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sábado, 19 de janeiro de 2013

TDAH "Mitos III








“Sempre ouço uma porção de histórias sobre o que causa TDAH. Gostaria de saber o que é verdade e o que não é."

"É verdade que aditivos alimentares podem causar TDAH?”
Quantas vezes se ouve pessoas bem intencionadas tentar identificar a “causa” de seu TDAH? “Disciplina insuficiente em casa”. “TV demais”. “Jogos de computador demais”. “Aditivos alimentares demais”.

Este último mito começou nos EUA quando um professor de imunologia afirmou que as taxas de hiperatividade estavam aumentando na proporção do número de aditivos nos alimentos. Isto foi defendido pela imprensa e a história se espalhou pelo mundo afora.

Os estudos clínicos para investigar isto não se revelaram conclusivos. De acordo com as últimas diretrizes emitidas pelo National Institute for Health and Clinical Excellence/Instituto Nacional para Saúde e Excelência Clínica (NICE), a eliminação de cores e aditivos artificiais não é recomendada como uma intervenção de rotina para o TDAH.

Mas se parecer haver uma clara ligação entre alimentos ou bebidas específicos e um padrão de comportamento particular, deve-se manter um diário alimentar e conversar com seu médico sobre ser indicado para um profissional nutricionista.

O TDAH é real?
Por encontrarmos sintomas do TDAH em todo o mundo, em um momento ou outro da vida, ou mesmo do dia, algumas pessoas acreditam que o transtorno não exista realmente.

Na verdade, médicos têm registrado casos de crianças surpreendentemente desatentas por mais de 100 anos. Em 1865, o médico alemão Heinrich Hoffmann escreveu o poema “Philip Inquieto”, que descreve uma criança que não consegue se sentar quieta, que se retorce e dá risadinhas, balança para frente e para trás na cadeira e é impaciente, impetuosa e travessa; ela apresenta muitos dos sintomas que hoje são aceitos para definir o TDAH.

Hoje em dia, pesquisadores estão reunindo mais evidências sobre a existência do TDAH, por meio do estudo de varreduras do cérebro. Estas imagens sugerem que há diferenças sutis nos cérebros das pessoas que foram diagnosticadas com o transtorno.


http://www.tdahevoce.com.br/tdahevoce/sobre-tdah/mitos.aspx

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Boas Festas


Grata a você que passou o ano de 2012 sempre me visitando.
Desejo a todos um Feliz Natal.
E que o ano que se inicia venha com energias positivas trazendo muita Paz,Alegrias Felicidades e Amor.
Desejo a cada um de vocês a melhor porção que Deus sempre proporciona a seus filhos.

Célia Macedo

DESENVOLVIMENTO TDAH





 Segundo Koch e Rosa (2009) a hiperatividade e déficit de atenção é um problema mais comumente visto em crianças e se baseia nos sintomas de desatenção (pessoa muito distraída) e hiperatividade (pessoa muito ativa, por vezes agitada, bem além do comum).

O que acontece com as crianças com hiperatividade é que perdem o interesse rapidamente, sentindo-se atraídas por atividades recompensadoras, divertidas e que necessitem de esforço para serem resolvidas, ou seja, que sejam diferentes e que chamem a atenção.

Entretanto nem todos que apresentam esses aspectos são hiperativos, para ser realmente constatado é necessário realizar diagnóstico específico, feito por profissionais especializados. Como cita o site Banco de Saúde (2009) que a falta de diagnóstico e tratamento correto acarretam grandes prejuízos à vida profissional, social, pessoal e afetiva da pessoa portadora. Sem tratamento, outros distúrbios podem associar-se ao quadro, a auto-estima fica cada vez mais comprometida e a pessoa vai se isolando do mundo.

Considera-se que a hiperatividade é um problema de saúde mental, como destaca Rohde e Benczick:

O TDAH é um problema de saúde mental que tem como características básicas a desatenção, a agitação (hiperatividade) e a impulsividade, podendo levar a dificuldades emocionais, de relacionamento, bem como a baixo desempenho escolar; podendo ser acompanhado de outros problemas de saúde mental. (ROHDE e BENCZICH in ENCICLOPÉDIA LIVRE, 2009)




Fatores de Risco

O risco para o TDAH parece ser de duas a oito vezes maior nos pais das crianças afetadas do que na população em geral.

O site Banco de Saúde (2009) complementa citando que há fatores do meio ambiente que podem estar relacionados ao TDAH:

A nicotina de cigarros fumados pela mãe gestante bem como bebidas alcoólicas consumidas, podem ser causas significativas de anormalidades no desenvolvimento cerebral.
Crianças expostas ao chumbo entre 12 e 36 meses de idade pode ser outro fator.
Problemas neonatais como falta de oxigênio, traumas obstétricos, rubéola intra-uterino, encefalite, meningite pós-natal, subnutrição e traumatismo craniano são fatores que também podem contribuir para o surgimento do TDAH. De acordo com Rohde (2009) é importante ressaltar que a maioria dos estudos sobre possíveis agentes ambientais apenas evidenciaram uma associação desses fatores com o TDAH, não sendo possível estabelecer uma relação clara de causa e efeito entre eles.

