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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Problemas de aprendizagem TDAH

Já os problemas de aprendizagem estão relacionados à dificuldade do aluno com alguma função na vida escolar. Mas é importante salientar que isso não é causado pelo aspecto da educação, como alguém que tenha dificuldade de resolver aquela operação matemática. É bem diferente.


Esses problemas de aprendizagem têm causas na atividade cerebral e são, erroneamente, minimizadas por muitos profissionais da educação. Alguns deles são bem conhecidos, tamanho o destaque que muitos veículos de comunicação têm dado a cada um deles. A criação de blogs pessoais, especialistas e portais favorece muito a divulgação de informações. Veja os principais abaixo.


– Disgrafia: dificuldade na escrita que engloba também erros de ortografia e outras situações como troca e omissão de letras.


– Discalculia: dificuldade de cálculos que impede o aluno de realizar operações matemáticas e identificar a função dos sinais.


– Dislexia: dificuldade consideravelmente comum em que as pessoas não conseguem realizar uma leitura.


– Dislalia: dificuldade na fala caracterizada também por alterações da formação normal dos chamados órgãos fonadores, o que impede a criação de determinados sons.


Tratamento – problemas de aprendizagem

Os casos que envolvem problemas de aprendizagem devem ser avaliados de perto por profissionais da saúde. Entretanto, a presença dos professores é indispensável para orientar o aluno e levá-lo a um progresso bastante considerável.


Vale lembrar que o profissional da educação é um importante aliado na identificação desses casos, pois ele pode analisar o desempenho dos alunos e, assim, comunicar aos pais sobre a situação de seus filhos.


















https://neurosaber.com.br/tdah-e-problemas-de-aprendizagem/


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Fatores Genéticos:TDAH

Fatores Genéticos

Os fatores genéticos parecem ter um papel bastante relevante na origem do TDAH. As pesquisas são concordantes e mostram que a prevalência de TDAH é bem maior em filhos e familiares de pessoas com TDAH em relação a pessoas sem o problema e que a herdabilidade média do TDAH é estimada em 76%.
Estudos usando famílias e casos de gêmeos e adoção estabeleceram as bases genéticas do TDAH, apoiando a contribuição genética para o surgimento do transtorno. Estudos verificaram que 60% das crianças com TDAH tinham um dos pais com o transtorno, que a probabilidade da criança ter o TDAH aumenta em até oito vezes se os pais também tiverem o problema; que entre familiares de pessoas com TDAH o risco de se ter o transtorno era cinco vezes maior que o de pessoas sem história familiar; que apesar de não haver diferenças importantes na incidência de TDAH entre pais e irmãos de filhos adotivos comparados a pais e irmãos da população controle, havia um padrão familiar de TDAH entre os pais e irmãos biológicos de crianças com TDAH.

Anormalidades cerebrais

Muitos estudos de imagem feitos no cérebro mostraram evidências de disfunção em pessoas com TDAH (no córtex pré-frontal, núcleos da base, cerebelo e outras).

Fatores ambientais

Baixo peso ao nascer (menos de 1.500 g) confere um risco 2 a 3 vezes maior para TDAH, embora a maioria das crianças que nascem com baixo peso não desenvolva o transtorno.
Embora o TDAH esteja correlacionado com tabagismo na gestação, parte dessa associação reflete um risco genético comum.

domingo, 4 de novembro de 2018

TDAH: crianças desatentas podem virar adultos problemáticas


O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade pode causar sérias consequências se não for identificado a tempo


Desatenção, dificuldades de memorização e aprendizado na escola, mau relacionamento com colegas e professores. Normalmente, o aluno que apresenta estes problemas é simplesmente taxado de mal-educado. Mas, na verdade, ele pode sofrer de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). A disfunção atinge até 5% das crianças. Metade delas cresce com a doença e sofre com a evolução destes sintomas até a vida adulta.

Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), o TDAH se manifesta em diversos aspectos da vida cotidiana, especialmente em três grupos de alterações: hiperatividade, impulsividade e desatenção. “Nos adultos, a tendência é de uma inquietação mental, pensamento que não desliga. Outro aspecto é a impulsividade, agir sem pensar, pessoas impacientes que não esperam a vez, fazem coisas das quais se arrependem”, exemplifica Dr. Mário Louzã, especialista em psiquiatria.  

Quais são as causas?
Estudos comprovaram que o TDAH tem origem em alterações na região frontal do cérebro, responsável por controlar ou inibir comportamentos inadequados. São muitas as causas que supostamente são atribuídas ao transtorno, especialmente a predisposição genética.  “Alguns fatores que interferem no período gestacional também podem contribuir para o aparecimento do transtorno, como complicações no parto, tabagismo e ingestão de álcool durante a gravidez”, explica Louzã.

Como reconhecer?
De acordo com os critérios de diagnóstico atuais, validados por associações e institutos relacionados à psiquiatria e psicologia em todo o mundo, o transtorno se manifesta em crianças antes dos 12 anos de idade. Este é um dos motivos que o TDAH causa prejuízo funcional e mau rendimento escolar. 

“Nas crianças são questões escolares, relacionamento ruim com colegas de classe, tumulto no ambiente familiar. O adolescente é problemático, tem maior risco para tornar-se usuário de drogas, maior índice de repetência, dificuldade de entrar e terminar a faculdade. O adulto tem rendimento ruim no trabalho e na vida acadêmica, problemas nos relacionamentos conjugais, maior risco de acidentes e multas na direção de veículos”, aponta o especialista. 

