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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

TDAH



TDAH e a importância da ampliação do olhar do ensinante na comunicação com o aprendente.
Por:Lednalva Oliveira

Quanto a concepções de inteligência como fator predominante para o conhecimento, algumas considerações sobre o olhar da escola na construção da aprendizagem se faz necessário compreender que é necessário aprender a aprender em um processo coletivo, em uma via de mão dupla, onde o educador deve valorizar as potencialidades e não as limitações em relação ao educando. A aula deve ser planejada de forma criativa para que se torne atrativa e sempre próxima da realidade sócio cultural dos aprendizes, para que seja possível construir, modificar e integrar idéias, com objetos e situações, afim de promover a reflexão acerca de suas condutas, de suas aprendizagens, e das dificuldades a serem superadas.
Um olhar ampliado permite ver, e significar as mensagens trocadas e principalmente promover mudanças de comportamentos no sentido particular de como lidar com diferenças individuais, de pensar e relacionar e sintetizar as informações trocadas, de modo a construir significados e ressignificados.
A mediação do professor possibilita intervenções, e cria condições para desenvolverem competências e conhecimentos nos educandos. 
Tendo a linguagem papel fundamental como instrumento básico de entendimento entre pessoas, não resumindo em meras informações, mas sim atos de linguagem, que comprometem aqueles que os efetuam frente a si mesmos e aos outros.
A ampliação do olhar do professor, desempenha papel preponderante na construção de pontes entre a noção e a intuição dos alunos e a linguagem simbólica da escola; desempenhando papel único na construção de relações entre as representações físicas, pictóricas, verbais, gráficas e escritas das diferentes noções e conceitos abordados nas aulas. Interagir com os colegas e professores auxilia os aprendizes a construir seu conhecimento, aprender outras formas de pensar sobre idéias e clarear seu próprio pensamento, enfim, construir significados, estabelecer relações interpessoais, perceber limites, mas também potencialidades.
Variando os processos e formas de comunicação, ampliamos a possibilidade de significação para uma idéia surgida no contexto da classe. A idéia de um aprendiz, quando colocada em evidência, provoca uma reação nos demais formando uma teia de interações e permitindo que diferentes inteligências se mobilizem durante a discussão.
Modificar a perspectiva sobre o conhecimento e a inteligência na busca por uma aprendizagem significativa tem conseqüências diretas e profundas na concepção e organização da vida em aula, supondo um desafio didático que envolve muito mais do que novas estratégias didáticas. Requer uma mudança na concepção de todos os elementos que interferem e determinam a vida e o trabalho na aula, indicando novas lentes para contemplar os aprendizes, selecionar conteúdos de ensino e muito especialmente, a avaliação.

TDAH ? A Escola e o processo de avaliação coerente
Pode-se afirmar que a situação de ensino é também uma situação direcionada por meio da avaliação, que estabelece parâmetros de atuação de professores e aprendizes.
Se considerarmos verdadeiramente que a aprendizagem deve ser significativa, e fundamentada em novas metáforas para o conhecimento e a inteligência, a avaliação necessita formar parte desse processo de aprender, servindo para mediar tomadas de decisão no processo de ensino e aprendizagem, ou seja, para corrigir os rumos das ações, através da reflexão sobre a prática docente.
Nesse sentido, a intenção de uma aprendizagem significativa, exige uma avaliação a favor do aprendiz, que contribua para torná-lo consciente de seus avanços e necessidades fazendo com que se sinta responsável por suas atitudes e sua aprendizagem.
A avaliação no contexto de uma aprendizagem significativa deveria ocorrer no próprio processo de trabalho dos aprendizes, no dia-a-dia da sala de aula, no momento das discussões coletivas, da realização de tarefas em grupos ou individuais. É nesses momentos que o professor pode perceber se os aprendizes estão ou não se aproximando dos conceitos e habilidades que considera importantes, localizar dificuldades e auxiliar para que elas sejam superadas através de intervenções, questionamentos, complementando informações, buscando novos caminhos que levem à aprendizagem.
Em razão disso, a avaliação nunca deveria ser referida a um único instrumento, nem restrita a um só momento, ou a uma única forma, pois somente um amplo espectro de múltiplos recursos de avaliação pode possibilitar canais adequados para a manifestação de múltiplas competências e de redes de significados, fornecendo condições para que o professor analise, provoque, acione, raciocine, emocione-se e tome decisões e providências junto a cada aprendiz. 




Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/tdah-e-a-importancia-da-ampliacao-do-olhar-do-ensinante-na-comunicacao-com-o-aprendente/70565/#ixzz2jznQvubO


Autora:Lednalva Oliveira Cordeiro Batista
Doutoranda em Psicologia, (UCES) ,Bióloga, Especialista em Psicopedagogia Institucional, Clínica e Hospitalar, Pós Graduanda em Psicanálise Clínica pela Faculdade de Ciências Econômicas da Bahia-FACCEBA,com Estudos em Gestão em Educação Inclusiva (AEE)Arteterapia,Mediação de Conflito



domingo, 20 de outubro de 2013

TDAH, esse transtorno pode significa...






O TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – é uma síndrome caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Estas características são expressas em vários momentos distintos, como, por exemplo, quando o portador encontra-se em casa, na escola, na creche, enfim, os sintomas são e estão no dia a dia do paciente.

Segundo a OMS, sua classificação no Código Internacional de Doenças é o CID-10 e é conhecido como Transtorno Hipercinético. Esta síndrome é causada pela diminuição dos neuro-transmissores dopamina e noradrenalina, fazendo com que a atividade do córtex pré-frontal seja menor. Esta região cerebral é a responsável por observar, guiar, direcionar e/ou inibir o comportamento, organizar, planejar e realizar a manutenção da atenção e do autocontrole.

Entre 3% e 6% das crianças na fase escolar foram diagnosticadas com TDAH. Só nos EUA foram diagnosticadas com TDAH mais de 4 milhões de crianças.

Antigamente era conhecido como “Disfunção Cerebral Mínima” e somente recebeu o nome de TDAH em 1987.

É importante entendermos que o TDAH é um transtorno real que, infelizmente, causa problemas para seus portadores. Também é necessário o conhecimento que é perfeitamente possível o crescimento e o convívio com a síndrome, como exemplo, podemos citar Michale Phelps, que, antes de se tornar um herói americano e o maior ganhador de medalhas olímpicas da história, sofria por ser portador de TDAH. Sua mãe, Debbie, diz que Phelps teve o diagnóstico de TDAH aos 09 anos e que com a ajuda de tratamento – terapia medicamentosa e psicoterapia – e o apoio da família ele conseguiu canalizar suas energias para a natação tornando-se, hoje, o que todos no mundo conhecem.

Segundo a Wikipedia, leia em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_do_d%C3%A9ficit_de_aten%C3%A7%C3..., o TDAH pode ser dividido em três tipos:

A) TDAH com predomínio de sintomas de desatenção:

Caso seis (ou mais) dos seguintes sintomas de desatenção persistiram por pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:

1. Freqüentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras.
2. Com freqüência tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas.
3. Com freqüência parece não escutar quando lhe dirigem a palavra.
4. Com freqüência não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais (não devido a comportamento de oposição ou incapacidade de compreender instruções).
5. Com freqüência tem dificuldade para organizar tarefas e atividades.
6. Com freqüência evita, antipatiza ou reluta a envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa).
7. Com freqüência perde coisas necessárias para tarefas ou atividades (por ex., brinquedos, tarefas escolares, lápis, livros ou outros materiais).
8. É facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa.
9. Com freqüência apresenta esquecimento em atividades diárias.

B) TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade:
Caso seis (ou mais) dos seguintes sintomas de hiperatividade persistiram por pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:

Hiperatividade
1. Freqüentemente agita as mãos ou os pés.
2. Freqüentemente abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado.
3. Freqüentemente corre ou escala em demasia, em situações nas quais isto é inapropriado (em adolescentes e adultos, pode estar limitado a sensações subjetivas de inquietação).
4. Com freqüência tem dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer.
5. Está freqüentemente "a mil" ou muitas vezes age como se estivesse "a todo vapor".
6. Freqüentemente fala em demasia.

