alegria ou euforia. As raivas são frequentes os sentimentos de orgulho também. Os treinadores têm a função de ajudar a regular as emoções, para isto utilizam principalmente a modelagem.

f) A resolução criativa de conflitos interpessoais.  

Os conflitos são naturais e constituem o momento educativo por excelência. Os treinadores capacitados esperam os conflitos preparados para aproveitarem ao máximo a sua potencialidade educativa.

g) A participação de todos os implicados na comunidade educativa. Atividades opcionais para mães, pais e professores.
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Metodologia: 
Os treinamentos esportivos são interrompidos durante curtos períodos de tempo para:
  • Propiciar nas  crianças a  metacognição das estratégias que estão utilizando individual ou coletivamente e que estão beneficiando ou entorpecendo o trabalho.
  • Promover a resolução de conflitos interpessoais.
  • Permitir que se auto-organize cada time quando estão competindo.

Os resultados do programa em Barcelona evidenciam melhoras na adaptabilidade e no rendimento escolar, nas habilidades sócio-emocionais, em casa e na escola, aumentando as condutas pró-sociais, a obediência e melhorando as relações com os companheiros (Bryt, F. Memorias de las Atividades Deprotivo Terapêuticas F. Adana 2004-2009)

A Escolinha TDAH Fortaleza faz parte do Programa Conviver  que visa a prevenção e qualidade de vida das crianças com TDAH e suas famílias. Ligado ao Universitat Autónoma de Barcelona no que se refere à avaliação de seus resultados.

O Programa, na sua versão para pais, foi avaliado em 10 instituições educativas da província de Barcelona, na Comunidade Autônoma de Catalunha, Espanha. De 2004 até 2009 o programa teve um impacto em 1150 menores e suas famílias em distintas cidades catalãs.
Foi parte do Pla de Formació Permanent de Generalitat de Catalunya, Departament d'Educació. 


http://tdah-fortaleza.blogspot.com.br/p/atividade-esportiva-terapeutica.html

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

TDAH Casos reais











Gostaria de compartilhar meu depoimento. Tenho 27 anos, um filho de 5 anos e uma longa história.Com uns 8 anos de idade comecei a ir mal na escola. Eu simplesmente não absorvia nada que era ensinado. Em algumas matérias, como português, eu ia bem na parte de interpretação de texto, mas no que exigia mais raciocínio tipo gramática, matemática, geografia eu ia muito mal.
Ficava extremamente envergonhada e parei de falar na escola. Meus pais não faziam ideia, por que em casa eu era bem falante.
Na escola me tornei tímida, e torcia por nenhuma professora me chamar para responder algo. Tentava constantemente ser invisível.
Todo ano eu quase repetia, ficava para recuperação junto com os meninos "bagunceiros" da sala. Na 5a série eu estava quase repetindo o ano, quando minha mãe me mudou de escola em outubro. Fiz o finalzinho do ano e os outros numa escola que não repetia ninguém.
Eu acreditava fielmente que era burra, que no futuro se eu ganhasse um salário de mil reais no máximo já estaria bom.
Tudo que me ensinava eu esquecia imediatamente. E isso foi se prolongando durante minha vida. Como me formei com 17 anos, minha mãe já me arrastou para o vestibular e eu fiz faculdade.
Até hoje não sei como passei pelos módulos. Era como se eu não estivesse lá. Isso me trazia insegurança para arrumar um emprego na área, porque eu tinha vergonha que descobrissem que eu não sabia nada.
Não parava nem 6 meses no mesmo emprego, pela minha desatenção. Acabei me interessando pela área e busquei por vontade própria duas pós-graduações. Foi ai que consegui entender um monte de coisas.
Engravidei e no hospital que meu filho estava eu conversei com uma psicóloga sobre como eu me sentia vazia, porque não aprendia nada. Ela me falou sobre TDAH e orientou que eu procurasse um neuro ou psiquiatra.
Foi o que fiz e todos confirmaram que eu não era burra, apenas tinha TDAH. Fiquei feliz em descobrir porque não me interessava por nada, esquecia e tudo a minha volta era uma bagunça.
Descobri que sou muito inteligente naquelas áreas que eu me interessava, pois quando estava no mundo da lua, aprimorava minha criatividade. Hoje lido bem com esses aspectos, mas ainda estou aprendendo a organizar minha vida.
Minha casa vira uma bagunça em questão de segundos e eu nem sei por onde começo a arrumar. Não consigo seguir uma rotina com facilidade. Por isso me policio muito, para tentar deixar as coisas em ordem, já que tenho um filho e ele precisa de um lar saudável. É difícil, é triplamente mais difícil. Para alguém normal essas coisas são básicas, para mim é um martírio. Eu me canso mais, mas eu consigo!


