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terça-feira, 13 de setembro de 2011

TDH E TDAH V


· Desorganização



Uma das características da criança TDA é a desorganização, o esquecimento. Ocorre de estudar para uma prova, saber a matéria e na hora esquecer-se de tudo o que sabia. Ela pode também ter uma má noção de tempo e lugar. Se ela é do tipo combinado seu comportamento é mais destrutivo por causa da sua impaciência, impulsividade, superexcitação emocional, hiperatividade, desobediência e agressividade social.

Uma criança portadora de TDA dificilmente conseguirá se auto-regular ou se autocontrolar. Como reage impulsivamente não se dá tempo e nem aproveita a oportunidade de usar as quatro funções executivas essenciais à auto-regulação. Essas funções incluem a memória operacional (capacidade de manter fatos relevantes em mente), discurso interno (falar consigo mesmo), regulação emocional (acalmar-se, motivar-se) e reconstituição (criar uma solução ou resposta útil).

Para a criança com TDA tanto do Tipo Desatento quanto do Tipo Combinado com Hiperatividade a escola é um lugar de grande sofrimento. A escola exige que o sujeito fique parado e concentrado em temas que, geralmente, são considerados desinteressantes. Uma das palavras mais usadas pela criança TDA, para referir-se à escola, é chata. Sua dificuldade em lidar com as regras e com o autocontrole é um transtorno na sala de aula. Normalmente essa criança sobressai-se pelo aspecto negativo: não se conter para falar, falar alto demais, levantar-se constantemente e cutucar o colega são comportamentos que desencadeiam uma série de problemas importantes a serem resolvidos pela professora e pelos colegas.

O relacionamento entre o professor e o portador de TDA é de grande importância para uma melhor convivência deste com seu grupo de trabalho. Em geral a criança com TDA tem desempenho abaixo da média. Bem cedo ela descobre que não gosta da escola. O fato de apresentar facilidade de desconcentração, grande desorganização, ser inquieta, imensamente sonhadora faz com que, normalmente, a criança fique atrasada com seus deveres. Essa criança passa a ter sua atenção constantemente chamada o que implica em redução da auto-estima. Para se conseguir algum êxito a criança deverá receber uma ordem de cada vez e quando ela conseguir cumpri-la sem desviar a atenção, o solicitante pode considerar que essa foi uma situação especial.

O relacionamento da criança TDA com a família é demasiadamente desgastante, principalmente para a mãe. É ela quem recebe o choque de um filho de comportamento difícil. Geralmente, a criança do Tipo Desatento não é perturbadoramente agressiva e nem barulhenta em casa. Ela pode ter um temperamento conciliatório e ser de fácil convivência. Podem parecer desmotivadas e lentas no processamento das informações. São esquecidas e distraídas. Têm problemas para organizar e terminar as atividades, acordar e sair de casa pela manhã, fazer a tarefa de casa ou de classe.

Já a criança TDA do Tipo Combinado com Hiperatividade enfrenta grandes problemas comportamentais tanto em situações de brincadeiras quanto em sala de aula. Normalmente ela é bem mais ruidosa, tem freqüentes lapsos de autocontrole o que dificulta sua participação em jogos que necessitam de regras

Crianças portadoras de Transtorno de Conduta (TC) também burlam regras. Acrescido a este fato, têm a intenção de magoar os outros. São mais agressivas que as crianças com TDO. Ameaçam, intimidam e brigam. Podem ser cruéis com os animais e com as pessoas. Jovens com TC roubam, forçam atividades sexuais, incendeiam e destroem propriedades. Crianças com TDO, se não cuidadas, podem evoluir para o TC à medida que os anos se passam.

Meninos e meninas portadores de TDA têm tendência para apresentarem distúrbio de ansiedade múltipla: ansiedade de separação, distúrbio generalizado de ansiedade e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Fobia social e crises de pânico podem se desenvolver em crianças mais velhas.

