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segunda-feira, 29 de abril de 2013

TDAH É FORÇA!







Meu desaparecido amigo virtual, Frank Slade, sempre diz que o TDAH que nos derruba é o mesmo que nos dá força para que nos reergamos.
Minha amiga Rita, Ritalina, acrescida de todo o trabalho de auto conhecimento que venho fazendo desde que me descobri TDAH está me ajudando em mais essa batalha.
Depois de alguns anos de muita luta, muito aprendizado, muita satisfação pessoal e nenhum retorno financeiro estou me retirando do mercado de aparelhos celulares.
E daí? O que o TDAH tem com isso?
Tudo.
Amo meu trabalho, jamais em minha vida exerci um trabalho com tanto carinho e dedicação. Por prazer de estar com meus celulares já passei domingos e feriados na loja.
Imagino a tortura que deve ser para os 'trouxas' abandonar um trabalho assim tão querido, que ainda hoje eu exerço e pretendo exercer como hobbie ou terapia daqui pra frente. Mas não dá mais. E aí entra uma característica do TDAH que eu adoro: já estou pensando no futuro. Já estou empolgado com minha nova função, com o novo trabalho que exercerei em breve. Minha cabeça TDAH não permite que meu coração domine minha alma, e já está projetando o futuro, as estratégias que terei de adotar para conseguir lograr êxito na enorme missão que me foi confiada.
Esse é o fascínio do desafio?
 Não sei, o que sei é que me lembro sempre do meu amigo Frank Slade, aqui estou de cabeça erguida, com a musculatura tesa, em posição de arrancada para uma nova e grande corrida do destino. Essa agora com novas perspectivas e características e tenho a certeza de que desempenharei a nova função com sucesso.A confiança que estou no sucesso do meu novo trabalho, é um sentimento novo, sempre temi por essas situações, sempre enfrentei os novos desafios pelo fascínio do desafio em si, mas na alma tinha a semente da dúvida; hoje não, hoje trago na alma a certeza de que posso e vou fazer um grande trabalho.

 O trabalho tem o meu perfil e as exigências para atingir o sucesso caíram como uma  luva em minha experiência profissional e de vida.
Sem olhar pra trás com nostalgia ou dor, sigo mais uma vez um novo caminho.
A grande diferença de todos os caminhos que trilhei nessa minha riquíssima vida é que sou uma nova pessoa, com novos valores, novas crenças e com a força que só o TDAH possui para superar os obstáculos que se acumulam na vida.


http://www.tdah-reconstruindoavida.com.br/


O TDAH E A ESCOLHA DA INFELICIDADE











 O TDAH ULTRA SENSÍVEL.

Ao fim da discussão, ambos os debatedores se declararam ateus. A leitora A123 encerrou a discussão com a seguinte sentença: " ao meu ver ateísmo + TDAH, infelicidade eterna. Infelizmente."
Essa declaração soa como uma condenação. Ou pior, uma danação eterna. Mas, será que precisa ser assim? Esse é o único caminho?
Já fui ateu. Hoje não sei mais. Acho a crença em Deus muito frágil, uma crença que não se sustenta quando analisada friamente. Mas crença é como amor, não se explica, se sente.E aí reside a fragilidade do ateísmo: procurar razão onde não existe. O ateu é capaz de amar? Claro, mesmo no auge do meu ateísmo eu amei e amei profundamente. E por que não crer?
Mas, no seu vaticínio A123 tem razão, ao ESCOLHER o ateísmo optamos pela infelicidade eterna. A crença é lenitivo, é muleta, é apoio, é a força que nos mantém em pé quando tudo parece desmoronar à nossa volta. Quem é ateu está só. Não existe Deus, os entes queridos se foram eternamente, não há vida após a morte, céu ou inferno. Há somente o nada, o fim. Nem em vida possuímos pessoas que apoiam nossa escolha, são pouquíssimos os ateus, principalmente os que se assumem ateus.
Ao escolher o ateísmo somos discriminados ( e isso é verdadeiro), ateu + TDAH, é escolher ser duplamente discriminado. Além de descrente é doido! Muita gente talvez sinta pena: coitado, é ateu por que é doido. E nem sei qual o pior sentimento, discriminação ou pena.
Mas é possível ser ex ateu?