2ºCaso


"Meu filho tem sérios problemas de aprendizagem. Resolvi procurar por ajuda médica, pois depois de acompanhá-lo detidamente, percebi que ele não é preguiçoso, descompromissado, como já escutei e devo dizer, repeti. 
Ele é um garoto ótimo, de bom relacionamento com todos e com uma compaixão que eu não sei explicar de onde veio. 
Lendo os depoimentos neste site, principalmente das pessoas que passam por esse sofrimento, resolvi marcar com um profissional da área. Se o diagnóstico não for esse, vamos a outros passos, mas se for, terei impedido o meu menino de sofrer o que eu li aqui. A todos que colocaram seu depoimento, minha solidariedade e principalmente o meu respeito. A partir de hoje vocês também fazem parte da minha família e onde eu puder divulgarei a TDAH. 
Sorte e força!!!


3º Caso
Tenho 34 anos, 2 filhos e uma história agitadissíma com meu filho mais velho.
Desde quando ele entrou na escola achei que havia algo diferente. Sempre muito agitado e com dificuldade na alfabetização e aprendizado. Até questionava os professores à respeito, mas eles por inexperiência me diziam que estava tudo bem.
Até que quando chegou ao 2ºano, as dificuldades aumentaram ainda mais, ele não conseguia acompanhar a turma, não sabia ler nem ao menos juntar as sílabas. Foi um ano terrivel e eu trabalhava com esquemas de plantão o que dificultava ainda mais poder ajuda-lo. No final do ano juntamente com a coordenadora e psicopedagoga da escola
decidimos que no inicio do próximo ano faríamos uma avaliação com profissional adequado.
E assim foi, no incio das aulas levei ele a um neurologista especializado em disturbios da aprendizagem, ele fez muitos exames e foi um periodo um pouco demorado até que veio a confirmação TDAH. 
Um choque, pois era muito desinformada a respeito e não sabia como lidar. 
Hoje ,2 anos após, ele continua o tratamento com medicações, fonoaudióloga e psicopedagoga. Uma verdadeira maratona. Larguei meu trabalho depois de um acordo com meu esposo e hoje passo a semana a leva-lo para as terapias, consultas médicas e o ajudo a realizar as tarefas. 
Lentamente estamos caminhando, hoje muito mais informada e sabendo que tudo acontecerá no tempo dele. 
Com certeza ao seu lado, para o que der e vier!!


Tenho uma filha de 8 anos com TDAH, tudo o que li. nos depoimenttos me identifico muito. Minha preocupação hoje. é que terei um bb daqui a 20 dias e todos me alertam sobre a minha filha, como se ela fosse uma grande ameaça. Não sei realmente o que fazer. Ela tem piorada a agressividade a cada dia. Amo muito minha filha e meu bb que está chegando também. Ela vai repetir o ano, e queria mudá-la de escola pelo constrangimento que vai passar, mas ela não quer. Me ajudem



Tenho 27 anos, e minha vida encontra-se um turbilhão..
Recentemente fui fazer uma consulta e ao invés de me ajudar, fiquei triste." Querida o seu problema é emocional,e não orgânico,você tem que gostar mais de si,uma pessoa que não sabe o que é ansiedade não consegue se enxergar,você é muito racional,seja mais humana,use mais o seu emocional".
Fui uma criança muito briguenta na escola,reprovei na escola 4 vezes,eu não aprendia,era teimosa e escrevia muitas palavras erradas,aprendi a ver as horas na 6ºsérie, e tinha muita vergonha de perguntar as coisas,até que eu tinha coleguinhas,mas eu era mandona.
Na minha adolescência acho que foi a pior fase,eu literalmente passei pelo 2ºgrau "vooando", pois não absorvi quase nada e hj tenho sérias dificuldades em conteúdos e cálculos, estou fazendo cursinho pré vestibular ha 2 anos( parece que não raciocino), as vezes tenho dificuldade com relógios de ponteiros, direita e esquerda,esqueço fácil as coisas,levanto muito da cadeira quando estudando, tenho poucas amigas,sou pavio curto,e me sinto burra e não acredito no meu potencial aliás nem sei o que é isso.
Sonho em ser médica, mas muitos falaram que do jeito que sou não vou para frente.
Com 26 anos procurei o 1 médico para tratar disto,ainda não sei se tenho TDAH ou TAG ...