Impulsividade
1. Freqüentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completadas.
2. Com freqüência tem dificuldade para aguardar sua vez.
3. Freqüentemente interrompe ou se mete em assuntos de outros (por ex., intromete-se em conversas ou brincadeiras).

C) TDAH combinado:

Em ambos os casos esses critérios também devem estar presentes:
• Alguns sintomas de hiperatividade-impulsividade ou desatenção que causaram prejuízo estavam presentes antes dos 7 anos de idade.
• Algum prejuízo causado pelos sintomas está presente em dois ou mais contextos (por ex., na escola [ou trabalho] e em casa).
• Deve haver claras evidências de prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.
• Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Esquizofrenia ou outro Transtorno Psicótico e não são melhor explicados por outro transtorno mental (por exemplo Transtorno do Humor, Transtorno de Ansiedade, Transtorno Dissociativo ou um Transtorno da Personalidade).

Dito isto, seguem conselhos fornecidos pela ABDA – Associação Brasileira de Déficit de Atenção, extraído, com alterações, de http://www.abda.org.br/br/textos/textos/item/322-tdah-algumas-dicas-para....

• “Mandamentos

1. Reforçar o que há de melhor na criança.
2. Não estabelecer comparações entre os filhos.
3. Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo.
4. Aprender a controlar a própria impaciência.
5. Estabeleça regras e limites dentro de casa, mas tenha atenção para obedecer-lhes também.
6. Não esperar ‘’perfeição’’.
7. Não cobre resultados, cobre empenho.
8. Elogie! Não se esqueça de elogiar! O estímulo nunca é demais.
9. Manter limites claros e consistentes, relembrando-os frequentemente.
10. Use português claro e direto, de preferência falando de frente e olhando nos olhos.
11. Não exigir mais do que a criança pode dar: deve-se considerar a sua idade.

• Estudo

1. Escolher cuidadosamente a escola e a professora para que a criança possa obter sucesso no processo de ensino-aprendizagem.
2. Não sobrecarregar a criança com excesso de atividades extracurriculares.
3. O estudo deve ser do jeito que as crianças ou os adolescentes bem entenderem.
4. Tenha contato próximo com os professores para acompanhar melhor o que está acontecendo na escola.
5. Todas as tarefas têm que ser subdivididas em tarefas menores que possam ser realizadas mais facilmente e em menor tempo.

• Regras do dia-a-dia
1. Dar instruções diretas e claras, uma de cada vez, em um nível que a criança possa corresponder.
2. Ensinar a criança a não interromper as suas atividades: tentar finalizar tudo aquilo que começa.
3. Estabelecer uma rotina diária clara e consistente: hora de almoço, de jantar e dever de casa, por exemplo.
4. Priorizar e focalizar o que é mais importante em determinadas situações.
5. Organizar e arrumar o ambiente como um meio de otimizar as chances para sucesso e evitar conflitos.

• Casa
1. Manter em casa um sistema de código ou sinal que seja entendido por todos os membros da família.
2. Manter o ambiente doméstico o mais harmônico e o mais organizado quanto possível.
3. Reservar um espaço arejado e bem iluminado para a realização da lição de casa.
4. O quarto não pode ser um local repleto de estímulos diferentes: um monte de brinquedo, pôsteres, etc.

• Comportamento
1. Advertir construtivamente o comportamento inadequado, esclarecendo com a criança o que seria mais apropriado e esperado dela naquele momento.
2. Usar um sistema de reforço imediato para todo o bom comportamento da criança.
3. Preparar a criança para qualquer mudança que altere a sua rotina, como festas, mudanças de escola ou de residência, etc.
4. Incentivar a criança a exercer uma atividade física regular.
5. Estimular a independência e a autonomia da criança, considerando a sua idade.
6. Estimular a criança a fazer e a manter amizades.
7. Ensinar para a criança meios de lidar com situações de conflito (pensar, raciocinar, chamar um adulto para intervir, esperar a sua vez).

