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sábado, 27 de setembro de 2025

Autismo não verbal

 


Autismo não verbal" refere-se a indivíduos no espectro autista que têm dificuldades significativas em usar a fala para se comunicar, podendo não falar nada ou ter vocabulário muito limitado. Contudo, isso não implica ausência de comunicação ou compreensão, pois estas pessoas frequentemente usam outras formas, como gestos, linguagem corporal e sistemas de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), como cartões com imagens ou dispositivos eletrónicos. 

Características principais

Comunicação: O uso da fala é inexistente, muito limitado, ou não significativo para a comunicação. 

Compreensão: A incapacidade de se expressar verbalmente não significa que a pessoa não compreenda o que é dito. 

Canais alternativos: A pessoa pode comunicar através de gestos, linguagem corporal, e/ou Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA). 

Outras formas de comunicação: A CAA inclui o uso de símbolos, cartões de comunicação (como PECS), ou aplicativos que produzem voz a partir de símbolos selecionados. 

Importância do apoio

Estratégias de intervenção: É crucial que familiares e educadores usem estratégias que estimulem a comunicação e a aprendizagem, como a CAA. 

Não é um diagnóstico definitivo: O termo "não verbal" não é fixo; muitas crianças com autismo não verbal podem desenvolver a fala com intervenção precoce e adequada. 

Foco na inclusão: Ajudar o indivíduo a desenvolver suas formas de comunicação é essencial para a sua inclusão e qualidade de vida. 



Sinais e intervenção

Se notar que o seu filho ou aluno não está a atingir marcos linguísticos, procure um profissional, como um terapeuta da fala. 

A intervenção deve ser um trabalho conjunto com a família, adaptada às necessidades e interesses da pessoa, para potenciar a sua funcionalidade e independência. 


Imagens e textos:google

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Autismo e TDAH



 Autismo e TDAH são duas condições neurobiológicas distintas que podem coexistir na mesma pessoa (comorbidade), o que pode complicar o diagnóstico e o tratamento. Enquanto o autismo envolve dificuldades na interação social, comunicação e comportamentos restritos e repetitivos, o TDAH é caracterizado por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento eficaz, é essencial uma avaliação por uma equipa multidisciplinar de especialistas. 

O que é o Autismo (Transtorno do Espectro Autista - TEA)?

Definição: Uma condição neurobiológica que afeta a comunicação e o comportamento. 

Características: Dificuldades na interação social e comunicação, e a presença de comportamentos restritos e repetitivos. 

O que é o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)? 

Definição: Um transtorno caracterizado por níveis excessivos de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade. 

Características: Dificuldade de concentração, inquietação, e impulsividade. 

Autismo e TDAH: A Possível Coexistência (Comorbidade)

Comorbidade: É possível que um indivíduo tenha tanto autismo quanto TDAH simultaneamente. 

Impacto: A coexistência dos dois transtornos pode tornar o diagnóstico e o tratamento mais complexos. 

Diferenças na Concentração: Uma pessoa com TDAH pode ter dificuldade em manter a concentração em qualquer tarefa, enquanto uma pessoa com autismo pode ter um "hiperfoco" intenso em áreas de interesse específico, o que pode ser confundido com atenção, mas é um sintoma do TEA. 





Diagnóstico e Tratamento

Diagnóstico: Apenas um médico especialista pode diagnosticar o autismo, o TDAH ou a coexistência dos dois. 

Avaliação: O profissional analisará os sinais e sintomas relatados pelos pais e educadores para traçar um padrão de comportamento. 

Abordagem: O tratamento deve ser individualizado e pode envolver medicamentos, psicoterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e adaptações no ambiente. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

A diversidade no autismo




A diversidade no autismo refere-se à compreensão de que cada pessoa no espectro autista é única, com diferentes características, talentos, desafios e formas de interação, não sendo uma condição homogênea. Este conceito de neurodiversidade vê o autismo como uma variação natural do cérebro humano, em vez de uma doença a ser curada, promovendo a inclusão e o respeito às diferenças.

 A diversidade também abrange a diversidade de gênero mais prevalente em pessoas autistas e a importância de considerar sua sexualidade e afetividade. 

O que significa a diversidade no autismo?

Singularidade individual:

Pessoas autistas apresentam uma ampla gama de habilidades e necessidades, desde a comunicação verbal até a independência. 

Neurodiversidade:

O autismo é parte da diversidade neurológica humana, o que significa que é uma forma diferente de funcionamento cerebral. 

Rejeição do modelo médico:

A visão da neurodiversidade se opõe ao modelo médico que enxerga o autismo como uma doença, defendendo que ele é parte da personalidade da pessoa. 

A diversidade de gênero e sexualidade em autistas

Prevalência:

Estudos mostram uma maior frequência de diversidade de gênero em indivíduos com autismo e TDAH, levantando a necessidade de mais pesquisa e apoio. 

Educação e diálogo:

Incluir o tema da sexualidade, afetividade e identidade na educação de pessoas com TEA é fundamental para uma sociedade mais inclusiva. 

Como a diversidade do autismo é representada?

Símbolos:

A fita do quebra-cabeça, com peças coloridas e diferentes, representa a diversidade de experiências e famílias dentro do espectro e a inclusão social. 

Cores:

As cores vibrantes da fita e de outros símbolos servem para chamar a atenção para a diversidade de características e promover a conscientização. 

Representações culturais:

A arte e outras formas de expressão cultural refletem a diversidade do autismo, promovendo o respeito e a aceitação das diferenças. 

sábado, 2 de agosto de 2025

Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)





 Sim, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) pode ser considerado uma deficiência, mas não de forma automáticaA classificação como Pessoa com Deficiência (PCD) depende da gravidade dos sintomas e do impacto que o TDAH causa na vida da pessoa.



É importante entender que:

O TDAH não é automaticamente considerado deficiência:

Isso significa que, em geral, pessoas com TDAH não têm direito automático às vagas reservadas para PCD em concursos públicos ou outros processos seletivos. 

A classificação depende da avaliação individual:

Para que o TDAH seja considerado deficiência, é necessário que a pessoa passe por avaliações médicas e psicossociais que comprovem que o transtorno causa limitações significativas em sua vida. 

Projetos de lei em andamento:

Existem projetos de lei, como o PL 2630/21, que visam reconhecer o TDAH como deficiência para todos os efeitos legais. 

A legislação atual:

O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) estabelece critérios amplos para a definição de deficiência, mas não lista especificamente o TDAH como tal. 

Em resumo: Pessoas com TDAH podem se beneficiar do reconhecimento como PCD, mas precisam comprovar, por meio de avaliações, que o transtorno causa limitações significativas em sua vida diária. A discussão sobre a inclusão do TDAH como deficiência na legislação está em andamento.