Os fatores orgânicos, como atraso no amadurecimento de determinadas áreas cerebrais, e alterações em alguns de seus circuitos estão atualmente relacionados com o aparecimento dos sintomas. Dessa forma, todos esses fatores formam uma predisposição básica (orgânica) do indivíduo para desenvolver o problema, que pode vir a se manifestar quando a pessoa é submetida a um nível maior de exigência de concentração e desempenho.

Além da genética, a Encilopédia Livre (2009) cita os “problemas familiares como: um funcionamento familiar caótico, alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução, famílias com baixo nível socio-econômico, ou famílias com apenas um dos pais”, podem colaborar com os sintomas.

Assim, a exposição a eventos psicológicos estressantes, como uma perturbação no equilíbrio familiar, ou outros fatores geradores de ansiedade, podem agir como desencadeadores ou mantenedores dos sintomas.

Sintomas

De acordo com Koch e Rosa (2009) o TDHA se manifesta de três formas:

1. Desatenção;

2. Hiperatividade/ impulsividade;

3. Desatenção e hiperatividade.

Para que uma pessoa ter TDHA, o grau de desatenção e impulsividade necessita acontecer de forma intensa, interferindo no relacionamento social do indivíduo, em todos os ambientes que freqüenta – escola, trabalho, casa – pois muitas vezes falta de limites e regras se confunde com o problema, causando diagnósticos errôneos e rotulação à criança.

De acordo com a Enciclopédia Livre (2009) hoje já se sabe que a área do cérebro envolvida nesse processo é a região orbital frontal (parte da frente do cérebro) responsável pela inibição do comportamento, pela atenção sustentada, pelo autocontrole e pelo planejamento para o futuro.

O principal sintoma, segundo o site Banco de Saúde, é a dificuldade em manter o foco da atenção e/ou manter-se quieta, estes sintomas podem se manifestar de diversas maneiras:

As crianças com TDAH, em especial os meninos, são agitados ou inquietas, freqüentemente têm apelido de "bicho carpinteiro" ou coisa parecida.
Na idade pré-escolar, estas crianças mostram-se agitadas, movendo-se sem parar pelo ambiente, mexendo em vários objetos.
Mexem pés e mãos, não param quietas na cadeira.
Falam muito e constantemente pedem para sair de sala ou da mesa de jantar.
Têm dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes.
São facilmente distraídas por estímulos do ambiente externo, mas também se distraem com pensamentos "internos", dando a impressão de estarem "voando".
Nas provas, são visíveis os erros por distração (erram sinais, vírgulas, acentos, etc.).
Pela falta de atenção, esquecem recados ou material escolar, aquilo que estudaram na véspera da prova.
Tendem a ser impulsivas (não esperam a vez, não lêem a pergunta até o final e já respondem, interrompem os outros, agem antes de pensar).
É comum apresentarem dificuldades em se organizar e planejar aquilo que querem ou precisam fazer.
Seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual.
Segundo Koch e Rosa (2009) uma pessoa apresenta desatenção, a ponto de ser considerado como transtorno de déficit de atenção, quando tem a maioria dos seguintes sintomas ocorrendo a maior parte do tempo em suas atividades:




freqüentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras;



com freqüência tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou atividades recreativas;



com freqüência não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais, não chegando ao final das tarefas;



Freqüentemente tem dificuldade na organização de suas tarefas e atividades;



com freqüência evita, antipatiza ou reluta em envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa);



freqüentemente perde coisas necessárias para tarefas ou atividades;



é facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa principal que está executando;



Com freqüência apresenta esquecimento em atividades diárias;

 As autoras ainda citam que além dos sintomas anteriores referentes ao excesso de atividade em pessoas com hiperatividade, podem ocorrer outros sintomas relacionados ao que se chama impulsividade, a qual estaria relacionada aos seguintes aspectos:





freqüentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completadas;



Com freqüência tem dificuldade para aguardar sua vez;



freqüentemente interrompe ou se mete em assuntos de outros (por exemplo, intrometendo-se em conversas ou brincadeiras de colegas).