• Pais
1. Ter sempre um tempo disponível para interagir com a criança.
2. Incentivar as brincadeiras com jogos e regras, pois além de ajudar a desenvolver a atenção, permitem que a criança organize-se por meio de regras e limites e, aprenda a participar, ganhando, perdendo ou mesmo empatando.
3. Quem tem TDAH pode descarregar sua “bateria” muito rapidamente. Se este for o caso, recarregue-a com mais frequência.
4. Evite ficar o tempo todo dentro de casa, principalmente nos fins de semana. Programe atividades diferentes, não fique sempre fazendo a mesma coisa.
5. Estabeleça cronogramas, incluindo os períodos para ‘’descanso’’, brincadeiras ou simplesmente horários livres para se fazer o que quiser.
6. Nenhuma atividade que requeira concentração (estudo, deveres de casa) pode ser muito prolongada. Intercale coisas agradáveis com tarefas prolongadas.
7. Procure sempre perguntar o que ela quer, o que está achando das coisas. Não crie uma relação unidirecional.
8. Use mural para afixar lembretes, listas de coisas a fazer, calendário de provas.
9. Estimule e cobre o uso diário de uma agenda. Se ela for eletrônica, melhor ainda.

Lembre-se sempre

1. Procure o máximo de informações possível sobre o TDAH.
2. Tenha certeza do diagnóstico e segurança de que não há outros diagnósticos associados ao TDAH.
3. Tenha certeza de que o tratamento está sendo feito por um profissional que realmente entende do assunto.
4. Lembre-se que seu filho (a) está sempre tentando corresponder às expectativas, mas às vezes não consegue. Deve sempre lembrar-se aos pais que estes devem ser otimistas, pacientes e persistentes com o filho. Não devem desanimar diante dos possíveis obstáculos.”

A situação dos que possuem na família pessoas portadoras de TDAH não é fácil, principalmente porque temos crianças com esta síndrome e crianças são sempre ativas e elétricas. Mas devemos lembrar que, como tudo na vida, sempre temos dois lados na história e a impulsividade e a hiperatividade podem se transformar em estímulo para galgar desafios e se superar, como fez o Michael Phelps.

Algumas características que esta impulsividade e hiperatividade podem gerar são, por exemplo, criatividade, possuir pensamento original, persistência, resiliência, afetividade, comportamento generoso e, normalmente, inteligência acima da média.

Se você tem este problema na família, você pode procurar ajuda e suporte, pois existem várias instituições que prestam auxílio e fornecem orientação para os pais e familiares nesta situação, como a própria ABDA, citada acima e o Projeto Passarinho – www.projetopassarinho.com.br.
Se você não possui este problema na sua família ou no seu círculo de amizades, você pode, então, ajudar, basta doar um pouco do seu tempo ou de recursos para as instituições que desenvolvem trabalhos relacionados ao TDAH, participe.

Ser SOCIAL é agir DE VERDADE.

http://www.socialdeverdade.com.br/blog/tdah-esse-transtorno-pode-significar-inteligencia-acima-da-media

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Comportamento das crianças pode ser desafiador aos pais








Crianças e adolescentes com um padrão persistente de comportamento negativista, hostil e desafiador causam uma grande dor de cabeça nos pais. Frequentemente discutem com adultos, perdem a calma e se irritam com facilidade, se recusam a obedecer até a simples solicitações ou regras de casa.

Quando os seus erros são apontados, culpam os outros e ficam até enraivecidos e ressentidos pelo o que os seus pais disseram. Na escola, também podem causar muita dor de cabeça nos professores. Incomodativos com os outros colegas e frequentemente desacatam e desafiam os seus professores.

Tais comportamentos podem ser comuns por volta dos dois anos de idade ou no início da adolescência. Porém, quando eles permanecem por muito tempo ou com muita intensidade, tornando-se disfuncionais e trazendo prejuízos no convívio familiar e escolar, podemos estar diante do Transtorno Desafiador de Oposição. Um transtorno comum, que pode afetar até 16% da população infanto-juvenil.