Depressão grave são episódios caracterizados por um humor depressivo e/ ou um interesse muito reduzido por quase tudo. Sintomas como: mudança de peso, fadiga, nervosismo, aumento ou diminuição de sono, sentimentos de inutilidade, baixa concentração e pensamento de morte, irritabilidade podem estar sinalizando Depressão grave.

Distúrbio Bipolar é caracterizado pelos extremos – altos e baixos – de comportamento e humor. Ela vivencia períodos de depressão e períodos de grande alegria, expansivo ou irritadiço. Versões graves são conhecidas como episódios maníacos (destrutivos para o trabalho, para a vida social e familiar – sentem-se maravilhosos, não entendem por que estão causando preocupação) e versões menos graves são chamadas de hipomaníacos (menos grave e destrutiva que a mania).

É de grande complexidade a distinção entre esses dois distúrbios: TDA e Distúrbio Bipolar.

O humor de criança bipolar tem um ciclo mais lento que as crianças com TDA. Seus ataques de birra – tempestades afetivas – são piores do que o das crianças com TDA. A destrutividade da criança TDA ocorre pela desatenção ou impulsividade, já a da criança bipolar é proposital. O TDA tende a diminuir com a idade, já o bipolar tende a piorar. Os estimulantes podem piorar o comportamento das crianças bipolares, enquanto os estabilizadores de humor ajudam. Crianças bipolares têm pesadelos e sonhos sangrentos enquanto que crianças TDA não.

domingo, 11 de setembro de 2011

TDH & TDAH IV




Problemas sociais

As crianças com TDAH encontram sérias dificuldades sociais. É muito provável que sejam rejeitadas pelo grupo, enquanto as portadoras de TDA são ignoradas, principalmente com as crianças do mesmo sexo. Grande maioria das crianças portadoras do TDA é enérgica, mandona, agressiva, competitiva, com

baixa tolerância à frustração. É bem provável que fique isolada do grupo ou tenda a brincar com crianças mais novas que ela. As crianças TDA do Tipo Desatento são mais fáceis de lidar do que as crianças TDA do Tipo Combinado ou Confrontador.

Desorganização

Uma das características da criança TDA é a desorganização, o esquecimento. Ocorre de estudar para uma prova, saber a matéria e na hora esquecer-se de tudo o que sabia. Ela pode também ter uma má noção de tempo e lugar. Se ela é do tipo combinado seu comportamento é mais destrutivo por causa da sua impaciência, impulsividade, superexcitação emocional, hiperatividade, desobediência e agressividade social.

Uma criança portadora de TDA dificilmente conseguirá se auto-regular ou se autocontrolar. Como reage impulsivamente não se dá tempo e nem aproveita a oportunidade de usar as quatro funções executivas essenciais à auto-regulação. Essas funções incluem a memória operacional (capacidade de manter fatos relevantes em mente), discurso interno (falar consigo mesmo), regulação emocional (acalmar-se, motivar-se) e reconstituição (criar uma solução ou resposta útil).

Para a criança com TDA tanto do Tipo Desatento quanto do Tipo Combinado com Hiperatividade a escola é um lugar de grande sofrimento. A escola exige que o sujeito fique parado e concentrado em temas que, geralmente, são considerados desinteressantes. Uma das palavras mais usadas pela criança TDA, para referir-se à escola, é chata. Sua dificuldade em lidar com as regras e com o autocontrole é um transtorno na sala de aula. Normalmente essa criança sobressai-se pelo aspecto negativo: não se conter para falar, falar alto demais, levantar-se constantemente e cutucar o colega são comportamentos que desencadeiam uma série de problemas importantes a serem resolvidos pela professora e pelos colegas.

O relacionamento entre o professor e o portador de TDA é de grande importância para uma melhor convivência deste com seu grupo de trabalho. Em geral a criança com TDA tem desempenho abaixo da média. Bem cedo ela descobre que não gosta da escola. O fato de apresentar facilidade de desconcentração, grande desorganização, ser inquieta, imensamente sonhadora faz com que, normalmente, a criança fique atrasada com seus deveres. Essa criança passa a ter sua atenção constantemente chamada o que implica em redução da auto-estima. Para se conseguir algum êxito a criança deverá receber uma ordem de cada vez e quando ela conseguir cumpri-la sem desviar a atenção, o solicitante pode considerar que essa foi uma situação especial.