 Rohde e Benczick (in Enciclopédia Livre, 2009) caracterizam o TDAH em dois grupos de sintomas:

 Sintomas relacionados à desatenção

Não prestar atenção a detalhes;
Ter dificuldade para concentrar-se;
Não prestar atenção ao que lhe é dito;
Ter dificuldade em seguir regras e instruções;
Desvia a atenção com outras atividades;
Não terminar o que começa;
Ser desorganizado;
Evitar atividades que exijam um esforço mental continuado;
Perder coisas importantes;
Distrair-se facilmente com coisas alheias ao que está fazendo;
Esquecer compromissos e tarefas;
Problemas financeiros;
Tarefas complexas se tornam entediantes e ficam esquecidas;
Dificuldade em fazer planejamento de curto ou de longo prazo.
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Os sintomas relacionados à hiperatividade/impulsividade

Ficar remexendo as mãos e/ou os pés quando sentado;
Não permanecer sentado por muito tempo;
Pular, correr excessivamente em situações inadequadas;
Sensação interna de inquietude;
Ser barulhento em atividades lúdicas;
Ser muito agitado;
Falar em demais;
Responder às perguntas antes de concluídas;
Ter dificuldade de esperar sua vez;
Intrometer-se em conversas ou jogos dos outros.



http://www.artigonal.com/educacao-artigos/tdah-na-escola-estrategias-de-acao-pedagogica-1863499.html

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Limites do TDAH











Resumo: Este artigo trata sobre a dificuldade em distinguir o TDAH e a falta de limite, este tema foi desenvolvido, pois como educadora observo que muitos professores apresentam dificuldades em distinguir o que é falta de limite apenas e o que realmente é o TDAH. Ainda nos dias atuais existe uma grande falta de conhecimento por parte dos pais e professores sobre o TDAH e por conta disto equívocos acabam acontecendo, crianças rotuladas, comprometendo o futuro das mesmas. Este estudo foi realizado através de pesquisa bibliográfica e qualitativa. O que se deve ter claro é que o TDAH é um transtorno que merece cuidados de uma equipe multidisciplinar e que a falta de limite pode estar associada ou não a este transtorno, qualquer criança se educada de maneira permissiva onde ela é o centro das atenções e tem todos seus desejos atendidos acabam gerando a falta de limites.

Palavras-chave: limites, família, escola, TDAH

Introdução

Atualmente, muito se fala que o número de crianças hiperativas vem aumentando tanto na rede pública quanto particular de ensino. Porém grande parte destas crianças não possui diagnóstico e são rotuladas como portadoras do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou como hiperativas. Toda criança que sai do padrão esperado pelo professor ou pela família tem seus atos justificados através da hiperatividade.
O TDAH tem características próprias e somente uma equipe multidisciplinar composta por diferentes profissionais da saúde e educação, podem afirmar que a criança é portadora deste distúrbio. Após a confirmação deve-se procurar a melhor maneira de se buscar um tratamento para amenizar estes sintomas e proporcionar a esta criança uma qualidade de vida melhor. O tratamento medicamentoso deve ser ministrado com cautela e deve haver acompanhamento periódico do médico, que deve basear-se também em informações trazidas pela família e do ambiente escolar.
A falta de limite também merece atenção especial, pois através de acompanhamento psicológico tanto da família quanto da criança é possível estabelecer novos parâmetros de limites para ambos.

O que é TDHA?

Esta é a sigla para denominar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) sendo este um transtorno neuropsicológico encontrado tanto em adultos como em crianças, porém é na infância que se percebe os sintomas com maior facilidade uma vez que aparecem com maior intensidade. A alteração da atenção é um sintoma importante no diagnóstico do TDAH, pois segundo Silva (2009, p.19) "o cérebro do TDA apresenta um funcionamento bastante peculiar, que acaba por lhe trazer um comportamento típico". Vale ressaltar que o déficit de atenção muitas vezes acaba passando despercebido em uma sala de aula, pois estas crianças não atrapalham o andamento da aula e apresentam um comportamento que muitas vezes é confundido como timidez ou dificuldades de aprendizagem.
Para uma pessoa que apresenta TDA concentrar-se em uma determinada tarefa imposta torna-se extremamente difícil, porém não se pode ter isto como regra, uma vez que alguns indivíduos são capazes de manter a concentração por um longo período de tempo em atividades que lhe despertem interesse espontâneo.
A hiperatividade é um sintoma também associado a impulsividade, pois a qualquer estímulo do mundo externo este individuo reage imediatamente sem avaliar suas conseqüências, sendo assim seu comportamento passa a comprometer de maneira significativa suas relações sociais, familiares, escolar e seu trabalho. Algumas das características da hiperatividade são o desvio comportamental e a alteração motora, que acabam por interferir no desenvolvimento das atividades diárias dos pacientes, os quais muitas vezes acabam sendo taxados como indivíduos inconvenientes, agressivos ou mal educados.
A Hiperatividade pode ser física e também mental, sendo que a segunda geralmente apresenta-se de maneira mais branda, porém não menos problemática, pois a agitação mental acaba por impedir que o indivíduo possa perceber com clareza e discernimento as informações que lhe são passadas

Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/a-falta-de-limites-x-tdah/38347/


Débora Turole de Godoy Giglio
Graduada em Pedagogia pela Faculdade de Ciências e Letras Plínio Augusto do Amaral
Especialista em Psicopedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade de Campinas.
deturole@gmail.com
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