Conclusão






Conclusão

Diante de tudo o que foi pesquisado, estudado e apresentado, percebe-se de forma evidente que os portadores de TDAH, em muitas situações, são vítimas de preconceito, vistos como um “problema” sem solução, mal educados e desobedientes, muitas vezes até pelos próprios pais. Daí a importância do esclarecimento do transtorno a toda população, mostrando que o TDAH tem tratamento e que o portador pode levar uma vida normal. Mas antes de qualquer coisa faz-se necessário realizar um diagnóstico criterioso para que não se rotule indiscriminadamente as crianças como portadoras de TDAH. O número de crianças pequenas que estão medicadas com psicofármacos é demasiado, e crescente, além dos efeitos não estudados em longo prazo, corre-se o risco de sabotar as mentes criativas e personalidades peculiares que estão por trás dos rótulos de TDAH.

Depois de diagnosticado é importante, também, tratar a família que sofre da mesma maneira, trabalhando suas angústias, medos, ansiedades e frustrações, pois é afetada de forma direta e tem toda sua dinâmica alterada.

Para que haja bons resultados no tratamento, o portador deve sentir-se acolhido, aceito e compreendido em suas dificuldades, principalmente nos momentos de impulsividade, para tanto, além da família, é necessário trabalhar junto da escola como um todo. Deve-se também desenvolver técnicas e maneiras específicas de lidar com a criança, pois ela é uma pessoa com particularidades e individualidades e isso deve ser respeitado no momento de tratá-la, procurando a melhor forma de atendê-la.

REFERÊNCIAS

Associação brasileira do déficit de atenção – ABDA. TDAH, Rio de Janeiro
Imagem do google

Dossiê TDAH – Um transtorno com déficit de diagnóstico






Meu filho tem TDAH”
Mal educado? Sem limites? Impossível? Agitado demais? Hiperativo? Chegar ao diagnóstico de TDAH não é fácil. Envolve muitos julgamentos, preconceito e desinformação. A engenheira química Vivian Sampaio, brasileira, que mora nos Estados Unidos há 11 anos, conta sua história com o filho Thiago, hoje com 7 anos. Como ela descobriu, aceitou e está aprendendo a lidar com o problema

”Se você não chegar aqui em uma hora, vou chamar a polícia!”. A ameaça foi feita pela diretora da escola do maternal do meu filho Thiago, então com 4 anos e meio. Era novembro de 2008 e, ironicamente, a ligação telefônica não poderia ter vindo em melhor hora. Eu vivia há oito anos na cidade de Houston, Texas (EUA), trabalhando em uma empresa de engenharia e cuidando, com meu marido, do Thiago e da minha filha maior, a Nicole, na época com 6 anos e meio. De fato, não imaginava que aquela ligação da escola me faria despertar para uma realidade que eu não estava muito a fim de enfrentar: meu filho precisava de ajuda. E eu também.

Thiago era um menino ativo, como qualquer outro da sua idade. Era tudo que eu pensava. Como eu sempre vivi em um mundo mais feminino, por ter duas irmãs, duas sobrinhas e uma filha, eu não achava que o Thiago tinha um comportamento “fora do normal”.

Passado o momento de raiva, depois da ligação da diretora, decidi investigar. Foram dois anos de busca e hoje, novembro de 2010, escrevo do avião voltando de Atlanta, onde participei por três dias de palestras com os médicos, os psicólogos e os educadores mais renomados naquilo que, por fim, descobri que o Thiago tinha: Transtorno e Déficit de Atenção e Hiperatividade, mais conhecido como TDAH. Foi uma conferência internacional sobre o assunto realizada pelo Chadd (www.chadd.org), uma organização dedicada a crianças e adultos com o problema. Comprei dez livros, conversei com médicos, fiz anotações com dicas práticas para aplicar no dia a dia do Thiago e chorei… Sim, chorei por reconhecer que Thiago definitivamente tem TDAH, uma doença que atinge cerca de 5% das crianças sendo que 50% continuam com os sintomas na idade adulta. E pior: não tem cura, já que os sintomas são diretamente relacionados a uma deficiência cerebral.

Como cheguei até aqui? Bem, depois de o Thiago ser “convidado a sair” da escola onde fazia o maternal e da diretora, insistentemente, perguntar se eu havia consultado um médico para entender melhor o comportamento “selvagem” dele, decidi colocá-lo em uma outra escola, com um estilo mais rígido e tradicional de educação. Pensei que assim o Thiago iria se encaixar nos padrões “normais” de comportamento. Ilusão. Nada mudou. Recebia ligações frequentes da professora e insinuações de que eu não colocava limites no Thiago. Mas aos poucos fui notando que ele tinha um comportamento “diferente” das demais crianças.


http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI205152-10498,00.html