O relacionamento da criança TDA com a família é demasiadamente desgastante, principalmente para a mãe. É ela quem recebe o choque de um filho de comportamento difícil. Geralmente, a criança do Tipo Desatento não é perturbadoramente agressiva e nem barulhenta em casa. Ela pode ter um temperamento conciliatório e ser de fácil convivência. Podem parecer desmotivadas e lentas no processamento das informações. São esquecidas e distraídas. Têm problemas para organizar e terminar as atividades, acordar e sair de casa pela manhã, fazer a tarefa de casa ou de classe.

Já a criança TDA do Tipo Combinado com Hiperatividade enfrenta grandes problemas comportamentais tanto em situações de brincadeiras quanto em sala de aula. Normalmente ela é bem mais ruidosa, tem freqüentes lapsos de autocontrole o que dificulta sua participação em jogos que necessitam de regras

e se conter. Sua baixa tolerância à frustração é um grande problema, pois qualquer coisa é motivo para grandes tempestades. É costumeiro ela procurar burlar ou modificar as regras em seu benefício. A criança hiperativa e impulsiva tem muita dificuldade em compartilhar e não presta muita atenção em que seus colegas querem fazer. Por isso, quase sempre não são convidadas para ir à casa dos colegas, às festas de aniversário. Como elas são insensíveis a insinuações sociais, verbais e não-verbais, elas acabam não se dando conta do quanto são desagradáveis. Tentar acalmá-las ou aconselhá-las é desastroso. Faz-se necessário tirar a criança da situação por um tempo para que ela se acalme. Nas discussões, a tendência é que a criança TDA culpe o seu colega pelo problema. Tudo isso tem como conseqüência o isolamento.

Um fator importante lembrar é que a criança TDA tem um grau de maturidade menor que ao da sua idade cronológica, portanto é natural que ela procure a companhia de crianças bem mais novas para brincar, pois ela tende a ser maior que as crianças mais novas e assim poderá ser o líder. Possivelmente ela conseguirá as coisas do seu jeito e esse arranjo é bom para ela uma vez que lhe causará menos frustrações.




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TDH e TDAH III


Continuação III:TDH e TDAH



Dificuldade de Esperar Ser Atendido (Impaciência)

Esperar é algo com que as crianças com TDA não conseguem lidar. Quando elas colocam na cabeça que querem alguma coisa, elas podem ser imensamente insistentes até conseguirem realizar seu desejo.

Já na escola, a dificuldade de esperar sua vez pode ser manifestada de várias formas: empurrar para ser a primeira da fila, para sair em primeiro lugar para o recreio. O trabalho tem uma aparência de desorganização, a caligrafia pode ser descuidada. As crianças com TDA, em sua maioria, apresentam problemas de coordenação motora fina ou de coordenação visual-motora fina ou até mesmo uma combinação de ambos.

Duas situações de extrema ansiedade e impaciência são vivenciadas no dia de aniversário e no Natal. A criança fica em grande excitação querendo ganhar logo os presentes.

Hiperatividade

Hiperatividade significa inquietação motora excessiva e agressiva. É como se a criança estive “ligada na tomada”. A tendência é de que, com o crescimento, a hiperatividade diminua. As garotas com TDA costumam ser menos hiperativas e impulsivas.