 Vale a pena ser ex ateu?
Claro que é possível ser ex tudo. Vale a pena? Depende. Eu não acordei um dia e disse: deixei de ser ateu a partir de hoje. Aos poucos, a vida foi me levando em direção oposta à que eu seguia. Tanta pancada, tantos problemas, e principalmente, tanta sorte na vida, começaram a me descortinar um mundo de novas possibilidade. Ou novas possibilidades para o mundo. Comecei a questionar se minha descrença não era uma forma de arrogância, de enfrentamento. Nada mais arrogante do que enfrentar a Deus; ainda que ele não exista, ele É, na vida da enorme maioria das pessoas. Ao desafiá-lo eu desafiava quase a humanidade inteira. Nada mais TDAH do que desafiar a tudo e a todos. Por muito tempo pensei sobre isso. Ciente dessa possibilidade comecei a abrir minha mente e minha alma à OPÇÃO  de crer. Simplesmente crer. Sem análises ou debates. Assim como amar; ama-se sem questionamentos. A partir do momento em que se questiona o amor, não se ama.
O eixo da minha crença mudou, ou está mudando. Ainda não creio de forma absoluta. Ainda há dias em que questiono a Deus e à humanidade, mas não estou mais condenado à infelicidade eterna. Ao meu lado já caminham milhares de outras almas que me apoiam e dividem comigo suas dúvidas.
Ainda não tenho certeza de nada, mas tenho a esperança de que estou no caminho certo; e a vantagem desse caminho, é que se eu estiver errado jamais saberei. Só posso saber após a morte, e se nada houver após a morte, nunca saberei.

Pode ser fruto do tratamento do TDAH?

 Não sei, mas desafiar é uma ótima forma de se isolar, de se sentir forte ou exacerbar o sentimento de inadequação e diferença em relação aos 'trouxas'. Pode ser que ao me saber TDAH e passar a me conhecer melhor eu tenha naturalmente mudado meu caminho, pode ser que seja fruto do tratamento, ou da idade (a proximidade do fim diminui a coragem do ateu), ou simplesmente a soma de tudo isso. O que sei, é que a vida é feita de escolhas e, entre elas, está A ESCOLHA de amar sua esposa/marido/família, amar a Deus, amar a seu próximo, ou nada disso. Amar e crer são opções que se fazem na vida; se você fechar seu coração e sua mente você não amará a nada nem a ninguém.
Portanto, ame!



ttp://www.tdah-reconstruindoavida.com.br/

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Desabafos e Depoimentos


Conte sua história


Dê seu depoimento ou conte uma história sobre o que se passou na sua vida devido ao TDAH.

Antes tarde do que nunca

Texto por Jane Barbieri

Olá! Antes tarde do que nunca não é assim? Aos 41 anos estou tentando me conhecer mais, Graças a esse anjo chamado Viviane, só agora estou me dando conta que nunca agi igual minhas amigas, muito mas muito mais sensível, sentindo as coisas com muito mais intensidade, parecendo ver mas pessoas o que meus familiares e amigos não viam!

Bom tenho muitas historias:

- Estar indo para determinado lugar e ter que parar o carro porque não lembrava onde estava indo.
- Ir comprar pão com o dinheiro na mão, ao entrar na padaria ficar prestando atenção na conversa (interessante e claro) das pessoas que ali estavam e esperando minha vez rasgar a nota em pedacinhos.
- Ficar a semana inteira lembrando da reunião na escola, e no dia simplesmente esquecer.
- Esquecer o aniversário da mãe.
- Quando perguntada: Qual a data do seu aniversário? E eu ter que pensar, porque esqueci completamente.
- Estudar muito para determinada prova e chegar na hora, não lembrar absolutamente nada.
- Pegar um filme pra ver duas, três vezes.
- Guardar a escova de cabelo dentro da geladeira, e ficar procurando por horas.
Quando se leva uma vida que parece ter gerado mais crítica que elogios, a gente às vezes esquece do que temos de bom.