Apesar de possuir múltiplas causas, o principal fator que mantém o transtorno é maneira como os pais lidam com a criança ou adolescente. A família tende a reforçar os comportamentos disfuncionais da criança sem se dar conta. A criança aprende que agindo daquela forma ela evita compromissos ou conseguem as coisas que ela quer de forma mais rápida. O exemplo clássico é o da criança no supermercado querendo um brinquedo.

Ela começa com a crise de “birra”, e os pais, para evitar o vexame diante do público, acabam por dar o presente, mesmo com criança tendo o mau comportamento. Assim ela aprende que para ter o brinquedo de forma mais rápida ela deve realmente fazer crises de “birra”. E, de preferência, na frente de bastante gente. Outro fator importante é a mudança cultural na forma de educar os filhos. Antigamente a educação era rígida, com uma figura paterna forte e com pouca oportunidade para os filhos se expressarem.

Hoje, o que vemos é o contrário. Os pais tendem a ser muito ocupados, ficando muito ausentes na educação de seus filhos, e quando estão com eles se sentem até culpados em dar limites. Em função disso as crianças tomaram conta das ordens familiares, submetendo seus pais aos seus desejos. O que buscamos atualmente é exatamente um meio termo: colocar limites sem necessariamente ser agressivo.

Nesta quarta-feira, o quadro conta com a apresentação do médico psiquiatra, Rafael Moreno. Para mais informações ouça o áudio ou acesse www.psiquiatriaavancada.com.br.

Imagem da web

Ouça, sempre às terças, quartas e sextas, a participação do médico psiquiatra, Fábio Vitória, com dicas de saúde.

 Maiores informações em www.psiquiatriaavancada.com.br.




sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O que é o Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (TDAH)

             


Antes de sugerir que um aluno tem hiperatividade, veja se é sua aula que não anda prendendo a atenção. 

                      
   
                                      Cinco pontos essenciais sobre esse transtorno

À primeira vista, a estatística soa alarmante: de 3 a 6% das crianças em idade escolar sofrem com o Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (o nome oficial do TDAH), que muita gente conhece somente como hiperatividade. Quer dizer então que, numa classe de 30 alunos, sempre haverá um ou dois que precisam de remédio? Não. Na maioria das vezes, o acompanhamento psicológico é suficiente. E, se o problema for bagunça ou desatenção, vale analisar se a causa não está na forma como você organiza a aula. "Geralmente, a inquietação costuma estar mais relacionada com a dinâmica da escola do que com o transtorno", diz Ma­u­ro Muszkat, especialista em Neuropsicologia Infantil da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Quando o caso é mesmo de TDAH, são três os sintomas principais: agitação, dificuldade de atenção e impulsividade - que devem estar presentes em pelo menos dois ambientes que a crian­ça frequenta. Por tudo isso, nun­­ca é demais lembrar que o diagnóstico precisa de respaldo médico. Veja cinco pontos essenciais sobre o transtorno. 


1. Agitação não é hiperatividade 


Há dias em que alguns alunos parecem estar a mil por hora e nada prende a atenção deles. Isso não significa que sejam hiperativos. O problema pode ter raízes na própria aula - atividades que exijam concentração muito superior à da faixa etária, propostas abaixo (ou muito acima) do nível cognitivo da turma e ambientes desorganizados e que favoreçam a dispersão, por exemplo. Em outras ocasiões, as causas são emocionais. "Questões como a morte de um familiar e a separação dos pais podem prejudicar a produção escolar", diz José Salomão Schwartzman, neurologista especialista em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Nesses casos, os sintomas geralmente são transitórios. Quando ocorre o TDAH, eles se mantêm e são tão exacerbados que prejudicam a relação com os colegas. Muitas vezes, o aluno fica isolado e, mesmo hiperativo, não conversa. 