É possível tratar?
No caso das crianças, o tratamento envolve primeiramente a orientação da escola e da família. O problema é que muitos professores, que tem o contato direto com os pequenos, percebem o transtorno e já recomendam aos pais o uso do medicamento ritalina. Este remédio, controlado, só deve ser usado em casos mais graves e sob orientação médica. Se a disfunção for mais leve, há a opção de psicoterapia ou estratégias de psicopedagogia. Os adultos também podem se beneficiar de psicoterapia associada ao tratamento com medicamentos. 

A presidente da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA),  a psicóloga e psicanalista Iane Kestelman, acredita que o tratamento adequado do transtorno é multimodal, com uma equipe multidisciplinar que fará acompanhamento ao paciente. “Essa equipe deve ser composta por médicos, psicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos. Na maioria dos casos, o tratamento é realizado através de medicamentos, psicoterapia cognitivo-comportamental e psicoeducação, que nada mais é do que educação continuada sobre o transtorno”, finaliza. 


Jessica Krieger

http://arevistadamulher.com.br/familia/content/2167934-tdah-criancas-desatentas-podem-virar-adultos-problematicos

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Transtorno de Déficit de Atenção


O TDAH ouTranstorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é caracterizado por uma gama de problemas relacionados à falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. Esses problemas são causados por alterações no desenvolvimento de algumas áreas cerebrais que funcionam mais lentamente, causando dificuldades à criança em sua vida diária.

O TDAH é um distúrbio biopsicossocial, ou seja, é fortemente influenciado por fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais, que contribuem para a intensidade dos problemas experimentados. Foi comprovado que o TDAH atinge 3% a 10% da população ao longo da vida. O diagnóstico precoce e tratamento adequado podem reduzir drasticamente os conflitos sociais, familiares, escolares, comportamentais e psicológicos vividos por essas crianças e seus familiares.

Estudos mostram que através de um diagnóstico e tratamento corretos, um grande número dos problemas como repetência escolar, abandono dos estudos, depressão, distúrbios de comportamento, problemas vocacionais e de relacionamento, bem como abuso de drogas, pode ser adequadamente tratado ou até mesmo evitado. Sabemos que a presença outras patologias são a regra no curso do TDAH e não a exceção. Por isso devemos ficar atentos a problemas auditivos, visuais, transtornos de aprendizagem, distúrbios da coordenação motora, transtornos psiquiátricos diversos entre outros.

Problemas do sono estão presentes em percentual razoável nessas crianças, sendo comum a sonolência excessiva durante a tarde. Por isso, é fundamental a investigação sobre dos distúrbios obstrutivos respiratórios do sono em crianças com TDAH, uma vez que o problema dificulta as crianças de prestarem atenção e aprenderem o conteúdo das disciplinas escolares como os outros alunos.

Além disso, elas ficam agitadas ou às vezes apáticas, por conta do problema respiratório. O uso da telerradiografia é norma lateral como auxiliar no diagnóstico dos Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono em Crianças com TDAH foi desenvolvido pela Unicamp SP e realizado em crianças com distúrbios de aprendizagem. Quando respiramos com dificuldade, a respiração alterada leva ao que chamamos de dessaturação, ou seja, prejuízo da oxigenação em áreas do cérebro como a área pré-frontal, que é a área mais comprometida no TDAH, agravando ainda mais o quadro.

Como a criança não dorme bem, pode prejudicar a atenção, a conduta e o aprendizado. Por isso é importante a família e os professores terem informações sobre esse assunto e ficarem atentos aos alunos. Especialistas em TDAH precisam fazer uma triagem da parte respiratória em toda criança diagnosticada como tal. Se elas apresentam o problema, é importante diagnosticar se elas têm também os Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono, ou os dois.

Avaliação odontológica é fundamental também, pois a criança pode ter atresia dos maxilares, o que acaba fragmentando a passagem do ar pelas vias aéreas e diminuindo o espaço de passagem do ar. Temos sempre que perguntar se a criança dorme bem, se ela ronca e se respira pelo nariz. Crianças que dormem de barriga para cima ficam com a ponta da língua baixa e não no céu da boca e podem ficar com a via aérea muito reduzida, até mesmo fechada em direção à garganta, a adenóide, as amígdalas e os maxilares.

Importante também a avaliação da úvula, amígdalas e adenóides, além de desvio de septo. Não é normal a criança roncar, falar à noite, ter refluxo gastroesofágico, ranger os dentes (bruxismo), transpiração da cabeça e do tórax (excessiva), enurese noturna (fazer xixi na cama até 7 ou 8 anos) e movimento das pernas inquietas durante o sono, ou agitar as pernas e mãos durante o dia. Também podem apresentar problemas como a rinite alérgica crônica e amigdalites que atrapalham muito a respiração.

Como a criança não consegue respirar de forma eficiente, ela tem um sono agitado e essa reação que ela apresenta é o corpo se movimentando devido a dificuldade da respiração. A criança pode ainda ter pesadelos e acordar gritando. A identificação desses distúrbios do sono pode ser percebida logo ao nascer pelos pais, melhor verificada pelos pediatras. Os pais muitas vezes percebem as agitações do sono, mas não as relacionam com fatores que podem aumentar a hiperatividade, prejudicar a atenção e o aprendizado nas crianças com TDAH.

Também devem ser investigados os fatores como congestionamento nasal, apinhamento dental, palato ogival, lábios entreabertos, inflamação clínica das tonsilas palatinas, úvula (campainha) alongada e mau hálito.O TDAH, para ser adequadamente tratado necessita, como vemos, de uma avaliação clínica detalhada por profissional capacitado neste tipo de atendimento.


https://www.minhavida.com.br/familia/materias/5233-disturbio-respiratorio-e-comum-no-tdah