Minha vida mudou depois que me apaixonei por um portador de TDAH

Texto por Vanessa

Há 01 ano e 05 meses, tenho um relacionamento com essa pessoa especial.

No iníco foi tudo comum como qualquer inicio de namoro: muita paixão, encontros românticos, companherismo e atenção voltada para o nosso namoro. Ao passar dos meses eu fui conhecendo melhor a minha "caixinha de surpresas", foram muitos términos, muitas brigas, atenção voltada 100% para o trabalho, muito sentimento de abandono. Tinha duas opções, uma era tentar entender e a outra deixar o amor da minha vida ir embora em uma das crises de impulsividade. Dizer que é fácil...isso não é, é uma briga interna diária. Principalmente por pressão externa, minha família e meus amigos não entendem porque eu continuo nessa e sinceramente já me questionei diversas vezes.

Hoje ele inicou o tratamento, passa pelas consultas mas por enquanto não toma medicamentos. Acredito que as crises vão amenizar e isso me incentiva a continuar acreditando que meu amor é maior que qualquer outra coisa.

Denis, Professor Pardal ou o Pimentinha?

Texto por Denis Godoy

Tenho 27 anos e a três descobri que tenho o transtorno.

Hoje, sou casado e minha esposa, sabendo de meu problema, faz de tudo para me ajudar. Tem dias que queria não acordar, pois na maioria deles, nem dormir consigo. Sou atrapalhado quando estou nervoso, fico nervoso por pensar em cometer alguma trapalhada. Perdi várias oportunidades em minha vida por ser assim e só de saber que não é por querer e que tenho uma resposta já me sinto melhor. Sou meio que Prof. Pardal, fico o tempo todo com idéias para facilitar a vida das pessoas, o problema é que na grande maioria, não saem do papel. Por estes dias vi um invento na tevê, o qual, já havia pensado quando menino, mas nunca tive coragem de tirá-lo do papel. Foi decepcionante!

Sou poeta, as vezes sou escritor, as vezes pintor, escultor, mecânico, eletricista e varias outras coisas. Tudo acontece muito rápido na minha cabeça, tudo parece tão claro, tudo parece tão obscuro. Sou capaz de entender, sem explicação, o funcioanemnto de máquinas complexas e não sou capaz de falar sobre coisas tolas com um colega. Não sou capaz de chorar com a morte de um ente querido, mas rolam as lágrimas em um filme que fala de honra ou coragem.

Nunca encontrei alguém como eu, gostaria de saber com vivem e se é difícil manter algo como faculdade ou algum esporte até o fim.

Gostei de ler o que escrevem neste site, ajuda muita gente como eu a não se sentir só. Bem, vou parar por aqui, pois já estou entrando em parafuso e as teclas do computador parecem ser poucas para tantos pensamentos.

Meu nome é Denis imagina quantos me chamam de pimentinha?

Socorro, o TDAH não me larga"
Texto por Sabrina Pral

Oi, eu tenho 23 anos e acabei de descobrir que sou tdah!

Assim que me identifiquei com ele fiquei feliz por começar a acreditar que pelo menos uma parte das besteiras que eu faço na vida não são realmente minha culpa. Mas também muito triste porque afinal, como eu me livro desse trem? Estou fazendo terapia há um mês, mas acho que meu pscicólogo não acredita em mim. Eu não sei se quero ir a um psiquiatra pra ele me dar remédio, pra me robotizar!

Eu adoro não ser como as outras pessoas, adoro viajar pelo mundo da lua, de jupiter, da nebulosa de Orion! Mas o fato é que eu estou aqui, na Terra e tenho uma vida e uma faculdade pra sustentar!