Superexcitação Emocional

Grande intensidade de sentimento acompanha a criança hiperativa. Normalmente, ela não consegue enfrentar apenas um pouco de emoção. Pelo contrário, para ela tem sempre que ser bastante. Elas vivem intensamente a felicidade ou o entusiasmo e a raiva. Ao ficar muito excitada, a criança com TDA poderá entrar numa rotina denominada “hiperboba”. “Ela poderá correr de maneira frenética, falar alto, agir como um pateta e, em geral, fazer-se de tola”. (FHELAN, 2005, p.25). Todos, à volta, perceberão a cena inusitada, apenas a criança com TDA não se dará conta, pois ela é insensível a essas situações sociais. A crianças portadoras desse transtorno não são capazes de perceber o desprazer que estão causando, nem mesmo são capazes de ouvir o que lhes é dito. Ao ficar com raiva, elas podem ter ataques de birra, de uma fúria insana. Momentos como esses podem levar quem assiste a pensar que essas crianças são ou não psicóticas. O mais admirável é que esses momentos desaparecem tão rapidamente quanto começaram, deixando os presentes perplexos.

Pesquisas recentes mostram que além de momentos de entusiasmo e raiva, outras emoções podem ser exageradas, como por exemplo, a ansiedade, a depressão, a tristeza, a baixa auto-estima.

Desobediência
É bem normal dizer que a criança com TDA não tem limites, não segue regras. O conhecimento ou não das regras não é o problema. Elas são capazes até mesmo de ditar as regras combinadas, no entanto, num momento de superexcitação emocional o descontrole toma conta delas. “O TDA não é um problema de não saber o que fazer, é um problema de fazer o que se sabe”. (FHELAN, 2005, p.27).

A desobediência típica do TDA é a razão pela qual entre 50% a 60% das crianças se encaixem no diagnóstico do DSM para o Transtorno e Desafio e Oposição (TDO). Essas crianças perdem a paciência com facilidade, parecem se ressentir de tudo, gostam de irritar os outros e de culpá-los por qualquer coisa que dê errado. Às crianças com TDA, nunca podemos pedir que façam três coisas em seqüência. Possivelmente ela conseguirá cumprir uma só. O fato dela atender sua solicitação já é incomum.




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TDH e TDAH II



Continuação...

Desatenção ou tendência à Distração:

A atenção das crianças com TDA é extremamente pequena. Ela não consegue manter sua atenção em uma só tarefa ou atividade, principalmente se ela a considera chata. Quando questionada do que ela não gosta na escola possivelmente ela dirá: das tarefas. Para elas é um esforço significativo tentar concentrar-se nas tarefas. À medida que ficam mais velhas, as crianças com TDA começam a sentir-se burras e correm o risco de serem acusadas de preguiçosas. Essas crianças têm um período bem limitado de atenção e só a conseguem se a tarefa apresenta uma novidade, se tem alto valor de interesse, por intimidação ou por ficar a sós com um adulto.

Normalmente ocorrem distrações visuais, auditivas, somáticas e de fantasia. As visuais são as que estão dentro do campo de visão da criança como, por exemplo, alguém que passa perto dela ou um inseto voando, desviando-a do trabalho. Distrações auditivas são sons que a criança ouve e a incomodam como, por exemplo, o tique-taque do relógio. Distrações somáticas são sensações corporais que desviam a atenção da criança como, por exemplo, a costura da meia fora do lugar. Distrações de fantasia são pensamentos ou imagens que passam pela mente da criança e que a afastam das tarefas como, por exemplo, o seu novo brinquedo.

Impulsividade


Agir sem pensar ou fazer o que vem à cabeça sem pensar e se preocupar com as conseqüências. Na sala de aula uma criança é também reconhecida como portadora de TDA pela tendência a responder antes mesmo da pergunta ser terminada. Em algumas situações ela procurará dizer coisas com a intenção de ser engraçada ou de “dar uma de esperta”. Essas ações são de difícil administração por parte dos colegas e dos professores.

A impulsividade é extremamente prejudicial à interação social da criança. Se frustrada ela pode gritar com os colegas, pode até mesmo agredi-los fisicamente ou empurrá-los para ter as coisas do seu jeito.

Crianças com TDA costumam mentir que a lição de casa já está pronta, para se livrar do aborrecimento de fazê-la.


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