2. Só o médico dá o diagnóstico 


Um levantamento realizado recentemente pela Unifesp aponta que 36% dos encaminhamentos por TDAH recebidos no setor de atendimento neuropsicológico infantil da instituição são originados da escola por meio de cartas solicitando aos pais que procurem tratamento para o filho. "Em muitos casos, o transtorno não se confirma", afirma Muszkat. A investigação para o diagnóstico costuma ser bem detalhada. Hábitos, traços pessoais e histórico médico são esquadrinhados para excluir a possibilidade de outros problemas e verificar se os aspectos que marcam o transtorno estão mesmo presentes. Como ocorre com a maioria dos problemas psicológicos (depressão, ansiedade e síndrome do pânico, por exemplo), não há exames físicos que o problema. Por isso, o TDAH é definido por uma lista de sintomas. Ao todo são 21 - nove referentes à desatenção, outros nove à hiperatividade e mais outros três à impulsividade. 


3. Nem todos precisam de remédio 


Entre os anos de 2004 e 2008, a venda de medicamentos indicados para o tratamento cresceu 80%, chegando a cerca de 1,2 milhão de receitas, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diversos especialistas criticam essa elevação, apontando-a como um dos sinais da chamada "medicalização da Educação" - a ideia de tratar com remédios todo tipo de problema de sala de aula. "Muitas vezes, o transtorno não é tão prejudicial e iniciativas como alterações na rotina da própria escola, para acolher melhor o comportamento do aluno, podem trazer resultados satisfatórios", explica Schwartz­wman. Quando a medicação é necessária, os estimulantes à base de metilfenidato são os mais prescritos pelos médicos. Ao elevar o nível de alerta do sistema nervoso central, ele auxilia na concentração e no controle da impulsividade. O medicamento não cura, mas ajuda a controlar os sintomas - o que se espera é que, juntamente com o acompanhamento psicológico, as dificuldades se reduzam e deixem de atrapalhar a qualidade de vida. Vale lembrar que o remédio é vendido somente com receita e, como outros medicamentos, pode causar efeitos colaterais. Cabe ao médico avaliá-los. 


4. O diálogo com a família é essencial 


Em alguns casos, os professores conseguem participar das reuniões com os pais e o médico. Quando isso não é possível, conversas com a família e relatórios periódicos enviados para o profissional da saúde são indicados para facilitar a comunicação. É importante lembrar ainda que não é por causa do transtorno que professores e pais devem pegar leve com a criança e deixar de estabelecer limites - a maioria das dificuldades gira em torno da competência cognitiva, da falta de organização e da apreensão de informações, e não da relação com a obediência. Durante os momentos de maior tensão, quando o estudante está hiperativo, manter o tom de voz num nível normal e tentar estabelecer um diálogo é a melhor alternativa. "Se o adulto grita com a criança, ambos acabam se exaltando rápido e, em vez de compreender as regras, ela pode pensar que está sendo rejeitada ou mal compreendida", diz Muszkat. 


5. O professor pode ajudar (e muito) 



Adaptar algumas tarefas ajuda a amenizar os efeitos mais prejudiciais do transtorno. Evitar salas com muitos estímulos é a primeira providência.
 Deixar alunos com TDAH próximos a janelas pode prejudicá-los, uma vez que o movimento da rua ou do pátio é um fator de distração. Outra dica é o trabalho em pequenos grupos, que favorece a concentração.
 Já a energia típica dessa condição pode ser canalizada para funções práticas na sala, como distribuir e organizar o material das atividades.
 Também é importante reconhecer os momentos de exaustão considerando a duração das tarefas. 
Propor intervalos em leituras longas ou sugerir uma pausa para tomar água após uma sequência de exercícios, por exemplo, é um caminho para o aluno retomar o trabalho quando estiver mais focado. De resto, vale sempre avaliar se as atividades propostas são desafiadoras e se a rotina não está repetitiva. 
Esta, aliás, é uma reflexão importante para motivar não apenas os estudantes com TDAH, mas toda a turma.



Fonte:http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/transtorno-deficit-atencao-com-sem-hiperatividade-tdah-546797.shtml