Bom pessoal, obrigada!
As experiências que eu li nesse site me ajudaram a me sentir menos ET nesse mundo!
Um abraço a todos!

Eu sou igual ao meu filho ou ele que é igual a mim?

Texto por Fran Zanato

Aos 34 anos, resolvi tratar o que sempre imaginava não ser normal, tinha que ter uma explicação meu Deus!

Através do diagnóstico, porém nem tão tardio do meu filho mais velho de 18 anos, ouvindo suas conclusões sobre seus sintomas, percebi que eu era igualzinha a ele (ou ele a mim, já que pode ser hereditário) e numa explosão de alegria me vi curada antes mesmo de ir ao médico. Ele estava bem e muito feliz com os resultados do tratamento... era minha chance também!

Vou falar aqui sobre algumas ocasiões como se fossem meus sintomas em uma consulta,ok?

- Já procurei meu filho ao atravessar a rua movimentada e ele estava em meus braços! (Desespero total! Me interna!)
- Já fui a três lugares por mais de três vezes, NA CHUVA E SEM SOMBRINHA, procurar um objeto que EU havia guardado na bolsa em um lugar MAIS FÁCIL de encontrar justamente para não ter este tipo de problema! (affff)
- Já comecei minha faculdade por 6 (seis) vezes em cursos totalmente distintos como administração pública e moda - não terminei nenhuma(ainda)
- Ler nem pensar! Nem foto legenda!
- Um copo de água, para um de meus filhos por exemplo, era fatal eu tomá-la antes mesmo de ter terminado de encher o copo, e nem me tocava de que NÃO ERA PRA MIM, POXA VIDA!
- Caderneta pra me organizar? O que é isso? É de qual galáxia mesmo?

Enfim, histórias tenho desde meus 12 anos, mas agora, quero da proxima vez, contar como estou bem, mais feliz e sem aquela culpa de viver NO MUNDO DA LUA!

Fico mais feliz ainda pelos meus 2 filhos de 18 e 10 anos que já estão diagnosticados e tratados, assim, serão com certeza pessoas mais seguras e realizadas!

Bola pra frente!

O que será do meu futuro?

Texto por Luiz Guilherme

Por mais dificil que seja me concentrar nesse texto, vou contar um pouco da minha vida podendo escrever coisas sem nexo devido a distração.

Sempre fui um garoto agitado, bagunceiro, adorava brincar e nunca parei quieto na sala de aula. Uma vez uma professora minha me falou que eu não seria ninguém se não trabalhasse para o meu pai e isso me dexou muito chateado.Reprovei a 5a., 6a. e 7a. séries e hoje curso supletivo, trabalho na área de direito com meu pai e vejo que minha vida não tem sentido nenhum.

Não consigo ficar parado 5 minutos em uma cadeira ou sair para fazer as coisas para ele sem me estressar, pois sou muito irritado e estressado como qualquer TDAH. Chegou uma época que comecei usar maconha e eu sempre era o que mais pirava por ter tdah, vi minha vida afudando, pensei em me matar várias vezes, já até tentei me enforcar... Mas parei com a maconha e fiquei viciado em cigarro, pois isso é a unica coisa que me acalma e tira a merda da bateção de pernas que eu tenho, que começa me deixar louco e faz minha concentração dimiuir rapidamente.

Hoje parei de fumar e tento fazer o máximo de mim. Uso ritalina e modafinil, igualo os dois para ser mais concentrado que um ser humano normal para render no trabalho, e quando os remédios pararem o efeito, como vai ser? O que vai ser no meu futuro? Já estou velho e nao fiz ensino medio? Minha familia sempre foi de pessoas ricas e estudiosas nas faculdades, levando premios, e eu nessa vida medíocre? Tento até hoje uma terapia mas nunca encontrei alguem que me entenda.



http://www.tdah.net.br/contesuahistoria.html

terça-feira, 19 de março de 2013

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